quinta-feira, 20 de novembro de 2014

A pergunta para 1 milhão de dólares

Qual é o problema do Barcelona?
O problema, assim de repente, são duas derrotas que coincidiram com a entrada de Luis Suárez na equipa. Uma em Madrid, outra em casa, frente ao Celta. Aparentemente - analisando de fora, sem acesso ao trabalho diário, sem conhecer os objetivos que Luis Enrique pretendia atingir com a alteração no onze - a ideia é a de que a equipa ficou mais longa. Menos unida, menos compacta. Com os jogadores mais afastados entre si. E isso inviabiliza desde logo o jogo posicional, de toque, de passe, de tiki e de taka.
Problema: Xavi, com 34 anos, ainda é melhor do que Rakitic. O croata é um jogador muito interessante, sim, mas está muito longe da velocidade de raciocínio de Xavi. E no Barça, mais do que correr rápido, importa pensar (e executar) rápido.
Messi, Neymar, Suárez? Sim, concordo. Desde que seja possível manter o mesmo nível de cobertura no meio-campo. A questão é que Busquets, nos últimos tempos, está pouco acompanhado. Tem cada vez mais metros para tapar. E é por aí que o Barcelona está a sofrer. O tridente do ataque faz muito sentido com bola, mas é um risco contínuo a partir do momento da perda.
Em Madrid, por exemplo, cada bola que chegava ao lado esquerdo do ataque do Real deixava Marcelo ou Ronaldo imediatamente em 1x1 com Dani Alves. Bastava a bola lá chegar. Impensável.
Uma das soluções pode mesmo passar por recuperar a versão do ano de Ibrahimovic (2009/10). Ou seja, Suárez a fazer o que fazia o sueco. Mais fixo, mais central. Messi a jogar entre as costas do ponta e a direita. Na esquerda Neymar. Por trás, Busquets, Xavi e Iniesta (quando estiver recuperado).
Na defesa, Dani Alves, Piqué, Mascherano e Alba.
Perguntamos, assim: então e para que servem os reforços Mathieu e Rakitic? Servem para ótimas soluções no banco.
Como está é que não.
Post de Nuno Farinha, aqui

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