terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Desejo a todos vós um excelente 2014!


mais uma escuta a Pinto da Costa

estava eu 'entretido' no you tube, quando me 'deparei' com mais uma escuta a Pinto da Costa que me tinha 'escapado'. realmente,...isto era 'um espectáculo' do pior.
 
aqui fica:


com calor!...

«Deixava Fernando e Bruma de fora»

 
ACRESCENTA AMORIM E HUGO ALMEIDA À LISTA DOS CIBERNAUTAS
 
Nuno Gomes acredita que os Conquistadores não precisam de Bruma e Fernando no Brasil. Convidado por Record a comentar as opções dos portugueses na votação do Record Online, o antigo internacional começou por defender que o ex-Sporting não é necessário nas escolhas.

“Temos Ronaldo, Nani e Varela. O Bruma seria só mais um extremo”, comentou, antes de defender a inclusão de Nélson Oliveira e Hugo Almeida. “O Nélson tem feito um bom campeonato e marcou alguns golos. Já o Hugo é um jogador muito útil à Seleção. Pela fisionomia dos dois, podemos incluí-los porque se complementam”, explicou.

Presente nos Europeus de 2000, 2004 e 2008 e nos Mundiais de 2002 e 2006, Nuno Gomes também não teve dúvidas em colocar Ruben Amorim no lugar de Fernando. “É um dos jogadores mais inteligentes e também é polivalente. O Fernando tem muita qualidade e experiência, mas há a questão de ser naturalizado”, finalizou o antigo avançado.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

este jogador não pode continuar a cuspir ...

...a se confirmar esta notícia em baixo, alguém tem de o punir severamente.
 
este tipo de atitudes já vem sendo um hábito no futebol e não deve continuar,... ultimamente, foi Insúa, Enzo Perez (este, nem castigo levou, como é possível?!...) e Josué, outra vez, sim, leu bem, já não é a primeira vez que este menino toma este tipo atitudes.

Josué (foto ASF)
 
 
Cuspidela e palavrão acabam em confusão junto ao banco portista
   
     

Decorria a segunda parte do jogo quando se percebeu que os ânimos aqueceram junto do banco de suplentes dos portistas, com Josué particularmente alterado, valendo a ação de Fernando para impedir males maiores. Mas o que se terá passado, então, para explicar tamanho estado de nervos do internacional português?

Tudo terá começado quando os portistas não gostaram de ver um apanha bolas junto ao seu banco, tendo pedido ao jovem para abandonar o local. O rapaz não terá acatado o pedido e terá respondido de uma forma menos própria, razão pela qual Josué estava tão nervoso.

O internacional português, repetente neste tipo de ações, terá tentado a agressão física, valendo a ação de Fernando. Josué não bateu... mas terá alegadamente cuspido, atingindo o jovem na face.

e assim foi...

domingo, 29 de dezembro de 2013

Controlo de danos na Taça

 
NOTAS DO DIA
 
Dizer que a Taça da Liga nunca foi a competição favorita do FC Porto é um eufemismo. A desvalorização da prova pelos responsáveis azuis e brancos tornou-se de tal maneira habitual que, a partir de certa altura, até deixou de ser notícia. E, no entanto, agora é de Alvalade que chegam sinais de indiferença perante o clássico de amanhã, que vai quase certamente definir o futuro de leões e dragões na edição desta época da competição. A razão é simples e não tem a ver (como nunca teve, de resto) com a vontade que qualquer dos clubes tem em erguer o troféu lá mais para a primavera. Essa é, como foi sempre, muita. Tudo não passa de controlo de danos.

Aquestão é muito simples e passa-se na cabeça dos dois treinadores. De que lhes serve a Taça da Liga? Num grande, à partida, não vai servir-lhes de nada: o futuro, jogam-no sempre noutras disputas. Aliás, nem num clube de classe média um eventual sucesso nesta competição vale alguma coisa, como se viu pelo despedimento de José Peseiro depois de ter dado ao Sp. Braga o primeiro troféu nacional desde os anos 60. Portanto, será em defesa daqueles que são objetivos mais prementes que Leonardo Jardim e Paulo Fonseca abordarão o desafio de hoje.

Leonardo Jardim está entre duas frentes. Por um lado, sabe que para assumir a candidatura ao topo da Liga, a equipa tem de mostrar que é capaz de ganhar a um dos seus pares (e já falhou três vezes esta época ante Benfica e FC Porto). Por outro, não quer que um eventual desaire hoje venha condicionar a mente dos seus jogadores no ataque ao seu verdadeiro objetivo: ser, pelo menos, terceiro na Liga, de forma a jogar o playoff da Liga dos Campeões em 2014. É pelo onze que escolher hoje e não pelo que disser daqui para a frente em conferências de imprensa que se perceberá se Jardim acredita mesmo no título: se usar o onze de gala e for à procura da vitória, é porque está lá para isso;se optar por poupar alguns jogadores e nisso encontrar uma justificação interna para um eventual desaire, é porque quer acima de tudo chegar à Champions.

Paulo Fonseca, por outro lado, tem outras premissas em mente. Vítor Pereira mudou o paradigma portista em relação à Taça da Liga, atingindo uma meia-final e uma final em duas épocas e, depois do clamoroso falhanço na Liga dos Campeões, o ex-treinador do Paços de Ferreira não pode dar-se ao luxo de se ficar muito atrás. Mais do que pensar em ganhar este troféu, Fonseca pensa em manter-se em equilíbrio na corda bamba que pode levá-lo a ter alguma tranquilidade no início de 2014 – e para isso não pode perder hoje.
através do jornal record

sábado, 28 de dezembro de 2013

'Albertina Benquerença'

Lista de convocados do FC Porto para Alvalade

Convocados:

Guarda-redes: Fabiano e Bolat;

Defesas: Danilo,  Maicon, Otamendi, Mangala e Alex Sandro;

Médios: Fernando, Herrera, Defour, Lucho, Josué e Carlos Eduardo;

Avançados: Jackson Martinez, Ghilas, Varela, Licá e Kelvin.

Garay rendido a Jesus e Mourinho

Ezequiel Garay não tem dúvidas em admitir que encontra semelhanças «na forma de trabalhar» entre Jorge Jesus e José Mourinho.
«São parecidos na forma de trabalhar e viver o futebol», afirmou Garay, em entrevista à revista QuatroQuatroDois.
«No Real Madrid, com Pellegrini joguei quase sempre, depois com Mourinho joguei toda a pré-época mas tive a infelicidade de me lesionar. Estive quatro meses parado e depois foi complicado entrar numa equipa que estava rotinada e com a confiança do treinador. É um dos melhores treinadores do mundo e aprendi muito com ele», explicou El Negro.
Garay, que tem sido apontado a vários clubes na reabertura do mercado de transferências, destacou também que está «feliz» na Luz.
Garay ao serviço do Benfica ©Carlos Alberto Costa
daqui

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Os melhores de 2013

VISÃO DE JOGO

Ano de glórias memoráveis para uns e de terríveis pesadelos para outros no futebol português, é tempo de passar 2013 em revista.

Este ano fica indelevelmente marcado pelo minuto 92 do clássico entre FC Porto e Benfica no Dragão. Quando as águias já festejavam, um menino saltou do banco para virar uma Liga que estava com destino traçado e entregar o tricampeonato aos portistas. Kelvin imortalizou um momento de grande emoção que ficará na história. A sublime imagem dos festejos de Vítor Pereira, enquanto Jorge Jesus se ajoelhava no relvado, espelha bem os sentimentos contrastantes de alegria e frustração que se vivem no futebol.

Apesar das críticas, sobretudo pela eliminação na Liga dos Campeões frente ao Málaga, Vítor Pereira conquistou a Liga sem derrotas, algo que só André Villas-Boas tinha atingido no clube. Um feito ainda mais valorizado por ter superado uma das melhores equipas do Benfica nos últimos anos. Vítor Pereira foi símbolo de competência, perseverança e amor à camisola. Ainda no FC Porto, Jackson Martínez colocou fim às saudades de Falcão. Os dragões encontraram um avançado excecional, forte no jogo aéreo e capaz de marcar golos com os dois pés.

