sábado, 27 de dezembro de 2014

«José Eduardo é um anormal»

Depois da pior crônica que li sobre futebol, deparei-me com estas declarações e fiquei um pouco mais aliviado. 'Grande' Manuel José! 
Subscrevo na integra, não se faz acusações daquelas a 'torto e a direito', é necessário esclarecer e provar o que se diz.

Manuel José: «José Eduardo é um anormal»

TREINADOR ATIRA-SE AO ANTIGO JOGADOR LEONINO

 
Manuel José não gostou das palavras de José Eduardo sobre Marco Silva e criticou de forma veemente o antigo jogador do Sporting na década de 80.

"José Eduardo não presta para nada. É um anormal", disparou o experiente treinador - à margem de um jogo solidário em Amarante -, que admitiu ter ficado logo com vontade de telefonar a Marco Silva.

Sobre a situação dos leões no campeonato, Manuel José sublinhou que a distância de 10 pontos para o líder Benfica não deve fazer com que o Sporting atire a toalha ao chão, lembrando que o treinador do FC Porto também não o fez. "O Sporting deve refletir sobre as palavras de Lopetegui", referiu, acrescentando que Bruno de Carvalho "deve aproximar-se mais da equipa."
notícia daqui

Plantel arranca este sábado sem Enzo Pérez

ARGENTINO SÓ CHEGA NO DOMINGO
O plantel encarnado regressa hoje ao trabalho após gozar as miniférias de Natal (tiveram início no dia 22, após o triunfo sobre o Gil Vicente, a contar para o campeonato).

A sessão de treino está agendada para as 17 horas, no Seixal, e não vai contar com a presença de Enzo Pérez, o qual só se apresenta amanhã, devidamente autorizado pela SAD. Ainda sem o 35, o grupo de Jorge Jesus começa, assim, a preparar a receção ao Nacional, que se realiza na terça-feira e é referente à Taça da Liga.

E será que chega?!..., espero bem que sim,...e que fique até ao final da temporada.
Por enquanto, não vejo nenhum 'Manel' para o seu lugar, a não ser que Talisca seja opção para a posição em causa de uma vez por todas.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Deixem o Marco trabalhar

CADERNO DE APONTAMENTOS

Um treinador, seja ele qual for ou trabalhe onde trabalhar, não é nada sem a estima, a consideração e o respeito dos seus jogadores. E quando esses sentimentos são devidamente exteriorizados, tanto melhor. Bastará um pequeno ou subtil sinal, o que é mais do que suficiente, para encher e preencher a alma de quem o recebe, não sendo pois ncessários longos discursos públicos ou privados.

É o que acontece com Marco Silva, um treinador lúcido e esclarecido, que defende sempre, repita-se, sempre, os interesses do clube, com uma linguagem simples e uma mensagem com conteúdo, que chega diretamente ao coração de quem o ouve. O treinador do Sporting sabe, e muito bem, proteger os seus jogadores, e, imagine-se, o que é ainda mais meritório, sabe blindá-los dos ataques de quem deveria ser um exemplo, mas, lamentavelmente, não o tem sido. 

Não é de admirar, pois, que os jogadores leoninos, homens de corpo inteiro e que sabem separar as águas, fiquem do seu lado, seguindo-o à risca, numa "guerra" verbal que não tem tido tréguas, e que, à partida, tem um vencedor declarado: Marco Silva; ou melhor, Marco Silva e os seus jogadores. A exibição e sobretudo o resultado do jogo com o Nacional, na Choupana, terreno sempre minado, é o exemplo ilustrado de tudo o que acaba de ser dito. Se dúvidas houvesse -  é provável que só um é que as tivesse - ficaram desfeitas no fim desse jogo, ou melhor, o "machado de guerra" ficou em suspenso até nova oportunidade. 

O treinador do Sporting é o grande líder de um plantel que está de corpo inteiro com ele

