sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Inglaterra: Afiar as garras de leão para evitar eliminação

OBJECTIVO MÍNIMO: QUEROS DE FINAL
Nunca uma participação dos Três Leões numa fase final de um Mundial gerou expetativas tão baixas. A rigidez tática de Hodgson, o traquejo dos resistentes da geração de ouro, a rebeldia da geração coragem e o talento de Rooney procurarão prolongar a vida para lá do grupo da morte.

Ter o campeonato mais atraente do Mundo tem os seus custos, mas os ingleses, habituados a cair nos “quartos” de grandes competições internacionais e a encontrar a causa do insucesso na falta de perícia nos desempates por penáltis, olvidaram-se disso. O 4.º lugar no Itália’90, sob o comando de Bobby Robson, foi a melhor classificação desde o triunfo em 1966, numa altura em que o campeonato inglês ostentava uma percentagem de 71,3% de utilização de jogadores nacionais, que agora, 24 anos passados, se cifra em 31,6%, a mais baixa da sua história.

O selecionador Roy Hodgson tem procurado fazer crer, através de uma gestão perspicaz de recursos, de um discurso positivo e da italianização do jogo dos Três Leões, que esta não é a seleção que menos expectativas cria nos últimos trinta anos. Só que a luta pela sobrevivência no Euro’2012 e uma qualificação direta para a Copa, sem derrotas e com um futebol pouco atrativo, não entusiasmam e poucos acreditam que a Inglaterra resistirá ao grupo da morte.

A preparação para o Mundial, com particulares diante de Dinamarca, Peru, Equador e Honduras, mostra que Hodgson está mais absorvido em altear o moral das tropas com resultados positivos do que em preparar as duras batalhas frente a Itália e Uruguai. O que até poderá ser um tónico para libertar os fantasmas da dupla derrota em Wembley, algo que não acontecia há 36 anos, nos particulares diante de Chile e Alemanha, o que levou os seus detratores a considerarem que finalmente fizera história. Num período de transição geracional, a Inglaterra deverá apresentar uma seleção maioritariamente sub-25, que terá que ser o suporte dos próximos ciclos, juntando-se-lhes Gerrard, Lampard e Cole, os últimos rostos da geração de ouro, e Rooney, a unha mais afiada de um leão que não quer ser abatido.

A ESTRELA: Wayne Rooney

595 minutos em dois Mundiais não foram suficientes para Wazza, perseguido por lesões antes das grandes competições internacionais, apontar um golo. O miúdo que protagonizou uma sumptuosa estreia no Euro’2004 é, dez anos volvidos, a maior estrela da seleção inglesa. Móvel, veloz, pujante e desequilibrador, terá que fazer a equipa girar em seu redor, garantindo golos e passes de rutura.

TREINADOR: Roy Hodgson

Chegou ao cargo de selecionador, a pouco mais de um mês do Euro’2012, quando tudo apontava para que fosse Redknapp o escolhido. Incapaz de gerar consenso, sabe que só com um êxito – nada expetável – garantirá a continuidade.

Perigo nos contragolpes

O 4x2x3x1, partindo de um 4x4x1x1, é o sistema preferencial de Roy Hodgson. Quanto mais baixo a Inglaterra defende, mais confortável se sente, ainda que a aproximação entre as linhas defensiva e média acabe por colocar demasiados jogadores dentro da área, desprotegendo a sua entrada. A transição defensiva é débil, colocando a nu o embaraço dos centrais em velocidade e a deficiente recuperação dos médios e dos laterais, mas também há lacunas na defesa de bolas paradas laterais, fruto da preocupação excessiva com referências individuais.

A mobilidade, velocidade e criatividade das unidades mais adiantadas torna a Inglaterra perigosíssima no contragolpe, como também garante, fruto da apetência ofensiva dos laterais e das aproximações de um dos médios, soluções em ataque organizado. Contudo, a construção a partir da primeira fase deixa a desejar. Nas bolas paradas ofensivas, sente-se a falta de referências aéreas, mas Rooney, Gerrard, Lampard ou Baines são bons batedores.
Rui Malheiro no jornal record

Paulo Fonseca volta a enganar-se

o homem anda mesmo confuso,...mas, mais a 'sério'...
...Paulo Fonseca pode ter defeitos, mas uma 'coisa' é certa, já não há Moutinho, Lucho, James, Hulk, Falcão e muitos outros.
 
sem ovos, não se pode fazer omeletes!,... apesar de eu achar que o FC Porto, mesmo com o actual plantel, pode fazer muito melhor.
 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Suíça: General taticista lidera armada multicultural

SUÍÇOS NÃO QUEREM FICAR APENAS PELOS "OITAVOS"
Shaqiri é a grande estrela da formação helvética.
A aposta frutuosa na formação, patente no vice-campeonato europeu de sub-21’2011 e no triunfo no Mundial sub-17’2009, fez disparar o interesse no futebolista suíço, como atesta o facto de 21 dos 28 selecionáveis atuarem fora de portas, especialmente na Alemanha e Itália.

Com a sagacidade que lhe é reconhecida, Ottmar Hitzfeld tem sabido incorporar os melhores jogadores das duas gerações na seleção, fortemente rejuvenescida e arquitetada para atacar os próximos ciclos competitivos com firmeza. Contudo, Inler, Benaglio, Behrami, Lichtsteiner, Dzemaili ou Barnetta, todos sub-30 com ampla experiência na elite do futebol europeu, continuam a ser pedras essenciais num coletivo forte e solidário.

A neutralidade helvética em relação a conflitos internacionais e o poderio económico do país, bastante aliciante para cidadãos de nações menos desenvolvidas, levaram a seleção a aglutinar jogadores das mais sortidas origens: do Kosovo, Albânia e Turquia a Alemanha, Itália e Espanha; da Costa do Marfim, Cabo Verde e Nigéria a Bósnia, Croácia e Macedónia. Numa fase de elevada tensão política e social no país – suíços aprovaram referendo contra emigração em massa –, o alemão tem gerido de forma hábil o ruído à volta do assunto, mantendo o grupo unido.

Garantida a terceira qualificação consecutiva para um Mundial, com ampla superioridade face a Islândia, Eslovénia, Noruega, Albânia e Chipre, o percurso sem derrotas e com 7 balizas virgens em 10 jogos atesta a competência do trabalho e abre perspetivas risonhas para o futuro. No Mundial, que marcará o fim da carreira de Hitzfeld, passar a primeira fase e ir aos “oitavos”, igualando o registo de 2006 e superando o de 2010, é meta principal, mas atingir os “quartos”, o que não acontece há 60 anos, significará fazer história.

A estrela: Shaqiri

Na sombra de Robben e Ribéry, cresce um canhoto suíço de origem albanesa-kosovar. Médio-ala muito móvel e enérgico, especialista a explorar diagonais, alia velocidade e agilidade a qualidade no drible e é forte a assumir ações de condução e a criar desequilíbrios. Pouco dado a trabalho defensivo e algo individualista, exibe outros atributos.

O treinador: Ottmar Hitzfeld

Bicampeão europeu por clubes diferentes, feito que só Happel, Mourinho e Heynckes imitaram, o General, heptacampeão alemão e bicampeão suíço como treinador, aposta na solidez defensiva, rigor tático e espírito coletivo.

Estratégia e improviso

Fiel a um 4x4x1x1 com variações para 4x2x3x1, Hitzfeld é um estratega que não se coíbe de construir a equipa em função do adversário. O General preocupa-se principalmente com os momentos de organização e transição defensiva, procurando que a equipa nunca perca o equilíbrio, mesmo que tenha que colocar médios-defensivos a fechar as alas.

A tendência para a equipa recuar, aproximando excessivamente as linhas, e defender de forma centralizada quando pretende segurar um resultado, assim como as debilidades do lateral-esquerdo Rodríguez em espaço interior, são aspetos a explorar.