Seria injusto não referir o Benfica como um dos protagonistas deste ano. Com um futebol de ataque e beleza estética, a época anterior poderia ter figurado entre as melhores de sempre na história do clube. A equipa de Jorge Jesus esteve perto de vencer Liga, Taça de Portugal e Liga Europa, mas falhou na hora das decisões. A nível individual, a afirmação de Matic, médio de grande qualidade, capaz de pautar o jogo defensivo e ofensivo do Benfica, deu outra dimensão ao futebol da equipa.

Já o Sporting passou do inferno ao céu. Depois de obter a pior classificação de sempre (7.º), a equipa termina o ano no topo da tabela, a par de Benfica e FC Porto. Mérito da nova direção e do treinador Leonardo Jardim, que souberam planear a temporada com grande visão, face às debilidades financeiras do clube. A aposta em jovens valores já deu frutos e a descoberta de Fredy Montero está a ser uma agradável surpresa em época de estreia.

No Braga, António Salvador venceu o primeiro troféu com a conquista da Taça da Liga. Uma vitória que os bracarenses há muito procuravam, assim como José Peseiro, treinador que merecia mais crédito. O Paços de Ferreira de Paulo Fonseca também guardou um lugar na história. O agora treinador do FC Porto apurou a equipa para uma inédita participação na Liga dos Campeões com a ajuda de atletas como Josué, Diogo Figueiras, André Leão e Vítor.

Marco Silva, em época de estreia na Liga, teve o mérito de elevar o Estoril às competições europeias e a equipa deixou uma boa imagem na Liga Europa. Jefferson, Carlos Eduardo, Licá e Steven Vitória (hoje ao serviço dos três grandes) foram estrelas que deixaram o clube, mas a equipa soube reinventar-se. Em Guimarães, o Vitória teve um ano dourado. A aposta de Rui Vitória em jogadores da formação acabou por ser certeira, resultando na conquista da Taça de Portugal e apuramento para a Liga Europa. A venda de Baldé, Soudani, Tiago Rodrigues e Ricardo permitiu reduzir o passivo e, mesmo assim, a equipa continua nos lugares cimeiros.

O Rio Ave de Nuno Espírito Santo, a estreia do Arouca na 1.ª Liga e o regresso de um renovado Belenenses são outros destaques de um ano que fica marcado pela qualificação de Portugal para o Mundial’2014, com Cristiano Ronaldo no auge das suas capacidades. Que o próximo ano seja ainda melhor!

O CRAQUE

Avançado com escola

Os graves problemas financeiros do Olhanense encontraram solução num grupo de investidores, cujo projeto desportivo passou por montar um plantel com jogadores oriundos do mercado italiano. Sem experiência de futebol português, a equipa tem sentido dificuldades. Mas há bons valores e o italiano Federico Dionisi é um dos casos. É um avançado com a escola do seu país e um dos mais perigosos do ataque dos algarvios. Com grande mobilidade e garra, foge à marcação dos adversários, tendo boa técnica e facilidade de remate. Só lhe falta marcar mais golos.

A JOGADA

Com faro pelo golo

Em 2013, Cristiano Ronaldo apontou 59 golos pelo Real Madrid e 10 pela Seleção Nacional, perfazendo um total de 69 golos em 59 jogos disputados. Mas há mais portugueses a dar cartas por essa Europa fora na arte de fazer golos. Neste momento, Hugo Almeida (Besiktas), Orlando Sá (AEL Limassol) e Marco Paixão (Slask Wroclaw) lideram a lista de melhores marcados dos campeonatos de Turquia, Chipre e Polónia, respetivamente. Na Rússia, Danny (Zenit) já leva 10 golos e, por França, Nélson Oliveira (Rennes) já apontou sete tentos. Os portugueses estão com o pé quente.

A DÚVIDA

As férias de Natal

Com os jogos da Taça da Liga a aproximarem-se, e com um Sporting-FC Porto a servir de aperitivo, falta saber que impacto terão as miniférias de Natal que a maioria dos clubes concedeu aos seus jogadores. Com viagens intercontinentais pelo meio, declarações algo polémicas na hora de partida e poucos treinos antes dos jogos, como irão as equipas encarar o arranque da fase de grupos da prova? Será que as férias de Natal fazem sentido, ou a exemplo de Inglaterra, com o “Boxing Day”, esta altura devia ser aproveitada para se realizarem mais jogos?
através do jornal record

Sporting - FC Porto de outros tempos..

...respeitante à taça de Portugal 1991-1992



e este em baixo do ano em que o Sporting foi campeão 18 anos depois:

 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Michel Preud'Homme no seu melhor...

'está de chuva'...

A amargura de Vieira

 
PRIMEIRA BARREIRA
 
É uma questão aritmética acima de tudo. Se o Benfica for campeão nacional de futebol, é perfeitamente entendível que Jorge Jesus cumpra o seu contrato com o clube. O técnico encarnado tem mais um ano de vínculo ao emblema da Luz, mas a sua continuidade, mais do que nunca, está relacionada com os resultados que alcançar esta temporada. Falhada a possibilidade de prosseguir carreira na Liga dos Campeões, resta ao Benfica a oportunidade de brilhar na Liga Europa e, levando em linha de conta a presença na final da época passada, é justificável que os adeptos e a direção do clube queiram mais. Não chegar sequer à final seria demasiado penoso para a equipa liderada por Jorge Jesus.

Colocando agora de lado a presença na Europa, a luta pelo título nacional assume particular importância e o discurso de Luís Filipe Vieira na sua mensagem de Natal não deixa margem para dúvidas. O recado está lá e é bem fácil de perceber: “2013 acaba para todos nós com um sabor amargo que não deve ser esquecido, o final da época representa uma lição de futuro que não poderemos voltar a repetir”. Ao fim de uma década, o presidente do Benfica dá sinais claros que haverá sinais de mudança se Jorge Jesus não for campeão ou não conquistar a Taça de Portugal. “É tempo de olhar em frente e de renovar forças para novos desafios”, acrescentaria ainda LFV no seu discurso.

Por outras palavras, o presidente do Benfica não quer ficar colado a mais um insucesso de Jorge Jesus. Vieira deu a JJ todas as condições: o melhor plantel dos últimos 30 anos, a garantia que não saía qualquer jogador no início da temporada, e até prescindiu de António Carraça.

Jesus ainda está dentro da corrida, mas o capital de confiança junto da direção e dos adeptos não é o mesmo. Só os resultados o podem salvar e ele sabe perfeitamente que depende dos melhores jogadores. Talvez, deste feita, a simbiose dos egos das grandes vedetas possa traduzir-se na conjugação perfeita para o reavivar das grandes exibições antes do grande palco que é o Mundial de futebol no Brasil.

Vieira já disse o que quer. Cabe a Jorge Jesus ter a resposta no tempo certo, jornada a jornada. O apoio incondicional deixou de existir.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Um Santo e Feliz Natal a todos os que por aqui passam

Voluntário de coração cheio

ACEITOU DESAFIO E JUNTOU-SE A RECORD PARA FAZER UMA RONDA PELOS SEM-ABRIGO DE LISBOA
 
Primeiro a recusa. Um assunto demasiado delicado, que podia levar as pessoas a pensarem num aproveitamento de imagem. Depois, a vontade de viver, aos 28 anos, esta experiência, de ajudar, de esquecer por algumas horas o futebol. Foi assim que Ruben Amorim reagiu ao convite para, juntamente com os jornalistas de Record, e com o consentimento do Benfica, ser voluntário por uma noite na Comunidade Vida e Paz. Encheu o coração e foi esvaziando a alma ao ser confrontado com a realidade daqueles que não têm casa ou comida.

Primeira paragem, Sete Rios. Anatol, moldavo, há 13 anos em Lisboa, desconfia ao ver a câmara do Daniel Comédias e a máquina fotográfica do Paulo Calado. Uma palavra aqui, outra ali, sorrisos e descontração. Acaba a tentar a sorte. “Dá-me 200 euros, tenho 22 filhos”, disse, causando risos a todos. “Tem juízo”, advertiu Ana Grosso, de 54 anos, voluntária há três. Uma parte da equipa que, naquela noite, se completou com Rui Silva e António Silva, o coordenador. “Nem todos os sem-abrigo são assim”, de trato fácil, admitiu Ana Grosso.

