sábado, 30 de novembro de 2013

Paulo Fonseca reinventa meio-campo

Josué (foto ASF)
 
Que dragão vai jogar em Coimbra? Certamente um dragão ferido no seu orgulho, mas também alvo de pequenos retoques. Sobretudo, de processamento de jogo e com intervenção cirúrgica no seu dessintonizado circuito de ligação geral: o meio-campo.

Complexo triângulo que Paulo Fonseca teima em apostar e agora pretenderá de alguma maneira inovar com introdução de novo vértice para magnetizar o seu jogo - Josué!

Não é engano. Nem Herrera estará agora de regresso à equipa nem Defour deverá manter a titularidade. O técnico portista tem vindo a adotar esta gestão de rotatividade entre os dois médios, mas terá chegado à conclusão de que o jogo idealizado e defendido por si se perde naquele autêntico Triângulo das Bermudas. Verdadeiro fenómeno para o qual ainda não foi encontrada solução.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Casuals: Hooligans à portuguesa

Arrancaram para o Norte, em carros particulares, na véspera do FC Porto-Sporting. O programa incluía jantar e noitada de copos como aquecimento para a exibição do dia seguinte: o 'assalto' ao Estádio do Dragão.
A eles se juntaram, já no Porto, outros elementos residentes naquela zona do país e alguns que saíram de Lisboa no próprio dia do clássico. Ao todo, uma centena de adeptos do grupo Sporting Casuals, unidos pelo objectivo de fazer sentir uma presença destemida no 'coração' da Invicta - desde a Alameda das Antas até ao estádio.
 
“Foi um marcar de posição, especialmente contra a máfia do Porto, que tem vindo a dominar o futebol português, nem sempre pela qualidade do seu futebol”, diz ao SOL um adepto leonino, presente no local com um amigo casual que acabou por se juntar aos outros quando estalou a confusão.
 
Vestidos com cores escuras, sem adereços clubísticos visíveis, os casuals percorreram dois quilómetros sem qualquer controlo policial, entoando cânticos numa atitude desafiadora. À medida que se aproximavam do estádio, aceleraram o passo e instalaram o pânico entre os adeptos que se encontravam nos arredores do recinto.
 
“A intenção era chegar ao território inimigo sem serem detectados, ser-lhes reconhecida a coragem de ali terem ido e confrontarem o adversário. E pouco importa se dão ou se levam”, confirma ao SOL fonte policial, sobre os desacatos do clássico de 27 de Outubro.
 
Enquanto os spotters da PSP estavam concentrados nas claques e o Corpo de Intervenção aguardava pela chegada dos autocarros das equipas, os casuals irrompiam pela Alameda das Antas deixando um rasto de destruição nas habituais barracas de venda de t-shirts e cachecóis.
Estava aceso o rastilho de uma rixa que rebentou duas horas antes do jogo. Sem Polícia por perto, os Super Dragões entraram em cena, agredindo a soco e pontapé muitos dos 'invasores', que depois furaram o perímetro de segurança para se refugiarem e acabaram também por forçar a entrada no estádio, ainda fechado àquela hora (17h45).
 
“As coisas foram um pouco mal planeadas. Eles quiseram ir por ali adentro, mas algo correu mal. Separaram-se e acabaram por ser apanhados pelos Super Dragões”, relata o mesmo adepto leonino, que assistiu a tudo e viu o amigo casual ser levado pela Polícia para ser identificado.
 
Não se sabe ao certo se o confronto físico com os Super Dragões fazia parte dos planos. Dentro dos Sporting Casuals correm duas versões: há quem acuse os adeptos portistas de terem precipitado o caos ao lançarem pedras e garrafas de um viaduto e há os que admitem ter enfurecido a claque 'azul e branca' depois de vandalizarem o quiosque do líder dos Super Dragões, Fernando Madureira.
 
Certo é que um grupo de adeptos conseguiu romper as barreiras de segurança no exterior de um estádio de futebol, sem que a Polícia o impedisse. Os primeiros agentes do Corpo de Intervenção só apareceriam no local minutos depois, para dispersar os últimos desordeiros.
 
Foi a primeira vez que um conjunto de adeptos desta natureza chegou tão longe. Ao que o SOL apurou, durante a preparação do clássico, a PSP tomou conhecimento de alguma movimentação de um pequeno grupo, mas a situação terá sido desvalorizada, o que contribuiu para o efeito surpresa e para a anarquia nas imediações do estádio. E um grupo que se pensava residual afinal apareceu em força. No final, a Polícia identificou 99 adeptos, cerca de 80 pertencentes aos Sporting Casuals. Não envergavam símbolos do clube, mas alguns escondiam cachecóis debaixo dos casacos e tinham bilhete para assistir ao jogo.
Ligações às claques
A verdade é que este grupo está há muito referenciado pela Unidade Metropolitana de Informações Desportivas da PSP. Em 2011, já tinha tentado chegar ao Estádio da Luz sem escolta policial. E mais recentemente, em Março deste ano, fez nova tentativa, também no trajecto de Alvalade para o reduto do Benfica. Só que em ambos os casos a Polícia conseguiu interceptá-los antes de entrarem em território adversário.
 
“Alguns são sobejamente conhecidos por terem pertencido ou ainda pertencerem à Juve Leo e são vistos na bancada em todos os jogos, seja em Alvalade ou fora. E por isso é que os conhecemos, já que normalmente não andam identificados com as cores do clube. Mas há outros que desconhecemos e que podem ser de outras claques”, diz fonte policial, acrescentando que parte dos adeptos que aderiram ao movimento casual identificam-se com a extrema-direita - alguns estiveram ligados ao grupo 1143, de apoio ao Sporting, onde Mário Machado iniciou o contacto com o movimento skinhead neonazi.
 
Apesar disso, a Polícia não estabelece uma correlação estreita com a extrema-direita, já que muitos dos casuais não têm motivação ideológica. A maioria destes adeptos não são violentos no dia-a-dia: “São pessoas integradas na sociedade, não têm antecedentes criminais além dos ligados ao desporto, e têm empregos estáveis, alguns até cargos de relevo - desde empresários a oficiais das Forças Armadas”.
 
Todos do sexo masculino, têm entre 20 e 40 anos e a maioria pertence à classe média. Sobretudo os de pendor nacionalista, vestem roupas de marca, mas não há regras de indumentária definidas.
O SOL sabe que pelo menos três outros grupos de casuais estão identificados pela Polícia: um ligado ao Benfica, outro ao FC Porto e outro ao Belenenses. Muitos destes adeptos estão referenciados por terem participado em acções de violência associada ao desporto, especialmente rixas, ofensas à integridade física, danos e posse ou utilização de engenhos pirotécnicos (os chamados petardos).
 
Acções planeadas
 
Segundo uma investigação de Salomé Marivoet, socióloga e professora na Universidade Lusófona, os adeptos casuals, de um modo geral, demarcam-se de outros grupos radicais por apostarem “na premeditação estratégica”, com recurso às redes sociais “para marcação das suas acções de confrontação”.
 
