sexta-feira, 30 de maio de 2014

Cansaço prejudica mais do que a folga

CONVERSAS DE BANCADA
A maior celeuma à volta da convocatória de Paulo Bento para o Mundial teve a ver com a falta de rodagem de vários elementos, que vêm de lesões ou de períodos com pouca utilização nos seus clubes. Pois bem: não há de ser por isso que a equipa não rende. Mais do que olhar para o que os jogadores fizeram nos últimos nove meses, o selecionador tem de olhar para o que eles podem fazer nos dois que se seguem. Quer isto dizer que numa fase final, muito mais do que na qualificação, a continuidade é o menos importante dos critérios de seleção, muito atrás da qualidade intrínseca e do compromisso com o grupo.


Ao todo, os 23 jogadores chamados por Paulo Bento fizeram, esta época, 729 jogos de competição, a uma média de 31,7 por cada um. É o total mais baixo se comparado com as últimas quatro fases finais, mas se aprofundarmos a análise verificamos que fica muito perto do que se passou em 2006. Nesse Mundial, ao qual os seus 23 jogadores chegaram com 734 jogos (31,9 por cabeça), Portugal atingiu as meias-finais. E também na altura se contestou muito as chamadas de Costinha (dez jogos e um prolongado período de paragem após o litígio com o Dínamo Moscovo), Postiga, Hugo Viana ou Maniche, que ficaram entre os 19 e os 20 desafios nessa época. A verdade é que na fase final eles corresponderam e a equipa só baqueou nas meias-finais. Em contrapartida, a fase final à qual Portugal chegou com maior carga de utilização foi a do Europeu’2008: 806 jogos ao todo (média de 35 por futebolista) e apenas dois homens abaixo dos 25 jogos de competição nessa época, sendo um deles o guarda-redes suplente – em contraponto com os sete de 2006. Apesar disso, a seleção de 2008 caiu logo à primeira barreira depois de passar a fase de grupos.


Não é difícil concluir que se os jogadores chegam “mortos” a uma fase final, o trabalho de preparação se torna muito mais complicado do que se eles estiverem folgados. Chamado, anos mais tarde, a explicar as suas opções para o Mundial de 1966 – maioria de jogadores do Benfica, quando o campeão nacional tinha sido o Sporting –, Manuel da Luz Afonso saiu-se com uma justificação que hoje é ainda mais válida: “O difícil não é dar a forma, é mantê-la!” Desde que Nani, Vieirinha, Postiga ou Éder tenham chegado em boas condições físicas à concentração, será mais fácil colocá-los a render do que recuperar jogadores superfatigados.


Isto não quer dizer que Paulo Bento deva convocar os mais folgados. Nada disso! Deve chamar aqueles que lhe dão mais garantias de qualidade, mas olhando menos para a continuidade do que em convocatórias para estágios curtos. Não tem que se concordar com a lista – e eu discordo de alguns nomes –, mas as razões da discórdia nunca podem ter a ver com a forma do momento.


A VER SE NOS ENTENDEMOS


As indiretas de Luís Filipe Vieira e a CMVM


A maior revelação da entrevista de Luís Filipe Vieira à RTP não teve a ver com a manutenção de Jesus à frente da equipa ou com a intransigência relativamente às exigências financeiras de Siqueira para continuar no clube. A maior revelação da entrevista foi a escolha do Sporting como adversário privilegiado, exposta em várias indiretas, mas também numa direta claríssima.


Se sentar-se à mesa com Pinto da Costa já não faz “cair os pelos das mãos” ao presidente do Benfica, a julgar pelo andamento das coisas é possível que a convivência forçada com Bruno de Carvalho venha a custar-lhe pilosidades que preza muito mais. Percebeu-se isso na forma como, sem o especificar, o presidente do Benfica se queixou do tratamento de privilégio que o Sporting terá de alguns credores, incluindo a banca, e até nas indiretas acerca do passivo leonino, que, segundo Vieira, seria mais elevado que o do Benfica.


E se lhe assiste toda a razão na questão do telefonema de que Bruno de Carvalho falou mas veio depois a reconhecer nunca ter existido e nas acusações de populismo, Vieira sabe que não pode lançar indiretas tão poderosas sobre o mercado sem consequências. Mas se calhar era esse o objetivo. Ainda que da CMVM não tenha saído nada.


CROMO DA BOLA: ANASTOPOULOS


"O bigodes" com o hábito de fazer golos


Vem aí a Grécia, quase que a comemorar os dez anos sobre a final do Euro’2004, mas as memórias de interação com o futebol grego vão muito mais longe. No início dos anos 80, quando a maior honra a que os jogadores portugueses poderiam aspirar era a conquista da Bota de Ouro (Gomes estava sempre na luta), um nome se destacava entre os rivais: Nikos Anastopoulos. O “Moustakias” (“o bigodes”) fazia golos de toda a maneira e feitio no Olympiacos, o que o levou a sair da Grécia, em 1986, para representar o Avellino. Em Itália, porém, não foi capaz de repetir o que mostrava em casa: num ano, não fez um só golo e foi recambiado de volta para a Grécia. Ainda é o melhor marcador da história da seleção, com 29 golos, um dos quais a Portugal, em 1982, num jogo em Atenas que os portugueses acabaram por vencer (2-1).
António Tadeia no jornal record

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Ronaldo não será o mesmo

DE PÉ PARA PÉ

 
CR7 está limitado desde o início de abril. É o primeiro sinal de que dificilmente voltará a fazer todos os minutos de todos os jogos de uma época inteira. O Mundo reza para que seja eterno mas, nestas alturas, Deus só ouve e regista o pedido. Porque nem Ele tem poderes para concedê-lo.


1. Desde que atingiu o topo do futebol, Cristiano Ronaldo tornou-se mais do que um jogador. Os treinadores que teve até ao momento são unânimes em reconhecer o efeito nocivo das propostas para descansar em duelos com adversários de escalões inferiores ou quando lhe sugeriam que jogasse meia parte, uma hora ou 30 minutos de jogos menos importantes. Quando dava conta dessas intenções, encolhia os ombros, fazia cara de mau, remoía duas ou três frases num tom mais agressivo e os líderes cediam: davam-lhe a titularidade e mantinham-no em campo até ao fim, porque importante mesmo era terem o génio feliz. CR7 é um animal competitivo que há muito assumiu luta contra os seus próprios limites. É esse combate que vai ter de abrandar até porque, no fim, os limites levam sempre a melhor.


