quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Jorge Jesus é cérebro e muito mais

DE PÉ PARA PÉ

À semelhança do que sucede com todas as figuras marcantes, Jorge Jesus tem sido avaliado com a superficialidade desdenhosa de quem não perde uma ocasião para desvalorizar o seu êxito. Por estilo, mas também por resultados, é um mobilizador das mais misteriosas e profundas emoções coletivas das entidades que representa. O povo ama-o como profeta ganhador, defensor de sentimentos e tradição; como general do exército que representa é um polo de amor e ódio, próprio das personagens a quem ninguém fica indiferente. Ele é o egocêntrico, o provocador, o indomável, o extravagante, o caprichoso, o narcisista… Mas é, acima de tudo, o melhor treinador da última década em Portugal, em pleno processo de consolidação desse estatuto. JJ está a apetrechar-se com as melhores estatísticas (ninguém venceu tanto), as melhores opiniões (estimulou o futebol mais empolgante dos últimos anos) e os sentimentos mais fortes (ídolo e vilão no Benfica, tem agora uma aura divina no Sporting).


JJ é cérebro e muito mais. É um treinador da cabeça aos pés, que idealiza o treino e operacionaliza conceitos de trabalho no jogo; relaciona-se para dentro como um mestre e comunica para fora como homem do povo; domina cada passo da construção e crescimento da equipa e ainda analisa adversários com minúcia e domina todos os fatores relevantes na função que desempenha. É um autodidata que absorveu informação durante anos como futebolista e adaptou-a a princípios personalizados, defendidos por uma equipa da sua inteira confiança e com a qual estabeleceu cumplicidade absoluta. Era jogador e já pensava como treinador; limitava-se a testar competências e já superava o conhecimento dos consagrados. Dizia-se que só tinha temperamento, discurso e saber para gente e clubes do meio da tabela para baixo, mas já todos sussurravam que tinha dimensão para as grandes potências. Na luta por prestígio e reconhecimento universais não sente atração pelo estrangeiro.


Disse um dia Manuel Alegre, sem pensar em futebol, que a grande aventura também pode ser ficar. JJ só trocará um grande português por colosso europeu que dificilmente lhe abrirá as portas, convicto de que vai deixar marcas indeléveis na história do campeonato nacional. Depois de seis anos ao serviço do Benfica, nos quais travou a hegemonia do FC Porto, elevou para 11 (dez na Luz e a Intertoto no Sp. Braga) os títulos conseguidos, tendo sido campeão nacional por três vezes, já atingiu um patamar de excelência ao qual só Otto, Riera, Guttmann, Hagan, Pedroto, Eriksson, Artur Jorge, Toni, Jesualdo e Mourinho têm acesso. Se as coisas lhe correrem bem no Sporting, isto é, se aumentar para quatro as vitórias na Liga, deixará quase todos para trás - só Otto Glória, o brasileiro que foi campeão em cinco ocasiões e tem 11 títulos, ficará à sua frente.


Saiu do Benfica há menos de quatro meses e já venceu por duas vezes o gigante que ajudou a construir. Se o fizer numa terceira ocasião, as consequências são imprevisíveis: na Luz, em Alvalade, na Liga e até no futebol português


Os efeitos da saída para Alvalade estão à vista. Sim, deve ter sido complicado viver seis anos a seu lado, com a obrigação de lhe satisfazer todas as exigências; de lhe aturar presunções e manias; de o ver intrometer-se em todas as atividades de cada departamento; de ver a paciência esgotar-se não só pelo estilo de atuação mas também por atitude, reivindicação e intransigência. Mas pior ainda é lidar com o seu fantasma conquistador e ser confrontado com o rasto vitorioso que dimensionou uma estrutura de apoio moderna, sofisticada e de cunho científico - muitos sugeriram até que a máquina do Seixal, de tão perfeita e avançada, explicava o êxito com independência do líder máximo. JJ saiu do Benfica há menos de quatro meses e já venceu por duas vezes o gigante que ajudou a construir. Se o fizer numa terceira ocasião, na Taça de Portugal, a 21 de novembro, as consequências são imprevisíveis: na Luz, em Alvalade, na Liga e até no futebol português. *


Olhos postos em Jorge Simão


O bom treinador também é aquele que sabe adaptar-se a todas as circunstâncias 


Jorge Simão está a graduar-se como treinador de topo. No Belenenses teve a inteligência para perceber que o êxito passava pela continuidade do trabalho de Lito Vidigal e não pela introdução de ideias próprias (e deixou a equipa na Europa); no P. Ferreira construiu o edifício segundo os seus padrões táticos, técnicos e estéticos (e tem a equipa em 5.º lugar). É um treinador para seguir com máxima atenção.