Desaparecidos

Uns não querem comida e dizem-no rudemente, zangados com a vida. Outros simplesmente não querem aparecer. “A minha família nem sabe que aqui estou”, diz-nos um sem-abrigo, enquanto tenta lavar as mãos com fruta. Outros há que baixam o olhar e educadamente pedem apenas leite. Têm casa, mas estão sem comida.

Sempre pronto a ajudar, participativo, Amorim mostra uma invulgar capacidade de encaixe quando um casal lhe diz que não quer a comida, mas que deixe o saco (de papel) para “mortalhas”. Lidou de frente com os problemas, sentiu apertos no coração, mas aguentou firme. A noite acabou tarde. Ou não. Porque quatro horas talvez tenham sido poucas para estender as mãos a quem tanto precisa. “Foi gratificante”. Ruben voltou a encher o coração. Não de golos, boas exibições ou títulos. Foi de esperança. “Vou explicar-lhe como foi a noite, o que senti. Mas é difícil transmitir tudo o que vivemos”, desabafou, antecipando o que iria contar à mulher, Maria João, quando chegasse a casa.

ver também vídeo aqui

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Bruno de Carvalho: um índio em terra de cowboys




Não sei qual é o espanto em relação às últimas palavras de Bruno de Carvalho.
Então ainda não perceberam que o presidente do Sporting é o que na gíria do futebol se pode classificar como um índio?
Bruno de Carvalho consegue ser presidente sem precisar de deixar de ser o adepto mais crente do núcleo mais fanático da Juve Leo. BdC é isto: está no futebol para ser o que é. Que o futebol não entenda que alguém possa mudar só porque tem uma posição alta na hierarquia, o problema não é de BdC mas dos outros.
O futebol português sempre teve francos atiradores.
Pinto da Costa, com a sua ironia do costume, é o rei dos pistoleiros deste faroeste. Luís Filipe Vieira tentou mas já todos percebemos que o melhor mesmo é continuar a ler os discursos do Gabriel.
Obviamente, BdC disse muitos disparates a seguir ao jogo com o Nacional da Madeira. O Sporting tem as suas razões: foi-lhe subtraído um golo que permitiria aos leões um Natal como há muito não se vivia.
BdC disse mas todos sabemos que não tem vergonha de estar no futebol português. Se tivesse, não estava cá e não dizia o que disse.
O que está a acontecer é que BdC está a incomodar alguns poderes instalados. Ou seja, não se comove com cheques nem com palmadinhas nas costas. Acho que nunca o iremos ver a partilhar tribunas presidenciais e aos salamaleques com os donos da bola.
Os sportinguistas sabem que têm um presidente com garra. Um homem que ousa, que arrisca, que passa as marcas, que provoca.
Gosto muito mas adorava vê-lo a falar com o cérebro de Manuel Machado. Ia ser o fim da picada.


daqui

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Leonardo Jardim: «Os jogadores têm a autoestima em alta»

Leonardo Jardim: «Os jogadores têm a autoestima em alta»
Leonardo Jardim está satisfeito com o momento atravessado pelo Sporting, que se reflete na confiança dos jogadores. A liderança alimenta o ego dos atletas, mas não só: «Sinto que os jogadores têm a autoestima em alta. Não só pelo seu valor, mas também pelo que têm realizado nestes seis meses. Digo-lhes que é importante essa autoestima estar em alta e perceber por que o está. Costumo dizer que por trás dessa autoestima tem de haver um processo consolidado. E o que é o processo? É eles conseguirem trabalhar no limite, conseguirem ser mais competentes, conseguirem, de uma forma humilde, respeitar todos os adversários, colocarem intensidade no jogo, serem um grupo. Isto tudo suporta o que é neste momento a nossa classificação e também a qualidade de jogo apresentada.»

Se o Sporting não sofrer golos no sábado, Rui Patrício bate um recorde pessoal: estar cinco jogos consecutivos sem sofrer golos. Leonardo Jardim fica feliz com os registos alcançados pelos seus jogadores, mas lembra que a equipa está sempre em primeiro lugar: «Todos os recordes e objetivos individuais têm de estar inseridos numa dinâmica coletiva. Passamos o pressuposto de que o mais importante é a equipa e trabalhamos em prol do Sporting. Este primeiro lugar e esta qualidade que temos apresentado são alicerçados em objetivos individuais. Também temos sido uma equipa finalizadora. O nosso primeiro objetivo é o coletivo.»

O mercado de inverno já mexe, mas Leonardo Jardim mostra-se tranquilo e aponta que está satisfeito com as opções que tem: «Estamos a 15 dias da abertura do mercado, acredito que a nossa intenção é manter toda a estrutura, toda a equipa, mas pode existir algum negócio. O futebol é imprevisível. Há cláusulas para bater. Pode acontecer. Algum jogador pode sair por outra necessidade de correção em termos de plantel. Estamos extremamente satisfeitos com o que temos. Acreditamos no valor do plantel, apesar de ser curto. Ao longo destas 13 jornadas, acho que os jogadores têm mostrado que o Sporting não vive unicamente de onze jogadores. Por acaso, hoje até vi na imprensa que o Sporting fez metade dos seus golos depois da primeira substituição. Isto demonstra que os suplentes têm um compromisso muito grande com a equipa, que os jogadores que jogam menos estão inseridos no objetivo coletivo e que o Sporting está preparado para fazer o seu melhor. É gratificante para o treinador saber que tem 20 jogadores totalmente disponíveis.»

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

e a surpresa aconteceu...

depois do Bayern de Munique se ter apurado para a final do mundial de clubes, era com toda a naturalidade e tranquilidade que os alemães aguardavam pelo Atlético de Mineiro de Ronaldinho Gaucho - mas não 'aconteceu'!,...apurou-se o Raja de Casablanca.
os marroquinos, que actuam 'em casa' nesta competição, derrotaram os favoritos brasileiros do Atlético de Mineiro, a quem nem o golo de Ronaldinho serviu.

Jesus ganha nas finanças a muitos grandes do Mundo...

...mas em contrapartida, relativamente a títulos,...está 'quieto'?!...
 
'Deus' (aos sócios 'encarnados') os 'acuda' se este Benfica não ganha pelo menos o campeonato esta época.
 
aqui fica em baixo a notícia
 
TÉCNICO DO BENFICA TEM VENCIMENTO MAIS ELEVADO DO QUE VÁRIOS NOMES SONANTES DO FUTEBOL MUNDIAL
 
O salário de Jorge Jesus tem sido foco de muita polémica, não apenas pelos elevados números do vencimento anual do treinador do Benfica, mas principalmente quando se faz a comparação com o número de títulos conquistados. Jesus, 11.º no ranking dos mais bem pagos da empresa brasileira Pluri Consultoria, ganha mais do que outros técnicos com palmarés mais rico.

Pep Guardiola lidera, destacado, a lista dos 30 mais bem pagos do Mundo. O treinador do Bayern Munique aufere 17 milhões de euros brutos por época, deixando José Mourinho, segundo classificado, muito atrás. O Chelsea paga ao português pouco mais de 10 milhões por temporada. O pódio completa-se com Marcelo Lipi, treinador do Guangzhou da China, também com 10 milhões de euros.

A partir daqui, os salários anuais vão descendo até encontrarmos, na 11.ª posição, Jorge Jesus, com quatro milhões anuais. Os valores do treinador português estão apenas a 165 mil euros do décimo classificado, Manuel Pellegrini. O chileno, que lidera o Manchester City, nunca ganhou qualquer liga europeia e persegue ainda o primeiro título em provas da UEFA.

Mas é abaixo de Jorge Jesus que encontramos as maiores surpresas, quando comparadas com o técnico do Benfica. Se Brendan Rodgers (12.º), do Liverpool, e Roy Hodgson (13.º), seleccionador inglês, nunca conseguiram títulos importantes, já Roberto Mancini (15.º) é dono de um recheado palmarés, que inclui três campeonatos italianos e um inglês. O técnico italiano, atualmente no Galatasaray, aufere menos meio milhão de euros do que Jorge Jesus.