Ao nível ofensivo, a Nati, mais forte em contra-ataque do que propriamente em ataque organizado, vive muito dos improvisos de Shaqiri, Xhaka, Stocker e Kasami, apoiados por Seferovic, um avançado perspicaz a criar espaços.

As dificuldades com que se depara frente a adversários organizados obrigam ao recurso às bolas paradas: Schär, central goleador, é quem melhor aproveita os cruzamentos.
Rui Malheiro no jornal record

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

«uma verdadeira obra de arte»

aguardando pelo encerramento da jornada

«Jorge Jesus e Pinto da Costa ao vivo e a cores»

dois vídeos em destaque deste fim de semana - no primeiro, 'afirma-se' que não há "prassão" para o jogo de hoje, no segundo vídeo, Pinto da Costa demonstra que ainda 'pode' aguentar com a pressão...à maneira dele, claro está!...


  

domingo, 23 de fevereiro de 2014

em destaque...

...no facebook do amigo Eugénio Queirós:

Não se esqueçam: o Licá não jogou. É um pormenor muito importante.

Próximo treinador do FC Porto: Jaime Pacheco.

Adeptos do FC Porto não deixam Marco Silva sair do Dragão.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Com tolos e bolos não se apanham dolos

PRESSÃO ALTA

Decidiu o CD da FPF que o FC Porto merece uma repreensão por escrito e deve pagar uma multa de 383 euros, por ter retardado o começo do jogo com o Marítimo, quando em Penafiel e, ao abrigo dos regulamentos, todos fizeram o que tinham a fazer para o jogo começar à hora prevista. Uma decisão juridicamente válida, como o seu contrário também seria. Uma decisão que no entanto apenas faz ressaltar a ineficácia dos regulamentos e o desprezo pelo espírito do legislador. Uma decisão que também não apaga o desempenho de Herculano Lima na audiência disciplinar – o pior de tudo, e que deveria suscitar da parte do Sporting uma posição firme e vigorosa, no sentido de credibilizar as últimas posições tomadas em nome da defesa da verdade desportiva.

Estes 383€ são a expressão máxima do ridículo e a prova de que, por muitas que sejam as tentativas, vem vencendo sempre a facção daqueles que não levam o futebol a sério.

Sempre achei muita piada às construções jurídicas em redor dos regulamentos do futebol. Debate-se aqui, amplifica-se acolá e, independentemente da qualidade dos argumentos das partes, no fim... ganha o mais forte. O mais forte pode conduzir as audiências disciplinares a seu bel-prazer, com uma parcialidade intolerável e num tom jocoso e até paternalista pouco condizente com as responsabilidades que lhe foram incumbidas, mas, no fim, isso não tem importância nenhuma, porque a decisão estava tomada a partir do momento em que se percebeu qual era a posição de Herculano Lima, presidente do Conselho de Disciplina da FPF, independentemente dos efeitos que serão produzidos em sede de recurso para o Conselho de Justiça.

Neste processo do “caso do atraso”, considerando que a verdade desportiva é o valor mais nobre que está subjacente ao Desporto e ao futebol e deveria ser defendido a todo o custo, principalmente pelos “guardiões dos regulamentos”, à margem de quaisquer contaminações clubísticas, sempre me pareceram claras meia dúzia de coisas:

1) O artigo 116 do RD, nos seus pontos 1 e 2, pretende colocar ênfase especial no começo dos jogos à (mesma) hora marcada, para que nenhum dos contendores possa retirar daí qualquer vantagem competitiva. Este é o espírito da lei na óptica do legislador;

2) De acordo com o espírito da lei, a equipa que, por qualquer motivo, não compareça à hora marcada para dar início ao jogo, deveria ter o especial cuidado de se justificar perante o árbitro e os delegados – e é para isso que existe, para os clubes, a figura do delegado ao jogo;

3) Ao justificar-se, afastaria qualquer cenário de intenção dolosa;

4) A não ser assim, o regulamento está mal feito e não tem qualquer efeito prático. A eficácia é nula e promove o tipo de situações que envolveu o FC Porto no jogo com o Marítimo;

5) Talvez essa percepção da nula eficácia dos regulamentos tenha levado o FC Porto a não revelar, afinal, qualquer preocupação nem com a hora do jogo nem com a justificação do atraso – e, neste particular, a responsabilidade não lhe deve ser imputada.

6) Subestimar a importância de 2 a 3 minutos entre o fim dos respectivos jogos, como o fez Herculano Lima durante a audiência disciplinar, sabendo-se de antemão que a decisão das meias-finais poderia achar-se na diferença de golos ou mais golos marcados, corresponde a não se perceber o que é o futebol ou a uma situação de parcialidade ainda mais gravosa.

Em síntese: em terra de cegos, quem tem um olho é rei. É isto que os regulamentos e as instâncias disciplinares promovem. E é por isso que ninguém atribui especial importância aos regulamentos e à denominada “justiça desportiva”.

Esta decisão do CD da FPF prova que não é com tolos que se apanham os dolos. Infelizmente. Porque, na verdade, o que esta decisão demonstra é que o sistema em que está assente o modelo da autonomia do movimento associativo não gera as condições necessárias de isenção e independência quando estão em causa divergências e delitos desta natureza. E é sobre esta realidade que as reflexões devem ser dirigidas. Este sistema organizativo está feito para que os dolos sejam anulados por bolos. Servidos, sem parcimónias, aos bobos que fazem de tolos e se tornam presas fáceis dos lobos.

JARDIM DAS ESTRELAS

Há Benfica!

O PAOK joga pouco? É verdade! A Liga Europa é uma prova de fraca exigência? Também é verdade! Mas, mesmo considerando essas realidades, há mais alguma equipa em Portugal, para além do Benfica, que fosse capaz de promover tantas alterações sobre a sua equipa principal e não revelar afectação de rendimento nem capacidade competitiva?

A vitória do plantel do Benfica em Salonica é um argumento que pode ser de enorme importância para o resto da temporada, também no plano interno. E o conceito de ampla titularidade introduzido por JJ para justificar a rotação de jogadores também é um sinal de que o grupo tomou, por inteiro, um banho de humildade.

O CACTO

Confuso

O FC Porto até realizou uma primeira parte frente ao Eintracht na linha dos sinais positivos que a equipa vinha exibindo nos últimos jogos. Mas a forma como se deixou anular (de 2-0 a 2-2) demonstra que, esta época, a fragilidade domina. Uma fragilidade que o treinador Paulo Fonseca amplifica, quando confunde o Eintracht com o Bayern e Frankfurt com Leverkusen. O homem está mesmo todo baralhado. É pressão a mais e, como diz o outro, não havia necessidade...

Nem Fonseca estava preparado para isto nem o FC Porto precisava de correr estes riscos, principalmente num momento em que o “regime” abana e a SAD acusa uma fissura de natureza sísmica...
Rui Santos no jornal record

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

dizem que a Cláudia Vieira está separada...

... Meu Deus?!...que desperdício...




Costa Rica: Rememorar o sonho inacabado de Itália'90

PONTUAR NO BRASIL JÁ SERÁ EXCELENTE PARA OS "TICOS"
 
11 de junho de 1990 é uma data histórica para o futebol costa-riquenho, pois representa a estreia dos Ticos na fase final de um Mundial. Um grupo composto por 22 desconhecidos, oriundos do campeonato local, derrotou a Escócia (1-0), espantando tudo e todos, graças a um futebol agressivo e arguto a explorar o contra-ataque.