Marco Silva, homem de bom caráter, aliás como a sua prática o tem evidenciado, tem sido o grande líder de um plantel que, apesar de alguns contratempos, criados por quem, por vezes, não sabe o que faz ou não sabe o que diz, ainda tem muito para ganhar. Basta para tal que o deixem trabalhar porque Marco Silva já provou que sabe por onde deve ir, que o mesmo é dizer, sabe por onde deve guiar a sua equipa, e dispensa um GPS que tem, muitas das vezes, as coordenadas viciadas. Simples? Bastante. E tudo se torna ainda mais simples quando o blackout chega em boa hora e sobretudo para quem muito fala e pouco acerta...
Jorge Barbosa no jornal record

sábado, 20 de dezembro de 2014

Jesus não merece alguns "adeptos" que tem

Acho que foi Fernando Vaz, que foi treinador e jornalista de A Bola (ainda convivo com ele em algumas tribunas de imprensa), quem consagrou a expressão que nos diz que um treinador tanto é bestial como uma besta.
Jorge Jesus sabe bem o que é isso enquanto treinador do Benfica.
Num dia era o maior (quando venceu o FC Porto no Dragão), no outro o pior (quando foi eliminado pelo Sp. de Braga, na Luz, da Taça de Portugal).
Alguns adeptos do Benfica, muitos deles com assento nos painéis radiofónicos e televisivos e com avença na imprensa, ainda não perceberam que o melhor que aconteceu ao Benfica nos últimos 25 anos foi a contratação de Jorge Jesus.
Quem não aprecia Jesus costuma dizer que em cinco épocas "apenas" ganhou dois campeonatos e perdeu duas finais europeias. A memória dos homens é curta e estes benfiquistas de pacotilha estão esquecidos do que foi uma penosa travessia do deserto do clube da Luz, durante as gerências de Manuel Damásio e Vale e Azevedo.
Mas o futebol também é isto.
Não é grave a falta de estima e de razão quando se fala do percurso de Jesus no Benfica. O que é grave é não ter a consciência de que Jorge Jesus é o treinador que Pinto da Costa desejaria no seu FC Porto. Já o desejou, aliás, e muito.
Jesus não precisa de tolerância, aliás vive bem na intolerância, diria que até vive melhor, mas a estupidez é pouco digestiva e muitas vezes fica-nos atravessada na garganta como uma espinha grande de bacalhau.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

«Sempre me ensinaram a não gastar mais do que tenho»

Bruno de Carvalho voltou, esta terça-feira, a passar uma mensagem contra os fundos de investimento no futebol, dizendo que os clubes apenas devem gastar aquilo que podem.
«Os fundos não têm qualquer interesse para os clubes. Recebi 20 pessoas da área dos fundos e nenhuma dela me deu a possibilidade de negociar. Para eles é tudo seguro e eu é que corro riscos», afirmou o presidente do Sporting, durante o Future Football, congresso internacional organizado pelo clube de Alvalade.
«Os meus pais sempre me ensinaram a não gastar mais do que tenho.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Recordando um treinador que deixou saudades...




C' Lima

Dois golos de Lima, 3 pontos para o Benfica, 6 pontos (que podem ser 7) de vantagem sobre FC Porto, quase no fecho da 1.ª volta.
Não houve mais Benfica no Dragão mas houve melhor Benfica.
Jesus ao apostar em Lima fez linha e bingo! Lopetegui não soube surpreender, não soube mudar, correu sempre atrás do prejuízo.
Talisca foi um dos melhores elementos do Benfica, Brahimi, que Maxi secou, foi um dos piores do FC Porto.
Júlio César fez defesas segundo os livres, Fabiano mostrou de novo que tem mãos de manteiga.
A diferença neste tipo de jogos faz-se sempre nos pormenores mas neste caso ela desenhou-se no todo de cada equipa.
Mérito enorme para Jorge Jesus, noite falhada para Lopetegui e um grande ambiente no Dragão. Queremos é muitos jogos assim!
A vantagem do Benfica é boa mas ainda é curta mas o FC Porto agora tem outra preocupação: o V. Guimarães coladinho, o Sp. Braga a 3, o Sporting a 4.
A próximo jornada vai ser tranquila para FC Porto (que recebe o paupérrimo V. Setúbal) e para Benfica (que recebe o lanterna vermelha Gil Vicente). O V. Guimarães vai à Amoreira e vai ter de superar um ciclo de empates enquanto o Sp. Braga recebe aquela que é, na minha modesta perspetiva, a equipa que pratica o melhor futebol da Liga portuguesa, o Paços de Ferreira. O Sporting tem o jogo mais difícil, na Choupana. Pode ser, por isso, uma jornada interessante, na perspetiva sobretudo de perceber se a pressão que vem de baixo vai continuar a sentir-se no Dragão.
A nossa Liga está boa e ainda pode melhor. O que é muito bom.
Post de Eugénio Queirós, aqui

domingo, 14 de dezembro de 2014

Lopetegui 0 Lima 2



No futebol é muito complicado falar em justiças e injustiças, ganha quem marca mais golos. 