A mesma diferença para o técnico encarnado apresenta Rafa Benítez. O treinador do Nápoles tem no seu currículo duas ligas espanholas, uma Liga dos Campeões, uma Supertaça Europeia e duas Ligas Europa, uma delas conquistada frente ao treinador das águias, na época passada.

 
 
Mourinho é o segundo mais bem pago do Mundo, atrás de Guardiola [foto: Reuters]
Os números de Jesus ganham ainda mais impacto quando comparados com os de técnicos de clubes com um poderio financeiro substancialmente superior ao do Benfica. É o caso de Zenit, Mónaco e Paris Saint-Germain.

Os russos são orientados por Luciano Spalleti (17.º). O italiano que já conseguiu dois campeonatos naquele país ganha 3,3 milhões brutos por temporada. Logo abaixo, Claudio Ranieri e Laurent Blanc auferem ambos 3 milhões de euros, um número que parece irrisório para Mónaco e PSG. O mesmo valor é pago pela campeã italiana Juventus a Antonio Conte, que já conquistou dois campeonatos naquele país.

Em 23.º surge Luiz Felipe Scolari. O selecionador brasileiro, que ganha pouco mais de 2,7 milhões de euros brutos por época, já foi campeão do Mundo em 2002, venceu uma Taça das Confederações, duas Taças Libertadores e um campeonato brasileiro, além de outros troféus de menor expressão.

Três lugares abaixo surge o argentino Diego Simeone, com 2,5 milhões. O treinador do Atlético Madrid conquistou alguns títulos, como uma Liga Europa e uma Supertaça Europeia, e procura atualmente destronar o Barcelona da liderança da liga espanhola.

Com o mesmo salário, Joachim Löw ocupa o 26.º lugar da lista e, embora não tenha conquistado títulos importantes, o selecionador da Alemanha é sempre um sério candidato aos campeonatos do Mundo e da Europa, onde em 2008 só foi derrotado na final com a Espanha.

É precisamente o selecionador castelhano que ocupa a 30.ª e última posição do ranking. Vicente del Bosque ganha pouco mais de 2,3 milhões de euros brutos por ano. Ainda assim, o técnico de 62 anos regista na sua notável sala de troféus um campeonato do Mundo e outro da Europa, duas ligas espanholas e duas Ligas dos Campeões, entre outros títulos.

Voltando a Jorge Jesus, o treinador ganhou uma Taça Intertoto pelo Sp. Braga e chegou à Luz em 2009/2010, época em que foi campeão nacional e viu o salário ser aumentado para os atuais valores. A somar ao título, o Benfica conquistou três edições da Taça da Liga e foi finalista vencido da Liga Europa, na época passada.

RANKING PELO SALÁRIO ANUAL (valores em milhões de euros):



Posição
Técnico
Idade
Equipa
Salário
Principais títulos
1
Pep Guardiola
42
Bayern Munique
17
2 Ligas dos
Campeões;
3 Supertaças Europeias;
2 Mundiais de
Clubes;
3 ligas espanholas
2
José Mourinho
50
Chelsea
10,03
2 Ligas dos Campeões;
1 Liga Europa;
2 ligas italianas; 2 ligas inglesas;
1 liga espanhola;
2 ligas portuguesas
3
Marcelo Lippi
65
Guangzhou
10
1 Mundial;
1 Liga dos Campeões;
1 Supertaça Europeia;
5 ligas italianas;
11
Jorge Jesus
59
Benfica
4
1 liga portuguesa; 3 Taça da Liga; 1 Taça Intertoto 
12
Brendan Rodgers
40
Liverpool
3,89
-
13
Roy Hodgson
66
Inglaterra
3,54
-
15
Roberto Mancini
49
Galatasaray
3,5
3 ligas italianas;
1 liga inglesa
16
Rafa Benítez
53
Nápoles
3,5
1 Liga dos Campeões;
2 Ligas Europa; 1 Supertaça Europeia;
2 ligas espanholas
17
Luciano Spalleti
54
Zenit
3,3
2 ligas russas
18
Claudio Ranieri
62
Mónaco
3
1 Supertaça Europeia
19
Laurent Blanc
48
PSG
3
1 liga francesa
20
Antonio Conte
44
Juventus
3
2 ligas italianas
23
Luiz Felipe Scolari
65
Brasil
2,75
1 Mundial;
1 Taça das
Confederações; 2 Taças Libertadores;
1 liga brasileira
26
Diego Simeone
43
Atlético Madrid
2,5
1 Liga Europa;
1 Supertaça Europeia
27
Joachim Löw
53
Alemanha
2,5
-
30
Del Bosque
62
Espanha
2,3
1 Mundial;
1 Europeu
2 Ligas dos Campeões;
2 Ligas Espanholas
 
 
 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Bobby não quer que Fonseca arrume os tarecos



Com a bênção de Rui Cerqueira, também conhecido por "A Voz", Paulo Fonseca confirmou esta semana no centro de treinos de Olival/Crestuma que continua nas boas graças do Bobby. É sabida a influência que os chamados melhores amigos do homem têm junto do presidente portista, que até surge ao lado de um deles na contracapa do seu mais recente livro.
O proeminente macho que se rebola no empedrado do parque de estacionamento não deixa margem para dúvidas: Paulo Fonseca está de pedra e cal no FC Porto e Vilas Boas se quiser manter alguma atividade terá de ver o que se passa com o treinador do Marechal Gomes da Costa enquanto vê também crescer a sua conta bancária.
Mas atenção: o treinador do FC Porto ainda não passou a sua prova de fogo. Com André por perto, terá de dar à perna e estar atento aos convidados de Pinto da Costa no próximo dia 28, sobretudo aos que podem surgir fora de horas.
 
 
 
 

El Fantasma del 50 ya está en Brasil

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A melhor equipa

NOTAS DO DIA
 
Ao derrotar o Belenenses, que empatara com FC Porto e Benfica, o Sporting passou a ter, desde a noite de ontem, nada menos que 5 pontos de vantagem sobre os rivais. O avanço é obviamente provisório, mas também gerador de enorme pressão sobre os mais diretos adversários, obrigados a vencer hoje os respetivos compromissos, por sinal em reduto alheio, para não permitirem que os leões embalem ainda mais.

A liderança do Sporting começa, jornada a jornada, a deixar de constituir qualquer surpresa. Em termos teóricos, a turma de Alvalade não tem o plantel com mais opções nem dispõe dos jogadores com maior valor de mercado. FCPorto e Benfica levam-lhe vantagem neste particular.Só que, pelo menos no futebol, o todo está longe de constituir a mera soma das partes. Como equipa, o Sporting tem sido claramente superior à concorrência, fruto do trabalho a todos os títulos notável de Leonardo Jardim e da confirmação de talentos que tardavam a afirmar-se. Por exemplo, hoje em dia, Cédric é bem capaz de ser o melhor lateral-direito português, enquanto William Carvalho, Adrien e André Martins passaram a demonstrar valor suficiente para figurarem como indiscutíveis no lote de 23 jogadores que PauloBento levará à fase final do Mundial do Brasil.

Ao contrário do Sporting, tanto FC Porto como Benfica só a espaços funcionaram como um conjunto. Desde o início da temporada que Paulo Fonseca e Jorge Jesus encontraram dificuldades, pelos mais diversos motivos, para criar um matriz de jogo. No comando de plantéis ricos mas desequilibrados, não resistiram, por outro lado, à tentação de colocar jogadores em posições erradas, acabando por lhes atribuir tarefas que não estão habilitados a desempenhar. Josué e Markovic, utilizados nas alas, são exemplos eloquentes.

Por funcionar como uma verdadeira equipa, por tudo ser mais linear, por ter um treinador humilde mas ao mesmo tempo competente, por se deparar com um calendário menos sobrecarregado do que os adversários, ainda a disputarem a Liga Europa e a Taça de Portugal, o Sporting assume-se cada vez mais como o principal favorito à conquista da Liga.

