sábado, 29 de março de 2014

Nigéria: O trono escorregadiço dos campeões africanos

SUPER ÁGUIAS CHEGAM AO BRASIL DEPOIS DE GANHAR CAN
 



As Super Águias, de regresso ao topo da hierarquia do futebol africano, após o triunfo na CAN’2013 e de uma qualificação imaculada para o Mundial, pretendem impor o seu futebol vertical e veloz no Brasil, onde a meta dos comandados do superchefe Stephen Keshi é repetir as façanhas de 1994 e 1998.

Vencedora, em 2013, da Taça de África das Nações, a Nigéria quebrou um jejum que se prolongava desde 1994, o ano mágico que consagrou Okocha, Finidi, Amunike, Amokachi, Oliseh, Rufai e Yekini. Stephen Keshi, o capitão dessa geração, foi o escolhido, em novembro de 2011, para devolver as Super Águias ao topo do futebol africano. Homem de pulso forte e irascível na defesa dos seus comandados, o superchefe, que chegou a pôr o lugar à disposição por desentendimentos com os dirigentes federativos, encetou uma remodelação profunda, afastando possíveis fontes de problemas e não descurando a aposta em jogadores do campeonato local, incutindo-lhe ambição, garra e sede de vitória.


Além disso, impôs o 4x2x3x1 – com variantes em 4x3x3 e 4x4x1x1 – como sistema de jogo e asseverou um futebol vertical, veloz, alegre e atrativo que serviu como mote ao reencontro com os êxitos. Repetir os “oitavos” de um Mundial, feito alcançado em 1994 e 1998, é o objetivo a que se propôs assim que carimbou o passaporte para o Brasil. Porém, o trajeto não se afigura fácil, apesar do entusiasmo pela presença num grupo em que terá a Bósnia e o Irão como rivais. Keshi debate-se com problemas defensivos, bem patentes na Taça das Confederações, e com a parca utilização nos seus clubes de unidades do núcleo duro, como Obi Mikel, Moses, Ideye, Mba, Nosa, Ogu, Ogude ou Elderson, o que já o levou a alargar a lista de selecionáveis, abrindo boas perspetivas a Azeez, Imoh Ezekiel e Uchebo que estão a realizar épocas interessantes no futebol europeu.


Em simultâneo, a imprensa nigeriana, recorrendo a alguns dos históricos da década de 1990, tem pedido os regressos de Odemwingie, Ikechukwu Uche e Yobo à seleção, o que não agradou ao selecionador, refugiado nos EUA.


TREINADOR: STEPHEN KESHI


Herói nacional, reconhecido pela liderança e personalidade forte, levou as Super Águias ao triunfo na CAN’2013 e ao apuramento invicto para o Mundial. Renovou a seleção, afastando os que colocavam o interesse individual à frente do coletivo.


ESTRELA: EMMANUEL EMENIKE

Decisivo para os êxitos recentes das Super Águias, o avançado do Fenerbahçe combina poder físico, agilidade e agressividade com mobilidade, velocidade e aceleração. Ardiloso a jogar de costas para a baliza e a servir como referência a um jogo mais direto, patenteia facilidade a desmarcar-se e a ganhar posição na área. Muito oportuno, define-se, preferencialmente, através do pé direito ou do jogo aéreo.

Sem limite de velocidade

O 4x2x3x1 é o sistema tático de eleição de Stephen Keshi, técnico que tem o 4x3x3 e o 4x4x1x1 como planos B. Agressivos e céleres a reagirem à recuperação da bola, os jogadores nigerianos mostram grande apetência para o contragolpe, explorando a velocidade e mobilidade dos extremos e do avançado, sempre preocupados em conferirem profundidade e largura. Em organização ofensiva, os campeões africanos assumem riscos excessivos, ao procurarem uma construção apoiada a partir do guardião e dos defesas-centrais, mas apresentam soluções como o recuo de Mikel, um futebol mais direto ou a exploração do jogo exterior.

A transição, sobretudo quando o adversário procura a profundidade, e a organização defensiva são os momentos mais débeis das águias, já que criam demasiados espaços entrelinhas e cometem erros posicionais básicos. As bolas paradas ofensivas são forte aposta, pois há várias soluções capazes de criar perigo na sequência de livres diretos, livres laterais, pontapés de canto e lançamentos laterais longos.
Rui Malheiro no jornal record

o Benfica - FC Porto em que Futre brilhou

uma final da supertaça Cândido de Oliveira em que Paulo Futre brilhou e, em que Neno, guarda-redes encarnado, foi infeliz. Ver quem jogou, aqui.
 
 
 
 

sexta-feira, 28 de março de 2014

o dedo maroto!

a festa do Benfica em Braga...

...é sempre bom recordar outros tempos, aproximando-se um jogo deveras importante para o SLB, nada como recordar o primeiro título encarnado dos últimos 20 anos, em Braga, contra o Gil-Vicente.
Festa de Campeão do Benfica 93/94 por MemoriaGloriosa

quinta-feira, 27 de março de 2014

A falácia do FC Porto-Benfica

LINHA DIRECTA

 
Um dia depois do FC Porto-Benfica para a Taça de Portugal, mesmo quem não viu o jogo conclui que as águias foram metidas numa espécie de Bimby gigante e foram trituradas no dragão.

Uma mentira repetida muitas vezes passa a ter o valor da verdade, tal como o penteado de Kim Jong-un pode ser considerado um bom corte de cabelo se outro corte não for permitido.

O Benfica teve, no Dragão, três boas oportunidades de golo e uma clara oportunidade para empatar a partida.

É verdade que o FC Porto teve pelo menos o dobro das oportunidades. Mas só marcou um golo e ainda tem mais um jogo para disputar.

Como também é verdade que o Benfica só jogou 15 minutos com a sua equipa titular.

Jorge Jesus fez o que tinha de fazer. Poupar o núcleo do seu reator para o nuclear jogo de Braga, no domingo.

Bem vistas as coisas, até nem se saiu mal. Poupou os jogadores e vai para a 2.ª mão com um resultado poupado.

O que mais estranho nisto tudo foi o facto de o FC Porto não ter colocado Kelvin em ação. É que tivemos poupanças mas faltou o homem da crista que pôs Jesus a rezar no relvado do Dragão. Com ele em campo, acredito, o Benfica teria sido varrido da face da Universo para sempre.
Eugénio Queirós no jornal record

quarta-feira, 26 de março de 2014

resultado justo!

um bom jogo de futebol o que tivemos oportunidade de assistir hoje no dragão.

o FC Porto entrou melhor no jogo, o Benfica equilibrou um pouco mais na segunda parte e, o único 'contra', quanto a mim, é que este jogo merecia mais golos - não era nada de outro mundo se tal tivesse acontecido!

bonito o fair play entre todos os intervenientes no final da partida.


p.s. alguns benfiquistas não gostaram de tantas 'mexidas' no onze base e tem razão, jogando a uma quarta-feira e, tendo o próximo jogo só no próximo domingo, não é normal jogar sem tantos titulares no dragão.

