terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Deixem o Marco trabalhar

CADERNO DE APONTAMENTOS

Um treinador, seja ele qual for ou trabalhe onde trabalhar, não é nada sem a estima, a consideração e o respeito dos seus jogadores. E quando esses sentimentos são devidamente exteriorizados, tanto melhor. Bastará um pequeno ou subtil sinal, o que é mais do que suficiente, para encher e preencher a alma de quem o recebe, não sendo pois ncessários longos discursos públicos ou privados.

É o que acontece com Marco Silva, um treinador lúcido e esclarecido, que defende sempre, repita-se, sempre, os interesses do clube, com uma linguagem simples e uma mensagem com conteúdo, que chega diretamente ao coração de quem o ouve. O treinador do Sporting sabe, e muito bem, proteger os seus jogadores, e, imagine-se, o que é ainda mais meritório, sabe blindá-los dos ataques de quem deveria ser um exemplo, mas, lamentavelmente, não o tem sido. 

Não é de admirar, pois, que os jogadores leoninos, homens de corpo inteiro e que sabem separar as águas, fiquem do seu lado, seguindo-o à risca, numa "guerra" verbal que não tem tido tréguas, e que, à partida, tem um vencedor declarado: Marco Silva; ou melhor, Marco Silva e os seus jogadores. A exibição e sobretudo o resultado do jogo com o Nacional, na Choupana, terreno sempre minado, é o exemplo ilustrado de tudo o que acaba de ser dito. Se dúvidas houvesse -  é provável que só um é que as tivesse - ficaram desfeitas no fim desse jogo, ou melhor, o "machado de guerra" ficou em suspenso até nova oportunidade. 

O treinador do Sporting é o grande líder de um plantel que está de corpo inteiro com ele

Marco Silva, homem de bom caráter, aliás como a sua prática o tem evidenciado, tem sido o grande líder de um plantel que, apesar de alguns contratempos, criados por quem, por vezes, não sabe o que faz ou não sabe o que diz, ainda tem muito para ganhar. Basta para tal que o deixem trabalhar porque Marco Silva já provou que sabe por onde deve ir, que o mesmo é dizer, sabe por onde deve guiar a sua equipa, e dispensa um GPS que tem, muitas das vezes, as coordenadas viciadas. Simples? Bastante. E tudo se torna ainda mais simples quando o blackout chega em boa hora e sobretudo para quem muito fala e pouco acerta...
Jorge Barbosa no jornal record

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