2. Na final da Champions, CR7 aguentou duas horas, nunca se escondeu ou limitou e manteve-se focado no jogo; mas faltaram elementos de um reportório com menos potência, agilidade, velocidade prolongada e disponibilidade física. Digamos que, salvando a integridade como um dos maiores da história, não fez rebentar todas as previsões de tempo e distância; não foi o homem-bomba para quem o perto e o longe são conceitos relativos na medida em que, sendo um mero avançado quando recebe a bola, evolui para o TGV quando embala e leva tudo à frente. Nem conseguiu ser o atirador sumptuoso que, a 20 ou 30 metros do alvo, abrevia caminho com mísseis teleguiados que fazem abanar a rede com a mesma naturalidade de um toque à boca da baliza.


3. A misteriosa lesão que o diminui desde o início de abril e o limitou com o At. Madrid, na Luz, é a primeira fraqueza do género em toda a carreira, sinal de que nem os extraterrestres escapam à lei implacável do tempo – caminha para os 30 anos. A partir de agora, dificilmente será como sempre o conhecemos (demoníaco, deslumbrante, influente, regular e eficaz), porque chegou a hora de racionalizar o que, até aqui, foi fenómeno para lá da ciência. CR7 constitui um terramoto na história do futebol, um imenso tsunami que varreu estádios, levantou bancadas, bateu recordes, criou amores e desamores universais... No futuro, mesmo sem a grandiloquência habitual, tem ainda para nos dar o fogo de artifício magistral de raides sumptuosos, tiros magistrais e números que vão continuar impressionantes. Mas não será o mesmo.


4. CR7 não acaba aqui. Tem ainda centenas de jogos e golos para fazer, títulos para preencher o currículo, talvez mais uma ou duas Bolas de Ouro para ganhar. Mas não poderá fazer, sem quebras de eficácia, todos os minutos de todos os jogos de uma época inteira; nem passar hora e meia como único protagonista de épicas aventuras em forma de explosões por todo o terreno, como se de cada batalha dependesse a vida dos seus. Ronaldo está agora obrigado a aprender o significado de conceitos inexistentes na cartilha que seguiu até chegar ao céu onde se acomodou: prudência, poupança, gestão, cuidado, bom senso... Pelo sim, pelo não, o Mundo reza para que seja eterno. Nestas alturas, porém, Deus só se compromete com o registo do pedido. Porque nem Ele tem poderes para concedê-lo.


Tiago de fora é dor de alma


Tiago utilizou o palco mais ilustre do futebol europeu para mostrar que é uma peça decisiva no extraordinário Atlético Madrid de Diego Simeone. O campeão de Espanha é uma equipa de máxima voltagem, que tritura os adversários como se fosse um exército e os golpeia com armas futebolísticas. Tiago é o príncipe de uma classe operária feliz. É ele quem introduz pausa, interceta linhas de passe e dá inteligência à manobra global. Aos 33 anos, chega ao fim da temporada como um dos melhores médios europeus. É uma dor de alma vê-lo fora do Mundial.


Um justo prémio para Coentrão


O português cometeu feito extraordinário: partindo de uma situação desfavorável (no início da época a saída de Madrid esteve por um fio), condicionado na avaliação pelo elevado preço do seu passe (30 milhões) e sob o estigma de ter sido contratado por um treinador maldito para as elites do Bernabéu (José Mourinho), Fábio convenceu Ancelotti de que, na fase conclusiva da época, deveria ser ele o titular do campeão europeu – ter Marcelo como suplente é luxo ao alcance de muito poucos. Uma vitória tremenda e um justo prémio para quem tanto lutou e sofreu para chegar ao topo.


O amadorismo no caso Diego


A história da medicina empurrava para o catálogo dos milagres que o jogador estivesse apto após problema muscular tão recente; Simeone pode ter desconfiado, mas acreditou no futebolista; Diego, correndo todos os riscos, jurou a pés juntos que estava bem. Há vários mistérios à volta da situação, o maior dos quais o papel do departamento médico do clube. Mas não é só: a evidência da limitação física do jogador foi tão clara ao fim de cinco minutos de jogo que custa entender como enganou toda a gente (incluindo a ele próprio) nos treinos antecedentes. Pareceu coisa de amadores.
Rui Dias no jornal record

segunda-feira, 26 de maio de 2014

O jogador da época 2013/14

DE PÉ PARA PÉ

Enzo Pérez foi a imagem mais deslumbrante de um campeão intenso, equilibrado, racional, autoritário, que dominou todos os princípios do futebol que praticou. Ninguém como ele foi tão relevante para a equipa, domínio dos seus princípios, estilo e orientação tática.



1. Nem sempre os jogadores são apreciados pelos melhores e mais corretos motivos. Correr, por exemplo, só é um valor sólido se respeitar duas orientações (quando e para onde), embora muitos sejam elogiados pela tendência, tantas vezes demagógica, de quererem estar em toda a parte, sem perceberem que causam um problema (ou vários) onde deviam levar a solução. Dessa doença não sofre Enzo Pérez. O extremo de mediana classe, que Jorge Jesus fez evoluir para médio-centro de nível mundial, é a prova de que, por mais que nos queiram convencer do contrário, no grande futebol não cabem futebolistas que os treinadores utilizam como ferramentas sem cérebro. Por ser inteligente e ter as ideias no lugar, há muito que eliminou a parte mais venenosa do êxito (a vaidade) e do fracasso (o conflito).



2. O seu jogo de vistas largas leva equilíbrio, segurança, inteligência e soluções táticas que reforçam a equipa e permitem mantê-la sempre organizada. São muito raros na história os jogadores que, em patamares de exigência máxima, conduzem os seus exércitos à vitória com armas de gregário (empenho, simplicidade e disciplina) e a arte dos grandes intérpretes (técnica, visão e magia); que despojam o futebol de toda a superficialidade quando se ocupam da defesa de um espaço ou da vigilância a um adversário e são eloquentes nos argumentos que apresentam para intimidar à frente; que têm espírito para perseguir quem os ataca e brilhantismo para, logo a seguir ao roubo da bola, inverter a energia e causar danos, alguns irreparáveis, na estrutura do adversário.



3.Sem bola é o mau da fita, que nunca se distrai e recusa desviar-se um milímetro que seja do caminho traçado; quando toma iniciativa tem mais que fazer, não perde tempo com malabarismos e ziguezagues que só atrapalham. Tem personalidade para parar um comboio, visão para organizar o plano e talento para concretizar todas as ideias que transporta. De resto, bola que lhe passe pelos pés sabe várias coisas antecipadamente: que não receberá uma carícia como prenda; por norma ficará ali pouco tempo e terá sempre o destino correto, seja a um toque ou após aventuras individuais deslumbrantes – lindo de ver, dificílimo de travar. Tudo quanto decide e faz rejeita o adorno e revela eficácia sem pompa. Prova de que domina de olhos fechados a diferença entre exibicionismo e a sublime técnica individual.