«onze e sistema oficial do Benfica (correcção)»

«onze e sistema oficial do FC Porto»

"Fernando Madureira, vulgo Macaco, recebe prémio"

a última eliminatória da taça entre FC Porto e Benfica

segunda-feira, 24 de março de 2014

À atenção dos fotógrafos: não se esqueçam nunca do camarote presidencial do Dragão































Como já perceberam, aqui na casa não se perde muito tempo a discutir o que se passa em Santiago Bernabéu, no Camp Nou ou num qualquer court de ténis rodeados de queques apaniguados desse jogo monótono e chato.
 
Por isso, ao fim 1257 postes em 4 anos de BnA na plataforma de blogues do Record online, mantendo uma apreciável média de visitas diárias (à volta de 4 mil) que nem por isso empolga quem de direito, vamos continuar a ser chatos e a falar do que muitos consideram as tricas do futebol.
 
Isto a propósito dos movimentos cada vez mais intensos no sentido da sucessão de Pinto da Costa. Já todos percebemos que o grande candidato é António Oliveira, cuja participação acionista já terá ultrapassado os 12%. O treinador do tetra está estrategicamente posicionado mas levou uma rosnadela do Papa. O que fez com que nas suas últimas intervenções já tivesse adotado um estilo mais soft. Se há coisa que o Toninho Vilaça não é, é estúpido.
 
Mas se quiserem acompanhar com mais atenção o que se passa nesta matéria basta repararem em quem se senta no camarote presidencial do Dragão. Não necessariamente na primeira fila. O tal que tem cada vez mais amigos na estrutura e não só. O que começou a correr por fora e que cada vez se afirma como o grande adversário do homem que um diz fez gravar em Alvalade a frase "por cada leão que cair, outro se levantará".
 
Isto tudo, claro, se entretanto PC resolver finalmente acatar a decisão dos seus cardiologistas e decidir passar a pasta e ver tranquilamente o FC Porto numa qualquer esplanada do norte do Brasil acompanhado da respetiva caipirinha e quiçá finalmente fumando às claras os 3 ou 4 cigarrinhos que continua a fumar todos os dias...
post daqui

sexta-feira, 21 de março de 2014

Sporting e a coacção no futebol português

PRESSÃO ALTA
 
“Coacção” foi o substantivo da semana, mas a verdade é que a coacção faz parte da história do futebol português, mesmo quando não se lhe reconhece esse papel nas mudanças que foram impostas na bola indígena nos últimos 30 anos. A coacção exibe-se e interpreta-se, curiosamente, num momento em que Sporting e FC Porto apresentam as suas divergências, depois do corte de relações institucional ocorrido pouco tempo depois de Bruno de Carvalho ter tomado posse como presidente do clube de Alvalade. A coacção e as suas variações não são, pois, um epifenómeno sazonal; constituem um fenómeno histórico sobre o qual é preciso (re)agir. Com debate, com coragem, mas sempre e apenas com a força da razão.


Estamos a cerca de um mês da comemoração dos 40 anos sobre o 25 de Abril de 1974 e a democracia ainda não chegou ao futebol. É curioso verificar que, enquanto a sociedade portuguesa, depois de quase meio século de obscurantismo e de perseguições, apenas pelo simples facto de se pensar diferente e de não se pactuar com o regime da censura e do medo, foi fazendo a adaptação a uma vida em democracia, o futebol não achou a sua revolução, conservando tiques e práticas autocráticas dos quais não se consegue livrar.


O centralismo é indesejável como forma de impedir o desenvolvimento regional e mitigar as assimetrias de um país. O centralismo é indesejável como forma de impedir o crescimento do interior em relação ao litoral. Sempre vi o centralismo como a projecção de um país que viveu tempo de mais numa ditadura. Nunca vi o centralismo como uma forma premeditada de marginalizar, discriminar ou hostilizar o norte e muito menos a cidade do Porto. Entendo, ao invés, que deu jeito gerar e amplificar essa ideia, porque era o modo de se criar coesão territorial e, com ela, identificar o “inimigo” e colocar-lhe o rótulo persecutório. Sempre achei que se tratava de uma ideia descabida e muito perigosa.


Portugal tem tudo o que muitos não têm para afirmar a sua coesão e solidez nacionais. O processo de inversão dos efeitos do centralismo, no futebol, só foi possível pela perseverança e até pela obsessão com que Pinto da Costa, utilizando a boa-fé de milhares de portistas, naturalmente ávidos de conquistas, protagonizou esse processo. Ninguém mais do que Pinto da Costa soube manobrar tão bem essa ideia. E isso só foi possível, durante anos, até se entrar numa fase de controlo quase absoluto do poder (agora, a esgotar-se e daí as tensões que saltam à vista), porque o poder político não quer nada com o futebol (tira partido e tem medo) e porque a oposição clubística (lisboeta) foi sempre confusa, frágil e, por isso, praticamente inexistente.


Foi assim que o FC Porto se instalou. E foi assim, durante cerca de 30 anos, até... Bruno de Carvalho chegar ao futebol. Pelo meio, “batalhas” com sete presidentes do Benfica e dez do Sporting. Bruno de Carvalho chega ao futebol e a Alvalade “fresco e viçoso”, na fase final do regime de Pinto da Costa. E chega num momento em que o homólogo do Benfica, Luís Filipe Vieira, não pode deixar de acusar algumas “nódoas negras” resultantes da refrega com o presidente do FC Porto. Vieira precisa de se redimir para se afirmar. Bruno de Carvalho procura a afirmação (quase) instantânea. E assim estamos chegados ao clima de conflitualidade do momento: Bruno de Carvalho tenta explorar a erosão do regime de Pinto da Costa, sem hostilizar o Benfica de Vieira (nesse confronto específico). Mas sempre com o cuidado de não passar para as “bases” (de onde emana) uma certa subserviência ao rival da Luz. É um equilíbrio difícil de manter, comparável àquele que a UE tenta manter com a Rússia por causa da... Crimeia.


Este clima de permanente pressão – coacção? – sobre os árbitros só é possível num futebol sem rei nem roque. Um futebol dominado pelo medo, pelas cliques e pelas claques. Num futebol desregulado por uma Federação e por uma Liga sem força e por uma tutela político-governamental que só se apresenta na hora da medalha e do croquete. O nível de linguagem a que se chegou (vide “O Cacto”) é típico de um país subdesenvolvido, que despreza as mais elementares regras de civilidade. Isso acontece porque os clubes, ao contrário, não querem que haja justiça desportiva. Querem justiça contaminada. Querem justiça clubitizada. Querem justiça calendarizada.


É aqui que nasce a coacção. Veja o que acontece na Liga. Os representantes dos clubes ofendem-se e não chegam a discutir nada. Afastam quem não se presta aos servicinhos. Afastam a quem obstaculariza o “sistema” que eles próprios geraram (pela omissão).