Até aí, a única referência que tínhamos dos jogadores eram os cromos duplos da coleção Itália’90 que distinguiam o bigode aparado do guardião Conejo, um criativo (Cayasso) com nome de trinco coriáceo, a farta cabeleira de Jara, goleador com uma permanente digna de um fã dos baladeiros Richard Marx e Michael Bolton, e as influências de Medford, avançado que poderia ter saído de uma partida da NBA comentada pelos professores Coutinho e Barroca.

Naquela tarde de segunda-feira, o Luigi Ferraris foi o palco dos sonhos da equipa comandada pelo sérvio Milutinovic, que contou com a inspiração de Conejo, impressionante a travar o futebol direto escocês, e a fogosidade de Cayasso, autor do tento da vitória. A quimera tica prolongar-se-ia até aos “oitavos”, em que a Checoslováquia, com Skuhravý em destaque, aproveitou as fraquezas do guarda-redes Barrantes, substituto do lesionado Conejo. Para trás ficaram uma derrota pela margem mínima diante do Brasil e um triunfo, depois de uma reviravolta, frente à Suécia. 24 anos e três dias volvidos, a Costa Rica iniciará, em Fortaleza, a sua quarta presença num Mundial.

Eliminada na fase de grupos em 2002 e 2006, a seleção liderada pelo colombiano Pinto quer repetir o feito de 1990. Uma tarefa hercúlea para quem disputará um grupo com três campeãs do Mundo, mas nada que faça esmorecer a confiança de Ruiz, Campbell, Navas, Bolaños ou Oviedo – a recuperar de lesão –, jogadores que, ao contrário da geração de 90, não conhecemos só dos cromos.

A estrela: Keylor Navas

Impressionante no Levante, destaca-se pelos reflexos, elasticidade e agilidade, patenteando uma capacidade de reação que o torna fortíssimo em duplas defesas e no um para um. Especialista a parar penáltis, razoável nas saídas aéreas e competente a lançar contra-ataques com lançamentos manuais, está preparado para ser bombardeado: é o guardião mais interventivo e com mais defesas na liga espanhola.

Treinador: Jorge L. Pinto

Impulsivo, briguento e controverso, é conhecido por “El Explosivo”. Protagonista de um trajeto errante, este colombiano, elogiado pela capacidade de liderança e fluência no discurso, fez a sua formação no Brasil e na Alemanha.

Saber ser pequeno

O 5x4x1, desdobrável em 3x4x3, é o sistema dileto de Jorge Luis Pinto que tem o plano B no 4x2x3x1: Campbell, Ruiz e Bolaños no apoio a Saborío. A Costa Rica é capaz de praticar um futebol apoiado, em que procura a largura e profundidade conferida pelos laterais, auxiliada por movimentos interiores dos extremos, incisivos no apoio ao avançado. Porém, no Mundial, em que terão de baixar as linhas, o contragolpe será crucial, explorando a mobilidade e criatividade de Ruiz e de Bolaños, assim como a velocidade de Campbell.

Perigosos em bolas paradas diretas ou indiretas, apontadas por Borges, Ruiz, Campbell ou Bolaños, os Ticos apostam na subida dos centrais: nos pontapés de canto, opção pelo 1.º poste; nos livres laterais, ataque ao 2.º. Ao nível defensivo, são notórias as deficiências no futebol aéreo que se agravam com a marcação ao homem nas bolas paradas. As costas dos laterais e o espaço entre estes e os defesas-centrais são pontos a explorar, bem como a obsessão por referências individuais e a utilização de um libero.
Rui Malheiro no jornal record

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Paulo Fonseca precisa de ajuda

caros leitores, não, não estou brincando sobre o vídeo em baixo!
fui educado a não fazer pouco de ninguém, mas o cidadão Paulo Fonseca precisa de alguém que o ajude.
 
este jovem treinador está sofrer sozinho, dentro do campo as coisas não saem como todos os portistas desejam, mas aí, resolve-se com o tempo e com decisões da administração azul e branca.
 
o pior, é a maneira como as 'ideias/palavras' do cidadão Paulo Fonseca estão a 'sair' da sua boca nestas últimas semanas.  

nem Jorge Jesus que tem dificuldade em se fazer entender (por vezes) nas conferências de imprensa se engana tanta vez seguida...
 
 
 

«Onze e sistema oficial do FC Porto para hoje»

«Onze e sistema oficial do Benfica para hoje»

«Analisando o adversário do FC Porto»

Baralho do destino nas cartas de Meier
ÁGUIA FULGURANTE NA EUROPA E DÉBIL NA BUNDESLIGA
 
Meier é peça decisiva na máquina alemã.
Revelação da Bundesliga’12/13, o Eintracht Frankfurt, no exercício de regresso ao escalão maior, afiançou um inesperado sexto lugar. A qualificação para a Liga Europa, apenas a sua segunda participação em provas da UEFA nas últimas 18 temporadas, premiou o trabalho de reconstrução delineado por Armin Veh. O técnico assumiu o comando de uma equipa que tinha descido ao escalão secundário e conduziu-a, em dois anos, à subida e à qualificação europeia apostando num futebol ofensivo e atraente, baseado na posse e na circulação rápida da bola desde o sector recuado.

Assediado pelo Schalke 04, o treinador, que se destacara ao alcançar uma dobradinha, em 2006/07, pelo Estugarda, aceitou renovar o vínculo contratual depois de assegurar a continuidade da estrutura base do plantel, assim como as aquisições cirúrgicas do médio-centro Flum e do médio-ofensivo/avançado Rosenthal, ambos ex-Friburgo, do defesa-central/trinco Russ, ex-Werder Bremen, do médio criativo Barnetta, ex-Schalke 04, do jovem avançado Kadlec, contratado ao Sparta Praga por 3,5 milhões de euros, e da dupla Schröck, médio-ala, e Joselu, avançado, oriundos do Hoffenheim.

As condições pareciam criadas para uma época bem-sucedida, o que não se concretizou: fulgurantes na Liga Europa, onde a derrota frente ao Maccabi Telavive é a única nódoa num registo triunfante, as águias estão a protagonizar um exercício muito aquém das expectativas na Bundesliga, onde lutam pela permanência. Veh queixa-se do excesso de competição, pois a equipa completará no Dragão o seu 35.º jogo, o mesmo número de prélios disputados em toda a temporada passada, como também das inúmeras lesões, o que já levantou críticas à deficiente preparação física.

No Dragão, tudo aponta para que Flum e Barnetta regressem após paragem, aumentando as soluções no meio-campo, sector onde se deverá registar a ausência do capitão Schwegler, médio-defensivo nuclear, a contas com uma lesão, à semelhança do defesa-central brasileiro Anderson Bamba e do lateral Celozzi. As goleadas sofridas nas últimas deslocações – Bayern de Munique (5-0) e Borussia Dortmund (4-0) –, acrescidas da eliminação caseira da Taça diante da formação orientada por Klopp (1-0), deixam antever enormes dificuldades para o duplo embate diante do FC Porto. O versátil Alexander Meier, impressionante do ponto de vista físico (1,96m/84kg), é a principal referência do conjunto.

Centrais lentos podem sofrer contra Jackson

Armin Veh alterna a utilização de dois sistemas táticos: o 4x4x2 losango, plano secundário transformado em principal, e o 4x2x3x1, suporte das duas épocas de sucesso.

Até ao momento, o Eintracht tem dado sinais de bipolaridade. Se na Europa, onde se cruzou com Qarabag, Bordéus, Apoel e Maccabi Telavive, a formação de Frankfurt tem apresentado um futebol ofensivo e sedutor sem perder consistência defensiva, algo patente no registo de seis balizas-virgens em oito jogos, na Bundesliga, as águias, apesar da capacidade para intercalarem entre um jogo mais centralizado e a exploração dos flancos – Jung, à direita, é muito incisivo –, têm patenteado enormes problemas defensivos, o que convida ao aproveitamento do jogo exterior, até pelos erros cometidos pelos laterais, e ao aproveitamento de passes de rutura em espaço interior, com Jackson a tirar partido da lentidão e dureza de rins dos centrais.