No mesmo trabalho, intitulado 'Subculturas de adeptos de futebol e hostilidades violentas - O caso português no contexto europeu', Salomé Marivoet sublinha que esta forma de agir diferencia os casuals dos grupos ultras, nos quais se enquadram claques como os Super Dragões. Estes “tendem a entrar na confrontação num espírito de grupo, quando afrontados”, não havendo tanta tendência para acções planeadas: “Será sobretudo o momento que cria a oportunidade de luta, e regra geral não a deixam perder, já que se sentem impelidos a vingar a honra das cores que defendem”.
 
Foi o que aconteceu no Dragão. A investida planeada pelos Sporting Casuals gerou uma resposta imediata dos Super Dragões. Nas imagens televisivas é possível ver adeptos portistas a aproveitarem o desnorte da coluna de negro para retaliarem com agressões. E também é possível ver Fernando Madureira a despir a camisola a um casual leonino, o que é considerado entre adeptos rivais como um troféu.
 
Mas se a acção premeditada e as roupas escuras - muitas com capuzes incluídos - colocam os casuals do Sporting em linha com o fenómeno lá fora, a socióloga também detecta diferenças. A começar pela 'ousadia' de se mostrarem num local vigiado por polícias, quando a norma seguida no estrangeiro é combinar rixas em sítios mais discretos, longe dos olhares das autoridades.
 
Para Salomé Marivoet, a 'invasão' do estádio portista é uma acção mais próxima da cultura ultra, “caracterizada pelo estilo de guerrilha urbana, ataque em grupo e retirada num ambiente de afronta”, diz ao SOL, salientando ainda os “actos de vandalismo” como uma acção mais típica dos ultras.
 
Chuva de pedras e garrafas
 
Esta mistura de influências resulta de um grupo heterogéneo, sem liderança e que terá sido criado há pouco mais de dois anos. Ao contrário das claques organizadas, os Sporting Casuals não têm um staff dedicado a preparar os jogos durante toda a semana. Funcionam como um grupo de amigos, aberto a quem queira participar, e por isso conta não só com elementos da Juve Leo mas também da claque Torcida Verde. Costumam sentar-se na parte superior do topo sul do Estádio de Alvalade e o número de seguidores tem vindo a crescer devido ao bom momento que o clube atravessa.
 
O SOL tentou contactar quatro casuals do Sporting, mas a única resposta chegou via Facebook, com uma remissão para um texto publicado no blogue do advogado João Nuno Rodrigues. Inscrito na Ordem dos Advogados desde 2006, este assumido adepto leonino, presente no clássico do Dragão, confirma ao SOL que viu os apoiantes do FC Porto “atirarem pedras e garrafas aos do Sporting na chegada ao viaduto da Alameda”, como descreve no texto. E acrescenta que a situação se repetiu no final do jogo.
 
No blogue, João Nuno Rodrigues dá como um facto que os adeptos do Sporting “eram portadores de bilhete” e denuncia a “cumplicidade entre conhecidos adeptos do FC Porto e agentes da autoridade”, uma realidade que classifica de “clara e visível” e que o leva a concluir que os adeptos 'azuis e brancos' foram “tratados como indivíduos acima da lei e a quem tudo é permitido”. Para o advogado, que faz uma análise jurídica dos acontecimentos, “um grupo de adeptos a dirigirem-se para o estádio não é crime, o que é crime é o arremesso de pedras e garrafas na sua direcção”.
 
As autoridades têm consciência de que a violência no Estádio do Dragão pode repetir-se. Nas redes sociais as ameaças entre adeptos são constantes. “É provável que outros casuals queiram tomar posição. Mas se sentirem uma constante pressão da nossa parte, estarão mais contidos”, diz outra fonte policial.
 
A prevenção é agora a prioridade. Muito do trabalho dos spotters e dos agentes de investigação criminal da PSP passa por monitorizar ao milímetro fóruns e sites na internet, identificar os que ainda são desconhecidos e manter sob vigilância os adeptos já referenciados.
Nos jogos, o dispositivo policial também será reforçado, à semelhança do que aconteceu no dérbi lisboeta do último sábado. Graças à rápida intervenção de uma equipa de agentes, evitou-se o confronto entre casuais do Benfica e os adeptos do Sporting que seguiam sob escolta policial para o Estádio da Luz.
 
Para as autoridades, quanto menos se falar no assunto melhor. Temendo um efeito mimético e já a pensar no duelo de alto risco entre Benfica e FC Porto, no início de Janeiro, a Polícia tem recusado prestar mais declarações oficiais. Também o Sporting-FC Porto de Março promete dar muito trabalho às forças de segurança: segundo o SOL apurou, os casuals leoninos não põem de parte uma vingança, ao mesmo tempo que esperam uma retaliação por parte dos Super Dragões.

E assim foi...

Num jogo que teve sempre pouca qualidade mas boa dose de emoção em alguns momentos, o Benfica experimentou diferentes sensações em Bruxelas, mas acabou por conseguir sair por cima, com uma vitória histórica (primeira vez que uma equipa portuguesa vence em casa do Anderlecht) e que permite manter vivo o sonho de qualificação para os oitavos de final da Champions, muito por culpa de Rodrigo, que desfez o empate no minuto 90, instantes depois de ter entrado em campo.

Apesar de ser claramente melhor do que o Anderlecht, o Benfica sentiu dificuldades em impor o seu jogo, e mais uma vez denotou dificuldades nos lances de bola parada, sobretudo cantos. Foi precisamente numa dessas situações que os belgas se adiantaram, mas o Benfica, mesmo sem uma reação muito forte, acabaria por chegar ao empate ainda na primeira parte, também numa bola parada, no caso um livre.

No segundo tempo as águias colocaram-se rapidamente em vantagem, mas não souberam aproveitar os espaços que o adversário começou a conceder na retaguarda a partir daí, acabando mesmo por adormecer um pouco à sombra da vantagem, o que resultaria no golo do empate quando faltavam apenas 13 minutos para jogar. E quando tudo apontava para o empate, apareceu o herói da noite, Rodrigo – pouco antes o Anderlecht teve um golo bem anulado.

Apesar de um ou outro calafrio nos instantes finais, o resultado já não sofreu alterações, e o Benfica (recebe o PSG) tem agora de fazer melhor do que Olympiakos (recebe o Anderlecht) na última jornada do Grupo C. Os gregos refira-se, foram derrotados em Paris (1-2) também fruto de um golo ao minuto 90, por Cavani.
                
crónica daqui

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Bruxelas decide futuro da águia na Europa

Jorge Jesus volta ao banco em Bruxelas (foto ASF)
 
Cidade que representa um Continente e um projeto social, político e económico, Bruxelas deverá ser hoje também a cidade da decisões no futebol. Mediante a conjugação dos resultados entre Anderlecht e Benfica e o que se passará não muito longe daqui, no Parque dos Príncipes, com PSG e Olympiakos, o Grupo C pode ficar já definido.

Aos encarnados basta um empate para garantir a passagem à Liga Europa, mas a ambição de chegar aos oitavos de final da Champions mantém-se de pé. Pelo que foi possível perceber nos rostos da comitiva, a ambição de vencer é a mesma, ainda que sabendo o plantel e a equipa técnica que será mais um jogo para pôr à prova a artilharia de reserva: Cardozo ficou em Lisboa para se curar de uma lombalgia e, sem ele, o golo é espécie rara.