Muitos problemas precisam agora de resolver a breve prazo FC Porto e Benfica para reverterem uma vantagem que já lhes pertenceu. O estatuto não conquista títulos nem ergue troféus, mas funciona como uma importante injeção de moral e de confiança para os momentos de maior dificuldade. FC Porto e Benfica já perderam o estatuto de favoritos para o rival de Alvalade...
através do jornal record

sábado, 14 de dezembro de 2013

«Pinto da Costa mentia a falar e agora mente a escrever»

 
"Mentira" e "manipulação" são palavras usadas por Octávio Machado na entrevista ao "Correio da Manhã" publicada este sábado, na qual se defende das acusações de Pinto da Costa no livro recentemente publicado pelo dirigente portista, "31 anos de presidência, 31 decisões".

O antigo treinador dos dragões explica que, em 2001/2002, quando foi chamado para suceder a Fernando Santos sabia que a tarefa não seria "fácil". "O FC Porto vinha de duas épocas sem ganhar o campeonato, uma das quais em que foi eliminado na pré-eliminatória da Champions pelo Anderlecht. Não era uma tarefa fácil, mas aceitei. O senhor Pinto da Costa fez o que sempre fez quando teve as 'calças a arder', que foi tomar o caminho de Palmela", começa por afirmar, explicando igualmente que "nunca" vetou a entrada de Mário Jardel.

E concretiza, quando confrontado com a afirmação de Pinto da Costa que escreve que o antigo treinador terá preterido o brasileiro porque ia jogar em 4x4x2 com Domingos e Clayton.

"O Domingos nunca fez parte do plantel. Foi excluído pelo senhor Pinto da Costa na nossa primeira reunião e, aliás, nessa época foi o treinador da equipa B. O senhor Pinto da Costa mentia a falar, agora mente a escrever. Há uma foto minha com o Domingos no livro, durante um jogo. É manipulação. Domingos não fez parte desse plantel e a partir daí toda a conversa do Jardel está explicada". 
 
Octávio (mais uma vez) tem razão - a última época de Domingos como atleta foi em 2000/2001 com Fernando Santos ao 'leme' dos dragões. Octávio foi treinador do FC Porto em 2001/2002.
mais uma vez, Pinto da Costa mentiu.
 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

«Pinto da Costa tanto vai a Fátima como vai à bruxa»

Octávio Machado não gostou do que leu no novo livro de Pinto da Costa, e passou literalmente ao ataque acusando o dirigente portista de ter tentado acabar com a carreira de Vítor Baía.

«Pinto da Costa tanto vai a Fátima como vai à bruxa»
O antigo jogador e treinador do FC Porto, Octávio Machado, reagiu de forma corrosiva às passagens no recente livro de Pinto da Costa intitulado "31 anos de presidência, 31 decisões", onde o dirigente portista fala do ex-técnico em dois capítulos.
Em declarações ao jornal Record, Octávio Machado comentou a alegada recusa de contratar Jardel para o FC Porto, em 2001/2002, as insinuações de superstição na escolha dos hotéis da equipa portista, e teceu duras críticas a Pinto da Costa.
«Nenhuma declaração de Pinto da Costa porá em causa a honra que tive em servir o FC Porto e a disponibilidade que demonstrei durante todo o tempo. Ele sabe que sempre fui rigoroso e, por isso, é que me veio buscar por três vezes a Palmela quando estava em desgraça. O que Pinto da Costa tem de explicar aos sócios do FC Porto é porque quis arrumar com o Vítor Baía para contratar o Robert Enke, por exemplo...E, já agora, que diga quem falou com Scolari para que Baía não jogasse mais na Seleção Nacional e para que o guarda-redes escolhido fosse o Nuno Espírito Santo», começou por dizer Octávio Machado.
«Ele foi-me desleal, como o foi para Ivic, para o Artur Jorge...Olhe, ele até devia ter vergonha de falar como fala do Artur Jorge. Porquê? Porque dizia que o Artur Jorge nem sabia fazer convocatórias», acrescentou o técnico.
«Sobre Jardel, por exemplo, se eu não o queria, porque é que o Caldeira iniciou uma viagem à Turquia e depois voltou para trás? O Jardel não veio para o FC Porto porque não era representando pelo Jorge Mendes. Ponto. O resto é tudo tanga», atirou o treinador.
Já sobre as suas alegadas superstições nas escolhas dos hotéis da equipa portista, Octávio Machado faz uma curiosa afirmação: «Pinto da Costa é que pagava os serviços de Delane Vieira. Ele tanto vai a Fátima como vai à bruxa».
daqui
 
confesso que estou 'ansioso pela chegada' deste novo livro de Jorge Nuno, oferecido por um amigo de longa data.
já estou 'louco' para 'dar umas boas gargalhadas'...
 

Uma questão de dinâmica

 
VISÃO DE JOGO
 
O êxito de um sistema tático depende, essencialmente, da qualidade dos jogadores que um treinador tem à sua disposição e do modo como os atletas conseguem interpretar as ideias do técnico. Não há fórmulas mágicas. Em Portugal, já vimos equipas vencer campeonatos jogando em 4x3x3 (Vítor Pereira), em 4x4x2 (Jesus) ou até em 3x3x4 (Co Adriaanse). E lá fora, o Barça de Tito Vilanova ganhou o campeonato espanhol sem alinhar com um ponta-de-lança fixo e a Juventus de Antonio Conte conquistou o scudetto com uma tática que incluía três centrais. A dinâmica que se imprime ao jogo é que faz toda a diferença.

Aquilo que na teoria parece certo, nem sempre se consegue cumprir com a mesma eficácia quando é colocado à prova. Se os jogadores não se sentirem confortáveis nas funções que lhe são confiadas, se não conseguirem potenciar as suas capacidades e ficarem amarrados a um posicionamento estático, o coletivo acaba por se desarticular, dando espaço aos erros e à desorganização. Os frouxos arranques de temporada de FC Porto e Benfica, embora tenham origem em problemas diferentes, acabam por padecer de um mesmo sintoma: a falta de dinâmica dos jogadores dentro de campo. Em termos gerais, ambas as equipas parecem sofrer de uma letargia que as tornou menos mortíferas no ataque e mais permeáveis na defesa.

Comparando com o ano anterior, à 12.ª jornada, as equipas encontram-se igualmente empatadas, mas com menos 5 pontos e a liderança perdida. O Benfica tem menos 10 golos apontados e mais 2 sofridos, e o FC Porto também marca menos (8) e cede mais (2). Como mostram os números, estão a faltar golos a águias e dragões, cada vez mais dependentes dos seus matadores, Cardozo e Jackson, para concretizar oportunidades de golo. E a falta de produção ofensiva acaba por surgir devido a uma espiral de problemas que afetam toda a equipa. Face à inércia atacante e falta de profundidade para criar lances de perigo, os jogadores têm tendência para tentar resolver em lances individuais, desposicionando a equipa, algo que a contagia na hora de defender, falhando nas compensações e abrindo a porta a desconcentrações fatais.

Face à maturidade e experiência dos jogadores de FC Porto e Benfica, a frequência destas falhas defensivas era impensável. Os dois golos que os dragões sofreram em Madrid, fruto de desatenções infantis, dificilmente teriam acontecido noutras alturas. Assim como os golos que o Benfica consentiu em casa frente ao Arouca.

Anível europeu, onde o índice de exigência é muito maior, estas fragilidades acentuaram-se e foram ainda mais visíveis. Podemos admitir que faltou sorte, sobretudo às águias, que fizeram 10 pontos e não conseguiram passar aos oitavos-de-final, mas a falta de estrelinha não explica tudo. Há erros que se tornam decisivos quando se trata de alta competição. A eliminação da Liga dos Campeões das duas melhores equipas portuguesas, assim como das três equipas lusas que estavam na Liga Europa, acabou por ser natural e deve fazer-nos refletir sobre o patamar de qualidade em que se encontram atualmente os clubes portugueses.

Com as peças no seu devido lugar, não tenho dúvidas que Benfica e FC Porto ainda nos vão proporcionar momentos de grande futebol durante esta época. Mas está a chegar a altura de reagir e melhorar. Há que motivar e mobilizar os jogadores de que podem, e devem, render mais. E essa dinâmica também se trabalha fora das quatro linhas.