As dificuldades que a equipa sente em recuperar no terreno após a perda de bola, deixam-na exposta aos contra-ataques, para além de se denotarem dificuldades na progressão rápida através de um futebol apoiado. A forma deficiente como a equipa defende bolas paradas será outro aspeto a explorar, já que os jogadores exibem uma tendência por procurarem referências individuais e esquecerem-se da bola, o que apela a movimentos de antecipação.
Rui Malheiro no jornal record

«Análise ao adversário do Benfica»

Águia bicéfala de asas feridas
A ANÁLISE DA EQUIPA DO PAOK
 
Katsouranis assume muitas vezes a construção ofensiva.

Um ambiente efervescente aguarda o Benfica no Toumba, um estádio em forma de caldeirão que estará lotado na partida de amanhã. A derrota no terreno do Asteras Tripolis (1-2) não arrefeceu o entusiasmo dos adeptos da águia bicéfala, conhecidos por criarem um ambiente extremamente hostil – definido por “inferno negro” – aos adversários. O Toumba é a grande fortaleza da formação de Salonica, algo que fica bem atestado no registo de 16 triunfos e 2 empates em 18 jogos para o campeonato, Taça e Liga Europa, competição em que os alvinegros, que terminaram a fase de grupos em segundo, com os mesmos pontos do vencedor AZ Alkmaar, defendem um registo imaculado: 3 vitórias e 3 empates em 6 partidas.

O técnico holandês Huub Stevens, vencedor da Taça UEFA como jogador (PSV Eindhoven) e treinador (Schalke 04), vive o momento mais delicado da temporada, pois a quarta derrota consecutiva extramuros fez disparar a distância para o invencível Olympiacos, agora de 20 pontos, e permitiu a aproximação de Atromitos, Panathinaikos e Asteras ao segundo posto. Ivan Savvides, empresário e político greco-russo que é dono do clube, não escondeu a irritação com os últimos resultados, e a eliminatória diante do Benfica, na antecâmara de um triplo confronto com o Olympiacos – campeonato e meias-finais da Taça –, poderá ser decisiva para a continuidade de Stevens, colocado na corda bamba em virtude da inabilidade para gerir um grupo de jogadores extenso e por ter falhado nos jogos mais difíceis.


O plantel foi construído para contrariar a hegemonia interna da Lenda de Pireu e chegar longe na prova europeia, o que foi revigorado, em janeiro, com a dispensa de jogadores excedentários e o investimento nas aquisições do guardião Gspurning, do central Insurralde, do médio-defensivo Maduro, do médio-centro Natcho, do médio-ofensivo Martens e do avançado Hoesen. A receção aos encarnados deverá conduzir a alterações substanciais no onze titular, afigurando-se como prováveis os regressos de Katsouranis, Salpingidis, Vukic e Stoch, enquanto Spyropoulos, Natcho, Martens e Hoesen estarão indisponíveis por não terem sido inscritos na Liga Europa. De fora deve ficar o português Miguel Vítor, a recuperar de lesão. O central, em quem Jorge Jesus nunca depositou confiança, estava a realizar uma temporada de grande nível e a sua ausência coincidiu com a sequência de resultados negativos do PAOK. Algo que o Benfica, claramente favorito à passagem aos oitavos-de-final, quererá prolongar.


Sector defensivo é vulnerável

O 4x2x3x1 é o sistema tático preferido de Stevens, apesar de ter disposto a equipa em 4x4x2 clássico nas últimas partidas. A hipótese de surpreender com o recurso ao 4x3x3, reforçando o meio-campo com uma unidade de contenção (Lazar) em detrimento de um criativo (Vukic/Ninis) não deverá ser excluída. Perigoso a explorar o jogo exterior, sobretudo através das incursões de Lino, lateral capaz de oferecer largura e profundidade ao flanco esquerdo, o PAOK sabe tirar partido da mobilidade das unidades mais avançadas, astutas a aparecer em zona de finalização, como também dos passes longos de Katsouranis, que assume demasiados riscos nas saídas. O aproveitamento de lances de bola parada, diretos ou indiretos – atenção aos movimentos de antecipação ao primeiro poste –, é outra das forças dos alvinegros, com soluções como Vukic, Lino, Stoch ou Lucas para os executar.

A nível defensivo, o sector recuado tem exibido falta de consistência, sobretudo a partir da lesão de Miguel Vítor, patente em diversas falhas de coordenação, de que são exemplo as saídas para fora-de-jogo. Débil no jogo aéreo, pelo que o Benfica deve explorar, em bola corrida e parada, os cruzamentos ao segundo poste. A tendência para efetuar uma pressão média/alta após a perda da bola permite a realização de venenosas contratransições, mas também expõe as debilidades da águia bicéfala em transição defensiva.
Rui Malheiro no jornal record

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Itália: Com a squadra azzurra o impossível é possível

EQUIPA COSTUMA SUPERAR-SE NAS FASES DELICADAS

A despedida precoce do Mundial’2010, sem triunfos e no último lugar de um grupo composto por Paraguai, Eslováquia e Nova Zelândia, constituiu um fim penoso para a era Lippi, técnico que guindara a Nazionale, em 2006, ao 4.º título mundial.

A paupérrima qualidade exibicional projetou a seleção italiana do topo da pirâmide do futebol mundial para o fundo do poço, o que obrigou a federação a encetar um ambicioso plano de reestruturação liderado por Cesare Prandelli, treinador que tinha reconduzido a Fiorentina aos grandes palcos e muito respeitado pela sua comovente história de vida, marcada por várias tragédias familiares.

Um trajeto imaculado no apuramento para o Euro’2012 aditou resultados a um futebol atrativo de rutura com o catenaccio, certificado na fase final da competição, na qual Prandelli exibiu perspicácia ao apostar num modelo de jogo semelhante ao da campeã Juventus, em que Pirlo assumiu o papel de farol. Chegar à final superou as expectativas e nem a copiosa derrota diante da Espanha (0-4) fez esmorecer a revitalizada paixão dos italianos pela squadra azzurra. A qualificação para o Mundial’2014, ultrapassada sem derrotas e com grande serenidade, foi encarada como um laboratório, já que permitiu testar diferentes sistemas e quatro dezenas de jogadores.

Contudo, as lesões de longa duração de Rossi, El Shaarawy ou Balzaretti, assim como as épocas irregulares de Balotelli, Marchisio, Abate, Giaccherini, Criscito, Insigne ou Osvaldo levantam incertezas sobre até onde podem chegar os transalpinos na Copa. Prandelli, que não exclui a hipótese de convocar Totti, Di Natale e Toni, aponta azimutes para o triunfo na prova. É o positivismo de alguém que encara o futebol, tal como disse Nélson Rodrigues, “como a coisa mais importante entre as menos importantes da vida”.

A ESTRELA: Andrea Pirlo

O arquiteto do futebol-poema deslumbra pela impressionante capacidade para distribuir e conduzir jogo, tirando partido de uma soberba qualidade de passe – curto, médio ou longo –, da sua maestria técnica e da forma como interpreta as movimentações dos seus colegas e gere as necessidades do coletivo. Exímio a executar lances de bola parada – diretos ou indiretos –, é o farol de todo o jogo dos azzurri.

TREINADOR: Cesare Prandelli

Muito rigoroso do ponto de vista disciplinar, Prandelli é um treinador que, independentemente dos resultados no Mundial, deixa a sua marca na Nazionale, ao impor um futebol positivo, atraente e objetivo, em clara rutura com o catenaccio.