Saúdo o Sporting por ter recuperado a ideia “Pela Verdade Desportiva”, o nome que demos ao movimento que protagonizou a petição apresentada na Assembleia da República há quatro anos, em defesa da introdução das novas tecnologias no futebol. Acredito na força da razão e não na razão da força. Há muita coisa a mudar: o medo não se combate com... mais medo.


JARDIM DAS ESTRELAS - ****


Quaresma, já!


Grande exibição de Quaresma em Nápoles, coroada com um golo magnífico!


Já sabemos que Paulo Bento gosta de manter na Selecção uma espécie de “espírito de grupo”. Uma espécie de “plantel” interdito a grandes mexidas. Só assim se compreende a inclusão (sem critério) de Nani, quando se achava em má “forma”. Não há volta a dar: há jogadores que podem estar “em grande” nos respectivos campeonatos (Duda, Eliseu e Danny são exemplos flagrantes), mas basta (não) fazer qualquer coisa que desagrade ao seleccionador para não entrar na lista dos eleitos. Quaresma é um desses casos. Mas há limites para esse “culto de família”. Não cabe mais do que um ego na Selecção? Tem de caber! Porque aquilo que Quaresma pode dar à Selecção no Mundial é, em tese, sempre superior àquilo que são os detalhes de personalidade, observados de forma menos positiva. Com Cristiano Ronaldo, Quaresma e Adrien (no miolo), a Selecção fica mais forte.


O CACTO


Educação


Vejo e oiço os protagonistas do futebol português e, independentemente das razões que lhes possam assistir, chego à conclusão de que, de um modo geral e como dizia o Eça, lhes falta a basezinha. A basezinha é a educação. O baixo nível a que se chegou, no plano do discurso, é um problema cultural e de falta de educação. Tão simples quanto isto. Lamentavelmente.
Rui Santos no jornal record

excelente sorteio!

depois da excelente prestação europeia de ontem, em especial, o FC Porto, as duas equipas portuguesas ainda em prova souberam hoje quem lhes vai calhar nos quartos de final - AZ para o Benfica e Sevilha para o FC Porto. nada mau!
 
Sorteio da Liga Europa, jogos dos quartos de final.

Sorteio Liga Europa: os jogos
                                    
Jogos a 3 e 10 de abril.

AZ-Benfica
Lyon-Juventus
Basileia-Valência
FC Porto-Sevilha
 

quinta-feira, 20 de março de 2014

Morreu um homem original: Manuel Barbosa

 
 
 
Morreu hoje o primeiro empresário a sério do futebol português: Manuel Barbosa.
 
Sobretudo um homem original, que conheci nos anos 80, quando fui para Lisboa com uma mala de cartão e o dinheiro contado apenas para o almoço ou o jantar (as duas coisas no mesmo dia não dava).
 
Foi nos anos 80 que Manuel Barbosa se assumiu como o primeiro agente FIFA do futebol português, protagonizando grandes transferências para e do Benfica. Deu muito dinheiro a ganhar ao clube da Luz, de que era fervoroso adepto, tal como do Sp. Braga, o clube da sua terra.
 
Manuel Barbosa foi um self made man. Saiu de Braga também com uma mala de cartão para abrir uma agência de viagens em Paris, a Mercury, que depois trouxe para Lisboa. Era um homem sempre ligado à corrente, frenético, impulsivo mas leal e amigo dos seus amigos.
 
Na altura, A BOLA era o jornal desportivo de referência e naturalmente Manuel Barbosa privilegiou-o muito. Mas não sei se for por me ter achado piada e também me deu algumas cachas que a Gazeta dos Desportos lançou. Estava sempre disponível.
 
Num desses dias, quando eu ainda vivia num quarto da Rua das Flores, mas já numa fase em que podia almoçar e jantar no mesmo dia, ofereceu-me mesmo uma estadia de uma semana no Copacabana Palace do Rio de Janeiro. Não vão acreditar mas acabei por não ir. Há quem vá mas eu não fui e o senhor Manuel não ficou ofendido com isso.
 
A sua estrela perdeu fulgor primeiro com o aparecimento de José Veiga e depois com o de Jorge Mendes. Barbosa continuou, porém, a ter grandes projetos e lembro-me de um dia ter ido até às margens do Cávado, ali por Vila Verde, almoçar com ele e alguns amigos. Barbosa planeava um grande centro de estágio mas tudo ficou nos planos apenas de quem também passou, noutros tempos, pelo departamento de futebol do Sp. Braga.
 
Com ele aprendi uma palavra: recoveiro. Ou seja, o que dá recados. Há muitos neste mundo. Diria mesmo, cada vez mais.
 
A última vez que estive com ele foi ali por Braga, num jantar no qual estiveram presentes também o Vítor Queirós e o Lino Devesas. O jantar não começou da melhor maneira pois tinham saído notícias nos jornais sobre um processo de Manuel Barbosa, assinadas então pela minha mulher. Mas ele não misturou as coisas, embora tenha espetado um garfo na mesa quando falou no assunto.
 
Manuel Barbosa era assim. Singular. Original. Quis o acaso que ontem lhe tivesse ligado para lhe pedir um contacto. Sabia que estava muito doente e atendeu uma pessoa de família. Percebi que as coisas estavam muito mal mas o senhor Barbosa quis falar comigo. Mal entendi o que disse.
 
Poucas horas depois chegou a notícia da sua morte. Com ela morreu também parte do meu passado, uma parte de mim, pois Manuel Barbosa foi um homem que marcou no percurso profissional mas também como exemplo de vida.
 
Vou ter muitas saudades suas, senhor Manel.
Post daqui

«onze e sistema do FC Porto para o jogo de hoje»

«onze e sistema oficial do Benfica para o jogo de hoje»


Radiografia a um campeão anunciado

LUDOPÉDIO 

Entre a quarta jornada disputada a meio de setembro, quando o Benfica já se havia atrasado em 5 pontos para o FC Porto, e a realidade atual, em que o clube da Luz surge transformado num campeão praticamente anunciado, há todo um trilho irregular, feito de percalços, dúvidas, perseverança, talento e, claro, ofício.

Mas também desmerecimento de um FC Porto que errou mais do que era suposto e que em seis meses teve mais desperdício do que em qualquer uma 25 épocas anteriores. Os portistas pagaram a aposta num Paulo Fonseca que não deixou de ser competente, mas que não estava suficientemente preparado para uma aventura desta dimensão.

Mas expiaram ainda o risco inerente a um plantel desequilibrado e sem alternativas de qualidade nalgumas posições (provou-o a contratação de Quaresma em janeiro). O problema não foi apenas vender os craques que o mercado mais reclama, porque isso é obrigatório e implícito numa estratégia de gestão demasiado dependente das ofertas de compra.