O CRAQUE
Português no calcio

Há um jovem talento português que começa a despontar no campeonato italiano. Bruno Fernandes foi notícia esta semana pelo grande golo que apontou na Udinese, que esta época pagou 2,5 milhões de euros aos também italianos do Novara para obter o seu concurso. Típico número 10, organizador de jogo e habilidoso, que sabe jogar nas alas, Bruno saiu muito cedo do Boavista sem que nenhum dos grandes portugueses lhe metesse a mão. Agora está debaixo de olho de equipas como Juventus e Inter Milão e até já o apelidam de “novo Rui Costa”. Para seguir com muita atenção.

A JOGADA
A boa entrada de Couceiro

O regresso de José Couceiro ao Vitória de Setúbal está a ser bastante positivo. Há dois meses no cargo, o treinador já leva nove partidas sem perder em nenhuma competição e tirou a equipa de um desconfortável 14.º lugar, estando agora bem mais distante das posições de descida, no nono posto da Liga. O bom trabalho do técnico merece ser realçado, já que o impacto na equipa foi imediato. Mas parte dos louros também devem chegar a José Mota, que, apesar de não ter tido resultados, montou um plantel de imenso potencial com poucos recursos.

A DÚVIDA
Walter seria uma solução?

Considerado um dos melhores jogadores no último Brasileirão, o avançado Walter foi uma das estrelas do Goiás e ajudou a sua equipa a quase se qualificar para a Taça dos Libertadores. Acusado de estar fora de forma e com peso acima do ideal, a verdade é que marcou 18 golos na última época. Mesmo no FC Porto, onde foi pouco utilizado, apontou 16 golos em 33 jogos. No passado recente, a par de Ernesto Farías, terá sido o avançado suplente do FC Porto com maior produtividade. Tendo ainda contrato com os dragões e olhando para o atual plantel portista, será que o brasileiro não tinha lugar no grupo?
através do jornal record

MLS (soccer) vale a pena ver este vídeo

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Paulo Fonseca entra no quadro das más memórias na Champions

Paulo Fonseca (foto ASF)
 
    
    
Paulo Fonseca tinha um encontro marcado com a história caso levasse o FC Porto aos oitavos de final da Liga dos Campeões, pois seria o primeiro treinador a apurar uma equipa para essa fase não tendo somado qualquer vitória em casa nos três jogos da fase de grupos.

Falhado esse rendez-vous, o treinador dos dragões garantiu entrada no quadro das más memórias do FC Porto, aquele que contempla os técnicos que tendo participado na fase de grupos não lograram apurar a equipa para a fase seguinte da prova.

É, pois, o quarto treinador no historial dos azuis e brancos a falhar essa missão desde 1999/00, época em que a Liga dos Campeões passou a contemplar oito grupos e dezasseis equipas apuradas, inscrevendo o seu nome ao lado do de José Mourinho, Co Adriaanse e o seu antecessor no comando técnico dos dragões, Vítor Pereira.
 
daqui        
 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A vitória mais amarga da época

O Benfica está fora da Liga dos Campeões, mas não foi o PSG a atirar as águias para fora da Champions e a terminar com o sonho de jogar a final da competição na Luz. Foi o Olympiacos, em Atenas, depois de bater o Anderlecht.
 
As águias acabam a fase de grupos com dez pontos, os mesmos dos gregos, mas com desvantagem no confronto direto. A partir de fevereiro do próximo ano, os encarnados jogarão na Liga Europa. A vitória sobre o PSG acabou por ser a mais amarga da temporada, mas inteiramente justa. E que até pecou por escassa.
 
Perante um campeão francês sem Ibrahimovic e outras estrelas, mas com Menez, Cavani, Lucas e Lavezzi (entre outros) no elenco, o Benfica apresentou-se em bom nível e a pressionar bastante à frente. Após dez minutos de domínio, só o guarda-redes Sirigu impedia a vantagem encarnada.
O golo até surgiu na outra baliza, apontado por Cavani, após uma má abordagem de Artur e a defesa das águias. Mas o Benfica soube reagir à desvantagem, embora beneficiando de um disparate de Traoré, que cabeceou em cheio em Sílvio. Resultado? Golo de Lima, numa altura em que o Anderlecht empatava em Atenas e deixava tudo em aberto.
 
A segunda parte viu um Benfica na mesma toada e a dar a volta ao marcador com toda a naturalidade, contra um PSG que não pareceu nada incomodado por estar a perder. A partir daqui, só um golo belga podia dar uma alegria aos adeptos encarnados, numa altura em que Jorge Jesus já tinha perdido Markovic por lesão.
 
Com uma sucessão de grandes penalidades falhadas em Atenas, a surpresa esteve longe de acontecer. E o Benfica está fora da Liga dos Campeões.
daqui

domingo, 8 de dezembro de 2013

e o leão já é líder...

ah pois é?! uma equipa em reconstrução que tem aproveitado e de que maneira os erros do FC Porto, sim, porque os erros do Benfica já todos nós estamos habituados. hoje, vitória dos leões por 2-0 em Barcelos. pelo andar da carruagem, oxalá o SLB não volte aos habituais terceiros lugares como no tempo em que Paulo Bento era o técnico do Sporting.
 
depois do que vi na sexta-feira, ou muito me engano, ou estes jogadores do Benfica já estão 'fartinhos' de não existir rotinas. não pode haver!...
à 12ª jornada o Benfica já jogou em quatro sistemas tácticos diferentes - ninguém aguenta.
Parabéns a este Sporting!,...tiro-lhes o chapéu!...

sábado, 7 de dezembro de 2013

"Sistema" resiste à decapitação

 
PRESSÃO ALTA
 
Que o espírito democrático é pequeno na corporação do futebol português já o sabíamos há muito tempo, mas este movimento do G-14 para destituir Mário Figueiredo da presidência da Liga é a mais recente prova que o futebol em Portugal resiste à mudança e está, há muito, agarrado a estereótipos geradores de injustiças e imparidades, que prejudicam o futebol. O anterior modelo está esgotado mas sobrevive. O poder de Joaquim Oliveira, enquanto guardião e gestor dos direitos televisivos, já não é o que era, está ameaçado (só o Benfica conseguiria infligir os danos que estão à vista no “barco de guerra” da Olivedesportos, o grande bombardeiro que foi vencendo batalhas através do “oxigénio envenenado” distribuído pelos clubes, tornando-os dependentes, solícitos e mansos) e o que está em causa é aceitar um sistema de concorrência mais aberto, com vantagens no campo da verdade desportiva. Joaquim Oliveira não aceitou como verosímil a dimensão do risco assumido pelo Benfica e resiste como pode, tentando agora, a cavalo da ZON e da PT, e com o beneplácito possível da banca, aguentar a estocada final. Já nada é como dantes e os seus eternos aliados mobilizam-se para salvar o que resta do “tesouro perdido”.

Houve um sismo de grandes dimensões no futebol português, cujos danos ainda estão por apurar. Não se registaram vítimas mortais, mas alguns dos feridos acusam sequelas para sempre e desconhece-se o prazo pelo qual vai ser possível determinar se vão conseguir resistir aos ferimentos.

Sem o “porta-aviões” Benfica, esta mudança de rumo não teria sido possível, mas é bom de ver que a UEFA não vai deixar o Benfica comprar os direitos de equipas que joguem no seu escalão competitivo. Se não houvesse essa regulação externa, e devido à baixa ética que existe em Portugal neste tipo de negócios e relações, acredito que teríamos aqui matéria para muita discussão. Sem essa possibilidade, é crível que o próprio Benfica, a prazo, se possa questionar sobre a rendibilidade do negócio do seu canal televisivo. É o único argumento válido para quem defende a solução da centralização dos direitos televisivos. A “Liga TV”, ou uma entidade semelhante, só será viável, contudo, se o Benfica se colocar numa solução inclusiva.

Épor isso que, sem embargo de reconhecer que o objectivo da centralização é muito difícil de alcançar a curto prazo, podemos estar a viver uma fase de transição entre a solução que começa, agora, a ser combatida – protagonizada pela PPTV/Sport TV – e a que pode proporcionar uma distribuição mais equitativa dessas receitas.