Enorme elasticidade tática

O 4x3x1x2 e o 4x3x3 são os sistemas de eleição de Prandelli, mas não será de estranhar que, tal como aconteceu no Europeu e na Taça das Confederações, recorra ao 3x5x2 ou ao 3x4x2x1. Eficaz a gerir a posse de bola no meio-campo adversário – aproveitando a capacidade de construção de Pirlo, secundado por Montolivo – como também venenosa no contra-ataque – ao explorar a mobilidade e velocidade dos seus atacantes servidos por Pirlo no espaço –, a Itália raramente abdica do seu jogo exterior, usufruindo da largura conferida pelos laterais/alas/extremos, acompanhada, por norma, pelo aparecimento de um dos interiores em zona de remate.

As bolas paradas diretas e indiretas, direcionadas principalmente ao segundo poste, são outra arma dos transalpinos, sempre com Pirlo como protagonista. Ao nível defensivo, é notória a solidez em organização e na defesa de bolas paradas, ao contrário do que acontece em transição, o momento mais débil, sobretudo se o adversário resistir à pressão imediata após a perda da bola.
Rui Malheiro no jornal record

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Um mestrado agora em educação física

JESUS NÃO SE CONCENTROU APENAS NA TÁTICA

 
Qualquer intervenção pública de Jorge Jesus corre sempre o risco de tornar-se numa espécie de lição de tática. Não foi certamente por acaso que o treinador do Benfica já viu uma biografia sua ser editada com o título de Mestre da Tática. Porém, ontem, no renovado Estádio Capital do Móvel, não foi apenas a tática que venceu o jogo.

“Além da componente técnica e tática que normalmente os jogadores do Benfica têm, houve uma componente física que era importante para a equipa ser mais forte, disputando todas as bolas”, precisou um treinador que em alguns momentos do jogo mostrou algum desespero, sempre que os seus jogadores perdiam a bola, tendo estado Markovic sobretudo no seu ponto de mira. “Já estamos habituados a jogar em terrenos muito pesados como foi o caso deste”, salientou ainda JJ a propósito da tração integral demonstrada pelos seus futebolistas, num relvado em degradação progressiva e que agora vai precisar de uma intervenção.

Quis ainda JJ generalizar para sublinhar o pormenor. “Estamos a jogar numa Liga considerada a sexta mais competitiva e em que todos os jogos são de alto grau de exigência”, pontuou. “Tivemos um jogo difícil mas conseguimos pô-lo fácil”, juntou.

Take 1

Quando chegou o intervalo, o treinador do Benfica estava mesmo com os nervos a aflorarem-lhe na epiderme e até fez um pequeno sprint na direção da equipa de arbitragem, protestando, ao que se presume, o facto de Boaventura pouco antes não ter visto um 2.º cartão amarelo. No entanto, acabou por ser o fiel escudeiro Raul José a dialogar com Duarte Gomes, enquanto Jesus observava tudo junto ao túnel.

Com o 1.º golo do Benfica, Jesus acalmou e até se sentou um bocadinho no banco, mas não aceitou a sugestão do tal adepto pacense que deixa sempre na rede, junto ao banco dos visitantes, uma mensagem para o treinador adversário. Esta durou pouco e dizia: “Ó Jesus, põe o Manel a jogar.” Não entrou o Manel, mas entraram o Miralem, o Filip e o André...

Take 2

Ainda deu também para ver o treinador benfiquista a interagir com um inconformado adepto pacense que se empoleirou na rede e que lhe dedicou o que do outro Jesus não se pode dizer. JJ olhou o “admirador”, sorriu e fez um gestão que pode ser interpretado como “faltou um bocadinho assim ao Paços” ou “tu és muito pequenino”. Enfim, cenas só possíveis em estádios que se enchem de adeptos, como aconteceu ontem em Paços de Ferreira. Entre os mais de 6 mil presentes nas bancadas, pelo menos 75% estavam a torcer pelo Benfica. Foi mais uma componente importante na vitória dos encarnados – além da tática, da técnica e do físico – mas que Jorge Jesus, quiçá também porque não lhe perguntaram, acabou por não referir.

Benfica e FC Porto também cumpriram ontem a sua missão...

...e, como tal, com direito a prémio. nós, os adeptos, vamos nos 'contentando' em apreciar coisas bonitas...

 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Uruguai: Maracanã ainda é o jardim da Celeste

CHEGAR AOS "QUARTOS" É OBJECTIVO URUGUAIO

16 de julho de 1950. Intimidada por cerca de 200 mil adeptos brasileiros que sobrelotavam o Maracanã, na sequência de um Carnaval improvisado que precipitava os festejos de um aguardado triunfo canarinho no Mundial, a seleção uruguaia, comandada dentro de campo pelo mítico Obdulio Varela, protagonizou uma reviravolta que lhe deu o segundo título mundial. Alcides Ghiggia, o único resistente dessa geração, apontou o golo que sentenciou a final, eternizada como Maracanaço.

Sessenta e quatro anos depois, o sonho de o reescrever está bem vivo na cabeça dos uruguaios, invadidos por uma ânsia de revivalismo, fomentada por campanhas publicitárias protagonizadas pelo “Fantasma de 1950”, por títulos de jornais provocadores e pelo lançamento de um documentário que rememora a estória que modificou para sempre a História de dois povos. Toda esta exaltação só não tem afetado o fleumático Óscar Tabárez, o selecionador que restituiu a dinâmica gloriosa à Celeste. Contudo, o saboroso triunfo na Copa América’2011 desencadeou um conjeturável processo de decréscimo a nível, patente nas dificuldades em garantir o apuramento para o Brasil’2014, afiançado após um playoff diante da frágil Jordânia.

A veterania de Forlán, Lugano ou Pérez, como também a instabilidade de Alvaro Pereira, Gargano, Rodríguez, Lodeiro ou Ramírez, não os impede de permanecer nos eleitos do Maestro, que conserva a confiança numa geração que atingiu o seu zénite em 2011. Chegar à final do Maracanã não passará de um sonho, ainda que Suárez e Cavani, mais maduros do que há quatro anos, tudo farão para o tornar real. Deixar Itália ou Inglaterra pelo caminho na fase de grupos será um passo determinante nesse sentido, robustecido pelo grito do capitão Varela: “Muchachos, vamos vencer estes ‘japoneses’!”

TREINADOR: Oscar Tabarez

Atitude e mentalidade ganhadora são as palavras-chave deste camaleão tático, que adapta o sistema ao rival. O “Maestro”, que conquistou a Copa América’2011 e foi 4.º no Mundial’2010, conduziu o Uruguai pela 3.ª vez a uma Copa.

A ESTRELA: Luis Suárez

O pistoleiro do Liverpool não é só um exímio finalizador, extremamente oportuno, ardiloso a desmarcar-se e com afinado sentido de baliza, como também um desequilibrador, capaz de conciliar mobilidade, velocidade e aceleração a poder de drible, e especialista no último passe, explorando a sua ótima visão de jogo. Talhado para explorar contra-ataques e ataques rápidos, é um ótimo executante de bolas paradas.

A arte do contra-ataque

Óscar Tabárez é um técnico intuitivo e reativo que define a estratégia consoante o adversário, redefinindo-a sempre que sente essa necessidade. Por isso, o Uruguai pode apresentar-se em 4x3x3, com variações para 4x3x2x1 e 4x3x1x2, como utilizar o 4x4x2, o 3x5x2 e o 3x4x3, aproveitando, numa linha de três, a versatilidade de Cáceres.

Exímia no aproveitamento de bolas paradas diretas ou indiretas, fruto da qualidade de Forlán, Suárez ou Cavani na execução desse tipo de lances, a seleção uruguaia é extremamente forte a explorar contra-ataques e ataques rápidos, aproveitando a velocidade, mobilidade, qualidade de condução e capacidade de definição de Suárez e Cavani.