Ganhou o Benfica que fez mais por isso nos aspectos mais importantes que um jogo de futebol tem. Nos bancos, ganhou a experiência de Jorge Jesus contra a arrogância do seu colega espanhol, mas, já lá vamos. 

Este Benfica é uma equipa mais consolidada no seu sistema e modelo de jogo, ao contrário do FC Porto que ainda anda à procura da 'rolha' em pleno mês de Dezembro. 

Dirão alguns: 
E a excelente perfomance na champions? 
Bolas?!...com este plantel que Pinto da Costa pôs à disposição deste espanhol, só faltava ele não chegar aos oitavos de final,... com adversários como o Bate Borisov e o Atlético de Bilbao? O Shakhtar era o único adversário que lhe podia incomodar. 

Caro Lopetegui: 

1) A jogar em casa, necessitando de somar os três pontos, vexa mexe no centro da defesa?!..., retirando um central como Maicon (central experiente no campeonato português) para lançar Marcano? 
E é que não parecendo, vexa mexeu nas duas posições do centro da defesa, pois Indi joga do lado esquerdo da defesa e vexa para lançar Marcano passou Indi para o lado direito. 

2) Foi preciso estar a perder 2-0 em casa para vexa mexer na equipa? Porque não corrigiu ao intervalo quando já perdia por 1-0? 

3) O que leva vexa a deixar de início no banco o jogador que melhor 'cruza' para a área em Portugal? 
Que o diga Fernando Santos, as últimas vitórias da nossa selecção começaram nos pés de Quaresma!... 
Mesmo com Jardel e A. Almeida do lado esquerdo da defesa, um jogador como Quaresma fica no banco? 

Não lhe vou massacrar mais, vexa é arrogante e teimoso. 
O Benfica e os benfiquistas agradecem!, mas faz-me uma enorme confusão ver gente como Lopetegui à frente dos destinos de um clube como o FC Porto.

Recordando clássicos FC Porto - Benfica (1990/91 - vídeo)

Um jogo que ficou para a história, por diversas razões, algumas delas más demais para ser verdade. 

Mas, o que interessa é que já estão 'desaparecidas' do futebol actual e, ainda bem! 

Os benfiquistas recordam muito este jogo, tal como os portistas recordam o jogo do famoso túnel na luz para equilibrar 'as contas'... Cada um defende a sua dama e assim continuará a ser.

 

Aguardando por novidades do clássico...

«Onzes e sistemas prováveis de FC Porto e Benfica»

sábado, 13 de dezembro de 2014

Escândalo?! Se era o FC Porto...

PRESSÃO ALTA

Bem sei que as atenções já estão viradas para o FC Porto-Benfica e que o “caso” tende a esvaziar-se, como acontece com quase todas as polémicas no futebol português, mas nem as audições de Ricardo Salgado, José Maria Ricciardi e Queiroz Pereira, no Parlamento, nem os rescaldos que se vão realizar do prélio no Dragão na próxima semana devem contribuir para abafar os efeitos da não utilização de Deyverson e Miguel Rosa, jogadores do Belenenses, na ronda passada, no Estádio da Luz. Não há outra forma de adjectivar o que aconteceu: um escândalo e uma séria ameaça (continuada) à Verdade Desportiva, se não se aproveitar (mais) este mau exemplo para se colocar alguma ordem na “casa” (desgovernada) do futebol português!

Um escândalo, porquê? Porque os jogadores estavam e estão vinculados sob contrato ao Belenenses e porque a “opção de recompra” pode configurar um empréstimo encapotado. Um escândalo, porque os jogadores não se achavam lesionados e vinham sendo, como ainda são, as pedras de maior eficácia da equipa de Lito Vidigal. O presidente da SAD do Belenenses, Rui Pedro Soares, arriscou-se a ficar em xeque perante a massa associativa do clube, mas aqui está um exemplo, entre muitos outros, que quem detém o controlo de uma SAD pode fazer aquilo que bem lhe aprouver. Os adeptos podem levar tarjas para as bancadas (“RPS és uma vergonha!”), mas não se passa nada, a indignidade está fomentada e os resultados, nesta ou noutras situações similares, são homologados. O clube pode piar (como piou), mas tem de piar baixinho, porque baixinha é a sua representatividade na SAD.

