segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Triste Sporting



Cantando e rindo o verde volta a amarelar. Triste Sporting este que na época passada só a Supertaça ganhou, vivia-se então a euforia do primeiro ano de Jorge Jesus e era tempo de tolerância, e manteve-se no activo o velho dito dos sportinguistas " para o ano é que é", dito que, por este andar, se vai repetir esta época. Que fado!
Os desastres sucedem-se, em alguns casos com picos de humilhação como foi o caso, mais uma vez, em Alvalade, frente ao Tondela. Um empate arrancado a ferros ao sexto minuto do prolongamento, a fechar um jogo sem classe e mais grave; como raio se marcam golos sem remates à baliza? Aos 75 minutos a equipa leonina tinha feito um remate digno desse nome, ao poste. Quem não viu não acredita.
O presidente vive preocupado com o rival encarnado. O treinador, no intervalo das derrotas, gaba-se. E gabou-se ao ponto de afirmar que o Benfica continuava a jogar com as suas ideias e, apesar de ano e meio sem serem actualizadas, o clube da luz continua a ganhar. Seriam ideias gravadas a fogo. Mas, esse mérito tem um nome e não é Jesus, é Vitória. Certo, certo é que as ideias de Jorge Jesus não têm desabrochado em coisa que se veja em Alvalade. Se a gabarolice ganhasse jogos, o Sporting era campeão do mundo.
No final do jogo com o Tondela, os adeptos deixaram claros sinais do seu acumulado descontentamento. Jorge Jesus ouviu os primeiros assobios e ficou bem registado que o estado de graça já se foi. Os melhores adeptos do mundo têm limites e tantos insucessos desesperam até os santos.
Alberto do Rosário no Jornal Record

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