terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O QUE FAZER COM ESTA ARBITRAGEM?



O jogo de ontem no Dragão foi apenas mais um em que presenciámos um erro grosseiro com clara influência no resultado. Sem alinhar pelos 15 penáltis pedidos por Pinto da Costa, penso que é necessário admitir que os dragões têm razões de queixa de várias arbitragens esta época. Felizmente chegaram à vitória frente ao Chaves sem precisarem do golo anulado a André Silva. Seria mais um a causar descrédito numa prova e desporto que todos amamos mas cuja credibilidade anda pelas ruas da amargura. Basta ler os comentários dos leitores, o que se diz nos cafés, as barbaridades que se escrevem nas redes sociais para entender que os únicos satisfeitos são os que vão na frente. Não é de hoje, é coisa antiga. Toni, até ele, um símbolo do Benfica e que merece enorme respeito foi atacado apenas por ter sido intelectualmente honesto e ter dito algo muito simples: o árbitro do dérbi acabou por ter influência. Não disse que a águia foi levada ao colo nem colocou em causa a honestidade de Jorge Sousa. Num Mundo normal seria compreendido por todos, mesmo os que não concordam. Mas não, nos tempos que correm quem não alinhar na carneirada e debitar o discurso oficial não cabe na simples nomenclatura de bom adepto. É um inimigo. Até quem deu parte da vida pelo Benfica. Será possível? 
 
 

São mesmo muitos os erros. Não vale a pena escondê-lo. A Liga da Verdade de Record é apenas uma ferramenta simples para perceber que algo vai mal. O problema é que o diagnóstico está feito há muito. A cura para a maleita é que se antevê complicada. Ninguém assume quando é beneficiado. Os discursos dos técnicos e dirigentes são do mais hipócrita quando isso acontece. E como melhorar a arbitragem se a ideia de quase todos é sim controlá-la? É verdade que isto está mau. E não vai melhorar.

Bernardo Ribeiro no Jornal Record

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