Não há nada que favoreça a postura da SAD do Belenenses nesta matéria. Nunca saberemos o que aconteceria se os dois jogadores alinhassem, mas não é aceitável, à luz de nenhum princípio, que um máximo responsável pelo futebol de uma instituição concorra para que essa equipa não se apresente na máxima força. Rui Pedro Soares, ao apressar-se a desmentir qualquer tipo de envolvimento do Benfica, fez-me lembrar Pinto Monteiro quando tentou justificar-se perante a notícia do almoço, no Aviz, com José Sócrates: era por causa de um livro, senhores!

Rui Pedro Soares, ao apressar-se a desmentir qualquer tipo de envolvimento do Benfica, fez-me lembrar Pinto Monteiro quando tentou justificar-se perante a notícia do almoço, no Aviz, com José Sócrates: era por causa de um livro, senhores!

Não é claro que Rui Pedro Soares e, já agora, Tiago Ribeiro, do Estoril, figuras benquistas pelas “forças vivas” do futebol, são dois dirigentes talhados especialmente para o(s) negócio(s)? Já todos percebemos – não precisam de nos atirar poeira para os olhos – que o Benfica funcionou como banco. Proporcionou liquidez à SAD do Belenenses, ficando com o direito de preferência sobre um conjunto de “activos” azuis e, naqueles dois casos, com o direito de recompra. Estes “arranjos” são um tiro fulminante nas integridade das provas. O Belenenses aceitou perder a dignidade para aumentar a liquidez. Pode falar-se de um mecanismo de sobrevivência, mas se os clubes mais frágeis desportiva e financeiramente começarem a ceder perante este expediente e se os menos frágeis se sentirem compensados com a “jogada”, os campeonatos passam a ser, literalmente, uma fraude.

O Benfica também não pode tirar o cavalinho da chuva, como se nada tivesse a ver com o assunto. O Benfica e Vieira querem Verdade Desportiva em todas as circunstâncias ou querem a verdade desportiva da qual tiram benefício? No passado, o FC Porto protagonizou alguma situações similares mal explicadas, embora com empréstimos formais. Todas elas, no passado, criticadas pelo Benfica. O regulamento de competições da Liga impede acordos, concretamente no seu artigo n.º 52 (cedência de utilização temporária): “Nas situações de cedência de utilização temporária de um jogador por parte do clube a que se mostre contratualmente vinculado a um outro clube, são nulas e de nenhum efeito quaisquer cláusulas, ainda que estabelecidas ou acordadas entre as partes intervenientes, e nomeadamente entre clube cedente e clube cessionário que, por qualquer forma, visem limitar, condicionar ou onerar a livre utilização do jogador em causa por parte de clube cessionário na vigência do período de cedência temporária”.

Se este caso ostensivo que envolveu Deyverson e Miguel Rosa tivesse envolvido, directa ou indirectamente, o FC Porto, o que não se teria dito?!... Seria importante que o FC Porto e Pinto da Costa fossem guardiões da Verdade Desportiva? Sem dúvida! Mas... não sendo, também não são hipócritas. E se isso não protege as competições, pelo menos marca uma diferença.

O novel presidente da Liga, Luís Duque, “sugeriu” uma participação e ela foi ontem “anunciada”. Uma coisa é certa: num país em que as Federações e as Ligas não andassem a fazer-de-conta, no sentido da protecção da integridade do futebol, isto não ficava assim...

JARDIM DAS ESTRELAS (5)

FC Porto-Benfica-tudo em jogo

O jogo de amanhã no Dragão é mais do que um “clássico”. O Benfica tem alguma margem de manobra (o empate, em tese, seria bom), mas o FC Porto sabe que uma vitória significa anular a vantagem dos encarnados e só isso é uma grande motivação para o resto da prova. Lopetegui parece mais adaptado e já não mexe tanto numa equipa com muitas soluções (bom trabalho da SAD e do novo treinador no pós-2013/14).

O Benfica tenta tirar partido da “escola Jesus”: as soluções deste plantel não são tão boas, mas a forma como a equipa interpreta os princípios “chipados” pelo treinador corresponde a um argumento forte. O FC Porto é favorito, mas, nestes jogos, o favoritismo vale o que vale. Não é só a parte desportiva que está em jogo. São as relações institucionais. É o primeiro “clássico”, desde há muitos anos, que se realiza em ambiente de concórdia. E... depois do jogo de amanhã, como será?...