O papel principal de Tiago Caeiro


Ser habitualmente suplente não está ao alcance de qualquer jogador


Tiago Caeiro é especial pelo espírito, pelas características técnicas e pela utilidade. O suplente costuma ser o primeiro a tomar banho e a pôr em causa os elos de ligação ao grupo; zanga-se e age para que todos entendam que está contrariado e não vive feliz. Tudo ao contrário do ponta-de-lança do Belenenses, que aceitou um papel, sente-se confortável nele e continua a ser decisivo. É uma bênção ter jogadores assim.


Nolito tornou-se uma referência


Portugal foi etapa na vida de uma das estrelas mais apetecíveis da atualidade


Nolito é hoje um dos grandes jogadores do futebol europeu. O avançado frenético e talentoso - decisivo mas disperso, que brilhava em ações avulsas e muitas vezes descontextualizadas do jogo - que passou pelo Benfica está transformado num dos melhores extremos do Mundo e referência do futebol atual. Internacional espanhol pelo Celta Vigo, é um dos alvos de Luis Enrique para reforçar o Barcelona. 
Rui Dias no jornal record

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

«Tomem lá três e vão ver se estou na esquina»

Não posso começar este post sem dar os parabéns ao Sporting de Jorge Jesus e a todos os leitores sportinguistas deste blogue.
Foi uma vitória sem espinhas!,.... ontem, na Luz! 

Um Benfica amorfo para um Sporting inteligente tacticamente e que aproveitou para enfiar 3 secos sem resposta no eterno rival . 
Quase que aposto que apeteceu a Jorge Jesus dizer àqueles que o empurraram pela porta dos fundos a seguinte frase: Tomem lá três e vão ver se estou na esquina! 

Em relação ao Benfica e, apesar de não concordar com muito do que diz o eterno candidato à liderança - Bruno Carvalho -, tenho de admitir que me revejo no post que o mesmo escreveu no seu facebook.

Aqui fica: O que se passou ontem não pode ser branqueado e teve tanto de triste como de previsível. Em primeiro lugar, não me venham dizer que só falo nas horas más porque não é verdade, tendo eu, inclusivamente, hoje negado dar uma entrevista a uma rádio para não acrescentar confusão.

Mas a verdade é que quem lidera um clube tem que assumir as consequências das suas decisões. O Presidente do Benfica decidiu abrir um novo ciclo no Benfica e fez mal. Muito mal.

Como eu tive ocasião de dizer e o tempo há-de prová-lo intensamente, despedir Jorge Jesus foi um erro histórico. Jesus podia e deveria ser o nosso Alex Fergunson. Jesus tinha acabado de ganhar 6 competições nacionais seguidas (feito inédito no futebol português) e levou-nos a duas finais europeias. Não ganhou, não era a Champions, mas ambas prestigiaram e muito o Benfica.

E mais e muito mais importante e é algo que eu disse repetidamente ao longo dos anos: Jesus era a estrutura do Benfica. O resto é conversa. Jesus disfarçava muitas das hesitações e recorrentes incompetências que vimos no consolado de Vieira pré-Jesus e que agora veremos de novo.

Jesus era perfeito? Não, não era. Mas depois de um longo processo de aprendizagem era o treinador ideal para o Benfica e com quem ganharíamos seguramente o tri e tantos outros títulos. E não me venham com o argumento que era um treinador caro.

Como já disse várias vezes: não há treinadores caros, há treinadores que não ganham. Basta não comprarem os habituais 10 ou 11 jogadores que compram todos os anos e que toda a gente sabe que não são para jogar que haverá logo dinheiro para pagar a Jesus ou até ao Pep Guardiola! Jesus foi afastado não por dinheiro, mas por causa de protagonismo. Vieira não gosta de sombra e gosta de ser ele a aparecer nas horas boas e ser o alvo de todos os elogios.