Pouco talhada para efetuar um futebol baseado na posse e circulação de bola, sobretudo a partir de fases mais recuadas, a Celeste, apesar da forma agressiva e intensa como os seus jogadores defendem, demonstra lacunas em organização e transição defensiva, sobretudo quando o adversário explora os corredores laterais.
Rui Malheiro no jornal record

para mais tarde recordar...

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

'Maldita arbitragem'...

detesto fazer posts sobre arbitragem, a arbitragem portuguesa está muito melhor mas infelizmente ainda pairam uns 'parasitas' de outros tempos no seu 'seio' - é o caso de Olegário Benquerença, que além de incompetente, é 'velhaco' para não lhe chamar outra coisa.
 
todos nós sabemos como este senhor chegou a internacional e, até como chegou a um mundial (África do Sul - 2010).
ontem, conseguiu afastar o Braga de Jesualdo Ferreira da final da taça da liga com uma arbitragem vergonhosa.
já agora, sabem quem era o auxiliar que não vê mão em cima da linha de baliza?
o mesmo que na Luz há 2 anos não viu Maicon em fora de jogo, num lance de bola parada - Ricardo Santos. 
 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Há que aproveitar as análises dos competentes

Quem sabe, sabe!...e, como se diz na minha terra, há que aproveitar a sabedoria dos mais experientes e competentes.
 
Manuel Pedro Gomes, um ex-jogador do Sporting e, também, um treinador português com excelente currículo, analisa vários jogos e lances no site Sapo Desporto.
 
Quem gosta de futebol, não perca estas análises, aqui.
 
Em baixo, a análise da 18ª jornada do campeonato português.

Costa do Marfim: A derradeira caçada dos Elefantes de prata

 QUALIFICAÇÃO PARA OS "OITAVOS" É A META NO BRASIL

As participações no Mundial’2014 e na CAN’2015 concluirão a década de ouro do futebol costa-marfinense. Ao contrário do que seria expectável, face à qualidade e estatuto dos seus jogadores, não foram alcançados títulos em competições continentais, mas as três presenças seguidas em fases finais de Mundiais, a que os Elefantes nunca tinham chegado, e os dois vice-campeonatos africanos são a bandeira de uma geração de prata que a erosão do tempo já não permitirá que chegue intacta a 2018.

Se a CAN’2015 será a última oportunidade para conquistar o cobiçado troféu continental, repetindo o feito de 1992, quando o guardião Gouaméné assumiu o papel de herói ao não sofrer golos em 540 minutos de competição, arrastando a decisão das meias-finais e da final para o desempate por penáltis, o Mundial coloca o repto de ultrapassar a 1.ª fase, algo que não foi conseguido em 2006 e em 2010, devido aos grupos de dificuldade muito elevada. Desta vez, o sorteio foi mais favorável aos costa-marfinenses que não se coíbem de arrogar o seu favoritismo na passagem aos “oitavos”. Algo à medida do ego do líder Drogba, que mantém aceso, a caminho dos 36 anos, o âmago goleador, e de Yaya Touré, o médio-locomotiva do Manchester City, bem secundados por Gervinho, Tioté e Kalou que atravessam períodos fulgurantes.

Contudo, um sector defensivo excessivamente remendado e a tendência para a equipa se desequilibrar poderão constituir óbice a voos mais elevados. Um desafio para Sabri Lamouchi, treinador franco-tunisino muito criticado pela imprensa e pelos adeptos, em virtude da sua inexperiência, do elevado salário e da eliminação precoce da CAN’2013. Suportado, até ver, pelo capitão Drogba, pelo presidente da Federação e pelo ministro dos Desportos, Lamouchi defende-se com a qualificação imaculada para o Mundial.

TREINADOR: Sabri Lamouchi

Ex-internacional francês iniciou em maio de 2012 a carreira como técnico da seleção costa-marfinense. O fracasso na CAN’2013 deixou o seu lugar em risco e contrastou com o apuramento sem derrotas para o Brasil.

A ESTRELA: Yaya Touré

A grande referência, dentro e fora do campo, é Drogba, mas a locomotiva é o médio-centro ofensivo do Manchester City. Habitualmente utilizado como 10 na seleção, concilia poder e disponibilidade física com agressividade e mobilidade. Potente a assumir ações de condução e arguto na construção, ao retirar dividendos da sua perícia no passe e boa leitura de jogo, possui também um remate violento com o pé direito.

Tarimba e o poder ofensivo

Adepto do 4x2x3x1, ainda que faça variações para o 4x3x3 com o triângulo de meio-campo invertido, Sabri Lamouchi poderá recorrer, em busca de um resultado, a um 4x4x2 desdobrável em 4x2x4, juntando Lacina Traoré (ou Bony) a Drogba. A necessitar de afinar a composição e os mecanismos do quarteto defensivo, a seleção costa-marfinense sobressai pela larga experiência competitiva da maior parte dos jogadores e pelo poderio atacante, especialmente visível no aproveitamento de transições ofensivas, em que Yaya Touré, lançador ou condutor, e Drogba, pivô, assistente ou finalizador, suportam a velocidade e mobilidade de Kalou e Gervinho, duas setas apontadas à baliza adversária.

As bolas paradas diretas, apontadas por Drogba ou Yaya Touré, são outra arma dos Elefantes. Frágeis em organização e, principalmente, em transição defensiva, pela facilidade com que a equipa se desequilibra e demora a reequilibrar-se, os costa-marfinenses exibem desconcentrações inconcebíveis na defesa de bolas paradas laterais.
Rui Malheiro no jornal record

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Japão: Geração Tsubasa no país do futebol

 CHEGAR AOS "OITAVOS" É O OBJECTIVO MÍNIMO DOS SAMURAIS


Série manga de culto que brotou no início da década de 1980, prolongando-se, em anime, até à alvorada do novo século, “Oliver e Benji” assumiu um papel basilar na promoção e desenvolvimento do futebol no Japão, consolidado, em 1992, com a criação da J-League e a aquisição de vários internacionais brasileiros, encabeçados por Zico.

Num país onde o sumo continua a ser o desporto-rei, Oliver Tsubasa, o protagonista que envergava a camisa 10 e almejava ser o melhor futebolista do Mundo, é o ídolo de miúdos que se apaixonaram pelo futebol, transformando-o no segundo desporto com mais praticantes profissionais, cada vez mais próximo do beisebol, que, apesar da maior cobertura mediática, já perde em popularidade.

A seleção nipónica é composta por ávidos consumidores dos episódios de “Oliver e Benji” na infância e adolescência, o que coloca a geração Tsubasa no Brasil, o país que mais contribuiu para a explosão do futebol no País do Sol Nascente, onde o objetivo mínimo é caucionar a passagem à sua 2.ª fase. Primeira seleção a garantir, em campo, a qualificação para o Mundial’2014, o Japão, orientado pelo italiano Alberto Zaccheroni, afiançou a 5.ª presença consecutiva desde a estreia em 1998.

O sucesso continental dos samurais azuis, expresso nos triunfos na Taça da Ásia’2011, no grupo final de apuramento para a Copa e na Taça Este-Asiática’2013, e a afirmação gradual do futebolista japonês na Europa, tem contrastado com as dificuldades no embate com seleções europeias e americanas, o que criou os primeiros focos de contestação, exacerbados após a dececionante Taça das Confederações. Afinar o desempenho defensivo é o grande desafio, como também harmonizar na mesma equipa as estrelas Honda e Kagawa, os capitães Tsubasa da segunda década do século XXI.