4. Enzo Pérez foi o jogador da época 2013/14, porque foi a imagem mais deslumbrante de um campeão intenso, equilibrado, racional, autoritário, que dominou todos os princípios do futebol que praticou. Podia ter sido qualquer das torres defensivas (Luisão e Garay) ou o génio mais desequilibrador (Gaitán); mas nenhum como Enzo foi tão relevante para a equipa, domínio dos seus princípios, estilo e orientação tática. A seu favor pesa ainda a capacidade para ser sempre importante, mesmo quando surge muito desgastado, como sucedeu na final da Taça de Portugal: quando tem a bola, porque dispõe de armas tremendas para a criação; quando não a tem, porque é solidário e comprometido; quando ganha, porque o êxito não o embrutece; quando perde, porque a derrota em nada o diminui. É um craque da cabeça aos pés.



Porque o penálti não se teatraliza



Por mais que execute pontapés dos 11 metros durante a semana, às dezenas todos os dias, nunca o jogador conseguirá teatralizar verdadeiramente a situação que vai encontrar em jogo. No fim de um treino, sem pressão, perante guarda-redes descomprimidos, é muito mais fácil ter sucesso do que em estádios cheios, na decisão de uma competição europeia. Dizia o jornalista brasileiro Armando Nogueira que o penálti é uma execução em que o carrasco pode ser a vítima. Para mal dos pecados encarnados, foi o que sucedeu a Cardozo e Rodrigo em Turim.



Sete conquistas em cinco anos



Jorge Jesus confirmou temporada quase perfeita. Mais importante ainda do que os três títulos de 2013/14 é o balanço de cinco anos à frente da águia: duas Ligas, uma Taça de Portugal e quatro Taças da Liga. Se quisermos encontrar o mesmo número de troféus recuando no tempo, contas feitas, chegamos ao campeonato de 1990/91, isto é, há 23 anos. Jesus é o melhor treinador encarnado desde Eriksson e um dos melhores de sempre. “Acardite” mais ou menos; mastigue 20 ou 40 pastilhas elásticas por jogo; tenha a Alemanha ganho um, três ou 33 Campeonatos do Mundo.



Voos mais altos para um míster



Nuno Espírito Santo não teve a expressão mediática de treinadores que, no mesmo período de dois anos, também se fizeram notar – Paulo Fonseca (chegou ao FC Porto), Marco Silva (está a um passo do Sporting) e Rui Vitória acima de todos os outros. Mas a segurança, o saber, a serenidade e a firmeza que marcaram a segunda época no Rio Ave deram-lhe uma aura de líder apetecível, até porque também na área da comunicação subiu degraus que o colocam no topo dos mais esclarecidos. As duas finais apenas confirmam que o destino está traçado: tem pela frente voos bem mais altos para efetuar.
Rui Dias no jornal record

foi há quinze anos: uma final da champions verdadeiramente louca

faz hoje precisamente quinze anos, que muitos de nós tivemos oportunidade de assistir a uma das  finais mais 'louca' da champions league
vale a pena recordar:
 

sábado, 24 de maio de 2014

sexta-feira, 23 de maio de 2014

de lado...

está quase

António Oliveira: As escolhas de Paulo Bento

VISÃO DE JOGO



Já estão escolhidos os 23 nomes que vão representar Portugal no próximo Campeonato do Mundo de Futebol, a partir do próximo mês.

Nunca há unanimidades neste tipo de convocatórias, mas as opções de Paulo Bento são soberanas e temos de acreditar e confiar que este grupo conseguirá ter sucesso no Brasil. A Seleção tem agora de trabalhar bem e preparar os grandes desafios que se aproximam.

As opções dos selecionadores nunca são fáceis. Felizmente, Portugal tem tido uma base de recrutamento alargada, que nem sempre existiu noutros tempos, o que nos permite ter um núcleo de 40-50 jogadores de média e alta qualidade com possibilidades de serem chamados à equipa nacional. Daí que chegar a uma lista de 23 atletas nunca é consensual e é manifestamente impossível “agradar a gregos e a troianos”.

Fazendo um exercício simples, sem olhar a lesões ou jogadores afastados da Seleção, é possível identificar um segundo grupo de 27 atletas (entre outros que possam faltar aqui) que teriam potencial para representar Portugal no Brasil: Anthony Lopes, Ricardo, Daniel Fernandes, Cédric, Antunes, Sílvio, Miguel Lopes, Rolando, Ricardo Carvalho, Paulo Oliveira, José Fonte, Custódio, Manuel Fernandes, Adrien, Tiago, André Gomes, Danny, Josué, João Mário, Ricardo Quaresma, Simão, Pizzi, Ivan Cavaleiro, Bebé, Edinho e Nélson Oliveira.

Sorte de um selecionador ter a possibilidade de escolher entre tantas boas opções. Podemos não ter jogadores de topo mundial para todas as posições, mas existem soluções com um nível competitivo elevado para todos os lugares. Paulo Bento fez a sua lista, reuniu o grupo que lhe dá mais confiança para atingir os objetivos propostos e são estes jogadores que apoiaremos.

Paulo Bento deu privilégio a uma maioria de jogadores que participou na fase de qualificação, juntando-lhe alguns elementos novos que têm na polivalência (que nestas competições dá muito jeito) uma mais-valia em relação a atletas que ficaram de fora. Sendo assim, juntou um grupo que já se conhece entre si, o que pode criar condições para um bom ambiente de trabalho no grupo, motivado em ter sucesso.

Neste momento, a preparação da Seleção é o mais importante. Para proporcionar as melhores condições físicas para os jogadores que tiveram uma época desgastante, dar ritmo aos que estiveram parados durante muito tempo por lesão e integrar os elementos mais novos, sendo igualmente decisivo que a equipa se consiga adaptar o mais rapidamente possível às condições, sobretudo climáticas, que irá encontrar no Brasil.

Sabendo que Paulo Bento gosta de fazer poucas alterações nos seus eleitos e que, por isso, já deverá ter um onze inicial quase definido, a próxima etapa passa por afinar a máquina e dar maior rotina aos processos de jogo, tendo também em conta as características dos adversários que vamos encontrar na fase de grupos: Alemanha, Estados Unidos e Gana, seleções com estilos diferentes, mas muito fortes fisicamente, que irão exigir do lado português uma grande capacidade e intensidade de jogo ao longo de 90 minutos.

Nomes como William Carvalho, Rafa e Éder poderão vir a ser as grandes revelações portuguesas para este Mundial’2014. Perante os desafios físicos que se adivinham, a robustez e a classe de William Carvalho poderão ser importantes. A imprevisibilidade e a qualidade técnica de Rafa fazem dele um joker para desbloquear jogos. Quanto a Éder, se estiver em boa forma, poderá finalmente explodir e mostrar o seu potencial.