Foi antes substituí-los por projetos de jogadores que até têm potencial, mas estão ainda longe de justificar os vastos milhões que custaram. Acrescente-se-lhe uma organização interna que reflete interesses e conflitos internos e que, esta época, desmentiu parte dos elogios justificados no passado. Mais tarde se verá se estamos mesmo no fim de um ciclo ou se Pinto da Costa ainda tem força e argúcia para tirar mais um coelho da cartola…

Mas o Benfica não tem culpa da incompetência alheia. Até porque foi suficientemente apto a resolver as suas imperfeições, algumas a refletirem ainda o último e acidentado verão quente. Depois do início periclitante, Jesus lá acabou por devolver à equipa a sua essência: pressão e velocidade. Com este treinador, que nunca desiste de oferecer estilo, ambição e bom jogo, o Benfica sempre procura retirar vantagem do caos que provoca nos antagonistas. Mas também é verdade que, nestes cinco anos, se ofuscou em demasia nos momentos de verdade.

Não só, mas muito por culpa de sempre querer jogar duas velocidades acima do que, por vezes, pedia o jogo. Hoje, o Benfica continua a ter imensa riqueza ofensiva, mas parece mais temperado e pragmático. Não que Jesus tenha mudado de forma substancial os seus conceitos, antes porque as lesões de Salvio e Cardozo foram infelicidades que – não há outra forma de o dizer – abriram caminho a soluções alternativas capazes de ajudar a dar equilíbrio e consistência a um 4x4x2 de perdição em muitos momentos-chaves.

Caso contrário, Markovic teria tido bem mais dificuldade em impor as suas cavalgadas empolgantes e a equipa não poderia ter tirado partido, em termos táticos, das suas movimentações de fora para dentro. Da mesma forma, Rodrigo teria corrido o risco de não se impor como um avançado raro e de excelência e o Benfica continuaria sem aproveitar a sua capacidade de dar apoios frontais e de condicionar a primeira de construção do adversário.

Claro que Jesus também percebe melhor agora que os títulos são ganhos pelo plantel e não por 11 jogadores. Até porque o Benfica possui um conjunto de jogadores em que há poucos verdadeiros suplentes: tem sim jogadores que jogam mais e outros que jogam menos. Aqui, parte do mérito tem de ser dividido com uma SAD que voltou a investir quase 50 milhões em jogadores de qualidade (a exemplo do que vem fazendo desde há meia dúzia de anos).

Nenhuma outra equipa portuguesa tem tantas individualidades capazes de, por si só, resolverem um jogo num momento de inspiração – Enzo, Markovic, Gaitán, Rodrigo e Lima, só para citar as mais óbvias. Se a isto acrescentarmos a circunstância de Jesus ser um obcecado pelo treino e pela otimização dos processos (e isso nota-se, por exemplo, no desempenho defensivo), percebe-se melhor o que quis dizer um dia o golfista norte-americano Arnold Palmer: “Quanto mais eu treino, mais sorte tenho”...

William Carvalho tem muita “casta” (*****)

Amante da tauromaquia e do futebol, Camilo José Cela escreveu que “há touros com muita casta, muita casta, e jogadores com muita classe, muita classe”. William Carvalho faz parte deste lote de predestinados. Provou frente ao FC Porto que deve ir ao Mundial e ser visto como potencial titular.

Um Jardim de excelência (****)

A excelência do trabalho de Leonardo Jardim à frente de uma equipa sem as armas dos adversários diretos merece ser recompensada com o apuramento direto para a Champions. E o seu trabalho não devia ser menorizado por estratégias de confronto e afirmação.

Guardiola é único (***)

Guardiola assumiu ter deixado a Catalunha por já não conseguir motivar os jogadores e hoje lida com um presidente na prisão e com os disparates de Beckenbauer. Mas nem isso o impede de provar em Munique que não foi por acaso que criou no Barça a melhor máquina de futebol que alguma vez se viu.

A estaleca moral de Jesus (**)

O principal inimigo de Jesus é Jesus. Os seus piores traços de caráter revelam-se seja na derrota ou na vitória. A sua estaleca moral confirma-se ao dizer que não pede desculpa a Shéu, Raul José e Rui Costa e ao tentar desvalorizar o trabalho de Marco Silva.

Os cobardes e os árbitros (*)

Um árbitro de apenas 16 anos foi violentamente agredido e mandado para o hospital quando dirigia um jogo em León (Espanha) entre miúdos com 6 e 7 anos. O agressor foi o pai de um dos jovens jogadores. O mundo está perdido e cada vez mais perigoso para os árbitros.

Bruno Prata no jornal record

terça-feira, 18 de março de 2014

Maradona - A Vida de um Gênio do Futebol (Vídeo)

recordar é viver...

...outros tempos, em que tudo o que rodeava os grandes jogos era vivido de uma forma muito mais 'saudável'!



 

OFICIAL: Villas-Boas no Zenit

O Zenit confirmou no seu site oficial a contratação de André Villas-Boas para o comando da equipa nas próximas duas temporadas. No clube de São Petersburgo o treinador vai reencontrar Hulk, com quem trabalhou no FC Porto.

O treinador português, que estava sem clube desde que foi afastado do comando do Tottenham, em dezembro passado, será apresentado em São Petersburgo no próximo dia 20, quinta-feira.

Villas-Boas é, assim, o escolhido pela direção do emblema russo para ocupar a vaga criada com a saída de Luciano Spalletti, que foi demitido na semana passada.
O primeiro jogo de Villas-Boas no comando da equipa russa está marcado para segunda-feira, dia 24, frente ao Krylya Sovetov.
daqui

domingo, 16 de março de 2014

Sporting terá beneficiado com a pressão que fez?!...

estou 'farto' de afirmar que no final do campeonato (tem sido assim nos últimos 5/6 anos) os erros de arbitragem, no deve e no haver, equilibram-se no seu final.
 
hoje, foi a vez do Sporting ser beneficiado e o FC Porto prejudicado, o contrário já existiu e com muito mais prejuízo para os leões.
 
não vou entrar nessa discussão (até fotos e montagens, do lance do golo do Sporting, já apreciei em alguns sites), deixo isso para os ignorantes e fanáticos da 'bola'..., mas, deixo aqui um post deveras interessante do amigo Luís Miguel Pereira no seu facebook,...não ignorando, claro está, que o FC Porto foi hoje prejudicado em Alvalade.


O pior que podia ter acontecido ao Sporting neste Clássico foi ter ganho como ganhou. Perdeu um argumento de debate numa luta que fazia todo o sentido tendo em conta os últimos anos e vai ser forçado pela opinião pública a estar calado até ao fim de época.
 
Não há melhor forma de parar um movimento de queixas do que colocando-o ao mesmo nível dos que criticava. E assim as coisas ficam na mesma.
 
O futebol português, como o futebol de qualquer país, está cheio de erros inocentes e intencionais. E cheio de tendências que variam com o tempo e beneficiam cada clube consoante o seu período de poder.
 
