domingo, 28 de setembro de 2014

Benfica está a mudar a história

ENTRADA EM CAMPO
A diferença pontual que o Benfica abriu para FC Porto e Sporting é um facto mais relevante do que à partida pode parecer. Porque representa a confirmação de um estado de superioridade que as águias têm conseguido quase sempre desde que Jorge Jesus chegou à Luz, em 2009. Tirando a temporada em que André Villas-Boas varreu o campeonato e acumulou uma série de recordes, nas outras 5 épocas (já incluindo a atual, portanto), o Benfica de JJ alcançou sempre esta margem de avanço sobre os seus rivais: 4 pontos (ou mais) para o FC Porto, 6 pontos (ou mais) para o Sporting.



É verdade que em dois desses casos – quando lutava diretamente com Vítor Pereira, em 2011/12 e 2012/13 – Jesus viria a desperdiçar a vantagem confortável e a perder dois campeonatos que chegaram a “estar” ganhos. Mas até esses dois exemplos ajudam a construir a ideia de que o Benfica de Luís Filipe Vieira, Jesus e Rui Costa está a ser capaz de estancar a curva hegemónica do FCPorto – que, provavelmente, já estaria em processo de inversão sem os célebres golos de Maicon e Kelvin que, “in extremis”, valeram dois títulos.




Vieira, Jesus e Rui Costa conseguiram travar a curva hegemónica do FCPorto






Ainda esta semana Jesus reforçou a importância de ganhar dois campeonatos seguidos. É esse objetivo que há vários anos vem sendo discutido nos gabinetes do Estádio da Luz, em especial o impacto que o eventual bicampeonato virá a ter. Há quem defenda, na estrutura das águias, que é o único caminho que o Benfica tem para poder voltar a dominar o futebol português.



A vitória no Estoril, por isso, foi preciosa. E mesmo sendo apenas a 6.ª jornada, a vantagem sobre os rivais produz um conforto psicológico tremendo. Para já, mesmo com nota artística baixinha, o Benfica vai pintando a Liga de vermelho.
Nuno Farinha no jornal record

1 comentário:

Valdemar Iglésias disse...

Onde se lê Hegemonia = colinho.

Sim.