O CRAQUE

O goleador da Madeira

Ao serviço do Marítimo, o brasileiro Derley foi um dos protagonistas do campeonato. A realizar a sua primeira época em Portugal, o avançado apontou 17 golos em 30 jogos, um registo excelente e que comprova a sua qualidade. Trata-se de um jogador forte nas desmarcações e com faro de golo, muito oportuno a encontrar o sítio certo para finalizar. Além disso, é raçudo e não desiste dos lances, pressionando os adversários. Aos 26 anos, encontra-se com a maturidade ideal para poder abraçar o desafio de uma equipa maior.

A JOGADA

Prémio para Marco Silva

Tal como vinha a ser noticiado, Marco Silva sucedeu a Leonardo Jardim como treinador do Sporting. Uma escolha que premeia um treinador alvo de diversos elogios pelo excelente trabalho realizado à frente do Estoril. Marco Silva destaca-se pela inteligência técnico-tática, estudando sempre as melhores estratégias para superar os adversários. É ambicioso e não virou a cara ao desafio de lutar pelo título na próxima época. Marco Silva é o próximo jovem técnico português a tentar a sua sorte num grande. Qualidade não lhe falta, restando saber como lidará com a pressão.

A DÚVIDA

Um novo gigante financeiro

Depois de Chelsea, Manchester City, PSG e Monaco, o Valencia parece ser o próximo emblema a juntar-se ao grupo de clubes detidos por milionários. Afogado em problemas financeiros, o clube valenciano acabou por ser adquirido por um magnata asiático, o mesmo que, ao que se diz, comprou os passes de André Gomes e Rodrigo ao Benfica. E, de repente, um clube habituado a vender as suas pérolas para sobreviver torna-se um comprador, prometendo mexer com o mercado neste defeso com aquisições milionárias. Estando Jorge Mendes associado a este investidor, será que algumas dessas compras serão feitas em Portugal?
António Oliveira no jornal record

quinta-feira, 22 de maio de 2014

FC Porto: de empréstimo em empréstimo



Apesar do grande volume de receitas que gera, a SAD do FC Porto para o futebol, tal como as outras, não consegue viver sem ir ao mercado pedir dinheiro emprestado, agora que os bancos estão com os pés para a cova e já não estão disponíveis para financiar nem o trolha que nos faz uma marquise.
Há alguns anos que o recurso empréstimo obrigacionista é usado. É verdade que outros já foram lançados a taxas de juros mais alta - a roçar os 9% - mas 6,75%, face à situação do mercado, continua a ser muito. Só assim se atraem investidores, oferecendo juros muitos acima dos juros que as instituições financeiras oferecem. Há sempre um risco mas o FC Porto tem cumprido, embora siga de empréstimo obrigacionista para empréstimo obrigacionista.
Este último, apresentando pelo novo administrador financeiro portista, Fernando Gomes, é de 15 milhões de euros e vai servir para pagar um outro que está a vencer.
Ou seja, já estamos na fase em que um empréstimo paga outro empréstimo, com o dinheiro que entra a gerar apenas uma liquidez relativa.
Também se pode argumentar que só não recorrer a estes instrumentos quem não é deste mundo. Mas não deixa de ser no mínimo preocupante que a gestão de um "monstro" esteja de certo modo dependente do apetite dos agiotas.
Sinais preocupantes que, porém, passam ao lado do adepto e até do acionista.
Falta saber até quando.
post daqui

quarta-feira, 21 de maio de 2014

o novo treinador do Sporting




gosto do treinador Marco Silva, aliás, gosto muito da sua personalidade, da sua postura e dos seus métodos de trabalho.
 
foi esta a escolha de Bruno de Carvalho para treinador principal da equipa do Sporting.

mas,

tenho receio que este jovem treinador - só tem ainda dois anos e meio como treinador - fique 'queimado' tal o salto dado neste momento para um grande de Portugal.
acho que não era o timing, mas, oxalá esteja enganado!... porque admiro muito este jovem treinador português.
 
ter 'saltado' do nível II de treinador para o IV não é culpa dele, estes cursos pouco claros no futebol português parece que vieram para ficar.
 
recorde-se que, Marco Silva há duas épocas e meia era director desportivo do Estoril na 2ª liga, foi chamado para a equipa principal e, depois, foi o que se viu:
campeão da II liga e duas épocas a qualificar os 'canarinhos' para a Europa!..., mais palavras para quê?!...
 
Boa sorte ao Marco Silva que bem vai precisar!!!

a mim não me enganas tu...



Fernando Seara, conhecido comentador (benfiquista) do meu clube, continua 'a querer tacho' a todo o custo.
 
primeiro, foi a tentativa frustrada na 'corrida' à presidência da FPF, agora, quer a liga...
 
enfim...tinha dado um belo actor de telenovelas, por vezes, é vê-lo falar em alguns assuntos com uma emoção 'fictícia e falsa'.
 
hoje, na apresentação da candidatura, tivemos mais uma bela demonstração de 'falsidade'.
até pode vencer estas eleições, mas, se nem alguns dirigentes benfiquistas conseguiu 'enganar', imagine-se, os dirigentes de outros clubes?!...

segunda-feira, 19 de maio de 2014

«tinha dado uns trocos no euromilhões»


o blogue futebol total falhou apenas por 'um' na convocatória de Paulo Bento para o mundial 2014.
 
tinha 'apostado' em mais um defesa lateral esquerdo, Antunes (o 2º esquerdino 'puro' da possível convocatória),... e afinal vai um ala, Vieirinha.
no euromilhões, um falhanço destes ainda dava 'uns trocos'.
 
enfim..., vou 'mazé' trabalhar que se faz tarde e, isso sim, é que nos dá uns trocos nos dias de hoje.
 

Os 23 de Paulo Bento para o mundial


























 


já que grande parte dos entendidos na matéria, já deu a sua opinião relativamente a quem Paulo Bento deverá levar ao Brasil, eu não vou fugir à regra e também vou dar o meu palpite sobre quem eu acho que  o seleccionador nacional vai escolher.
os escolhidos por Paulo Bento, serão os meus a partir desse momento.
 
relativamente às intrigas e ao espírito de perseguição de alguns relativamente a Paulo Bento, nem vou tecer muitos comentários, mas dou um exemplo para aqueles que afirmam que Jorge Mendes também dá palpites nas escolhas do seleccionador:
Adrien, Bebé, Rúben Micael e Nélson Oliveira são jogadares representados por Jorge Mendes e nem estão nos 30 pré-selecionados para o Mundial.
 
adiante, aqui fica os 23 que provavelmente Paulo Bento anunciará logo mais.
 
