domingo, 16 de novembro de 2014

De Vítor Pereira ao Conselho de Presidentes

Vítor Pereira esteve na RTP Informação para rebater a entrevista de Pedro Proença a Record, na qual o melhor árbitro português pedia a demissão do presidente do Conselho de Arbitragem e o acusava de ser o rei do caos.
Vítor Pereira, atirado para um programa que começou com 10 minutos a apelar ao voto de valor acrescentado, esteve como peixe na água e rezou a sua missa. A coisa foi ao ponto de lhe terem cortado o embalado quando parecia ir falar a sério de Pedro Proença.
Estes programas com vários comentadores, entre os quais por acaso alguns que admiro, têm esta capacidade para estragar o que não precisa de ser mexido para ser bom.
Vítor Pereira falou sobretudo de si e da maravilha que é hoje a arbitragem portuguesa. De Proença o "melhor" que disse foi que foi seu fiscal de linha.
Havia matéria suficiente para pelo menos atrapalhar o excelente comunicador que Vítor Pereira é, depois de ter sido também um árbitro de excelência. Por exemplo, pedindo-lhe para explicar porque durante todo o Mundial do Brasil nem um telefonema fez a Pedro Proença ou porque foi à final da Champions apitado por ele e não se apresentou ao jantar que se seguiu ao jogo, onde estiveram presentes outras figuras da arbitragem portuguesa.
Vítor Pereira e Pedro Proença estão há muito tempo em confronto. Mas a diferença está em Proença - que assume esse confronto!
Vamos ver agora como reage Proença à não reação de Vítor Pereira e à ameaça de um processo.
Temo que o melhor árbitro português recue dois passos. Mas isto sou eu a falar.
Entretanto, realizou-se mais um Conselho de Presidentes. Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira estiveram lá com os seus fiéis escudeiros. Bruno de Carvalho foi conviver com os sócios e adeptos do Sporting. Faz muito bem o líder dos leões em não alinhar nestas festividades que se seguem à célebre reunião na zona de limpezas da estação de serviço fronteira à Liga.
De um momento para o outro, os clubes mostram-se até disponíveis para suportar as despesas operacionais da Liga. O que é FANTÁSTICA.
Ao mesmo tempo, a Olivedesportos informa os clubes que só irá fazer contratos de 3 anos.
O mercado dos direitos televisivos, que prometia pelo menos a duplicação de receitas para os clubes médios e pequenos, volta à estaca zero, afinal de onde nunca saiu.
Os clubes pequenos e médios, esses, metem-se de novo debaixo da asa dos dois gigantes.
A ordem está restabelecida.
Post de Eugénio Queirós, aqui

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