Não podendo caçar com Cardozo, Jesus deverá atacar com Lima. E no apoio, uma dúvida: Rodrigo ou Djuricic. O hispano-brasileiro, que não marca há mais de três meses, é a hipótese mais viável, embora a possibilidade de o técnico apostar na continuidade do sérvio no onze (foi titular frente ao SC Braga) seja igualmente sólida, mais que não seja pelo fator psicológico: o camisola 10 marcou o único golo dele esta época justamente diante do Anderlecht, na vitória por 2-0, na Luz.

Paulo Fonseca também é teimoso...

o FC Porto 'versão' Paulo Fonseca continua a desiludir e, não há maneira do 'homem' perceber que a alteração no triângulo do meio campo só poderia resultar com alas rápidos - o que não é o caso deste FC Porto 2013/2014.
 
aliás, o espaço entre os primeiros 2 médios e Lucho é quase sempre 'enorme' quando o FC Porto recupera a posse de bola no seu meio campo. depois do empate com o Nacional, ontem, mais do mesmo com o Aústria. os adversários agradecem!...
 
(...) será que a 'teimosia' de Paulo Fonseca tem a ver com a 'crista'?!...
 
 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

"É imperativo que o FC Porto vença o Áustria"

O treinador Paulo Fonseca considerou hoje imperativo e obrigatório o FC Porto vencer na terça-feira o Áustria de Viena, no Dragão, para discutir em Madrid o apuramento para a fase seguinte da Liga dos Campeões de futebol.
 
 
"Temos a obrigação de ter aqui uma postura que nos leve a vencer o jogo", apontou Paulo Fonseca, recordando que o FC Porto, como em todos os jogos e independentemente do adversário, irá adotar uma estratégia ofensiva.
O treinador dos "dragões" minimizou ainda o facto de o Atlético de Madrid, líder invicto do grupo e já apurado para a fase seguinte, prescindir de nove habituais convocados para o jogo de terça-feira com os russos do Zenit São Petersburgo, segundo do Grupo G, com mais um ponto do que o FC Porto.
"Não vale a pena pensar no Atlético de Madrid. Temos é que pensar no nosso jogo e em focarmo-nos para levar de vencida o Áustria de Viena", sustentou Paulo Fonseca, que destacou o valor de todo o plantel dos espanhóis e na sua disposição de querer vencer o Zenit.
O FC Porto recebe o Áustria de Viena após ter empatado a 1-1 com o Nacional da Madeira, no Dragão, e de pelo segundo jogo consecutivo ter perdido pontos para os mais diretos opositores na I Liga, Sporting (segundo) e Benfica (terceiro), agora a um ponto.
Apesar de mais um deslize, o treinador recordou que o FC Porto continua a liderar a Liga, embora pudesse estar com uma vantagem maior, e que se mantém em todas as restantes frentes competitivas.
Paulo Fonseca reconheceu que "não é fácil encontrar uma explicação muito plausível para justificar alguns erros cometidos", que geralmente se traduzem em perda de pontos, e considerou que só dentro de campo é que se percebe como as coisas acontecem.
"Temos falado muito sobre isso e é notória a nossa preocupação em não cometer esse tipo de erros e essa situação leva a alguns períodos de intranquilidade que, a espaços, nos afeta", justificou.
Em relação ao jogo de sábado com o Nacional da Madeira, no Dragão (1-1), Paulo Fonseca considerou a diferença dos resultados estatísticos entre ambas as equipas avassaladora, mas o facto é que o FC Porto somou mais um empate.
"Não são problemas de organização coletiva e os jogadores estão conscientes que não podem cometer esses erros", explicou Paulo Fonseca, não só reportando-se às falhas defensivas.
Paulo Fonseca considerou que não ficou satisfeito por não ter ganhado ao Nacional da Madeira, mas considerou que há já indicadores que são bastante positivos e que o fazem pensar que há coisas que estão a ser bem feitas.
O treinador explicou que não será pela perda de pontos com o Nacional da Madeira que a equipa do FC Porto não estará determinada frente ao Áustria de Viena e acredita que "todos os jogadores estarão, como sempre, motivados para vencer o jogo".
O treino dos "dragões", ultimo antes da receção de terça-feira ao Áustria de Viena, contou com a presença de Pinto da Costa, num gesto que Paulo Fonseca não quis atribuir significado especial, dado considerar normal e muitas vezes repetido pelo presidente.
O avançado colombiano Jackson Martinez partilhou da opinião de Paulo Fonseca de que o FC Porto podia estar melhor, pelo menos em relação à diferença pontual na Liga, mas não está mal.
O principal artilheiro dos portistas considera que a equipa está forte e disse que o tranquiliza o facto de todos os jogadores pensarem da mesma forma.
O jogador colombiano considera que a equipa está a trabalhar para evitar repetir os erros, que considera serem da responsabilidade de todos e não apenas de um ou outro jogador.
através do notícias ao minuto

domingo, 24 de novembro de 2013

Cristiano Ronaldo é global mas a vida é injusta

Cristiano Ronaldo vive aquele que pode ser o momento mais alto da sua carreira, pese o facto de nos últimos tempos se ter repetido essa ideia a propósito das suas proezas futebolísticas. A verdade é que CR7 continua a pulverizar recordes e após o jogo contra a Suécia mais dois, pelo menos, tinham caído: alcançou Pauleta no top dos marcadores de sempre da Seleção, com 47 golos, e soma já, a cinco semanas do final de 2013, 66 remates vitoriosos em jogos oficiais, o que constitui o seu melhor ano de sempre. Também igualou Eusébio com este segundo “hat trick”, pelo que a pergunta é inevitável: irá ainda mais longe em 2014? Conhecendo “la bestia”, ninguém ousa arriscar a resposta.
Certos intelectuais de pacotilha, daqueles que falam de cátedra das mais complexas e importantes coisas, e de cenho franzido analisam os males que atormentam o Mundo, odeiam Cristiano e o que ele representa: a subida do zero através de uma bola – que veem como a vitória da matéria sobre o espírito – e como se enganam! – e o poder do futebol, que consideram desmesurado por não constituir uma arte antes de ser negócio – e assim se enganam de novo.
O que por vezes incomoda no fenómeno Cristiano é o aproveitamento que alguns fazem da popularidade do jogador, de que são exemplo os comentadores de política e literatura que gostam de alargar a sua erudição ao futebol sem nada acrescentarem, ou os ministros que misturam supostas “indignações” por uma simples bebedeira do sr. Blatter com o anúncio de mais cortes de salários e pensões, como se um qualquer “desrespeito” por Portugal se pudesse comparar à desgraça que se abateu sobre os portugueses.
Cristiano Ronaldo deve ser tratado com conta, peso e medida, sendo seguro que essas variáveis ascenderam a quotas altíssimas. Eu adorava que Mariza, Joana Vasconcelos ou António Damásio, com a devida vénia, fossem conhecidos na China ou na Austrália, nos casinos de Las Vegas ou na mais recôndita aldeia da Indonésia. Acontece que não são, a vida é injusta. Mas é o que se passa com Cristiano, pelo profissional que é e pelo artista global em que se tornou. O resto é conversa.
Canto direto, publicado nas edições de Record de 23 novembro 2013
daqui

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Raúl José: o homem que virou discípulo de Jesus desde 2005

Diz o povo que os opostos se atraem. E a atração faz sentido nesta peça. Aliás, a atração parece ser uma palavra com manifesto sabor a pouco, quando se fala de Jorge Jesus e de Raúl José. O primeiro comanda o Benfica, o segundo vai pegar no leme no próximo mês e o zerozero.pt foi à procura dos dados de uma relação fortalecida com o tempo e que até podia ter contornos bíblicos.