O CACTO

A mentira

Não está na “ordem do dia”, mas é preciso começar a perceber a megalomania, a utopia e a mentira: 13 clubes da 1.ª Liga (72,2% do total), ao cabo do primeiro terço do campeonato, não conseguem meter em média mais de 3.005 espectadores nos respectivos estádios, nos jogos do campeonato. A quem interessa este futebol profissional sobredimensionado? Só se for à Dona Falência.
Rui Santos no jornal record

Recordando clássicos FC Porto - Benfica (1989/90 - vídeo)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Recordando clássicos FC Porto - Benfica (1988-1989 - vídeo)

Clássico para vencer

VISÃO DE JOGO


Está a chegar o duelo mais aguardado do futebol português. As duas melhores equipas do campeonato vão medir forças no domingo e ambas partem com a expectativa de vencer no Dragão. Tudo indica que teremos um jogo cheio de emoção e competitividade. Por seu lado, o Sporting observará este jogo com atenção já que tem nesta jornada uma possibilidade de encurtar as distâncias pontuais para os lugares cimeiros.

O FC Porto-Benfica chega na melhor altura para as equipas. Embora por motivos diferentes, com a eliminação das águias e a qualificação já garantida dos dragões, os dois conjuntos apenas tiveram de cumprir calendário na jornada europeia e isso permitiu-lhes poupar energias e as suas principais peças para o clássico. Por isso, tudo indica que teremos os dois lados da barricada a 100% num jogo de grande intensidade até ao último minuto.

Além disso, as partidas com Bayer Leverkusen e Shakthar Donetsk, respetivamente, revelaram que Jesus e Lopetegui dispõem de mais matéria-prima em que podem confiar no caso de necessidade. Pizzi parece ser o novo trabalho de laboratório de Jorge Jesus, a alinhar como centrocampista e perfilando-se surpreendentemente como alternativa fiável a Enzo Pérez, que tal como o português também jogava nas alas antes de ir para o meio. César e Ola John também deixaram bons apontamentos.

Nos dragões, as exibições de Ricardo confirmam-no como opção válida para suceder a Danilo, um jovem talentoso que dá tudo dentro de campo e que pode fazer os dois lugares do corredor direito, apenas precisando de mais minutos de jogo para evoluir. E Aboubakar, avançado ainda sem o traquejo de Jackson e com rotinas de jogo em transições, a começar a habituar-se a jogar numa equipa grande e a dar a conhecer o seu potencial para ser um grande ponta- de-lança no futuro.

Para o FC Porto, esta é a oportunidade ideal para chegar à liderança do campeonato e juntar a isso a vantagem direta sobre o principal adversário. E, por força da rivalidade histórica entre os emblemas, é o jogo que os portistas mais querem ganhar. Como dizem os espanhóis, a equipa de Julen Lopetegui jogará com “ilusão”, no sentido da palavra para expressar sonho, desejo, esperança e ambição. E motivados pelo crescendo de forma, que lhes tem permitido aliar boas exibições a vitórias, os dragões partem com a motivação em alta.

O Benfica terá também uma palavra a dizer e a sua equipa tem qualidade mais do que suficiente para vencer na casa do rival. Prova disso é a campanha positiva no campeonato, que lidera com grande eficiência. Para os encarnados ganhar seria a cereja no topo do bolo, já que uma vantagem de 6 pontos, nesta altura, daria um embalamento enorme e um aumento dos níveis de confiança para o que resta de campeonato.

No FC Porto, Ricardo perfila-se como opção a Danilo e, no Benfica, Pizzi é alternativa a Enzo

Acredito que serão as individualidades a fazer a diferença no clássico. E será um prazer para todos os apreciadores de futebol ver no mesmo estádio estrelas como Brahimi, Salvio, Tello, Gaitán, Jackson Martínez, Lima, Óliver, Enzo Pérez, Herrera ou Talisca, entre outros, elementos que podem resolver uma partida e dar outro tipo de brilho à partida. Dos pés destes artistas se fará a história deste jogo.

Se vencer o Moreirense em casa, o Sporting será um dos espectadores atentos dos desenvolvimentos do jogo no Dragão. Uma vitória azul e branca, ou um empate no clássico, aproximaria os leões do topo e, apesar de ser ainda muito difícil recuperarem, a diferença para os dois rivais, relançaria as esperanças de poderem sonhar com algo mais.

O CRAQUE

Extremo goleador

Formado nas escolas do Sporting, Marco Matias esteve emprestado a vários emblemas de divisões secundárias até se dar a conhecer no escalão principal. Subiu a pulso na carreira e destacou-se pela mão de Rui Vitória no V. Guimarães. Trata-se de um extremo forte, rápido, com boa técnica e que sabe finalizar. Agora ao serviço do Nacional, continua a mostrar a veia goleadora (7 golos em 16 jogos em todas as competições) e é uma das principais referências da equipa madeirense. Um bom jogador do nosso campeonato.