O Sporting já foi o poder, agora não é. Não se pode esquecer do que foi e não pode querer voltar a sê-lo. Distanciar-se do que se passou hoje era o mais correcto. Consentir, por três pontos, é um erro!

o Sporting - FC Porto do ano em que Bobby Robson foi despedido

Há vinte anos o Sporting tinha provavelmente um dos melhores planteis da sua história, depois do verão quente de 1993, com o 'desvio' de Paulo Sousa e Pacheco aos eternos rivais da segunda circular (jogadores rescindiram com o SLB invocando justa causa - os salários em atraso eram uma constante...), o Sporting apostava tudo na conquista do título, mas, Sousa Cintra, que só não conseguiu também contratar João Pinto porque o eterno Jorge de Brito, presidente dos encarnados, 'abriu' a pestana, deu uma 'machadada' final no bom ambiente do balneário despedindo Bobby Robson e contratando Carlos Queiroz para o seu lugar.
 
o 'resto da história' desse campeonato já é conhecido - João Vieira Pinto fez o jogo da sua vida em Alvalade e o Benfica conquistou o título dessa época, o FC Porto (com Bobby Robson ao 'leme') ficou em segundo lugar e o Sporting em terceiro.
 
mas, vamos ao que interessa:
 
- o Sporting - FC Porto, o antes e o depois do clássico da época 1993-1994:


«onzes e sistemas prováveis de Sporting e FC Porto»

sábado, 15 de março de 2014

o Sporting - FC Porto de 1984/85

Argentina: Os quatro fantásticos e o labirinto assimétrico

VENCER O MUNDIAL NO BRASIL É O SONHO ARGENTINO

“Preocupam-me algumas coisas.” Foi assim que Alejandro Sabella, selecionador argentino, reagiu ao empate diante da Roménia (0-0), queixando-se da falta de capacidade para recuperar bolas e das perdas de equilíbrio. Os “quatro fantásticos” – Leo Messi, Angelito di María, Kun Agüero e Pipita Higuaín – não fizeram a diferença e os romenos, que não se dedicaram ao jogo do gato e do rato típico das equipas sul-americanas que enfrentam os argentinos, colocaram a nu as debilidades de um sistema assimétrico que os metamorfoseia, demasiadas vezes, em quatro vagabundos, apartados dos médios-centro excessivamente posicionais.

A ausência de um 8 com outra intensidade e capacidade de deslocação é tão evidente como o seu nome: Enzo Pérez, o jogador do Benfica que dificilmente integrará uma convocatória que está praticamente fechada. É que Sabella, homem de poucas palavras, defende até à exaustão a estabilidade, a inflexibilidade face à pressão do exterior e a harmonia do grupo. Por isso mesmo, Tévez, determinante na campanha da Juventus rumo a novo scudetto, não tem espaço na albiceleste, assim como Cambiasso, Pastore ou Icardi, defendidos por certos sectores da imprensa, também deverão ficar de fora.

Ao invés, Romero, Campagnaro, Fede Fernández, Basanta, Rojo, Gago, Biglia e Augusto Fernández continuam, apesar das fortes críticas, entre os eleitos do selecionador, incapaz de deixar cair os seus protegidos. A três meses do Mundial, o onze-base está definido, assim como os papéis de Messi – falso ala, segundo avançado, falso 9, médio-ofensivo ou médio-centro –, Di María – interior-esquerdo, extremo-esquerdo ou médio-ofensivo –, Agüero – falso ala, segundo avançado ou falso 9 – e Higuaín – referência ofensiva ou falso extremo. Pelo menos, até ao primeiro resultado negativo.

A vertigem como mote

Próxima de um 4x3x2x1 desdobrável num 4x2x4 assimétrico, a seleção argentina valoriza excessivamente a vertigem e a mobilidade dos “quatro fantásticos”, sabendo que, diante de adversários que optam por marcações ao homem, a soberba qualidade técnica e aceleração de Messi e seus pares fazem a diferença. Contudo, há uma tendência excessiva para centralizar o jogo, apesar do apoio dos laterais e dos movimentos de dentro para fora de Di María, como também os dois médios-centro preferem jogar curto, o que obriga a que Messi, Di María ou Agüero baixem para assumir ações de condução desde a entrada do meio-campo ofensivo.

Extremamente perigosa em contragolpe e capaz de desatar nós em ataque continuado, sobretudo quando tira partido de passes de rutura para as costas da defesa adversária, a albiceleste necessita de se desequilibrar menos em transição defensiva e de ser mais consistente em organização e na defesa de bolas paradas, onde são notórias falhas de coordenação e concentração.

A estrela: Lionel Messi

A viver uma época atípica, em virtude de duas paragens por lesão, Leo Messi deverá chegar ao Brasil no pico de forma. Os 27 golos e 13 assistências em 32 jogos oficiais pelo Barcelona esta temporada comprovam que a lâmpada do génio de Rosario não se extinguiu. Se o seu futebol superlativo resplandecer finalmente numa grande competição internacional de seleções, as esperanças argentinas de chegar longe na Campeonato do Mundo aumentam consideravelmente.

Treinador: Alejandro Sabella

Adjunto de Passarella, a quem acompanhou durante 13 anos, passou depois pelo Estudiantes e conquistou a Libertadores. Metódico, estratega e estudioso, carimbou a presença no Brasil sem sobressaltos.
Rui Malheiro no jornal record

sexta-feira, 14 de março de 2014

Jorge Jesus empurrou Shéu e gritou com Rui Costa

JJ é um cómico



Jorge Jesus, consagrado em título de livro como Mestre da Tática, continua a dar espetáculo. 

Desta vez em direto e a cores, aquando do último golo do Benfica em Londres, onde espetou 3 batatas ao milionário Tottenham que já foi orientado pelo antigo jogador do Clube Marechal Gomes da Costa. 

Depois, na conferência, JJ quis explicar o gesto dizendo que se estava a referir a Luisão. Mas Luisão é o n.º 4, entendido? 

Todos percebemos o alcance do gesto, que pode ser traduzido num simples "chupa lá três". Nada disto é especialmente insólito em Jorge Jesus e muito menos no show futebolístico, que também vive destas coisas a que podemos chamar palhaçadas. 

O que irrita mesmo é o coro de padrecos que já se levantou por aí a criticar a má educação do próximo treinador do Barcelona. 

Isto está mesmo entregue à malta das banalidades, do óbvio e do politicamente correto. Vai tudo bater no famoso "saber ganhar é tão importante como saber perder". Tretas. Como o fair-play. Como todos sabemos, qualquer adepto não se importa nada de ganhar com um penálti mal marcado dois minutos para além da hora. O que custa é perder nessa situação ou então levar três e com dois golos da autoria do Luisão. 

Em Londres, o Benfica de JJ mostrou o seu poder. É uma equipa que dá gosto ver jogar e, o que também ajuda, soma e segue. 

Quem aqui anda não precisa de me lembrar que também já nadei a favor da corrente e que me declarei fartinho de JJ e das suas coisas.

Emendo a mão. 

Este gajo tem muita piada. Anima os nossos dias. Mas fiquei com água na boca pois ainda não foi desta que o vimos a revolucionar por completo a língua de Shakespeare. Por ora ficou-se por um simples e fácil one, two, three..., o que nos dá a entender que JJ já vai pelo menos no nível dois de inglês em cassete pirata.
Post daqui

quarta-feira, 12 de março de 2014

«Olegário Benquerença lesionado e avança Proença»

caros leitores, sempre é melhor apreciar esta 'beldade' do que tentar 'descodificar' esta 'troca' de árbitros para o clássico do próximo fim de semana.
 
ah!, na minha opinião, o 'ruído' de Bruno de Carvalho já fez algum efeito!...
 