Muita água, entretanto, vai passar por debaixo das pontes, sendo legítima a conclusão de que o controlo conjunto da ZON e da PT sobre a Sport TV pode diminuir a concorrência entre operadores, acabando por esvaziar a Vodafone e a Cabovisão.

APT seria, em tese, a empresa com melhores condições para se constituir como alternativa à Sport TV. Acontece, porém, que debaixo de uma cláusula de confidencialidade, a PT parece estar impedida de concorrer com a Sport TV. Temos, assim, que potenciais concorrentes decidiram convergir: Sport TV, ZON e PT, e esta é matéria perante a qual a Autoridade da Concorrência vai ter de se pronunciar, sendo que a alteração dos “players” vem suscitando impasses e adiamentos sobre a decisão crucial.

Sem querer valorar, nem positiva nem negativamente, os factos de que resultaram a inversão do sistema a favor do Norte, através de uma estratégia bem urdida por aquele que, hoje, deve ser reconhecido não apenas como um visionário – Pinto da Costa – mas sobretudo como alguém que soube interpretar muito bem as debilidades da intelligentsia do país (poder político, muitos sectores da comunicação social, etc.) e um certo – como dizer? – provincianismo cosmopolita dos dois clubes de Lisboa, são certamente escassas as dúvidas de que esse sistema foi impulsionado pelo self made man, Joaquim Oliveira, que teve a perspicácia de construir um grande negócio através dos direitos televisivos (PPTV), ao mesmo tempo que escolhia o aliado-mor e sinalizava o terreno através de uma posição relevante no domínio da imprensa (jornais) e do audiovisual (rádio e televisão), que conhece agora um novo...contra-ciclo.

Esta tentativa de derrubar Mário Figueiredo acontece numa altura em que Joaquim Oliveira tem entre 20 a 25 milhões de euros para depositar nas contas dos clubes no curtíssimo prazo (na maior parte dos casos, até final do ano). O tal “oxigénio envenenado” continua a fazer muita falta, porque vai dando vida enquanto mata, lentamente.

Quem sustentou o “sistema” até hoje quer um verbo-de-encher na Liga e que esta se anule perante os poderes instituídos.

Justa causa? Só se for para manter a mentira em que o futebol português vive mergulhado. A escassa concorrência não estimula a verdade desportiva.

JARDIM DAS ESTRELAS
Exemplo Mandela

O exemplo Mandela, pela sua mensagem e pelas acções, é talvez o maior de todos os exemplos que, novos e velhos, devemos seguir nesta comunidade multirracial que é o Mundo. O Desporto tem um lado muito bom, de aproximação dos povos, que Mandela soube estimular. Mas o lado bom só pode vencer e prevalecer combatendo o lado mau. O lado mau é a corrupção, o ganhar a qualquer preço, a intolerância, a violência, o racismo, o agiotismo e a discriminação, seja ele qual for. Mandela o que nos disse é que as sociedades podem ser melhores e o Desporto pode ajudar-nos a alcançar esse objectivo.

É uma responsabilidade de todos. A FIFA não tem estado à altura do desafio que Mandela preconizou. Fazer o bem (não) está ao alcance de todos.

O CACTO
Sorteio?

O sorteio do Mundial’2014 realizado ontem fica marcado por uma interpretação abusiva da FIFA relativamente à distribuição das equipas pelos 4 potes e que beneficiou claramente a selecção francesa. São estes critérios convenientes que exibem os poderes atrás da cortina. Se o ranking da FIFA serve para a colocação das equipas nos respectivos potes, então a que tinha a pior classificação entre as europeias tinha de ir obrigatoriamente para o pote 2. Blatter está em má forma e deixa-se ultrapassar. Platini deve estar feliz: assim, ainda se arrisca a ser campeão do Mundo.
através do jornal record

«FC Porto perdeu a liderança, mas não perdeu qualidade»

 
O treinador do SC Braga recusa abordar a ideia se esta será a melhor altura para defrontar o FC Porto, referindo mesmo que não compreende como se está a empolar os resultados dos atuais bicampeões nacionais.

«Nunca é mau jogar com o FC Porto nem com os restantes grandes do futebol português. Aliás, é sempre bom defrontar as melhores equipas. Mas, em relação ao momento do FC Porto, em que toda a gente fala de forma negativa, utilizando a palavra crise, não apresentará maior ou menor dificuldade em relação aos outros, até porque, um ou dois resultados negativos, não são suficientes para conferir um cenário de crise. Não percebo porque estão a empolar essa situação, não é a ideia que tenho», afirmou Jesualdo Ferreira, que salientou de imediato:

«O FC Porto é o campeão em título, perdeu a liderança na última jornada, mas não perdeu qualidade.»

O treinador do SC Braga, contudo, não deixou de referir que a sua equipa está agora melhor do que há um mês, mas ainda a passos largos daquilo que poderá render. Ficou, porém, a receita para o jogo do Dragão:

«As armas do SC Braga para este jogo são as que todos viram: ambição, atitude e organização. Sabemos que estes são jogos especiais para os jogadores e falar com a equipa é sempre fácil nestes momentos.»

Ao contrário das últimas quatro jornadas, Jesualdo Ferreira não vai poder repetir o onze, pois Ruben Micael apresenta queixas físicas. Fernando também será baixa no FC Porto, devido a castigo, pelo que ficou a comparação:

«O Ruben é um jogador importante no SC Braga e o Fernando é decisivo nos equilíbrios táticos que confere ao FC Porto...»
daqui

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

FC Porto e Benfica querem Sporting campeão

claro que o título deste post é uma piada!..., mas é o que parece quando temos o prazer (?) de assistir esta época aos 'belos espectáculos' proporcionados pelos dois clubes que tem lutado pelo título em Portugal nos últimos anos.
 
é que agora, nem os três pontos conseguem e o Sporting agradece.
 
hoje, o Arouca veio à Luz e ganhou o 'pontinho' desejado com o Benfica dos 'velhos' tempos,... sem Matic, o catedrático do futebol voltou a exibir no miolo do terreno apenas 2 jogadores - Fejsa e Enzo Perez - num 4-4-2 desequilibrado na zona intermediária.
 
a teimosia tem destas coisas e os jogadores do Benfica vão-se abaixo psicologicamente com tanta invenção do seu técnico - perdem a determinação, a motivação e as rotinas tardam em aparecer.
 
estou a pensar sinceramente se vale a pena ir à Luz na próxima terça-feira assistir ao Benfica - PSG para a champions league (será a minha primeira vez este ano num jogo da champions, caso tenha esquecido jogo de hoje).

que venha o mundial!...

...alguns estão preocupado em termos 'ficado' no grupo da Alemanha!,... Estado Unidos e Gana.
claro que tudo pode acontecer, vão estar presentes neste mundial as melhores selecções do mundo e nestas provas quase sempre há surpresas.
 
o que me irrita nestes nossos 'comentadores e paineleiros' dos programas do costume, é afirmarem à boca cheia que temos que lutar pelo segundo lugar.
 
cambada de imbecis é o que são - até parece que já se esqueceram que temos um dos melhores jogadores do mundo - Cristiano Ronaldo, que tempos dois dos melhores centrais do mundo - Pepe e Bruno Alves, que temos um excelente defesa lateral esquerdo - Coentrão, que temos um dos melhores médios interiores da europa - João Moutinho, temos um dos melhores alas da europa - Nani!...
 
não temos alternativas a estes jogadores?
sim,  há verdade nisto, mas sempre que foram chamados a ajudar, não desiludiram.
 
enfim...que venha o mundial!
 
o que é uma boa prestação para a nossa selecção?!...
 
na minha opinião, chegar aos quartos de final e, depois tudo que vier por acréscimo será bem vindo...
 
revejam este vídeo e deixem-se de ser pessimistas.
 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Leão lutará pelo título? Sim

 
NOTAS DO DIA
 
Leonardo Jardim pode não ter no Sporting tantas e tão boas soluções como Jorge Jesus no Benfica. Mas tem os mesmos pontos. Leonardo Jardim pode não ter tantas e tão boas soluções como Paulo Fonseca no FC Porto. Mas tem mais dois pontos. As diferenças entre as equipas, no entanto, ficaram bem patentes nos confrontos diretos. O Sporting perdeu no Dragão e empatou em casa frente ao Benfica mais “lesionado” do ano (Salvio, Enzo e Gaitán, lembram-se?). A partir destes factos existem bons argumentos para defender, nesta altura, que o Sporting pode lutar pelo título.

