quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Bruno já deixou de ter piada, Figueiredo vai para a sua 67ª vida




Quando apareceu no cenário, quem não lhe achou piada?
Na parte que me toca sempre fui um fã. Mas sinto-me à beira do vómito.
Bruno de Carvalho não vive sem aparecer. E, como todos sabem, até eu por aqui, o pior que nos pode acontecer é aparecer sem motivo nenhum e sem nada para acrescentar.
O presidente do Sporting usa uma estratégia muito simples: implica. Um seu antecessor, Dias da Cunha, empunhava o sistema no jeito de arma de arremesso - e, depois de dois títulos aos quais esteve associado, desapareceu e ficou apenas a nota folclórica.
Não sei se viram a entrevista de Mário Figueiredo à RTP Informação. Eu vi. O presidente da Liga disse quase tudo. Porque MF sabe bem o que é o sistema - já trabalhou para ele. Foi uma entrevista muito boa também pela forma como foi conduzida, logo seguida de uma sondagem, publicada nos jornais do costume, a dar conta da tremenda impopularidade de Figueiredo, situação com a qual ele pode bem pois já conseguiu colocar uns tantos presidentes na lavagem automática de uma estação de serviço enquanto tinha a sede da Liga fechada a cadeado e vigiada pela polícia.
A diferença entre Bruno de Carvalho e Mário Figueiredo é simples de identificar. O presidente do Sporting luta por protagonismo enquanto o presidente da Liga luta por antagonismo.
Não tiro mérito a Bruno, que já conseguiu pelo menos adiar os problemas financeiros do seu grémio, mas confesso que já nem ligo quando o vejo nas manchetes. Presumo que aqueles a quem se dirige lhe darão mais importância mas o líder leonino até para os seus adversários ameaça ser apenas uma figura de polichinelo.
Uma coisa é certa. Com Bruno de Carvalho o nosso futebol ficou mais divertido. Mas, como disse um dia um treinador, não é com circo que vamos lá. Tanto mais que já estamos fartos de palhaços noutros areópagos e já sabemos bem quanto nos custa cada gargalhada.
Mas vamos ver. Vamos ver se Bruno tem a sua epifania e prefere ser apenas ser aquele presidente de leitura fina que foi capaz de ser pôr ao lado de Mário Figueiredo na tal luta que importa, que é a de pelo menos abanar a árvore onde medram tantas maçãs podres que estão no futebol apenas para de ele se servir.
daqui

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