 

«Fintou nove jogadores e marcou golo»

)

terça-feira, 11 de março de 2014

Honduras: Brilharete dos catrachos à distância de um triunfo

ESCAPAR AO ÚLTIMO LUGAR SERÁ FAZER HISTÓRIA

Figueroa é a grande estrela dos hondurenhos.
Vencer o primeiro jogo num Mundial é o mote dos hondurenhos para a terceira participação numa fase final da grande competição internacional de seleções. A história catracha começou a ser redigida, em tom de escarcéu, quando a anfitriã Espanha, amparada por 50 mil adeptos famintos por uma goleada contundente, precisou de um penálti-fantasma para empatar na estreia no Mundial’1982.

Héctor Zelaya, conhecido por “Peito de águia”, firmou, aos 7 minutos, o 1.º golo da bicolor na história dos Mundiais e emudeceu o Mestalla, onde nem se ouvia o bombo de um ainda jovem Manolo. Nova igualdade, desta vez diante da Irlanda do Norte, adiou a decisão da passagem à 2.ª fase para a última ronda, frente à dececionante Jugoslávia. Um penálti apontado por Petrovic desfez, a dois minutos do fim, o sonho hondurenho de rubricar feito ainda mais notável. Na África do Sul, após 28 anos de ausência, os catrachos não resistiram ao Chile (0-1) e a uma Espanha (0-2) no fio da navalha, mas travaram o apuramento da Suíça (0-0) para os “oitavos”. Um ponto e zero golos marcados souberam a pouco, o que levou ao afastamento de Reinaldo Rueda, técnico colombiano transformado em herói nacional, ao assegurar o apuramento.

O compatriota Luis Fernando Suárez foi o sucessor e fez história ao afiançar a 1.ª presença seguida da bicolor em fases finais de Mundiais, abrilhantada pelo apuramento direto, graças a dois triunfos históricos com reviravoltas: em casa, na estreia, diante dos EUA, e fora, frente ao México, forçando-o a disputar o playoff. Suárez, tal como fez quando guiou o Equador aos “oitavos” do Mundial’2006, atira a pressão para canto, asseverando que o 4.º lugar do grupo está certo, e quer os catrachos a transpirar paixão, garra e solidariedade nos relvados brasileiros.

A FIGURA: Maynor Figueroa

A cumprir a sexta época na Premier League, o versátil canhoto do Hull City é o patrão das Honduras. Lateral-esquerdo ou central, posição que desempenha na Seleção, destaca-se pela impressionante disponibilidade física, bons argumentos no desarme, astúcia na antecipação e agressividade, e violento remate com o pé esquerdo.

O TREINADOR: Luis Fernando Suárez

Colombiano, 54 anos, guiou as Honduras ao apuramento direto para o Mundial. Formado em Contabilidade e mestre em Negócios e Administração, viveu momento mais alto da sua carreira ao conduzir o Equador aos “oitavos” do Mundial’2006.

Mudar para ter equilíbrio

Adepto do 4x4x2 clássico, Suárez poderá optar pelo 4x5x1, o seu plano B, no Mundial, abdicando de um avançado (Bengtson) para reforçar o meio-campo com mais uma unidade: o versátil Espinoza poderá desempenhar funções de interior-esquerdo, abrindo o corredor para Najar. Fortes no aproveitamento de bolas paradas diretas – pontapé violento de Figueroa – e indiretas – cruzamentos venenosos de Izaguirre –, os catrachos conseguem combinar ações em ataque organizado, procurando o jogo aéreo dos avançados a partir dos corredores, com um futebol mais direto em contragolpe, em que a mobilidade dos avançados é explorada a partir de passes longos para as costas das defesas contrárias.

Ao nível defensivo, é notório o desequilíbrio em transição como também a excessiva preocupação com referências individuais em bola corrida e parada. Frente a adversários mais poderosos, a linha defensiva e a intermédia jogam mais aproximadas, mas tendem a baixar e a defender de forma excessivamente centralizada.
Rui Malheiro no jornal record

sistema volta a tentar 'lixar' o Sporting...

o pouco que resta do tão 'falado sistema', voltou a fazer das suas esta terça-feira...

depois do que aconteceu em Setúbal, hoje, quando ninguém o fazia prever, lá saiu a nomeação dos árbitros para o próximo fim de semana.
no jogo mais importante da jornada, nomeou-se Olegário Benquerença, conhecido no mundo da arbitragem por ser genro de António Garrido (antigo árbitro e 'colaborador' do FC Porto para assuntos de arbitragem, dizem as 'más línguas'...).

enquanto 'alguns sportinguistas vão assobiando' para o outro lado da segunda circular, o sistema vai tentando lixar o Sporting e empurrar o FC Porto para o segundo lugar da liga e, consequente entrada directa na champions league.

conclusão: mas 'cabe' na cabeça de alguém, deixar o Sporting lutar pelo título, relegando assim o FC Porto para terceiro lugar?!... tendo como consequência, participação num play-off de acesso à champions?!...

oh meu deus!...tenham juízo e 'acordem' de uma vez por todas!...

segunda-feira, 10 de março de 2014

conferência de imprensa de Bruno de Carvalho (vídeo)

aos meus amigos sportinguistas...

...que se sentiram prejudicados, ontem,...e com razão!... mas, não se esqueçam, numas vezes prejudicados, noutras beneficiados!,...sempre assim foi e continuará a ser com os 'ditos três grandes'.
 
em relação aos clubes 'ditos pequenos', esses, são sempre mais prejudicados do que beneficiados quando jogam com os 'ditos grandes'...
 
...e nessas alturas, quem sofre de 'clubite aguda nada diz',...é pena!...mas 'essa doença', infelizmente, há nos clubes todos e para todos os gostos!
 

domingo, 9 de março de 2014

em destaque...

...no facebook do amigo António Boronha.
eu, pessoalmente, também subscrevo este excelente post.


'Liga da Verdade'

Começo por dizer que nesta principal 'Liga' de futebol luso o 'Benfica' é, indiscutivelmente, o líder legítimo.
Passadas que são 22 jornadas a equipa treinada por Jorge Jesus tem sido a mais regular, a que melhores prestações tem tido. Em linguagem que todos percebam: tem 'comido' os adversários que se lhe têm atravessado no caminho como quem come 'pinâres'.
 