Os campeonatos não se decidem nos jogos entre candidatos, mas também. Veja-se o que aconteceu nos últimos anos. Há quem defenda que o Benfica perdeu o título de 2013 por empatar em casa com o Estoril, na jornada 28. Mas objetivamente só largou o 1.º lugar depois de perder no Dragão, na ronda seguinte. Esse título não se decidiu no confronto direto? Também se decidiu, sim. Lembremos agora como decorreu a troca de líderes em 2012: o Sp. Braga de Leonardo Jardim entrou na frente para a disputa das últimas seis jornadas, mas nesse ciclo iria defrontar Benfica, FC Porto e Sporting. Sofreu três derrotas e terminou a prova na 3.ª posição. No mesmo período, o Benfica seguia um ponto atrás do FC Porto, perdeu em Alvalade e ficou a quatro. Mais confrontos diretos a fazerem a diferença.

Depois do trauma de 2011/12, Leonardo Jardim é hoje um treinador em paz com o calendário. Porque o sorteio foi “amigo”. Não só dispensou os leões destes duelos nas últimas jornadas, como colocou FC Porto e Benfica a jogar entre si no derradeiro desafio do ano! A correr por fora, em todos os sentidos, o Sporting já se bateu com FC Porto e Benfica, e se é certo que saiu a perder (1 ponto em 6), também é verdade que ficou muito por cima no que respeita ao “outro” campeonato, aquele que se jogou frente a equipas com menores aspirações. Nesse, o Sporting perdeu 2 pontos (Rio Ave), contra 5 do Benfica (Marítimo e Belenenses) e 9 do FC Porto (Estoril, Belenenses, Nacional e Académica). Os leões recuperaram todo o prejuízo.

Em anos “normais”, os 12 pontos que são jogados entre os grandes decidem muita coisa. Mas este não está a ser um ano normal. Para bem do Sporting. Porque o FC Porto já perdeu em menos de meia prova quase tantos pontos como em toda a época passada (12). E porque o Benfica já desbaratou mais de metade dos pontos (7) que não conquistou há um ano (13). E na jornada 15 alguém perderá mais pontos. Quando se encontrarem na Luz.
através do jornal record

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

talking to me?!...

As leis do xerife Maurício

 
DE PÉ PARA PÉ
 
1 - A complexidade dos processos que orientam os elementos defensivos de referência no futebol europeu costuma atrasar a imposição de quem atravessa o Atlântico. Deste lado, o jogo é mais dinâmico e exige mais versatilidade; requer mecanismos precisos de articulação coletiva e obriga a reeducar qualidades que se davam como adquiridas. Nos anos 80, Portugal acolheu alguns dos melhores centrais brasileiros de sempre e todos demoraram a mostrar-se na plenitude, confrontados com novas e delicadas exigências. Todos menos Aldair, jogador com limitações de vária ordem, opaco e inestético, mas que chegou, viu, venceu e ao fim de um ano transferiu-se para a AS Roma, clube que representaria durante 13 épocas, grande parte das quais como figura de primeira grandeza do calcio.


2 - Em causa estão diferentes modos de entender o futebol. Maurício, que tem excelente compleição física e um jogo de cabeça fortíssimo, soube ultrapassar em poucas semanas obstáculos que outros levaram meses e até anos a conseguir. Habituado a jogar em espera e com deslocamentos curtos, evoluiu no acerto de diagonais profundas e na forma como enfrenta os adversários mais à frente. Se antes definia o momento de entrada aos lances na sua conclusão, hoje está familiarizado com ações mais amplas e variadas; se passou a maior parte da carreira dependente da eficácia nos duelos individuais, agora viu-se obrigado a assimilar a ideia de sistematização sectorial e a sentir as vantagens de ordem e simetria para que todos os elementos do sector se movimentem e ajam como se fossem um só.


3 - Em 1974, Marinho Peres foi contratado pelo Barcelona na qualidade de central e capitão da seleção do Brasil. No final do primeiro treino de conjunto em Camp Nou, o lendário Rinus Michels leu-lhe a sentença: “Muito bem Marinho. Só há um problema: vai ter de fazer isso tudo 25 metros à frente”. Trata-se de um bom exemplo para sublinhar o desfasamento entre o jogo sul-americano e o europeu – diferenças que, de um modo geral, se mantêm quatro décadas volvidas. Maurício comete cada vez menos erros conceptuais, porque está a aperfeiçoar o domínio das distâncias entre sectores e jogadores, a aplicar as regras de compensação e a calibrar a defesa do espaço. De resto, lances como o do Dragão, onde cometeu penálti infantil sobre Alex Sandro por ter perdido o sentido de orientação, não se repetiram.


4 - Maurício não tem recursos técnicos à altura dos grandes centrais, muito menos pertence à dinastia que a história acolhe como referências eternas; mas tem revelado qualidades que lhe permitiram adaptar-se melhor e mais depressa a uma realidade diferente daquela onde nasceu, cresceu e se fez jogador. Afinal, os fundamentos para a sentença definitiva como central sem passado nem futuro, oriundo do escalão secundário do Brasil, sustentavam apenas o preconceito à volta de quem viveu dificuldades transitórias comuns a estrelas mundiais nas mesmas circunstâncias. Maurício foi rápido a assimilar radical mudança de ritmo, intensidade e intervenção no jogo. De tal forma que, estando ainda a conhecer os cantos à casa, já dita leis como xerife da defesa sportinguista.


Há vida para lá de Oscar Cardozo
Quando o povo reclama a presença de um jogador, há mensagens subliminares adjacentes


Essas manifestações servem de apoio a um elemento da comunidade, constituem pressão sobre o treinador e são prova de desconfiança sobre quem desempenha a tarefa do ausente. O apelo ruidoso ao regresso de Cardozo, como se fosse o salvador da pátria, teve a enquadrá-lo a indelicadeza na apreciação à eficácia de Lima. Na primeira temporada juntos (2012/13), o paraguaio só marcou mais um golo do que o brasileiro (31-30), prova de que talvez não se justificasse tanto barulho. Em Vila do Conde, Lima (e Rodrigo) insistiu que há vida para lá de Tacuara. Por vezes não parece. Mas há.


Os erros fatais de meia equipa
As falhas individuais, defensivas e ofensivas, estão a tornar-se muito pesadas para o FC Porto


Em Coimbra, Fernando aumentou os pecados fatais que já custaram pontos na Liga e privilégios na Champions. Depois dos deslizes de Helton, Danilo (falha no golo do Áustria Viena e desperdício de penálti com a Académica), Mangala, Otamendi e Alex Sandro, foi a vez de o polvo ficar mal na fotografia no golo da Briosa. Quando o desvario atinge, à vez, mais de meia equipa, num clube conhecido pela fiabilidade dos seus componentes, é humana a tendência de concentrar (mal) a responsabilidade num homem só. Paulo Fonseca pode ter culpas mas não tantas quantas lhe são atribuídas.


Fabuloso Bayern de Pep Guardiola
A questão não é de agora: será Guardiola capaz de conquistar tantos títulos como Heynckes?


Ponto da situação nos primeiros dias de dezembro de 2013: a bola circula cada vez mais depressa e com maior segurança pelos jogadores do Bayern Munique; os seus componentes acentuam sinais de confiança e felicidade, o que atrai a máxima expressão do talento; a equipa joga cada vez melhor, marca cada vez mais e sofre cada vez menos. Já era a melhor da Europa antes da chegada de Pep, mas a diferença para as demais está a acentuar-se desde o início da época. O Bayern só não consolidará um novo ciclo hegemónico no futebol europeu se a sorte lhe virar costas. E mesmo assim...
através do jornal record