domingo, 12 de fevereiro de 2017

«Um FC Porto à italiana»



O FC Porto venceu ontem em Guimarães o Vitória local em mais um jogo com enorme eficácia. Afinal, o que conta, é chegar ao final de um jogo e ter mais golos marcados que o adversário.


Se já com o Sporting se tinha notado que o FC Porto actualmente tem menos posse de bola (estratégia propositada do seu técnico) do que tinha na primeira volta do campeonato, ontem voltou-se a perceber que a estratégia do treinador portista é continuar a ter solidez defensiva e chegar rápido à baliza adversária.


O FC Porto que gostava de ter bola neste momento não existe e também não interessa. Até agora, está resultando em pleno. Esta mudança de 'paradigma' poderá ter a ver com os adversários que defrontou nas últimas duas jornadas do campeonato e que virá a defrontar na Champions - a Juventus!


Se a intenção também era aproveitar para criar rotinas para o jogo com os italianos, a tarefa está cumprida. Não poderiam ter tido melhores adversários que o Sporting em casa e o Vitória de Guimarães fora.


A eliminatória com a Juventus poderá ser muito equilibrada, os italianos não estão habituados a uma equipa que lhes faça frente com os mesmos argumentos - solidez defensiva e saídas rápidas em contra ataque com a bola a chegar aos homens da frente em 2/3 passes.


2 comentários:

Saci Pererê disse...

Talvez possa entender o 11 pelo descanso que algumas peças necessitam, mas para mim André^2 não tem lugar no 11 inicial. É um jogador que tem potencial e já mostrou muito mais, mas hoje em dia não me parece em condições para o 11 inicial, e mesmo na hierarquia não seria uma das primeiras opções.
Passes para o lado e para trás quando pode progredir, pouco eficaz na pressão recorrendo demasiado à falta por não posicionar-se convenientemente no momento da transição, e no contra-ataque, tal como Herrera exagera na contemporização e permite que o adversário recupere o posicionamento.
Parece-me que o banco fez muito bem a Jota, e também o posicionamento que ocupa num 4-3-3 lhe beneficia mais que um 4-4-2 onde claramente não tem capacidade fisica para receber de costas com marcação de um central. A sua melhor característica é a velocidade com bola e o seu movimento mais eficaz são as diagonais nas costas dos defesas, coisa que neste 4-4-2 não consegue explorar com a mesma facilidade que o 4-3-3.

César João disse...

Saci,

o Rodolfo Reis diz que deveria ser assim:

Casillas; Maxi, Felipe, Marcano e Alex;
Danilo; Oliver e Octávio;
Corona, Soares ou André Silva e Brahimi.

Concordo que é um excelente «onze base»