Guarda-redes: Rui Patrício, Beto e Eduardo;
 
Defesas: Bruno Alves, Pepe, Ricardo Costa, Neto, Coentrão, João Pereira, André Almeida e Antunes;
 
Médios: William Carvalho, Miguel Veloso, João Moutinho, Raúl Meireles Rúben Amorim e Rafa;
 
Alas e pontas de lança: Nani, Ronaldo, Varela, Éder, Hugo Almeida e Hélder Postiga.

domingo, 18 de maio de 2014

Triplete!



o Benfica com a vitória de hoje, na taça de Portugal, conquistou as três provas em disputa neste pequeno país à beira mar plantado. tornou-se no primeiro clube português a vencer campeonato, taça da liga e taça de Portugal.
foi o culminar de duas excelentes épocas, a primeira, em que disputou tudo até o fim, a segunda, em que conquistou três das quatro em disputa - perdeu a final da liga europa.
para quem foi dado como 'morto' ainda há poucos meses, é obra!
parabéns ao Benfica, a Luís Filipe Vieira, a Jorge Jesus, aos jogadores e toda a estrutura mais directamente ligada ao futebol profissional. é prova mais do que evidente que o caminho se faz caminhando.
parabéns também ao Rio Ave pela prestação de hoje, aliás, hoje, até merecia ir ao prolongamento tal foi a superioridade na segunda parte.
mas é a 'tal história' da justiça no futebol - não existe -, só ganha quem marca mais golos...

«onzes e sistemas oficiais de Benfica e Rio Ave»

«onzes e sistemas prováveis de Benfica e Rio Ave»

sábado, 17 de maio de 2014

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Play-off: Aves e Paços empatam a zero

Desportivo das Aves e Paços de Ferreira empataram a zero, esta noite, no primeiro jogo do play-off de acesso à primeira liga da próxima temporada.
Estádio cheio, bem divididas as cores avenses e pacenses e 11 de gala apresentado quer por Fernando Valente treinador do clube da casa, quer por Jorge Costa, que orienta os castores.
O jogo foi disputado, equilibrado, mas com poucas ocasiões de golos, apesar de o Desportivo das Aves, no primeiro tempo, ter tido mais posse de bola. O Paços de Ferreira, no entanto, foi sempre perigoso no contra-ataque.
©Catarina Morais
Na segunda parte o Paços de Ferreira cresceu mas deu sempre de caras com um Aves compenetrado e responsável.

Bebé foi dos mais irrequietos em campo, obrigando Quim a brilhar após um remate forte, já nos últimos minutos e mesmo a fechar o desafio voltou a fazer das suas. Isolado por Oliveira, o avançado surgiu nas costas da defesa avense e rematou de primeira, rasteiro, fazendo a bola passar muito perto do poste.
Destaque para a bancada de notáveis que esta noite se apresentaram na Vila das Aves com Manuel Cajuda, Jorge Paixão, José Mota, Paulo Alves, João de Deus e Pedro Emanuel, bem como vários jogadores de equipas da primeira liga.
O segundo e decisivo jogo deste play-off está marcado para as 20h15 de quarta-feira no estádio Capital do Móvel, em Paços de Ferreira.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

O que precisa dar o FC Porto a Lopetegui

LUDOPÉDIO
A pior época no reinado de Pinto da Costa foi consequência da contratação de um técnico ainda não suficientemente amadurecido, dos erros de uma SAD responsável por um plantel desequilibrado e desunido e do rendimento medíocre de jogadores que não justificaram o estatuto e o salário. Sabendo-se, como diria Marcelo Bielsa, que “o futebol se torna menos dramático quando é executado por quem sabe”, importa perceber o que Pinto da Costa precisa fazer para proporcionar a Lopetegui uma equipa competitiva. Até porque, como também disse um dia o controverso técnico argentino, “o estilo não se negoceia”. Ou seja, o FC Porto sabe que treinador contratou e, para que tudo faça sentido, deve dar-lhe os meios e os recursos suficientes de acordo com o seu ideário futebolístico.


Num mundo quimérico, Lopotegui teria “budget” e autonomia suficientes. Mas os cofres do Dragão andam depauperados e a estrutura portista habituou-se a também tomar decisões iminentemente técnicas no que respeita a contratações. O embaraço financeiro será disfarçado com mais endividamento, por não ser crível que Pinto da Costa deixe de investir forte, como sempre fez após um ano mau. O resto dependerá da estaleca do espanhol para se impor a uma máquina que tem muitas virtudes (ninguém facilita tanto o trabalho organizacional ao técnico) mas também vícios escusados.


Quem acompanhou o trabalho de Lopetegui nos sub-19 e sub-21 da Espanha sabe que ele gosta de cobrir o seu 4x3x3 com muita ordem, coerência e equilíbrio. As suas ideias deviam influenciar a escolha dos reforços. Na baliza, as coisas estão definidas com a chegada de Ricardo (ex-Académica). Importará melhorar o jogo de pés de Fabiano, porque Helton não estará apto tão cedo. Isto porque, na primeira fase de construção, Lopetegui privilegia a largura máxima e um jogo paciente em que a bola circula pelos corredores (mas sempre à procura do momento certo para atacar pelo centro). Nessa lógica, são necessários centrais capazes de construir logo lá atrás. Mangala é o melhor na função, mas está de saída, Maicon tem limitações e Reyes ainda não domina a área devido à sua falta de agressividade. Nas laterais vai ser preciso perceber o que está reservado a Danilo e Alex Sandro, porque há quem garanta não lhe ir ser perdoada a sua falta de comprometimento com a equipa. Verdade ou não, serão precisas alternativas, mesmo que o espanhol possa fazer crescer Victor Garcia e Rafa. Oportunidade para levar em conta que Lopetegui não exige grande envolvimento ofensivo aos laterais.


No miolo, o espanhol gosta de jogar com um “6”, mas insiste na mobilidade dos três médios. O 1-2 passa com facilidade a 2-1 e vice-versa. Isto porque a organização ofensiva assenta na largura e nos apoios triangulares, afinal de contas o principal segredo do tiki-taka. Fernando vai sair e, como já não tinha substituto, são precisos dois para a função. Como Lopetegui gosta de alternar o jogo curto com a profundidade e transições rápidas, Herrera será útil. O estorilista Evandro será uma mais-valia, tal como Defour, faltando perceber se Carlos Eduardo dá o salto para outro nível de exigência, tal como Josué. O FC Porto teve demasiados suplentes. Agora precisa de verdadeiras alternativas. É preciso, pelo menos, mais um médio de classe extra, até para ajudar Quintero a crescer. Falta alguém capaz de instalar o caos no adversário, de mudar o ritmo e criar suspense. É difícil acreditar que possa ser Illarramendi, por quem o Real Madrid pagou 32 milhões há um ano, mas já não seria estapafúrdio pensar no empréstimo do seu colega Casemiro. Nas alas, Quaresma, Varela e Ricardo não são soluções suficientes. Licá é descartável e Tozé não é um verdadeiro extremo. Lopetegui gosta de ter um ponta-de-lança como referência na área (Morata não prima pela mobilidade), pelo que Jackson continua a fazer sentido. Mas não seria mal visto acrescentar-lhe a concorrência de alguém como o jovem mexicano Raúl Jiménez (México).