1987 na Tapadinha. O Atlético já não está nos seus momentos áureos e atua apenas na Zona Sul da II Divisão. A época é de ouro para o futebol português, já que o FC Porto de Artur Jorge conquista a Taça dos Campeões Europeus em Viena, mas a realidade que aqui se pretende retratar é bem diferente.

Jorge Jesus é um médio de 33 anos que já está na curva descendente de uma carreira em que representou Sporting, Vitória de Setúbal, Belenenses ou Estrela da Amadora. Raúl José está a aparecer, é avançado e tem 24 anos. Foi apenas uma a
época em que partilharam o balneário como jogadores, mas o suficiente para cultivarem uma relação que perdura até hoje.

Jesus jogaria apenas mais duas épocas e, de partida para a última década do século XX, ingressa no Amora como treinador, para uma carreira que está quase a celebrar as bodas de prata (25 anos).

Raúl José, o guarda-costas de Jesus ©Catarina Morais
Raúl José ficou pela Tapadinha até 1990, altura em que se transferiu para o Alverca, onde jogou até 1997. Ainda sem completar 34 anos, decidiu pendurar as botas e treinar os juniores de um clube que era liderado por Luís Filipe Vieira. Dois anos como líder do último escalão de formação e outros dois a auxiliar o treinador principal da equipa, na altura no principal escalão do futebol português, antecederam uma pausa de cinco anos.

     Posso confirmar-vos: o banco do Benfica estará muito bem entregue
Orlando Sá
 
De 2000 a 2005 estudou e esperou a oportunidade, que viria a ser concedida por Jorge Jesus, treinador que andava deambulante por Felgueiras, Estrela da Amadora, Vitória de Setúbal, tardando em atingir novos voos.

No
Moreirense, apenas nas últimas sete jornadas da época 2004/2005, a dupla não conseguiu evitar a despromoção, com duas derrotas, três empates e, por fim, duas vitórias já fora das contas.

Insucesso à parte, nessa equipa atuava Luís Vouzela. O veterano médio de 39 anos, que ainda joga futebol no Oliveira de Frades (Divisão de Honra da AF Viseu), explicou ao zerozero.pt como é que Raúl José funciona em parceria com Jorge Jesus: «O Jesus está igual ao que já foi no passado, talvez ainda mais agora. Ele sempre discutiu por tudo e por nada e o adjunto é que o acalmava. Já eram assim quando trabalhei com eles».

O antigo médio de União de Leiria, Santa Clara, Moreirense, Beira-Mar ou Académico de Viseu sublinhou que, independentemente da forma de estar, os dois «sempre se deram muito bem», mesmo com as diferenças comportamentais: «Quando trabalhei com ele já era assim. Ele sabe que o Jesus ferve em pouca água e acaba por ser alguém que está ali para o pôr no sítio».


Subida a pulso e uma comparação com Mourinho e Rui Faria

A dupla prosseguiu junta e sempre no ativo a partir do momento em que assumiu o
União de Leiria, em outubro de 2005. Numa campanha de recuperação, os leirienses acabaram num belo sétimo lugar, só que Jesus/José teve novo destino: Belenenses. No Restelo dois anos, um quinto lugar, um oitavo e uma final da Taça de Portugal, perdida para o Sporting com um golo de Liedson.


Raúl José evitou maiores proporções à atitude de Cardozo no Jamor ©Catarina Morais

Performance suficiente para uma viagem até ao Minho, sempre juntos. No SC Braga veio o primeiro troféu, a Taça Intertoto, numa equipa que contava com Orlando Sá. Atualmente no AEL Limassol do Chipre, o avançado também falou com o zerozero.pt com muito boa disposição e recordou um homem que o «ajudou muito», já que Raúl José cuidava, nos treinos, do capítulo ofensivo.

     Pelo menos do que vi, Jorge Jesus e Raúl José sempre se deram bastante bem
Luís Vouzela
«A minha relação com ele era muito boa. Infelizmente perdi o contacto dele quando saí de Portugal, mas é alguém de quem gosto muito. É uma pessoa bastante competente e um excelente profissional. Ajudou-me muito no SC Braga e o banco do Benfica, nestas próximas quatro semanas, estará bem entregue», referiu o dianteiro.

Orlando Sá continuou a análise, fazendo o paralelismo entre os dois técnicos, avaliando que os dois «têm uma forma de estar diferente e quem os conhece sabe disso», deixando também uma analogia com... José Mourinho e Rui Faria.

«Penso que muito do sucesso que Jorge Jesus tem se deve a este homem, que é uma espécie de braço direito, à semelhança do que o Rui Faria é para o Mourinho. Tenho a certeza que o Raúl José é a pessoa de confiança de Jorge Jesus», sublinhou.

Depois do ano em Braga, por fim um «grande» (com as devidas ressalvas sobre o crescimento do SC Braga nos últimos anos). No Benfica, sucedendo a Quique Flores, o futebol do primeiro ano entusiasmou e apaixonou até muitos dos adeptos rivais. Pelo meio dos mais de quatro anos ao serviço da águia, muitas foram as situações mais quentes e que resultaram numa melhor perceção da esfera pública daquilo que é a personalidade de ambos.

Até agora, Jesus já esteve ausente do banco encarnado por três ocasiões: frente à Naval (
2x1), contra o Beira-Mar (2x1) e, para a Liga dos Campeões, diante do Basel (1x1), tudo em 2011. Uma vitória, um empate e uma derrota do discípulo na ausência de Jesus. Ou antes, do colega, que agora regressa ao mesmo papel.




As bancadas não vão ver Jesus no banco em jogos nacionais por um mês ©Carlos Alberto Costa

«Raúl José tem as suas competências, senão não estaria no clube. Acredito que vai estar à altura dos acontecimentos, mas também todos sabem que quem vai estar à frente de tudo será o Jorge Jesus», contou ao zerozero.pt Luís Vouzela, antes de, confrontado com a possibilidade de Raúl José cair no goto e isso prejudicar a imagem de Jesus, atirar com um desejo.

     Tenho a certeza que haverá maior tranquilidade no banco do Benfica
Orlando Sá

«Os adjuntos são aqueles em quem o treinador confia. Espero que ele ganhe os jogos todos, que será bom para o Benfica, mas não vejo que isso possa ser prejudicial para a imagem de Jorge Jesus», respondeu, num tema também abordado por Orlando Sá.