Depois inventaram a história da formação. A história da formação é outra falácia. O Benfica serve para ganhar. Formar sim, se for possível, mas temos é que ganhar. O Sporting andou anos a formar e não ganhava nada. É esse o modelo que defendemos para o Benfica? Eu não.

E depois há a questão da defesa do Benfica. O Benfica está sob o ataque cerrado do Presidente do Sporting e o que faz o nosso Presidente? Cala-se.

Manda tudo para os tribunais em alguns processos em que chegam ao ridículo de valorizarem cada adepto do Benfica em 1 euro. Quando somos atacados, quando nos atacam a honra, temos que nos defender! O resto é cobardia ou falta de interesse na Instituição.

Podem usar os tribunais, mas defendam o Benfica com firmeza na praça pública e com todas as armas disponíveis, custe o que custar. A última palavra vai para os adeptos do Benfica que foram inexcedíveis. Como têm sido sempre.

Sem bacoquices, são de longe os melhores de Portugal e ímpares no apoio que dão ao Benfica, preocupando-se apenas com o seu clube. Mas ninguém tenha dúvidas, da próxima vez a reacção será bem diferente.

Finalmente gostava de vos dizer que este texto custou-me muito a escrever porque não gosto do estilo “veem eu tinha razão”, mas a verdade é que não podia estar calado no momento em que acontecem as coisas exactamente como eu tinha previsto e depois de eu ter sido tão atacado como é habitual.





sábado, 24 de outubro de 2015

Marco Ferreira tem tudo em "on"?

Marco Ferreira disse ao "AS" o que BnA já aqui tinha sugerido, ou seja, que recebeu sempre "enigmáticos" telefonemas de Vítor Pereira antes de apitar jogos do Benfica.
O que BnA não sabe, mas suspeita, é se essas conversas foram ou não gravadas.
Vítor Pereira, o presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, ou explica muito bem o que se passou ou só tem agora um caminho: demitir-se das funções que exerce.
Não é tolerável que o presidente do CA da FPF apenas fale com os árbitros que vão apitar jogos do Benfica, usando um discurso no mínimo ambíguo.
Compete ao Conselho de Disciplina da FPF averiguar se houve aqui uma má prática. Se não houve, o que se conhece é suficientemente grave para impor uma mudança de liderança num Conselho de Arbitragem que venceu as últimas eleições por um voto, devido a uma súbita indisposição de um delegado de Viana do Castelo que veio a calhar muito bem.
Post de Eugénio Queirós, aqui

Dois jogos que marcaram os sportinguistas e os benfiquistas

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Benfica 1 Sporting 1

recordando o maior e mais importante derby português


 

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Caso das Prendas: Árbitros mais perto de castigo que o Benfica


O "kit Eusébio" que o Benfica costumava oferecer aos árbitros que apitavam na Luz é uma prenda como muitas outras que se oferecem. A verdade é que todos os clubes, sobretudo os grandes, oferecem sempre camisolas oficiais, que não custam menos de 70 euros, aos árbitros, que têm sempre muitas solicitações de amigos nesse sentido.
Não há aqui qualquer problema.
Onde o ponto bate é nos vouchers para jantar no Terreiro do Paços, pelos vistos apenas usados por observadores e delegados da Liga.
A oferta de jantar é algo que consta da lista proibida. Nem que seja um jantar de cortesia, como parece ser o caso.
No caso originário do Apito Dourado, os jantares patrocinados pelo Gondomar, antes e depois dos jogos, contribuíram para condenar o clube e alguns árbitros que até já tinham passado pela 1.ª categoria.
Ora, um jantar é sempre um jantar.
Não se corrompe um árbitro com um jantar mas um árbitro, sobretudo a este nível, deve rejeitar qualquer oferta nesse sentido, mesmo em forma de voucher.
Por isso, os árbitros que receberem os vouchers e que não reportaram essa oferta ao Conselho de Arbitragem em teoria arriscam uma penalização.
Ou seja, corremos o risco de ficar sem árbitros numa próxima jornada...
Eugénio Queirós, aqui

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Sousa Cintra

recordando personalidades do futebol português...



 

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Vieira e Bruno são assim tão diferentes?