A JOGADA

Qualidade e competência

Não é todos os dias que uma equipa portuguesa vence um grupo na Liga dos Campeões sem derrotas. O FC Porto conquistou 14 pontos, uma marca superior à obtida juntamente pelos rivais Benfica e Sporting (12). A equipa de Lopetegui teve muito mérito e conseguiu uma prestação brilhante na Europa. A par disso, os azuis e brancos ganharam prestígio, dinheiro e ainda se mantiveram invictos no campeonato nacional nesta fase intensa de jogos, podendo rodar a equipa titular na última jornada europeia. Um objetivo cumprido com qualidade e competência.

A DÚVIDA

Onde fica a verdade desportiva?

Miguel Rosa e Deyverson, dois dos melhores jogadores do Belenenses, responsáveis por 11 dos 15 golos que a equipa marcou até ao momento na Liga, não jogaram contra o Benfica, clube que detém direitos económicos nos passes dos jogadores. Mas é bom referir que estes jogadores não estão emprestados pelo Benfica ao Belenenses. Têm contrato e estão registados na FPF exclusivamente como jogadores do Belenenses que é quem lhes paga o ordenado. Por que não alinharam na Luz? Este e outros casos semelhantes não estarão a colocar em causa a verdade desportiva?
António Oliveira no jornal record

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Os maus da fita

A COLUNA DA CRISTINA



São eles. Os árbitros. Os que de negro vestidos, ou quase sempre, trazem à luz as regras de um jogo que tem de se cumprir. Sempre apontados como culpados - para quem perde - acho-os desvalorizados.

Sinceramente. São homens de trabalho paralelo, que correm como os outros. Estão sozinhos num campo de confronto em que nem sempre são respeitados. Coitadas das mães que são tão chamadas ao jogo. Sempre nomeados como filhos da... Gostava de saber se algum deles já chorou numa dessas tardes ou noites mais difíceis. A propósito, pode um árbitro chorar? Já vimos jogadores, guarda-redes, treinadores, adeptos, todos num mar de lágrimas por vitórias ou derrotas.

Mas, por acaso, já viram algum árbitro chorar em campo? Ele, que entrou com um objetivo, que queria um bom jogo, que nunca pode deslizar. Ele, que tem de ver tudo o que se passa. Ele, que é como todos os outros: humano. E que no dia seguinte tem de regressar ao seu trabalho - seja advogado, engenheiro ou pedreiro. Que tem filhos, mulher e amigos. Que ganha menos do que todos os outros que estão no relvado. Não levanta os braços de emoção nem levanta a camisola quando um jogo lhe corre bem.

Coitadas das mães que são tão chamadas ao jogo

Como pode um árbitro festejar as suas vitórias? Onde chora quando um erro seu compromete um jogo? Talvez o faça, sim, como qualquer outro juiz. Talvez no momento em que abandona a sala. Longe das audiências. Cristina Ferreira no jornal record

sábado, 6 de dezembro de 2014

Um olhar desconfiado para os jogos de Benfica e FC Porto


O Sporting já cumpriu a sua parte, uma excelente vitória por 3-1 no Bessa. 

Hoje, é a vez de Benfica e FC Porto cumprirem a sua parte, algo que esta deusa em desconfia.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O choque do Lopetegui

CADERNO DE APONTAMENTOS


Agora sim, é caso para se dizer que, finalmente, o FC Porto funciona como equipa. Mérito de Julen Lopetegui, como é óbvio, que, depois de uma fase em que andou um pouco às aranhas, o que de certo modo se compreende atendendo à sua estreia numa nova realidade, parece ter encontrado um rumo, por onde tem vindo a desenvolver o seu trabalho profissional, que, até à data, tem dado bons frutos. Antes do mais, os dragões recuperaram valores essenciais da alta competição, como são os exemplos concretos de uma ordem, criteriosa, no terreno de jogo, a par de uma saudável tranquilidade na forma como elaboram o seu jogo, e ainda sem faltar atrevimento nas suas ações.