A FIGURA: Honda

Novo reforço do Milan, gosta de atuar como médio-ofensivo, ainda que possa aparecer mais aberto sobre uma das alas ou como falso 9. Fortíssimo a assumir ações de condução e de desequilíbrio, consegue aliar velocidade, aceleração e mobilidade à qualidade no drible e virtuosismo técnico, exibindo excelentes atributos no passe e no remate com o pé esquerdo. Especialista na marcação dos lances de bola parada.

TREINADOR: Alberto Zaccheroni

Muito experiente, regista passagens por Milan, Lazio, Inter e Juventus. Referência de uma corrente de técnicos italianos com uma ideia de jogo ofensiva, mantém-se fiel a este pensamento, mas procurando dar mais solidez à equipa.

Velocidade como bandeira

 
Grande defensor do 3x4x3 e do 3x4x1x2, Zaccheroni apostou no 4x2x3x1 como sistema preferencial, depois de resultados pouco venturosos em 3x4x2x1, o seu atual plano B. Capaz de praticar um futebol apoiado e curto, baseado na posse e rápida circulação de bola, em que também explora a largura e profundidade oferecida pelos laterais, a seleção japonesa mostra-se ainda mais talhada para explorar transições ofensivas, ao combinar velocidade de execução e de deslocação, tirando partido da qualidade de passe dos médios e da velocidade e criatividade de um quarteto ofensivo que se revela muito móvel.

Perigosos a explorar bolas paradas ofensivas diretas ou indiretas, com Honda e Endo em destaque, denotam dificuldades no futebol aéreo nas bolas paradas defensivas, onde costumam recorrer a marcações individuais. Até ao Mundial, o técnico italiano precisa de melhorar substancialmente o comportamento da equipa em defesa organizada e transição defensiva, o momento mais débil dos Samurais.
Rui Malheiro no jornal record

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Ganhou quem fez mais por isso...

hoje, na Luz, viu-se um Benfica a gasolina e um Sporting a gasóleo!...



























em relação ao jogo 'jogado', o Benfica entrou muito melhor, pressionando sempre muito à frente e jogando um futebol de bom nível, conseguindo chegar ao intervalo a vencer por 1-0.
os jogadores do Sporting nunca conseguiram pôr em prática uma das estratégias do seu treinador - dois 'homens' na frente (Slimani e Montero) para evitar a primeira fase de construção do Benfica - Luisão, Garay e Fejsa.
Leonardo Jardim esqueceu-se que Jesus também tinha outras soluções!... e foi aí que perdeu o jogo, quando o Benfica teve como construtor de jogo número 1 - Enzo Perez -, na minha opinião, o melhor em campo.
o treinador do Sporting nunca conseguiu colocar ninguém junto a Enzo, para impedir a construção de jogo por parte do argentino.
resumindo: o Benfica foi melhor, em especial, na primeira parte,... na segunda parte foi só gerir a vantagem e, mesmo assim, face à apatia do Sporting,...conseguiu chegar ao 2-0.
arbitragem?!...uma boa arbitragem do madeirense Marco Ferreira!, bem auxiliado também pelo madeirense Sérgio Serrão e pelo açoriano Nélson Moniz  .

«Onzes e sistemas oficiais de Benfica e Sporting»

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

será que Leonardo Jardim mantém a estratégia?...

...enfim, enquanto se aguarda pelo jogo de amanhã, podemos sempre apreciar algo interessante...
 
 

Grécia: O coletivo e a paixão são mote do fado grego

SANTOS FARÁ HISTÓRIA CASO PASSE À 2.ª FASE

Dez anos após a conquista do mais importante título da sua história, a seleção grega estará presente no Brasil, onde disputará o seu 3.º Mundial, alcançando, pela primeira vez na sua história, a 4.ª presença consecutiva em campeonatos da Europa e do Mundo. Da Grécia do futebol tenebroso, que resgatou as férreas marcações individuais, apostou num bloco defensivo cerradíssimo e moldou o sistema de jogo às características dos adversários, procurando, de forma cínica, aproveitar os seus erros, já quase nada resta para além da paixão, orgulho e entrega inexcedíveis.

Otto Rehhagel, o alemão que conduziu os helénicos ao triunfo no Euro’2004, falhou o apuramento para o Mundial’2006 e passou sem fulgência pelo Euro’2008 e Mundial’2010, competição que assinalou o fim de uma era. A tarefa do seu sucessor, o português Fernando Santos, eleito o melhor treinador do futebol grego na primeira década do século XXI, antevia-se ciclópica, até para fazer face à necessidade imperiosa de renovação. Mas, após três anos e meio, não só obstou à expectável queda no abismo, como foi capaz de mudar o sistema e o modelo de jogo ao encontro de um futebol mais positivo, onde a força do coletivo, uma impressionante solidez defensiva – 4 golos sofridos e 8 balizas virgens nos 10 jogos da fase de grupos – e a eficácia a gerir vantagens curtas superam a falta de jogadores capazes de fazer a diferença.

O registo de 24 vitórias, 13 empates e 4 derrotas em 41 jogos é o melhor de sempre de um selecionador grego, o que ajuda a explicar a veneração dos adeptos e dos jogadores ao antigo treinador de FC Porto, Sporting e Benfica, que pretende honrar um país apaixonado pela sua seleção e superar a primeira fase num grupo equilibrado e aberto, onde a Grécia arroga, tal como há dois anos no Europeu em que chegou aos “quartos”, o papel de outsider.

Núcleo duro está definido

Fiel ao 4x3x3, onde o solidário triângulo do meio-campo sofre inversões consoante as incidências do jogo, Fernando Santos já tem um onze-base formado e rotinado, ao qual se junta o veterano Karagounis, um médio capaz de conciliar criatividade e agressividade, mas já sem disponibilidade física para aguentar os 90 minutos, o que obriga a uma gestão da sua utilização.

Equipa muito consistente do ponto de vista defensivo e com elevado sentido tático, isto apesar de a linha média tender a aproximar-se da defensiva em situações de vantagem, revela-se perigosa a explorar as transições ofensivas, sobretudo ao tirar partido da mobilidade e sentido de oportunidade dos avançados Mitroglou e Salpingidis, até porque Samaras tem vindo a destacar-se mais como condutor de ações ofensivas e no último passe, e a aproveitar lances de bola parada laterais.

A nível defensivo, urge aumentar os índices de concentração nas bolas paradas, já que alguns erros nas marcações individuais têm deixado Fernando Santos agastado.

A estrela: Mitroglu

O avançado greco-germânico “explodiu” no último ano, confirmando os dotes de goleador que episodicamente ia patenteando. Poder físico, mobilidade, agressividade, sagacidade na desmarcação e oportunismo são características que definem um jogador que sente mais dificuldades em expressar-se em grego do que a procurar a baliza adversária através de finalizações com o pé esquerdo ou no jogo aéreo.

Treinador: Fernando Santos

Protagonista de um trabalho notável que poderá ser robustecido com a passagem inédita à 2.ª fase do Mundial, o português balança entre o coração, inquieto por aceitar a proposta de renovação com vista ao Euro’2016, e a cabeça, saudosa do trabalho diário no relvado.
Rui Malheiro no jornal record

confirma-se o Benfica - Sporting para amanhã

o Benfica confirmou ao início da tarde de hoje o derby com o Sporting para amanhã.
aproveito também, para corrigir um lapso do post anterior. afinal, as fichas de jogo de domingo não são válidas para amanhã. isso só poderia acontecer, se jogo tivesse tido o seu início e fosse interrompido posteriormente.