ÂNGULO INVERSO




O ar responsável,  quase de estadista, com o discurso escrito ou as palavras de improviso bem medidas  que Luís Filipe Vieira mostra hoje não esteve lá sempre. 

Não é preciso mostrar o presidente do Benfica a entrar pelo estúdio da SIC Notícias dentro para nos lembrarmos que Vieira já foi o “challenger”, já desafiou o poder simbolizado por Pinto da Costa e, por causa dessa realidade, era vê-lo disparar tiros em muitas direcções. Esse Vieira de perfil mais bélico, verdade seja dita, nunca deixou de ter como prioridade a reconstrução do Benfica e não apenas no plano desportivo. 

O Benfica que Luís Filipe  Vieira encontrou nos primeiros anos deste século era mais do que um gigante adormecido. Era uma instituição anacrónica. Hoje – mesmo com uma dívida elevada e difícil de compreender  – o Benfica é uma organização moderna que está no radar de empresas como a Emirates e se situa na primeira linha do futebol europeu. 
Essa metamorfose deve-se a Vieira e à equipa que ele soube escolher, num processo que ocorreu também com uma profissionalização (e sofisticação) da mensagem do clube onde há um antes e um depois de João Gabriel.  O responsável da comunicação é um profissional de primeira linha que tinha experiência na política e nas empresas e que foi essencial na mudança de posicionamento do Benfica.  


Se olharmos para este panorama haverá assim tanta diferença entre Luís Filipe Vieira e Bruno de Carvalho? Se olharmos com atenção, bem entendido. Centremo-nos na substância. A parte mais relevante do trabalho do presidente do Sporting é a recuperação financeira do clube, a criação de uma dinâmica de vitória e uma ambição que tinham deixado de existir e que se julgava mesmo terem deixado de fazer parte da matriz do Sporting. A estas componentes é justo somar a apresentação de novas ideias e novos projectos que visam tornar o futebol mais transparente nos seus procedimentos.   


Vieira tem hoje uma inteligência emocional que é decisiva para qualquer gestor e muito importante no futebol; Bruno de Carvalho ainda não a tem. A questão é se algum dia a terá


A minha visão  é que alguém com as qualidades de gestor de Bruno de Carvalho se devia centrar no essencial e não gastar tempo e energias com o acessório.  Bruno de Carvalho fez bem em dar uma entrevista ao Expresso. Fez mal em ter ido à TVI, embora esteja convencidíssimo do contrário. Fez bem em criar o blog Verdade Leonina. Fez mal em lançar a boca que os autores do Football Leaks serão presos. Mesmo que sejam. O seu narcisismo é insuportável.   


Luís Filipe Vieira tem hoje  – e aprendeu depressa – uma inteligência emocional que é decisiva para qualquer gestor e muito importante no futebol; Bruno de Carvalho ainda não a tem. A questão é se  algum dia a terá.   


O homem da Bota de Ouro


Com o tempo a passar Cristiano Ronaldo mantém a sua elevadíssima performance como marcador de golos mas é hoje um jogador sem a mesma capacidade para gerar desequilíbrios, um dos seus trunfos durante anos e uma marca distintiva do seu futebol. Um misto de rara força física e de técnica apurada, em muitos casos desconcertante,  que o fizeram repartir com Messi o título de melhor do Mundo.  Pelo menos nas duas últimas épocas são raros os seus lances de um para um e até os seus remates de fora da área começam hoje a escassear. Ronaldo não passou a ser um 9 à moda antiga porque mantém uma grande mobilidade e um raro sentido de baliza aliados ao seu insaciável desejo de querer sempre mais. Isso não muda, basta ver o que disse quando recebeu na terçaa feira o troféu que o consagrou como melhor marcador da Europa. A entrar nos anos finais da sua carreira Ronaldo  será mais o homem da Bota de Ouro que o homem da Bola de Ouro.



Vírus FIFA 


Não, não é o vírus da corrupção, mas é assim que é conhecida no mundo do futebol a onda de lesões que, por artes mágicas ou como resultado das longas viagens e preparação menos cuidada, atinge invariavelmente jogadores de topo quando há jogos entre seleções. Na última semana até estamos mais a falar de um vírus UEFA – o Real Madrid, por exemplo, perdeu Benzema e Modric, como o Sporting perdeu Rui Patrício e o Benfica Nélson Semedo. Ora, cada caso é um caso mas o que é importante fazer num futuro próximo – desde logo em defesa dos clubes e dos atletas – é discutir o calendário das várias competições e que alterações será necessário introduzir. Algo está mal no reino da Dinamarca. 