Para tal situação muito contribuiu o facto de Julen Lopetegui ter definido o seu onze, nos dias de hoje cada vez mais sólido e sem estar sujeito a grandes surpresas, afinal a rotatividade parece ter sido preterida nas suas preocupações, e o que é certo é que a equipa do FC Porto está, de facto, mais solidária e sobretudo voltou a ser aquilo que era, ou seja, uma equipa de hábitos. Por agora, há apenas duas posições com pequenas dúvidas ou, dizendo melhor, que não são assim tão indiscutíveis como as restantes; falamos, claro, de um dos lugares no eixo defensivo – embora Marcano ganhe terreno a Maicon – e do lado esquerdo do ataque em que Ricardo Quaresma perde vantagem para Tello. Duas gotas no oceano se atendermos ao que vinha sendo feito.

Mudança de atitude do treinador nas últimas semanas tem favorecido os interesses do clube

Esta mudança de atitude de Lopetegui tem favorecido os interesses do clube, que nas últimas semanas se apurou para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões – registo importante pelo lado desportivo mas sobretudo financeiro – e discute a liderança da Liga nacional, desta vez de uma forma mais firme. O tempo corre à feição do treinador basco, que nos próximos dois meses e meio ainda pode e deve ter uma gestão humana mais racional, atendendo ao facto de a principal prova da UEFA só voltar em fevereiro. Tempo, pois, indispensável para concentrar as energias no campeonato português, numa altura em que a liderança pode estar para breve. A não ser que Julen Lopetegui volte a fazer das suas, o que não seria de estranhar, embora se duvide.
Jorge Barbosa no jornal record

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Champions na RTP



Em destaque no facebook do amigo António Boronha:


Há uma coisa a azucrinar-me o espírito, há uma meia dúzia de dias...
Por que razão as concorrentes da RTP, SIC e TVI, têm andado numa fona a atormentar o sempre encabulado Poiares Maduro e o resto, por extensão, do Governo, convocando Entidades - pouco, mais ou menos, ou nada - Reguladoras e Conselhos de Estratégia, para a anulação da compra pela televisão pública dos direitos televisivos da 'Champions'?...



Se o negócio é ruinoso para a RTP qual a razão, então, de tamanha azia nos concorrentes?...
Já alguém das partes litigantes foi sério neste assunto e revelou, mesmo que aproximadamente, uma análise custo/benefício da operação?...



É que a habitual demagogia do 'custo para os contribuintes' já chateia.
Custo para o bolso e, sobretudo, para a paciência dos contribuintes é a porno-chanchada pretensamente musical entremeada de apelos a chamadas de valor acrescentado, com que os três canais nos bombardeiam nos domingos à tarde...


Vão-se catar e dêem-me a 'Champions' na televisão pública do meu país..., o dos quatro 'F's: Fátima, Fado, Futebol e, Foda-se!, agora também do Cante Alentejano.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Não me cheira que Ronaldo consiga...

...novamente ser o melhor do mundo. 
Pressinto que está tudo 'feito' para Neur 'levantar' a bola de ouro. Oxalá me engane!

 

Muita atenção à violência

ENTRADA EM CAMPO

Ontem em Coimbra a polícia fez uma carga na bancada devido ao comportamento dos ultras benfiquistas. Não foi o primeiro e não será o último problema originado pelas claques. Mas é preciso estar atento ao fenómeno. Esta época já houve vários episódios de violência, o mais mediático o do adepto esfaqueado em Guimarães. É cada vez mais perigoso ir ao futebol.

Posso falar do meu caso, esta época como espectador ainda não fui revistado. Quer isto dizer que o problema está em quem policia? Não. Mas também aí todas as cautelas são poucas. Há várias medidas importantes. No Benfica, por exemplo, legalizar as claques que continuam à margem da lei. Nos restantes campos, ser inflexível com quem prevarica. Quem se porta mal numa bancada não pode voltar a visitá-la. Deve ser obrigado a passar pela esquadra mais próxima à hora do jogo da sua equipa. Os ingleses, que tinham problemas muito mais graves de hooliganismo, conseguiram minorá-los significativamente. É preciso mão dura. Que a morte em Madrid nos abra os olhos. A instabilidade social motivada pelos cortes governamentais e a austeridade sem cérebro leva ao crescimento dos comportamentos extremistas. É aqui que os ultras de extrema-direita melhor navegam. Lembrem-se. Podia ter sido cá.