No que diz respeito ao meu segundo clube do peito, o primeiro ganhou na 'Covilhã', assisti, assistimos todos o que viram o jogo em Setúbal, a algo de surreal: um empate a dois golos, resultado, a igualdade no marcador, porventura justa, construído de forma completamente injusta devido a um chorrilho de asneiras protagonizado por um simulacro de equipa de arbitragem.
Recordando:
 
Há um golo do Sporting que não valeu e deveria ter valido seguido de um outro que talvez não tenha sido e que valeu; há, a seguir o empate conseguido com um golo em 'fora-de-jogo', culminando a partida com duas grandes penalidades, convertidas em golos, uma para cada lado, que, pura e simplesmente, não existiram...
Ou seja, aqueles a quem competia regular a partida com base nas chamadas 'Leis do Jogo' resolveram trocar estas por dois conhecidos aforismos populares:
 
 (1) 'Deus escreve a direito (à mão) por linhas tortas';
 (2) 'Uma mão lava a outra';
 
Digam-me lá se, aqui, não há 'manita(s) a mais'?...

sábado, 8 de março de 2014

«Vítor Pereira manda estoiros na Arábia»

«Os jogadores têm sido fantásticos» - Luís Castro

 
Apesar de ter tido o plantel reduzido ao longo da semana, devido aos compromissos das diversas seleções, Luís Castro diz que os jogadores têm sido fantásticos nestes primeiros dias de trabalho com a equipa principal do FC Porto.

«Os jogadores têm sido fantásticos, apesar de esta semana de trabalho ter sido um pouco complexa devido a diversos fatores. No entanto, a qualidade que os jogadores têm, o empenho que têm tido e a determinação com que estão oferecem-nos pensamentos muito positivos para este jogo com o Arouca», referiu Luís Castro, em declarações prestadas ao Porto Canal.

«A vida de um clube grande é feita disto mesmo, de semanas em que os jogadores chegam aos poucos das seleções. Hoje chegaram o Herrera e o Reyes, a 24 horas do jogo com o Arouca. Mas nesta altura nada nos reduz o pensamento que temos para este jogo, que é ganhar», vincou o sucessor de Paulo Fonseca no comando da equipa azul e branca.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Uma noite com meninas depois da mariscada

FACTOS DADOS COMO PROVADOS no "Caso da Fruta"

A Comissão Disciplinar da Liga, presidida por Ricardo Costa, que rebatizou o processo como Apito Final, deu como provado no chamado "Caso da Fruta" que o empresário António Araújo era sócio do FC Porto e acompanhava com regularidade a equipa do FC Porto.

Para a CD, Araújo tinha um relacionamento próximo com Pinto da Costa e era sócio de Reinaldo Costa numa empresa. Quanto à equipa de arbitragem comandada por Jacinto Paixão nomeada para o FC Porto-Estrela da Amadora a disputar a 24 de janeiro de 2004 no Estádio das Antas, o CD salientou o facto de logo que tomou conhecimento da nomeação ter comentado a possibilidade de passar a noite com "meninas" no Porto. O que os levou a contactar o amigo e também árbitro Luís Lameira.

Este último, refere-se ainda, conhecia Araújo e contactou-o no sentido de prestar o serviço pedido. A caminho do Porto, Paixão recebeu um telefonema de Araújo, que o questionou sobre as preferências dos árbitros. Posto o que Araújo, como consta das escutas, telefonou a Pinto da Costa dando-lhe conta que lhe tinham solicitado "fruta para dormir", perguntando-lhe se podia levar fruta à vontade.

O presidente portista quis saber quem estava a pedir fruta e Araújo disse-lhe que era o JP (posteriormente, em tribunal, a defesa de Pinto da Costa alegou que se tratava de Joaquim Pinheiro, irmão de Reinaldo Teles e também dirigente portista). "Diga que sim senhor", respondeu Pinto da Costa. Ainda deu para Araújo comentar as preferências dos árbitros e para informar que mais tarde diria o número dos quartos. Araújo contactou então uma tal Cláudia, dono de um clube noturno, para contratar o serviço e a seguir telefonou a Paixão. O CD da Liga deu também como provado que pouco depois Araújo se encontrou com Pinto da Costa. O FC Porto, treinado por Mourinho, liderava o campeonato com 48 pontos, seguindo-se o Sporting, com 43. O FC Porto venceu o Estrela por 2-0. A arbitragem de Paixão foi classificado com um "muito bom".

Ainda segundo a CD da Liga, durante o jogo Pinto da Costa comentou com a sua companheira de então, Carolina Salgado, que Araújo estava a arranjar umas meninas para os árbitros. No final do jogo, Reinaldo Teles seguiu à frente da viatura dos árbitros e conduziu-os a uma marisqueira de Matosinhos onde se encontrava o antigo árbitro António Garrido e a equipa de arbitragem que no dia seguinte ia apitar um jogo do FC Porto B.

Foi nessa mesa que se sentou a equipa de Paixão, bem assim como Reinaldo Teles. Noutra mesa encontravam-se Pinto da Costa e Carolina Salgado, tendo o presidente portista apenas cumprimentado as equipas de arbitragem.

No final do jantar, Paixão pediu a conta mas o empregado disse que estava paga e ninguém perguntou por quem. Foi então que Reinaldo Teles se ofereceu para indicar o caminho do hotel à equipa de árbitros alentejanos. Para a CD da Liga foi ainda claro que entretanto Araújo foi buscar as meninas e conduziu-as ao quarto de Paixão, pedindo-lhes para não falarem de dinheiro com os árbitros. Jacinto Paixão ficou no seu quarto com uma mulher chamada Celina. Manuel Quadrado e José Chilrito partilharam um quarto duplo com Emanuel e Hannah. Concluiu a CD da Liga que Pinto da Costa anuiu que António Araújo, em nome do FC Porto, contratasse as prostitutas com vista a obter uma atuação parcial dos árbitros no jogo em questão e noutros a disputar no futuro.

Para sua defesa, Pinto da Costa alegou inexistência de nexo causal entre a sua pessoa e os favores sexuais obtidos e também a impossibilidade de se usarem escutas telefónicas.
Eugénio Queirós no jornal record

Equador: Vitórias para dedicar a Chucho Benítez

APURAMENTO PARA OS "OITAVOS" É O OBJETIVO
29 de julho de 2013. Christian Benítez, melhor marcador do Equador na qualificação para o Mundial’2014, não resistiu a uma paragem cardiorrespiratória, reflexo de um problema congénito na artéria coronária, indetetável em exames clínicos. Aos 27 anos, falecia o único capaz de discutir o trono com o capitão Valencia, um dia após a sua estreia pelo El Jaish, clube qatari que lhe oferecera um contrato milionário que o demoveu de uma segunda aventura na Europa, depois de se ter tornado numa referência do México(92 golos em 144 jogos durante cinco épocas).

Chucho, pequeno e robusto avançado, era exímio a explorar contra-ataques, combinando mobilidade, velocidade, agilidade e aceleração com capacidade de desequilíbrio em condução, último passe e finalização.

O presidente equatoriano, Rafael Correa, considerou a morte de Benítez uma tragédia para o Equador, país que chorou convulsivamente a perda do ídolo. A (sua) camisola 11 foi retirada e a seleção entrou em crise exibicional e de resultados, que quase obstou à qualificação direta para o Mundial. Um golo de Jefferson Montero, que não hesitou em levantar a camisola e mostrar o 11 carimbado numa t-shirt, valeu o triunfo na partida decisiva com o Uruguai (1-0), carimbando o passaporte para o Brasil.