A ex-laranja mecânica


A Holanda, um histórico do futebol e que ainda há dois anos ficou em terceiro lugar no Mundial do Brasil, caiu escandalosamente na corrida para o Euro do próximo ano, a tal competição onde cabe quase toda a gente. A Holanda caiu de maneira trágica com uma derrota caseira contra a República Checa mas esse momento foi, afinal, o epílogo de um caminho muito acidentado onde a equipa, em total desagregação, nunca esteve à altura da sua história. País formador por excelência, a Holanda vê sair de cena alguns jogadores de grande classe e tem agora que pensar na Rússia em 2018. 
Nuno Santos, aqui

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Dragões demarcam-se da "pornografia futebolística"

DEBATES TELEVISIVOS EM CAUSA
O FC Porto emitiu esta terça-feira uma nota no seu site oficial na qual vinca o seu distanciamento de todos os comentadores afetos ao clube que participam em debates televisivos sobre futebol. O texto, intitulado "Pornografia futebolística", faz uma referência concreta ao programa "Prolongamento", da TVI 24.


Eis a nota na íntegra:


"O futebol falado teve sempre muito espaço na televisão portuguesa. O modelo era simples, convidavam-se umas figuras mais ou menos públicas adeptas dos três grandes clubes e discutia-se até ao infinito, com mais ou menos conhecimento, com mais ou menos paixão, com mais ou menos sensatez.


Infelizmente, o modelo evoluiu para uma situação insustentável, com clubes a designarem funcionários ou dirigentes no ativo para os representarem nesses programas. A discussão apaixonada foi substituída por uma agenda previamente estabelecida, ao arrepio da verdade dos factos e da mais elementar urbanidade, de que é expoente máximo o lamentável programa Prolongamento, na TVI24, que é hoje uma espécie de pornografia futebolística.


O FC Porto nunca entrou neste jogo de colocar funcionários ou dirigentes no activo a interpretar o papel de paineleiros. E para que fique claro, ninguém com ligação profissional, laboral ou executiva participará neste programa que não serve para mais do que para diminuir o futebol português, os seus jogadores e treinadores, património comum que todos deveriam zelar com mais empenho."

domingo, 11 de outubro de 2015

Parabéns a todos!

Hoje realiza-se o derradeiro jogo da nossa selecção na fase de qualificação ao europeu em França do próximo ano. 

Ainda não tinha tido oportunidade (ultimamente o blogue não está a carburar como há meses atrás) de dar os parabéns a todos os que participaram nesta brilhante qualificação após a chegada do mister Fernando Santos. 
Equipa técnica, jogadores, direcção da FPF e restante staff...não esquecendo o director desportivo Carlos Godinho, que deve ser a pessoa com mais qualificações para grandes provas no seio da FPF - Parabéns!...carrega Portugal!!!

 

sábado, 3 de outubro de 2015

Football Leaks: contem-me novidades

Como não podia deixar de ser, e com a licença do Edward Snowden, aí temos o Football Leaks.
Por ora apenas a debitar contratos celebrados por FC Porto e Sporting. Presume-se que os servidores da Luz estarão bem melhor kitados.
A violação do segredo profissional em curso está, porém, longe de nos trazer grandes revelações.
No que toca ao contrato de Jorge Jesus, o Mais Transferências, pela voz do Rui Pedro Braz, apressou-se a sublinhar que o que o Footaball Leaks revelou apenas confirma as informações dada naquele programa.
Falta saber se estamos a ver apenas a ponta do icebergue. Aparentemente, estamos perante um ataque aos ficheiros informáticos de FC Porto e Sporting. Custa a crer na existência de submarinos nas respetivas organizações, se bem que...
Apesar do caráter quase inócuo das revelações, não tarda nada e vamos começar a ver o fulcro desta questão a transformar-se numa caça às bruxas. Às bruxas que dominam a internet, claro, que as outras continuam muito ocupadas.
Só falta mesmo agora o Rui Santos a perorar sobre a Casa das Transferências.
Post de Eugénio Queirós, aqui