segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Muita atenção à violência

ENTRADA EM CAMPO

Ontem em Coimbra a polícia fez uma carga na bancada devido ao comportamento dos ultras benfiquistas. Não foi o primeiro e não será o último problema originado pelas claques. Mas é preciso estar atento ao fenómeno. Esta época já houve vários episódios de violência, o mais mediático o do adepto esfaqueado em Guimarães. É cada vez mais perigoso ir ao futebol.

Posso falar do meu caso, esta época como espectador ainda não fui revistado. Quer isto dizer que o problema está em quem policia? Não. Mas também aí todas as cautelas são poucas. Há várias medidas importantes. No Benfica, por exemplo, legalizar as claques que continuam à margem da lei. Nos restantes campos, ser inflexível com quem prevarica. Quem se porta mal numa bancada não pode voltar a visitá-la. Deve ser obrigado a passar pela esquadra mais próxima à hora do jogo da sua equipa. Os ingleses, que tinham problemas muito mais graves de hooliganismo, conseguiram minorá-los significativamente. É preciso mão dura. Que a morte em Madrid nos abra os olhos. A instabilidade social motivada pelos cortes governamentais e a austeridade sem cérebro leva ao crescimento dos comportamentos extremistas. É aqui que os ultras de extrema-direita melhor navegam. Lembrem-se. Podia ter sido cá.

Quem se porta mal numa bancada não pode voltar a visitá-la. É preciso mão dura


Este foi um fim de semana particularmente negativo para a arbitragem. Mais um. Curiosamente, os três grandes foram beneficiados. Em Alvalade a pérola dos dois toques de William. Em Coimbra o golo de Luisão fora-de-jogo. No Dragão um chorrilho de asneiras de Olegário, que acaba por passar entre a chuva devido ao resultado desnivelado. Duas grandes penalidades e outros mimos com clara interferência no resultado. Não se ouviu dos três presidentes um pio. Pois é, quem não chora...
Bernardo Ribeiro no jornal record

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