«O banco do Benfica ficará agitado com as informações que surgirão a nível virtual, mas, no que toca ao espetáculo, será um bocadinho diferente. Sabemos que Jorge Jesus é um excelente treinador, mas tem uma forma de estar um bocadinho peculiar e o mister Raúl José é mais contido e ponderado, embora possa dar-vos a confirmação de que o banco do Benfica está bem entregue», disse o avançado.

Garantir vitórias, ninguém o garante, mas Orlando Sá, numa entrevista onde imperou a boa disposição, lá deixou uma garantia: «O que eu tenho a certeza absoluta que vai haver é mais tranquilidade no banco de suplentes (risos), porque o mister Raúl José tem uma personalidade diferente do mister Jesus, mais calma e mais ponderada».

Com meio século de vida, Raúl José terá a sua aparição 'além-sombra' do habitual técnico encarnado. Homem diferente e mais moderado, como foi possível verificar, resta saber o que acharão os jogadores e os adeptos, habituados às grandes 'movimentações' de Jorge Jesus durante os 90 minutos. SC Braga será o primeiro teste.
daqui

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

'Boquiaberto'...

Dívida de 17 milhões de Vieira ao BPN assumida pelo Estado

A empresa do presidente do Benfica, Luís Vieira, e do seu sócio, Almerindo Sousa Duarte, poderá estar envolvida num esquema de burla que, revela a edição desta quinta-feira do Diário de Notícias, terá prejudicado o BPN em cerca de 17 milhões de euros. Ora, a o Estado, na figura da Parvalorem, herdou esse crédito, classificado como incobrável.
 
              
Dívida de 17 milhões de Vieira ao BPN assumida pelo Estado                                     
A Parvalorem, empresa criada pelo Estado para gerir os créditos do BPN, terá herdado uma dívida àquele banco no valor de 17 milhões de euros, que, avança o Diário de Notícias, terá sido contraída no âmbito de um esquema de burla, no qual a empresa do presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, e do seu sócio, Almerindo Sousa Duarte, estará implicada.
 
O caso remonta aos anos 2003 e 2004, indica o Diário de Notícias, sendo que, alegadamente, ao mesmo tempo que a empresa detinha uma posição accionista de 1,4% na Sociedade Lusa de Negócios (dona do BPN), terá tirado proveito de um crédito de 20 milhões de euros para financiar um aumento de capital no fundo imobiliário BPN Real Estate.
Volvidos cinco anos, o BPN apresentou uma queixa-crime no Departamento Central de Investigação e Acção Penal, argumentando que teria sido montado um esquema financeiro com o objectivo de a empresa se desfazer das acções que detinha e de amortizar a dívida de 20 milhões ao banco.
Nesse mesmo ano de 2009, o próprio BPN atribuiu à dívida em causa o rótulo de incobrável, conta a mesma publicação.
Saliente-se que o Ministério Público está já há quatro anos a investigar se Vieira foi ou não cúmplice desta eventual burla ao BPN. Ora, e apesar das buscas de que as casas do presidente dos encarnados e do o seu sócio foram alvo em 2010, o inquérito ainda se encontra pendente.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Brasil, aqui vamos nós...

aqui vos deixo em baixo uma excelente crónica do jogo de ontem elaborada pelo Leandro Silva, um jovem 'amante' de desporto e que sabe muito da 'poda'.
desde já, o meu muito obrigado por esta colaboração.

Suécia x Portugal‏
Ontem, fomos à Suécia mostrar a grandeza de uma nação que sempre respirou futebol. Portugal foi extremamente inteligente na sua abordagem ao jogo, ganhando claramente no meio campo. O triângulo Português foi fundamental para o sucesso, não só deste jogo, mas do playoff. O centro do terreno Sueco, composto pelo experiente Kim Kallstrom e o Rasmus Elm, (que aprecio bastante, pela sua capacidade técnica-táctica, leitura de jogo) não foram capazes de aguentar o poderio Veloso-Moutinho-Meireles. Mesmo com o Ibraimovich, nos seus habituais apoios ao meio campo, o Veloso não lhe deu espaço, ofuscando-o quase que por completo, sempre que pisava terrenos menos adiantados. E atenção: esta equipa Sueca não é uma equipa banal, longe disso.

O grande Cristiano acabou por resolver as duas partidas. No entanto, apesar dos quatro golos, não resolveu o playoff sozinho. Sou da opinião de que, nas selecções, mais do que uma grande capacidade táctica, por exemplo, é necessário haver uma enorme união, espírito de equipa – é preciso haver um verdadeiro colectivo. Juntar um grande colectivo com o melhor do mundo? Perfeito. E neste playoff, o Paulo Bento deu-nos isso mesmo. Montou uma equipa, todos corriam, todos pressionavam, todos suaram com o símbolo das quinas ao peito. E isto, meus amigos, é gratificante para qualquer Português. Ou não? E para aqueles que tanto desprezavam, criticavam esta seleção? O Paulo Bento, o Ronaldo e toda a equipa nacional têm a resposta para todas as críticas possíveis.

Em 1500 chegamos ao Brasil, descobrimos Terras nunca antes conhecidas, eramos os donos de meio mundo. Em 2014, os objectivos serão outros. Pergunto-me, quais serão esses objectivos? Até onde podemos chegar? Será que? Há uma série de selecções fortíssimas e nós somos uma delas. Venha de lá o samba e a festa do mundial!   

terça-feira, 19 de novembro de 2013

«onzes e sistemas oficiais de Portugal e Suécia»

eu acredito no 'milagre'

(...) continuo acreditando na qualificação da nossa selecção para o mundial do próximo ano no Brasil, mas é extremamente difícil o jogo de hoje em Estocolmo.
 
tal como escrevi neste post, não mudei de ideias..., 'apenas tenho fé' numa boa exibição da nossa selecção, em especial, de CR7.
sem demagogias, o futebol é um jogo colectivo, mas não nos podemos esquecer que temos um dos melhores do mundo do nosso lado.
possa ser que marcando um golo fora, este jogo difícil se torne num jogo fácil e o 'milagre' aconteça.

«onzes e sistemas prováveis de Suécia e Portugal»

Descansa em Paz!

Alex Marques, faleceu domingo durante o jogo entre Tourizense e o Carapinheirense, da 9.ª jornada da Série E do Campeonato Nacional de Seniores. Passavam sete minutos do encontro quando Alex sofreu uma paragem cardiorrespiratória, caiu inanimado no relvado e faleceu.
 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Be Careful

Entrevista com Jesus, o que não se salvou



Parei esta semana na área de serviço de Fátima.

Encontrei lá um velho amigo, Jota Jesus, também conhecido por JJ 2, hoje treinador do Fornos de Algodres, outrora promissor treinador de uma equipa minhota.

Foram 5 minutos de agradável conversa.

- Meu amigo, por aqui?

- É verdade. Vim por duas velinhas. Esta semana temos um importante jogo com o Mangualde.

- Deves ter um irmão gémeo no Benfica...

- É meu confrade. Costuma vir aqui. A semana passada fez a via sacra de costas e de joelhos.

- Também não é caso para menos, ganhar ao Sporting com um golo daqueles...

- É, foi milagre. Mas nem sempre resulta. Antes do jogo com o FC Porto também o vi por aqui.

- Fez algum ritual especial?