A pré-lista de Paulo Bento


Adrien, Ruben Micael, Bebé e Nélson Oliveira também são representados por Jorge Mendes


Só ficou surpreso com os 30 pré-selecionados para o Mundial quem não conhece Paulo Bento. As opções refletem a sua coerência e vão ao encontro do que ele deixou escapar nas raras declarações públicas. Nem sequer a presença de João Mário é surpresa. A sua inclusão funciona mais como uma indicação para o futuro, parecendo lógico que André Gomes lhe leve, para já, vantagem. Restam poucas dúvidas. Anthony Lopes ou Eduardo na baliza; André Almeida ou Antunes nas laterais (a polivalência do primeiro é vantagem); Ricardo Costa ou Rolando no centro; e escolher um para as alas de entre Rafa, Quaresma, Cavaleiro e Vieirinha. Pode questionar-se como é que Mané, que oferece diferentes soluções táticas (como Rafa), ficou de fora. Confirmou-se que Danny foi excluído por razões que nada têm a ver com o rendimento. Três pontas-de-lança justificam-se até pelas lesões que os afetam. Aos que especulam sobre a influência de Jorge Mendes (como se isso fosse possível com Paulo Bento, muito menos suscetível disso do que qualquer outro ex-selecionador, incluindo Scolari), convém lembrar que os preteridos Adrien, Ruben Micael, Bebé e Nélson Oliveira também são representados por aquele empresário...


Premier League só com ingleses


Em vez de ser campeão, o City acabaria antepenúltimo e despromovido. Liverpool campeão


O “The New York Times” efetuou um trabalho que tem tanto de estéril como de cativante. Fez as contas ao que teriam sido os resultados de todos os jogos da Premier League levando em conta apenas os golos marcados por ingleses e, com isso, estabeleceu uma classificação geral alternativa. O Manchester City, em vez de ser campeão, acabaria despromovido no antepenúltimo lugar. Natural em quem joga muitas vezes só com um inglês (e é o guarda-redes Hart, sendo que Milner é o outro com mais de dez jogos). O Liverpool seria o campeão e o Cardiff, que teve mais de 70 por cento dos golos marcados por ingleses, saltaria oito lugares, para oitavo, à frente do Chelsea, Arsenal e Tottenham...
Bruno Prata no jornal record

equipas portuguesas sempre...

Pensamentos ociosos da noite:
 
1) Como é que é possível alguém do Benfica reclamar da arbitragem relativamente a 3 penalties (ainda estou para entender onde é que conseguem descortinar 3 penalties) quando se chega à fase de decisão, nos penalties,... e se é tão inocente?!...
 
2) No futebol, quem não marca, sofre!
 
3) O jogo de hoje, foi um orgulho para mim, tanto fosse o Benfica, o Sporting ou o FC Porto, eu queria que o 'caneco' viesse para Portugal.
Porquê? Porque não entro nas tolices do fanatismo há muitos anos, Portugal, sempre!
 
Em relação aos outros?!...continuem a fazer figuras de parvos, pois afinal somos mesmo muitos (10 milhões?!...).
 
Acho que não chegamos a 10 milhões e conseguimos ir a muitas finais!, desde o FCP de Mourinho, passando pelo SCP de Peseiro, pelo Braga de Domingos e, continuando no FCP de Villas Boas, até ao SLB de Jorge Jesus. Divirtam-se (alguns) com a vossa clubite aguda tão estúpida.
 
Provavelmente nem é tão estúpida, a selecção está prestes a iniciar o mundial e as mesmas más línguas continuarão...
Aí sim, já não tenho adjectivos para tamanha qualificação.
Será a doença tão portuguesa?!...de só estarmos bem, dizendo mal de tudo e de todos?...
Não sei! Viva a democracia, apesar de tudo!!!
 
agora, aprendam como se comemora as vitórias na liga europa, sem preconceitos, claro está!...
 
 

terça-feira, 13 de maio de 2014

ela amanhã aposta no Benfica

A lista de Paulo Bento

aqui fica a lista de pré-convocados de Paulo Bento para o mundial 2014.
novidades?!...
realmente fiquei deveras surpreendido quando soube através do facebook da exclusão de Adrien nestes 30 pré-convocados, mas enfim..., provavelmente mais tarde haverá alguma explicação.
 
recorde-se que Adrien apenas foi chamado por Paulo Bento para o particular com o Brasil e, não chegou a ser utilizado!
 
 
 
A lista de 30 pré-convocados:


Guarda-redes: Anthony Lopes (Lyon), Beto (Sevilha), Eduardo (Sp. Braga) e Rui Patrício (Sporting)

Defesas: André Almeida (Benfica), Antunes (Málaga), Bruno Alves (Fenerbahçe), Fábio Coentrão (Real Madrid), João Pereira (Valência), Neto (Zenit), Pepe (Real Madrid), Ricardo Costa (Valência) e Rolando (Inter)

Médios: André Gomes (Benfica), João Mário (V. Setúbal), João Moutinho (Monaco), Miguel Veloso (D. Kiev), Raul Meireles (Fenerbahçe), Rúben Amorim (Benfica) e William Carvalho (Sporting).

Avançados: Cristiano Ronaldo (Real Madrid), Éder (Sp. Braga), Hélder Postiga (Lazio), Hugo Almeida (Besiktas), Ivan Cavaleiro (Benfica), Nani (Manchester United), Rafa (Sp. Braga), Ricardo Quaresma (FC Porto), Varela (FC Porto) e Vieirinha (Wolfsburgo).

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Deixem-se de hipocrisias




















Quando uma equipa portuguesa atinge uma final europeia levanta-se sempre a questão do dever patriótico.
Ou seja, aqueles que durante toda a época vibraram com as derrotas desse "embaixador de Portugal" são compelidos a apoiar o inimigo.
Até o argumentos dos pontos que se somam no ranking da UEFA são usados.
Mas não cola.
No caso presente, um adepto a sério de Sporting ou FC Porto apenas quer que o Benfica saia derrotado do jogo com o Sevilha.
Tudo o que está a jusante disto é hipocrisia. E da barata.
Vem isto a propósito dos festejos dos portistas na última jornada do campeonato. Provavelmente algo exagerados. Mas foi uma vitória sobre o rival e tem sempre o seu sabor, sobretudo numa época em que tudo foi para a cloaca.
Obviamente, ninguém de bom senso pode aprovar que se desenrolem nas bancadas, mesmo com laivos de ironia, faixas a desejar boa sorte a jogadores do Sevilha.
De resto, sportinguistas e portistas podem dormir de consciência tranquila: o que desejam para o Benfica na final da Liga Europa é o que o sentimento e a emoção do clubismo ditam. E nada mais.
O desígnio nacional, esse, é outra história - e bem mais comprida e difícil de contar.

post daqui

domingo, 11 de maio de 2014

A vez de Lopetegui

VISÃO DE JOGO
O FC Porto escolheu o espanhol Julen Lopetegui para comandar o seu barco nos próximos três anos. Uma aposta surpreendente, bem ao jeito de Pinto da Costa, na qual o dragão deposita a confiança para reerguer o clube e voltar a colocá-lo no caminho dos êxitos. Se é ou não uma boa opção, só o futuro o dirá. No entanto, existem sinais positivos que se podem verificar.