A memória de Chucho, entre lágrimas e sorrisos, foi o mote para a festa que foi do relvado do Atahualpa, bastião do apuramento, para as ruas de Quito; será assim no Mundial, onde a meta é chegar à segunda fase, repetindo o feito de 2006. A missão de Reinaldo Rueda, que guiou a Tri ao seu terceiro Mundial, será complicada, pois terá que superar a ausência de um jogador que fazia a diferença, mas tem garantido um suplemento de alma que pode auxiliar a suplantar um grupo que tem Suíça, França e Honduras como antagonistas.

A FIGURA: Luis Antonio Valencia

Cumpre a quinta época no Man. United, Toño é referência da Tri. Médio-ala-direito que se destaca a assumir ações de condução e desequilíbrio, sabe explorar a velocidade, aceleração, mobilidade, disponibilidade física e qualidade no drible. Eficaz nos cruzamentos e no passe, assume papel crucial nas assistências para situações de finalização.

O TREINADOR: Reinaldo Rueda

Mestre em Educação Física, o colombiano é metódico, equilibrado e um estudioso do jogo. Sem percurso como futebolista profissional, evidenciou-se nas seleções jovens da Colômbia. Foi herói nas Honduras, que levou ao Mundial’2010.

Titulares (quase) definidos

Fiel a um 4x4x2 clássico e a um onze-base, Rueda terá de decidir quem será o sucessor do malogrado Chucho Benítez: Enner Valencia assume vantagem, mas Mina, Guerrón, Martínez e Saritama são possibilidades face ao rendimento irregular de Jaime Ayoví.

O contragolpe é a grande arma desta seleção, muito dependente da capacidade de condução e aceleração de Valencia, absolutamente decisivo na criação de desequilíbrios e a assistir os avançados, perspicazes na desmarcação. Walter Ayoví, especialista a bater livres diretos e laterais, onde conta com o jogo aéreo de Caicedo e Castillo, garante soluções em lances de bola parada.

Vulnerável na defesa de bolas paradas laterais, fruto de uma defesa ao homem inapropriada, a Tri tem bastantes arestas defensivas por limar, tanto no capítulo da organização, fruto da insistência dos elementos mais recuados em procurarem referências individuais, o que faz com que percam posição, como em transição, momento em que se desequilibra com facilidade.
Rui Malheiro no jornal record

(escutas) como é que este homem foi árbitro de futebol?

num dia em que se ficou a saber mais desenvolvimentos sobre o apito dourado...

aqui fica, para recordar, um vídeo deveras 'traumatizante' para o futebol português.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Paulo Fonseca no clube dos perdedores

POUCAS SAÍDAS PREMATURAS DE TREINADORES

"O compromisso com a vitória é permanente. Nesta casa respira-se um ar contagiante. Vencemos ou... vencemos." Melhor frase do que esta, proferida por Paulo Fonseca a 10 de junho do ano passado, não pode haver para explicar a saída do treinador nove meses depois depois de se ter dito "preparadíssimo" para assumir o compromisso de levar o FC Porto ao tetra.

Paulo Fonseca chegou ao Dragão com o crédito de ter levado o P. Ferreira ao playoff da Liga dos Campeões. Em 2012/13 conseguiu 22 triunfos em 41 jogos oficiais à frente do clube pacense, o equivalente a 54 por cento de vitórias.

Na hora de oficializada a ligação ao FC Porto até 2015, Pinto da Costa não poupou elogios ao treinador, que garantiu "fazer tudo para defender a instituição". As perspectivas apontavam facilmente ao sucesso até porque de todos os técnicos portugueses que se seguiram a Artur Jorge foi mesmo aquele que chegou ao clube portista com mais currículo.

 
O contrato entre Paulo Fonseca e o FC Porto foi blindado com uma cláusula de rescisão de 15 milhões de euros, precisamente o mesmo valor que constava do vínculo assinado com André Villas-Boas, no verão de 2010, e menos três do que o que vigorava no compromisso com Vítor Pereira.

Paulo Fonseca não criou especial empatia com os adeptos portistas e muito cedo começou a ser contestado. O fim de ciclo começou a ser admitido logo após a derrota com a Académica embora Pinto da Costa tenha saído várias vezes em sua defesa.

A derrota com o Estoril só não foi a gota de água que fez transbordar o copo porque o presidente portista ainda deu a Paulo Fonseca margem de manobra suficiente para este mostrar frente ao Eintracht Frankfurt que a sua contratação não tinha sido um erro. O empate na Alemanha e a continuidade na Liga Europa deu para respirar um pouco mas o 2-2 em Guimarães mostrou que a situação estava insustentável.

Demitido esta quarta-feira, Paulo Fonseca junta-se agora aos poucos treinadores que não foram felizes no FC Porto com Pinto da Costa na presidência.

Outros casos de insucesso:

Quinito

Era o treinador do moda quando, vindo do Sporting de Espinho, chegou ao FC Porto. O homem que inventou a “linha de água” teve uma frase assassina logo que chegou às Antas, quando disse que o FC Porto era “o Gomes e mais 10”. Com menos 5, que foi a conta que o PSV passou aos dragões num jogo da Taça dos Campeões Europeus, no início da época, se ditou o destino de quem pediu para sair.

Tomislav Ivic

Na sua segunda passagem pelo FC Porto, em 1993/1994, Ivic não foi feliz com o seu sistema de jogo ultradefensivo. Apesar dos maus resultados que vinha a averbar no Campeonato Nacional, o croata tinha a confiança de Pinto da Costa e só depois de lhe ter surgido uma proposta de trabalho (Dinamo Zagreb) é que o presidente o deixou sair.

Octávio Machado

Rendeu Fernando Santos e chegou com a promessa de colocar o FC Porto a jogar como a selecção francesa – na altura, era a campeã do Mundo e da Europa –, mas a táctica dos 3 trincos não deu resultados e o técnico acabou por ser conduzido à saída, numa altura em que, a nível interno, o FC Porto já se encontrava na 5.ª posição do campeonato.

Del Neri

O italiano chegou ao FC Porto com toda a força e teve a coragem de colocar alguns dos “históricos” do clube na lista de dispensas. De qualquer forma, a direcção da SAD ainda fechou os olhos a essa situação, mas a chegada ao'Porto com um dia de atraso, após umas miniférias, acabou por conduzir o italiano até à porta da rua, não tendo sequer feito um jogo oficial.

Victor Fernández

O aragonês foi mais uma vítima dos maus resultados. Uma pesada derrota caseira (1-3), em pleno Estádio do Dragão, diante do Sporting de Braga, foi a gota de água para a FC Porto, Futebol SAD. Ainda mais, porque o técnico já não tinha mão nos seus jogadores, naquela que terá sido a época na qual os jogadores portistas mais vezes foram admoestados pelos árbitros.
através do jornal record