Quem se porta mal numa bancada não pode voltar a visitá-la. É preciso mão dura


Este foi um fim de semana particularmente negativo para a arbitragem. Mais um. Curiosamente, os três grandes foram beneficiados. Em Alvalade a pérola dos dois toques de William. Em Coimbra o golo de Luisão fora-de-jogo. No Dragão um chorrilho de asneiras de Olegário, que acaba por passar entre a chuva devido ao resultado desnivelado. Duas grandes penalidades e outros mimos com clara interferência no resultado. Não se ouviu dos três presidentes um pio. Pois é, quem não chora...
Bernardo Ribeiro no jornal record

sábado, 29 de novembro de 2014

Please Jorge Jesus...


...até ela ficou incrédula com Jorge Jesus. 

Nem sabia que estava fora das provas europeias?!... 
É inadmissível esta falha!...

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Jesus: o verdadeiro Animal Feroz continua à solta

Benfica fora das provas europeias e, pronto, eis mais uma saraivada de pedras a cair sobre Jesus, alguma lançadas por alguns companheiros de almoço.
O pessoal anda mesmo muito distraído.
O treinador do Benfica disse várias vezes, embora de forma subliminar, porque de outra não podia ser, que esta época se estava a borrifar para as provas europeias.
Jesus sabe melhor que ninguém que só tem plantel para vencer as competições caseiras e mesmo assim vai ter de explorar ao máximo as capacidades dos seus jogadores e a sua arte de organizar e motivar.
Só não percebeu quem não quis.
Mas lá está. O "envolvimento" mesmo de alguns comentadores com a causa é de tal ordem que lhes retira a lucidez.
JJ não nasceu ontem, até a dormir sonha com táticas, mas infelizmente ainda não teve oportunidade de sugerir um exercício de treino a Guardiola. Aliás, presumo que nem estará interessado. Se ainda fosse ao Cruyff...
Vejamos as coisas. O Benfica está nas 3 frentes do campeonato, tem 2 pontos de vantagem sobre o V. Guimarães, 3 sobre o FC Porto e 8, repito: 8, sobre o Sporting. O melhor jogador do campeonato dá pelo nome de Talisca e foi descoberto como por artes mágicas, preparando-se para render mais uns milhões ao Benfica.
A retoma do Benfica tem a assinatura de Jorge Jesus.
Os benfiquistas, esses, deviam pensar primeiro no que de bom lhes aconteceu desde que JJ chegou à Luz. Os de bancada e os de painel.
O Benfica de JJ continua forte cá na terra. Também por isso está a ser "atacado" pela concorrência. Mas imagino JJ no seu gabinete, com um sorriso maroto na cara, enquanto lê os jornais e vê a televisão.
Post de Eugénio Queirós, aqui

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O trambolhão de Jorge Jesus

ENTRADA EM CAMPO

Está novamente adiado o projeto europeu do Benfica e desta vez a queda foi com estrondo. O regresso à primeira linha internacional só seria concretizado com a afirmação do clube a um nível razoável na Liga dos Campeões – o que, com Jorge Jesus, nunca aconteceu.

As duas finais da Liga Europa, ainda para mais no contexto em que atualmente a prova se disputa, não chegaram para devolver a glória de outros tempos. Essas duas campanhas foram muito meritórias e culminaram, aliás, em duas finais injustamente perdidas. O problema é que não serviram para dar forma ao sonho maior de Luís Filipe Vieira, que foi capaz de criar condições para que o Benfica tivesse nos últimos anos plantéis de qualidade talvez irrepetível. É evidente que uma final da Champions era um voo demasiado alto, mas Jesus deveria ter feito muito melhor. Tinha obrigação disso, aliás.

O trambolhão de ontem acabou por nem constituir grande surpresa. O Benfica foi na Rússia aquilo que tem sido esta época: uma equipa previsível e a forçar um estilo para o qual lhe faltam as peças certas. Não é a qualidade que está em causa. É, sim, a insistência numa ideia estafada e nalguns caprichos que já não fazem sentido.

Na Europa é quase impossível seguir em frente a jogar a este nível

Em Portugal, com mais ou menos dificuldade, dá para ir ganhando, mas na Europa é quase impossível seguir em frente a jogar a este nível. Jesus sai precocemente da Champions na época em que mais técnicos portugueses lá estão: Mourinho, Villas-Boas, Leonardo Jardim, Paulo Sousa e Marco Silva. Um deles (Mourinho) já qualificado e todos os outros ainda com boas hipóteses de chegarem aos oitavos-de-final.

As coisas correram tão mal a Jesus, que desta vez nem sobrou a Liga Europa. Terá mais tempo para preparar o ataque ao bicampeonato que o Benfica falha há 30 anos.
Artigo de Nuno Farinha no jornal record