- Vinha com o Bruxo de Fafe e um saco de velas negras.

- Porra.

- O homem tem fé mas é muito supersticioso. Passa a vida em Aveiro a comprar sal.

- Ele está é rico...

- Parece que sim, ganha 2 milhões por ano no Benfica.

- Limpinhos?

- Limpinhos. E acaba de recuperar 700 mil do BPP...

- Ganha-se bem a treinar. Só tu é que não tiveste sorte.

- É, mal dá para o tabaco. Mas tá-se bem. Um dia a minha hora vai soar.

- É isso, com sangue, soar e lágrimas.

- E trabalho, a malta esquece-se sempre que o Churchill falou em trabalho.

- Mas diz-me lá, é verdade que às vezes fazes de duplo do homem?

- Não digas a ninguém mas é. Fui eu que ganhei ao Sporting, o Vieira deixou-o fechado na casa de banho do Seixal.

- Ah, bem me parecia. E és tu que jantas com o Cardozo?

- Também. Mas o gajo já me topou. Outro dia esqueci-me das chicletes de pêssego e disse uma palavra difícil: ementa.

- O que mudarias no Benfica se pudesses?

- Mudava de JJ.

- Tem paciência.

- É o que tenho mais. Dá-lhe cumprimentos meus. Diz-lhe que já sei quem é a bruxa do Alto Minho que o tramou o ano passado.

- Essa é boa...

- Por acaso é. Mas a Elsa era melhor.
daqui

domingo, 17 de novembro de 2013

Como actua a Seleção Argentina sem Lionel Messi?

Como atua a Seleção Argentina sem Lionel Messi?

Sabella pensa em alternativas à Messi (Foto: Reprodução/Olé)
 
Sem poder contar com Lionel Messi, Sabella tenta montar o quebra-cabeça da Seleção Argentina, e assim como ele, todos os torcedores se perguntam: Como jogará a seleção sem Messi?
O comandante da Argentina convocou alguns jogadores para as partidas amistosas da 'albiceleste' nos Estados Unidos, buscando testar algumas opções técnicas e táticas para substituir à Lionel Messi. Na última sexta-feira (15), a Argentina empatou sem gols com o Equador, onde Sabella utilizou uma formação tática diferente do que está acostumado a utilizar quando o seu capitão está em campo.
 
A Argentina, na maior parte do jogo, atuou em um '4-4-2' e Sabella utilizou algmas variantes como: Ricky Álvarez, Maxi Rodríguez, Lavezzi e Palácio. Os dois últimos foram opções para o ataque, já que, Agüero, um dos titulares da equipe, iniciou a partida entre os reservas. Na próxima segunda-feira (18) será a vez da Argentina enfrentar a Bósnia.
 
A Argentina já disputou quatro partidas sem Messi, e em duas outras, o craque entrou no decorrer da segunda etapa. Rodrigo Palacio foi o jogador que mais vezes substituiu à Messi, atuando em três partidas em que o gênio esteve ausente.
 
Contra o Perú, em partida válida pelas Eliminatórias, o ataque da 'albiceleste' foi formado por Palacio, Agüero e Higuaín. No duelo com a Colombia, Sabella manteve a tática em '4-3-3', porém, adiantou Di María para atuar ao lado de Agüero e Higuaín. No meio, Walter Montillo foi o atleta que substituiu Messi na equipe titular.
 
A Argentina atuou também por duas oportunidades diante do Equador. No primeiro duelo, Sabella utilizou um esquema de '5-3-2' por jogar na altitude de Quito e teve o meio-de-campo formado por Mascherano, Banega e Di María, com apenas Agüero e Palacio no setor ofensivo.
Já na partida desta sexta-feira (15), o técnico optou por um esquema de '4-4-2' e utilizou de Mascherano, Banega, Di María e Ricky Álvarez, com o ataque formado por Lavezzi e Higuaín. Sabella já tinha indicado que neste giro de amistosos pela América do Norte montaria duas equipes mistas para definir a lista dos 23 nomes para o Mundial.

daqui

sábado, 16 de novembro de 2013

o jogo da selecção e o comentário em destaque...

comentário em destaque no facebook do amigo Boronha, sobre a vitória por 1-0 à Suécia...
 
Há muito que procuro contrariar a ideia de que 'tamanho é qualidade'. Os suecos tinham mais 5 ou 6 cm de comprimento mas não bastou.
O que interessa é o calibre, como me referiu, em tempos, uma amiga minha. E, isso, nós tivémos. Não só calibre como ponta...final.
 
eu acrescentaria - acredito nesta selecção mas tenho os pés bem assentes na terra, o jogo de terça-feira em Estocolmo, vai ser uma das 'maiores batalhas' que uma selecção portuguesa já enfrentou.
não esquecer que esta selecção sueca há poucos meses esteve a perder com os alemães por 4-0 e conseguiu igualar a partida. o que se viu ontem na luz foi um engano,...mas enfim...há dias assim e ainda bem para nós.
o jogo na Suécia vai ser complicadíssimo e atrevo-me a dizer que vai ser impróprio para cardíacos.
espero bem que o 'milagre' aconteça. Força Portugal!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

mais uma de cortar a respiração


Paulo Bento quer manter a bola junto à relva

FORMA DE CONTRARIAR O JOGO AÉREO DA SUÉCIA
 
Paulo Bento desvalorizou o forte jogo aéreo da Suécia, composta por muitos elementos de elevada estatura. O selecionador lembrou que Portugal conta também com alguns jogadores mais altos mas sempre frisou, ao mesmo tempo, que a prioridade passará por manter a bola sempre junto à relva, impondo um jogo mais técnico.

"O jogo direto e aéreo do adversário serão situações que teremos de ter em conta. Mas já jogámos noutros momentos contra equipas com quatro ou mais elementos de elevada estatura, como a Alemanha ou a Dinamarca. Temos de levar o jogo para um plano onde possamos dominar, de acordo com as nossas características. No ar teremos de ser agressivos também. Por isso queremos gente que possa ser importante nessa área, como o Éder, o Hugo Almeida, o William Carvalho e os próprios centrais", disse Bento, na conferência de antevisão à 1.ª mão do playoff.

Paulo Bento: «Não me parece bem traçar um perfil com outras situações»
TÉCNICO LAMENTA SITUAÇÃO NO SITE DA FIFA
 
Paulo Bento voltou a salientar que o interesse comum é o que prevalece e esse só irá ajudar a fazer sobressair as individualidades como é o caso de Cristiano Ronaldo que, segundo o selecionador, se encontra "num grande momento de forma", evitando colocar a tónica nos últimos incidentes que teve o capitão da Seleção Nacional como protagonista.

"Devemos focar-nos o mais possível naquilo que temos de fazer amanhã e estar tranquilos. Não me parece bem traçar um perfil de um jogador e compará-lo com outras situações. Queremos é estar bem do ponto de vista coletivo, estando o Ronaldo inserido nele, esperando que esteja bem do ponto de vista individual também", referiu em conferência de imprensa, esta quinta-feira, em relação a um dos episódios que marcou o dia. Bento frisou depois que será justo que o internacional português vença a segunda Bola de Ouro da carreira.