Relembrando o FC Porto de outros tempos, e numa era em que a informação circula rapidamente, a forma como o nome do treinador se manteve em sigilo foi exemplar. Vários nomes de candidatos à “cadeira de sonho” foram saltando cá para fora e nenhum deles era o de Lopetegui, que inclusivamente assistiu ao FC Porto-Benfica da meia-final da Taça da Liga sem que ninguém tivesse dado conta. Só uma notícia vinda de Espanha desvendou o segredo.



Por outro lado, o timing do anúncio do novo técnico é o ideal, dando tempo para que este possa idealizar e preparar a próxima época, analisando o atual plantel e dando o seu aval a futuros reforços que vierem a ser contratados, de modo a criar uma equipa mais forte e equilibrada do que a atual.



Ao que se diz em Espanha, trata-se de um treinador com personalidade forte, um condutor de homens, capaz de comunicar com o grupo e blindá-lo de pressões exteriores. Além disso, por via da sua experiência na Federação Espanhola de Futebol e na equipa de scouting do Real Madrid, é um grande conhecedor do mercado de jogadores jovens, o que representa uma mais-valia para o FC Porto e corresponde às necessidades do clube.



Tendo passado, enquanto jogador, por grandes clubes como Real Madrid e Barcelona, e sendo responsável por duas excelentes fornadas das selecções jovens espanholas, Lopetegui acaba por encaixar no perfil procurado pelo FC Porto: um treinador capaz de liderar o balneário, lidando com os tais “egos e superegos” de que falou ontem Paulo Fonseca, e ao mesmo tempo potenciar a formação (as renovações de Tozé, Gonçalo Paciência e Ivo Rodrigues apontam nesse sentido) e fazer crescer jovens talentos estrangeiros (como Reyes, Quintero e outros que possam vir).



Como obstáculo, Lopetegui apresenta pouca experiência como treinador ao serviço de clubes. Mas isso acaba por o aproximar de nomes como André Villas-Boas, Vítor Pereira ou Paulo Fonseca, entre outros antigos treinadores do clube, com a diferença de resultados que se conhece. Pinto da Costa sempre gostou de criar treinadores campeões, profissionais com ambição e vontade de ganhar, pelo que o técnico espanhol não foge a esta regra.



A identificação com os ideais do FC Porto, no que respeita à filosofia de jogo, é outro aspeto positivo, de forma a dar continuidade às equipas guerreiras e pressionantes, jogando com muita circulação de bola e pressão alta, dando corpo a um futebol ofensivo que sempre caraterizou os azuis e brancos.



Retenho uma frase do novo treinador dos dragões, proferida na sua apresentação: “Temos de pôr o talento ao serviço do coletivo.” Isto significa que Lopetegui já começou a fazer o diagnóstico ao que falhou na atual temporada e rapidamente identificou uma das principais lacunas da equipa para corrigir no próximo ano. Os três anos de contrato demonstram uma grande confiança da SAD portista em que este é o homem certo para guindar o clube de volta às vitórias. Não é a escolha mais óbvia, mas merece todo o crédito para poder mostrar o que vale.



O CRAQUE



Tiba voará mais alto



Na sua época de estreia num campeonato profissional, Pedro Tiba está a ser uma das principais revelações da 1.ª Liga e não é por acaso que já desperta a cobiça de emblemas maiores. Depois de uma temporada em que marcou 16 golos no Tirsense, chegou ao V. Setúbal com 25 anos, mas ainda a tempo de singrar. Atuando como médio-interior ou extremo, Pedro Tiba tem sido um poço de energia, capaz de pressionar os adversários e recuperar bolas, assim como de levar a equipa para a frente, fruto da sua boa técnica, leitura de jogo e facilidade de remate. Provou ser jogador para voos mais altos.



A JOGADA



Contratação histórica



Uma treinadora de futebol portuguesa acaba de fazer história no mundo do futebol. Helena Costa será a técnica principal da equipa masculina do Clermont Foot, da segunda divisão francesa, na próxima temporada. Será a primeira vez que uma equipa profissional masculina será comandada por uma mulher, o que constitui uma mudança de mentalidade que se aplaude e que prestigia o futebol português. A competência não deve olhar a géneros, pelo que faz todo o sentido que as mulheres também possam contribuir com a sua qualidade e conhecimento para o futebol masculino.



A DÚVIDA



Uma ameaça monegasca



Começa a correr o rumor insistente de que, no próximo ano, o Monaco será dirigido por um treinador português. Os nomes de Jorge Jesus e Leonardo Jardim são os mais falados, o que configuraria um rude golpe para algum dos rivais da Segunda Circular, caso venha a perder o seu técnico. Jesus e Jardim foram peças importantíssimas nas excelentes temporadas de Benfica e Sporting, respetivamente. Estarão Luís Filipe Vieira ou Bruno de Carvalho preparados para deixarem sair os seus timoneiros? E que nomes poderão suceder aos atuais técnicos?
António Oliveira no jornal record

Mourinho anuncia saída de Etoo e diz que Torres deve ficar

José Mourinho (foto AP)
 
José Mourinho anunciou este domingo, depois do triunfo do Chelsea em Cardiff, por 2-1, que Samuel Etoo está de saída do clube londrino. Já Fernando Torres deve continuar ao serviço dos “blues” na próxima temporada.

«Etoo terminou o contrato, mas penso que Torres vai estar no Chelsea na próxima época», indicou o treinador português, perspetivando o mercado de transferências que se avizinha.

«O clube não vai fugir à responsabilidade de contratar dois jogadores importantes para ajudar a equipa no imediato. Se fizermos o nosso trabalho no mercado, quero dizer que vamos lutar pelo título desde o primeiro dia», frisou.


Para Mourinho, o terceiro lugar do Chelsea «não é um drama».

«É uma posição que temos de aceitar, numa época de transição», referiu.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Lista de reforços internos para os "grandes"

LUDOPÉDIO

Façamos um exercício de fantasia que, assumidamente, tem tanto de juvenil como de frívolo: se fôssemos técnicos do Benfica, Sporting ou FC Porto e recebêssemos indicações para propormos reforços (mas detetados apenas nos restantes clubes portugueses), quem escolheríamos para as diversas posições? A aposta no mercado nacional teria a vantagem de facilitar a adaptação e fazer circular o dinheiro.

