sábado, 12 de novembro de 2016

Engenheiro nunca repete fórmula

Fernando Santos chega aos 30 jogos enquanto selecionador nacional sem ter imitado um onze



Podemos chamar-lhe a ternura dos... 30. Diante da Letónia, Fernando Santos prepara-se para orientar o 30º jogo como selecionador português – já estaria nos 31 não fosse o castigo diante da Sérvia, na Luz –, com um dado curioso a sobressair. É que, por opção técnica ou por obrigações devido a castigos ou lesões, o engenheiro não repetiu a equipa titular numa única ocasião. Houve sempre alguma peça diferente e, com o título europeu em exposição na Cidade do Futebol, tem os resultados completamente do seu lado.
Com um saldo de 18 vitórias, quatro empates e sete derrotas (seis delas em particulares), o jogador que mais mereceu a confiança de Santos foi, sem grande surpresa, Rui Patrício. O guardião somou 2.070 minutos, seguido de muito perto por Nani (2.023), enquanto Pepe, de fora por castigo frente à Letónia, esteve em campo durante 1.794 minutos.
Curiosamente, Cristiano Ronaldo surge fora do pódio (1.640), ele que falhou vários particulares, bem como o arranque do apuramento para o Mundial’2018, contra a Suíça. Nota de destaque também para José Fonte, que conquistou um lugar no onze da equipa das quinas e de lá não mais saiu, sendo agora o 5º mais utilizado (1.458) da era Fernando Santos.
Muitas oportunidades
Ao longo destes 29 primeiros jogos como técnico da equipa das quinas, Fernando Santos fez questão de dar oportunidades a muitos jogadores – 53, para sermos precisos. E a verdade é que a maior parte desta longa lista a que o selecionador nacional continua atento é composta pelos 23 estreantes em que não teve medo de apostar. Os últimos jovens craques a merecerem a confiança de Santos foram Renato Sanches, João Cancelo, André Silva e Gelson Martins.Guardar os coletes para manter segredo

Não são raras as vezes em que Fernando Santos deixa algumas pistas para o onze que vai utilizar. No entanto, o treino de ontem acabou por deixar as dúvidas no ar e manter os segredos quanto à equipa inicial intactos. Os coletes costumam ser a indicação das tais ‘dicas’, mas o selecionador nacional aguardou calmamente pelo final dos 15 minutos abertos à comunicação social para, então, distribuir os ditos equipamentos laranja que guardava. Certo é que, na quinta-feira, Santos testou, numa peladinha com balizas mais pequenas, a seguinte equipa de campo: Cancelo, Fonte, Bruno Alves, Guerreiro, Danilo, Renato, Gelson, Quaresma, Ronaldo e Éder.
Pedro Gonçalo Pinto no Jornal Record

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