"O Ronaldo está a apresentar uma qualidade e um rendimento extraordinários. Se nos outros anos já teria sido justo que a tivesse ganho, parecer-me-á de todo injusto se não ganhar este ano, seja pelo profissionalismo ou pelo rendimento. Para mim é o melhor jogador do Mundo", concluiu.
através do site do record
 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Chalana: «Foram-me buscar a casa para fazer este jogo»

coronel russo salvou o mundo há 30 ANOS


Sepurkhov, União Soviética, 26 de setembro de 1983. O coronel Stanislav Petrov substitui um camarada de armas e está de serviço na base que monitoriza o espaço aéreo da URSS. Em plena Guerra Fria e poucas semanas depois de um avião sul-coreano ter sido abatido por um caça soviético (269 mortos), os computadores instalados no búnquer subterrâneo acusam a aproximação de cinco mísseis. Origem: Estados Unidos. Destino: Moscovo. O coronel Petrov tem 12 minutos para retaliar com uma chuva de mísseis sobre as cidades norte-americanas. No entanto, duvida daquilo que os seus olhos veem nos ecrãs e não reage. Passado aquele tempo, a União Soviética continua intacta. A América também. O Mundo continua a ser como era.


A história só foi conhecida em 1998. Afinal, não era admissível qualquer falha no sistema de segurança soviético, muito menos uma que originasse a 3.ª Guerra Mundial. Foi isso mesmo que o coronel Petrov evitou, permitindo, entre outras coisas, que 49 dias depois se realizasse um dos jogos mais importantes da história do futebol português.


Apostas ganhas

Estádio da Luz (lotado), 13 de novembro de 1983. Portugal defronta a União Soviética no último jogo do Grupo 2 da fase de qualificação do Campeonato da Europa. Uma vitória garante o apuramento inédito para o Euro’84 em França. O empate beneficia a União Soviética.

Minuto 41. Chalana pega na bola, uns metros depois da linha divisória do meio-campo, passa por dois adversários e, sobre a grande área, é derrubado por um terceiro jogador. O voo do extremo genial leva-o a cair bem dentro da área. O árbitro, o francês Konrath, marca penálti.

“Mas há dúvidas” pergunta Chalana, 30 anos depois, ao rever as imagens que Record lhe mostra. “Aqui – e aponta para o momento do toque que sofreu – vê-se bem. Piso o risco da área com o pé esquerdo, a bola segue à minha frente, avanço e ele dá-me na perna direita.”

Chalana recorda a polémica. “Uns dizem que é penálti, outros dizem que não. Para mim, é!” Em relação aos mais céticos, assegura o antigo internacional português ter “ganhado muitas apostas” após explicar com rigor a jogada e sustentando os argumentos com imagens irrefutáveis.

“O lance é muito rápido... Põe lá em ‘slow-motion’. Tau! Estás a ver? O gajo vem lateral, mas não chega e dá-me depois por trás.” O filme está mais do que visto e Chalana sentencia em definitivo: “Foi penálti!”

Zangado

Não foi um milagre Portugal ir ao Europeu. Embora a União Soviética fosse “uma equipa temível com o Dassaev, o Tchivadze, o Blokhin, eh pá, eram todos grandes!” – aliás, em Moscovo, a Seleção perdeu por 5-0 e com esses números Otto Glória também perdeu o lugar –, a verdade é que a goleada à Finlândia e a vitória sobre a Polónia em Varsóvia reabriram as portas do França’84.

Milagre foi convencer Chalana a jogar. “Estava zangado e tinha cortado com a Seleção. Era titular do Benfica e o Mário Wilson não me punha a jogar na Seleção, nem um minuto”, recorda o craque. “Quem jogava sempre era o Costa [ndr. FCPorto] e, por isso, não estava interessado em ir à Seleção”. Em fevereiro, ainda fez um particular com a França sob as ordens de Otto Glória, mas não voltou a ser chamado.

Só que o momento era solene e o interesse nacional indiscutivelmente superior à birra. “Foram duas pessoas da Federação buscar-me a casa para fazer este jogo. Convenceram-me e lá fui.” E ainda bem...

Então e a bola?

Chalana alinhou de início com Bento, João Pinto, Lima Pereira, Eurico, Inácio, José Luís, Carlos Manuel, Jaime Pacheco, Jordão e Gomes (Diamantino e Shéu entraram depois), mas durante algum tempo passou ao lado do jogo. Tempo demais, para o seu gosto. “A bola ia sempre para a direita. O Jaime Pacheco metia-a para aquele lado...”

Até que Chalana foi ao meio buscar a bola e só parou estendido em plena área. Jordão encarregou-se de bater o penálti. “Que grande calma ele teve. É que o Dassaev era enorme e naquele momento parecia que tinha o dobro do tamanho. Nunca tínhamos ido a lado nenhum. Era uma enorme responsabilidade. ”Jordão não falhou e Portugal foi ao Europeu onde escreveu uma das mais belas páginas da sua história.
através do jornal record

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Dias da Cunha: «Arbitragem má para os dois lados»

ex-líder leonino diz que Benfica ganhou por "sorte" o embate do estádio da luz



A exibição do Sporting, no último sábado no Estádio da Luz, deixou em Dias da Cunha, ex-presidente leonino, a certeza que o resultado não foi justo e que o árbitro Duarte Gomes teve um mau desempenho.

"O Sporting merecia ganhar claramente. A arbitragem foi má. E foi má para ambos os lados. O Benfica acabou por ganhar porque teve sorte", disse a Record.

Apesar da eliminação da Taça de Portugal, o dérbi reforçou em Dias da Cunha a convicção de que a equipa leonina tem grande futuro.

 
"Tendo em conta o que o Benfica e o Sporting fizeram na época passada e o custo das duas equipas, que não tem comparação, é notável o que o Sporting fez. Quer no empate para o campeonato quer na derrota na Luz foi sempre melhor", prosseguiu.

O ex-presidente do Sporting descreveu a maneira como a formação de Leonardo Jardim está a jogar de "espectacular" e só lamentou que o resultado não tenha refletido esse valor.

O fim-de-semana deixou em Dias da Cunha tristeza com as derrotas também ocorridas nos dérbis de futsal e râguebi: "O Benfica ganhou tudo. A minha maneira de ser não me leva a falar de sorte ou azar mas tenho dificuldade em classificar o que se passou. Vi o futsal - a recuperação do Sporting foi notável - e ficou um amargo de boca. Em termos de resultados doeu muito."

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

derby argentino com muita estrela mundial

vale a pena recordar este derby argentino do ano de 1996, Maradona já com 36 anos ainda 'mexia' e bem. aliás, Maradona finalizou a sua carreira no Boca Juniors com 38 anos.
enfim...só estrelas, Verón pela frente da defesa, Maradona a construir e, Caniggia a finalizar. vale pena também recordar que do lado do River Plate estava um dos melhores do mundo de todos os tempos - Enzo Francescoli.




ainda o derby e opiniões praticamente opostas...