Comunicado:

«No seguimento do que ficou ontem acordado na reunião mantida entre o presidente da Liga, respectivos delegados, equipa de arbitragem e os presidentes de ambos os clubes, e que consta do respectivo relatório de jogo, o SL Benfica informa que tendo recebido, ao princípio da tarde, o parecer favorável da Martifer que garante de forma expressa e incondicional as condições de segurança, confirma que o jogo se realizará na data ontem acordada, terça-feira, dia 11, as 20H15.»

domingo, 9 de fevereiro de 2014

«a Martifer é que tem a palavra se há jogo ou não»

se amanhã não estiverem reunidas as condições de segurança, o Benfica não vai 'passar por cima' da empresa responsável pela manutenção do estádio e, decidir que está tudo em ordem.
assim sendo, o jogo nunca se realizará como está previsto para terça-feira.
 
quem fica a ganhar?
 
o Sporting,...porque noutra data disponível já poderá utilizar William Carvalho e provavelmente Jefferson.
se o jogo for na terça-feira, a estratégia surpresa prevista para hoje deixa de ter efeito, em virtude da ficha de jogo de hoje, ter de ser a da próxima terça-feira...
...e assim sendo, o Benfica poderá sair beneficiado se o jogo for na terça-feira...

«onzes e sistemas prováveis de Benfica e Sporting»

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Palhaçada...

...é a maneira como se pode classificar esta pergunta.
até dá dó ver como este jogador reage a uma pergunta tão estúpida...

Futre participou no dérbi nos dois lados da barricada

UM NOVELO DE HISTÓRIAS DE UMA FIGURA MARCANTE

Quando se puxa por Paulo Futre, as histórias desenrolam-se como um novelo. O antigo extremo é uma das figuras mais marcantes do futebol português e dos poucos jogadores na história a alinhar pelos três grandes. Ainda nas camadas jovens, o dérbi de Lisboa deu-lhe “uma medalha que ficou para toda a vida”. “Foi um jogo que fiz na Luz, ainda na formação, em que parti o pé. Ainda hoje tenho o osso um pouco saído”, recorda. Já sénior do Sporting, foi suplente utilizado na única vez em que defrontou os encarnados. Seguiram-se FC Porto, Atlético Madrid e... Benfica. Do outro lado da barricada, fez um dos melhores jogos da carreira e apontou o único golo.


“Eu sempre consegui mudar o chip”, explica. “Sempre que jogava contra o Sporting, mentalizava-me de tal forma que conseguia superar esse sentimento. Já no FC Porto também era assim. Com a camisola do Benfica, joguei frente ao Sporting liderado pelo Sousa Sintra e, por isso, nos dérbis pensava sempre que estava a jogar contra as pessoas e não contra o clube. Queria fazer as coisas bem e ganhar, claro”, prossegue.

Futre não acredita na história de que estão apenas três pontos em disputa e que um jogo destes vale tanto como os outros. “Quinze dias ou três semanas antes já se pensa nisso. Não se ouve nem uma mosca duas horas antes do jogo. Há total concentração. Mesmo os dirigentes, os médicos e os roupeiros sentem aquela pressão do próprio dérbi”, assegura.

Para amanhã, o antigo craque esfrega as mãos de contentamento pelo equilíbrio com que Benfica e Sporting chegam à partida. “Para mim, é sempre um jogo de tripla”, avisa, deixando elogios à equipa de Alvalade. “Para bem do futebol português, estamos em fevereiro e o Sporting está na luta e está a jogar bem. Mas quando começa o jogo tudo fica equilibrado”, perspetiva.

William, o homem do campeonato

Para o dérbi de amanhã, Paulo Futre apenas lamenta a ausência, por castigo, de William Carvalho. “Está a ser o homem do campeonato”, elogia, admitindo que “vai ser uma baixa dura” na equipa de Leonardo Jardim. “Teoricamente, e antes do jogo, não é fácil substituir o William Carvalho. Está a fazer um ano incrível e, se continuar assim, tem de ir ao Mundial. É o homem do ano, sem dúvida!”, exclama.

DE VERDE E BRANCO: Sporting-Benfica, 0-1, 1983/84

«Não fiz nada do outro mundo»

“Não me recordava muito bem do jogo que fiz pelo Sporting. Não fiz um bom jogo, até porque entrei a meia hora do fim. A nota 1 do Record reflete isso mesmo. Só joguei meia hora e como não me recordo, é porque não fiz nada do outro mundo. Há que ter em conta que o lateral do Benfica era o Pietra, um jogador rapidíssimo, uma autêntica carraça, e nesse jogo ele esteve melhor do que eu na meia hora que estive em campo. Além disso, com estes avançados do Sporting – Manuel Fernandes, Jordão e Oliveira – não era fácil jogar. Eram três génios. Este foi, de resto, o único dérbi que joguei pelo Sporting enquanto sénior.”

DE ENCARNADO: Benfica-Sporting, 1-0, 1992/93

«Uma exibição espetacular»

“O dérbi que melhor me recordo e do qual guardo grandes lembranças é claramente o Benfica-Sporting. Foi o único dérbi que joguei pelo Benfica e que me marcou imenso. Não só porque marquei o golo, mas também porque fiz uma exibição espetacular. O Benfica tinha uma equipa fantástica, com Neno, Veloso, Mozer, Rui Costa, João Pinto... Recordo-me que fiz o golo e uma jogada pelo lado direito, em que finto o guarda-redes do Sporting, o Ivkovic, e, mesmo em cima da linha de fundo, remato, mas a bola bate no poste e sai para fora. Uma jogada espetacular. O destaque do Record dizia ‘Génio de João Pinto em noite de Futrebol’ e, de facto, a nota 5 mostrava isso mesmo. Quando aconteceu este dérbi, lembro-me que estávamos atrás do FC Porto e, por isso, cada jogo era uma autêntica final. Este não fugia à regra, não podíamos perder pontos, tínhamos mesmo que ganhar. Não podíamos facilitar.”
através do jornal record

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

a chegada e a saída do Benfica de Penafiel...

...foi assim como podem visualizar em baixo que o Benfica 'chegou' a Penafiel:








e 'saiu' apurado para as meias finais da taça de Portugal, assim:
 com um golo do sérvio Sulejmani

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Os bidons e o medo cénico

Foi Carlos Carvalhal quem um dia trouxe para o léxico do futebolês a expressão "medo cénico". Aconteceu quando treinava o Leixões e a equipa de Matosinhos lutava pela subida com o Marco e foi jogar às Antas com o FC Porto, onde empatou a zero e comprometeu o seu objetivo.
 
Outro treinador, cujo nome se perdeu na minha memória, o que costuma acontecer depois de uma certa idade, também disse um dia sobre o mau momento da sua equipa que esta mesmo jogando contra uma equipa formada por onze bidons iria sempre perder. Vem isto a propósito dos empates de Benfica e Sporting após a derrota do FC Porto no Funchal.
 
O Benfica desperdiçou a oportunidade de aumentar de 3 para 6 pontos a sua vantagem sobre um FC Porto que já venceu em casa por 2-0. O Sporting apenas aumentou de 1 para 2 pontos a sua vantagem sobre o FC Porto antes de se deslocar à Luz. Paulo Fonseca com tudo isto aliviou a pressão mas não se pode fiar nem no medo cénico da concorrência nem nas equipas de bidons que vai ter que defrontar. O FC Porto é hoje uma equipa psicologicamente desanimada. Basta olhar para os rostos dos seus jogadores. Perdeu-se a crença e a mística foi dar uma volta.
 
Confiar na tradicional incapacidade da concorrência será arriscar muito.
Ou este FC Porto recupera pelo menos uma pequena chama ou arrisca-se a terminar em 3.º.
 
Quanto a Benfica e Sporting, não restam dúvidas: o primeiro tem mais confiança que bom futebol, o segundo tem mais futebol que confiança. Com tudo isto, a luta pelo título ganha um alento raro. Não há muito talento mas alento não falta. Mas a grandes questão está centrada não tanto nas duas equipas de Lisboa mas sim no crónico campeão nacional. Vai depender do seu estado a decisão do campeonato.
Post daqui