Guarda-redes. As melhores apostas são as de futuro, a começar por Ederson, brasileiro de 20 anos que ganhou a baliza da Rio Ave. Já passou pelos juniores do Benfica (é primo de Artur Moraes), tem altura (1,88), talento e um pé esquerdo com rara potência. Caso idêntico é o de José Sá (21 anos, 1,92m), que perdeu o lugar no Marítimo após o regresso de Salin (que não jogava no Rio Ave). Como alternativas para o imediato: os brasileiros Vagner (Estoril/27/1,85) e Gottardi (Nacional/28/1,93) e o português Ricardo (Académica/31/1,88).

Defesas-direitos. Entre as escassas alternativas credíveis, a preferência vai para Lionn (Rio Ave/25/1,84). Mas o também brasileiro Gabriel (Gil Vicente/25/1,70m) só perde na comparação por falta de altura para o lugar, tal como Mano (Estoril/27/1,70).

Defesas-esquerdos. Formado no Grémio de Porto Alegre, Marçal (25/1,78) tem provado, no Nacional, ser jogador para outros voos. Menos fiável defensivamente, Djavan (26/1,84) dá profundidade como poucos. Está emprestado pelo Corinthians Alagoano à Académica. Edimar (Rio Ave/27/1,80) tem hoje a maturidade que lhe faltou em Braga, há cinco épocas.

Defesas-centrais. Aderlan Santos (Braga/25/1,93) e Marcelo (Rio Ave/24/1,83) e Yohan Tavares (Estoril/27/1,85) têm características diferentes, mas possuem qualidade de sobra. Marcelo perde na altura, mas sabe começar a construir como poucos e é jogador de clube grande. Mexer (Nacional/25/1,87) também é alternativa interessante, enquanto o seu colega de equipa Miguel Rodrigues (21/1,88) parece mais solução de futuro do que Paulo Oliveira (V. Guimarães/22/1,88) e Venâncio (V. Setúbal/21/1,86).

Médios-defensivos/centro. Recuperado da lesão, o brasileiro Filipe Augusto (Rio Ave/20/1,82) é um craque com um potencial incrível. Provavelmente mais em conta (cláusula de rescisão de 800 mil euros), Gonçalo Santos (Estoril/27/1,85) é jogador de rendimento garantido. A outro nível, Ali Ghazal (Nacional/22/1,89) e Fernando Alexandre (Académica/28/1,84) garantem dimensão física. Danilo Pereira (Marítimo/22/1,88m) começa a justificar por que foi descoberto pelo Parma, há meia dúzia de anos, nos juniores do Benfica.

Médios-interiores/ofensivos. O brasileiro Evandro (27/1,85) foi descoberto pelo Estoril na Sérvia e tem uma cláusula de rescisão de 1,5 milhões de euros. Mas vale isso e muito mais. Na estreia na I Divisão, Pedro Tiba (V. Setúbal/25/,182) tem sido uma das revelações. Pode jogar na frente. O liberiano Teo Weeks (Marítimo/24/1,75) é uma solução interessante, e o egípcio Saleh Gomaa (20/1,75) tem talento para dar e vender.

Extremos. Rafa (Braga/20/1,70) não está às portas da Seleção por acaso, mas Ricardo Horta (V. Setúbal/19/1,73) também tem um potencial latente indiscutível. O guineense Sami (Marítimo, 25/1,84) é mais maduro.

Avançados. Alguns até jogam nas alas, mas são atacantes móveis e dinâmicos. O brasileiro Rafael Martins (V. Setúbal/25/1,77) até tem sido ponta-de-lança de sucesso (14 golos) na estreia em Portugal. O colombiano Felipe Pardo (Braga/23/1,78) tem raça, enquanto Bebé (Paços de Ferreira/23/1,90) só acusa a falta de escola. Se o Benfica ou o Sporting venderem jogadores ao M. United pode tornar-se apetecível. O italiano Dionisi (Olhanense/26/1,79) tem contra si estar emprestado pelo Livorno. E não esquecer Sebá (Estoril/21/1,79) só porque está lesionado.

Pontas-de-lança. Éder (Braga/26/1,88) só ainda não atingiu outro patamar, até na Seleção, por causa das lesões. O brasileiro Derley (26/1,83) marcou 38 por cento dos golos do Marítimo.


Lopetegui com mais poder

Não haverá uma revolução nos conceitos táticos (será um regresso aos tempos de Villas-Boas)

Lopetegui não tem a capacidade de empolgar os adeptos do FC Porto que teria, por exemplo, Laudrup, um técnico com uma matriz idêntica e que acabou batido por Luis Enrique na corrida ao Barcelona. A contratação do basco encerra riscos evidentes numa época que pode confirmar a mudança de ciclo e é também uma escolha que denota algum levantamento de mercado e lógica estratégica. Não haverá, desde logo, uma revolução nos conceitos táticos (de alguma forma, será o regresso aos tempos de Villas-Boas) e Lopetegui parece ter a personalidade, facilidade de comunicação, liderança e experiência nos grandes clubes que faltaram no Dragão nos últimos anos. Claro que é mais fácil ter sucesso nos sub-19 e sub-21 de Espanha, onde há talento em quantidades industriais, do que num balneário com umbigos grandes. Mas o timing da contratação pode indiciar que o treinador vai passar um peso decisório que não tem sido hábito no FC Porto. As próximas saídas e entradas de jogadores irão ou não confirmá-lo...


Ler entrelinhas de Paulo Bento

De entre Carlos Mané, Rafa e André Gomes deverá sair o jogador capaz de oferecer soluções extra

Ninguém esperava que Paulo Bento anunciasse a lista de 23 jogadores na interessante entrevista que deu ao Trio de Ataque. Mas, lendo nas entrelinhas, ficou a ideia de que Quaresma vai mesmo ver o Mundial no sofá, tal como Danny. Nani, por outro lado, tem lugar assegurado e Ricardo Costa deverá ser o quarto central. Sílvio não está disponível, mas parece manter-se a vontade de levar um lateral que possa jogar dos dois lados e assim poder chamar apenas sete defesas, o que poderá ser uma vantagem para André Almeida. De entre Carlos Mané, Rafa e André Gomes deverá sair o jogador capaz de oferecer soluções complementares. Edinho não foi citado entre os pontas-de-lança disponíveis, pelo que Éder deverá ter lugar garantido, principalmente agora que Postiga voltou a estar em dúvida. Fernando teria sido mesmo chamado caso os planos não tivessem sido estragados pela FIFA.
Bruno Prata no jornal record