sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Rio Ave: caxineiros pela graça de Deus



Santos Graça, etnógrafo dos meados do século XX, consagrou a cultura poveira sob o epiteto "poveirinhos pela graça de Deus". A Póvoa de Varzim é a grande cidade onde se encontra um porto de pesca partilhado também por caxineiros. As Caxinas, hoje a freguesia vila-condense com maior densidade populacional, emergiram em meados do século XIX, quando para ali, e também para a Poça da Barca, se transferiram pescadores poveiros empurrados pelo crescimento urbano.
O grosso dos adeptos do Rio Ave é formado por caxineiros. Vila do Conde é um concelho grande mas são as Caxinas que dão cor ao clube. Foram os caxineiros, pois, os mais efusivos na festa de apuramento para a fase de grupos da Liga Europa.
Um prémio para um clube gerido com tino por António da Silva Campos - e também pelos seus antecessores, sempre sob a supervisão do antigo e futuro presidente da câmara de Vila do Conde, Mário de Almeida -, treinado por um homem ponderado e que sabe do ofício e dirigido no terreno pelo meu bom amigo Miguel Ribeiro (um dos protagonistas desta foto). Um clube que esta época foi reforçadíssimo com a entrada de Marco Carvalho, um puto que conheci nas lides, que acompanhei no seu exórdio como diretor de comunicação do Sp. Braga e que já aqui elogiei pela forma como utiliza as ferramentas disponíveis para divulgar a imagem do clube que representa.



Nas pessoas do Marco e do Miguel aqui ficam os meus parabéns para um clube de que gosto muito e que, acredito, não vai estar na Liga Europa apenas para cumprir calendário. Quem tem a graça de Deus, e o Ukra, assim pode confiar.
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