Os erros e os homens
NOTAS DO DIA
 
Por muito esforço que alguns tenham feito e vão continuar a fazer no jogo das palavras, o último dérbi terá um lugar na história e não será por causa dos erros de arbitragem, por mais graves que tenham sido. Será para sempre o dérbi de Rui Patrício, por causa de um lance invulgar, altamente penalizador, a partir de uma falha de concentração, depois de quase duas horas de extrema intensidade e pressão.

Parafraseando o presidente do Sporting, é realmente uma enorme palermice tentar desfocar a ordem de importância dos fatores decisivos deste jogo inesquecível, a saber: primeiro, o erro de Patrício, depois, os três golos de Cardozo e, finalmente, o imbróglio em torno da verdade desportiva. É assim que a história reserva um espaço para este embate, digno de uma final, mas disputado numa fase tão precoce da Taça de Portugal. Nenhum penálti por assinalar tem o valor simbólico de um golo sofrido por entre as pernas de um guarda-redes e esta imagem colar-se-lhe-á à pele e ao currículo para sempre. E daí?

Quem conhece minimamente a história do futebol nacional saberá o valor e a influência que Costa Pereira teve na grandeza do Benfica (e da Seleção Nacional) dos anos 60. Foi um grande, mas sempre num patamar abaixo dos Damas e dos Bentos, por causa de um golo sofrido assim, numa bola pífia, por baixo das pernas, na final de Milão. A história é o homem e a sua circunstância, não há escapatória.

Muitos sportinguistas insurgiram-se ontem contra o relevo dado pelo Record ao momento do jogo, uma extraordinária foto de Paulo Calado, chegando alguns a alegar a falta de patriotismo dos editores, tendo em atenção o próximo jogo da Seleção. Muitos benfiquistas, pelo contrário, consideraram muito frouxa a opção de deixar de fora do léxico garrafal o “frango” e o “peru” que estiveram nas mesas de tantas conversas de domingo.

Rui Patrício ainda vai a meio de uma carreira que teve um início fulgurante, mas tem vindo a estagnar pela dificuldade em conquistar títulos, mantendo-se no topo da confiança do selecionador, mas ultrapassado sistematicamente nas escolhas dos grandes clubes europeus.

O moral da história do dérbi, à face desta incontornável situação, é que os erros dos guarda-redes, que são muito raros e, por isso, iconográficos, têm custos pessoais incomparavelmente mais graves que os dos árbitros, que são banais.
 
Dérbi inclinado
BILHAR GRANDE
 
 
 
Para bem do futebol, o Sporting tem de ser respeitado. Um golo em fora-de-jogo, dois penáltis por marcar e mais um golo que nasceu de lançamento irregular, foi tanta areia na mesma camioneta que deu em dérbi inclinado. A fava não pode sempre sair ao leão, a seguir a um Capela veio um Duarte e, assim, ninguém resiste, não há clube que resista.

Duas grandes equipas, ao nível uma da outra. Toda a gente viu que este Sporting nada deve comparado ao Benfica e todos sentimos que ambos ainda têm de percorrer uns quilómetros para ombrearem com o FC Porto, mas, a bem da coisa, os três grandes posicionam-se, como lhes compete, nos três lugares cimeiros, a bem das competições e a caminho do fim das hegemonias. Chegue o dia.

O clássico foi a prova disso, um jogo tremendo como há muito não se via, só denegrido por um árbitro que não esteve à altura de um dos mais fabulosos dérbis das últimas décadas. Duarte Gomes manchou a tinta preta o clássico, pois influenciou, de que maneira, o resultado. A sua complexa nomeação não indiciava coisa boa, é o vira o disco e toca o mesmo, e nada acontece nunca a nada nem a ninguém. Os diferentes órgãos que mandam no futebol são o que são há muitos e muitos anos; apesar de muitos alertas nada mudou e, consequência, em momentos decisivos os campos inclinam.

Aquando do Capela, o treinador do Benfica considerou muito boa a arbitragem. No sábado repetiu a dose de forma ainda mais apurada, pois declarou excelente o trabalho de Duarte Gomes. Nem me atrevo a classificar tal postura, mas que me deixa estarrecido, deixa.

A ida do presidente do Sporting ao centro do relvado, de dedo em riste, confrontar o árbitro não foi atitude recomendável. Tinha razões, muitas, para estar indignado, contudo não é no relvado, perante quem não merece conversas, que se resolvem os problemas da arbitragem. Tem é de analisar bem quais os dirigentes do futebol que o Sporting apoia ou apoiou.
através do jornal record

sábado, 9 de novembro de 2013

«revolução no sistema de jogo do Benfica era o indicado»

 
 
(...) este título em cima e este post, foi 'postado' no dia 1 de novembro, no jogo seguinte, dia 5 de novembro, Jorge Jesus 'apresentou-se' na Grécia com um sistema de 4-3-3 puro (a primeira vez com tanta evidência nestes cinco anos em que orienta os encarnados), mas que Jorge Jesus tenta desmistificar à sua maneira nas conferências de imprensa tentando 'enganar' os jornalistas.

resultado: o Benfica fez um jogão e só não saiu da Grécia com uma vitória porque Roberto resolveu fazer a exibição da vida dele.
 
hoje, com o mesmo sistema, mais um 'jogão',  em especial na primeira parte frente ao Sporting.
resumindo, com este sistema (ou outro, mas sempre com três homens no miolo do terreno) e com esta dinâmica apresentada nestes dois últimos jogos (excluindo o 'fantasma' das bolas paradas contra, em que ninguém se entende neste momento a defender à zona), o Benfica arrisca-se a 'limpar' tudo a nível interno. sim, porque, perder três provas no seu final como na época passada, acontece de 50 em 50 anos.
 
vamos ao jogo de hoje:
 
1) um 'enorme' jogo de futebol entre duas equipas que se 'encaixaram' em termos de sistemas tácticos na maior parte do tempo, o Benfica foi mais eficaz na primeira parte, o Sporting andou um pouco por cima na segunda quando o Benfica parecia demonstrar que estava satisfeito com o 3-1.
 
2) o Sporting foi 'matreiro' (quem diria, com uma equipa em construção?!...) e foi à procura do prejuízo, conseguiu o 3-2 e o 3-3 já nos descontos do tempo regulamentar com todo o mérito.
 
3) no prolongamento e num lance caricato, o Benfica conseguiu fazer o quarto golo e o Sporting não merecia a infantilidade de Rojo nos últimos 5 minutos, acredito que até o 'lavar dos cestos haveria vindima'..., o Benfica não conseguia 'matar' o jogo e muito provavelmente as grandes penalidades aconteceriam - a defesa do Benfica continuava a 'tremer', em especial, nas bolas paradas.
 
4) arbitragem? o Sporting tem mais razões de queixa!,... hoje, foi mais prejudicado, antes, noutros jogos, já tinha sido beneficiado. infelizmente os erros dos árbitros fazem parte do jogo quando se percebe que é mesmo erro e não erros premeditados.
 
(...) não é só com o profissionalismo dos árbitros que se resolve muito do que continua mal na arbitragem portuguesa.

o último derby entre águias e leões para a taça de Portugal (vídeo)

o último derby entre leões e águias para a Taça de Portugal realizou-se a 16 de Abril de 2008, já passaram cinco anos.

um jogo espectacular e com oito golos que vale a pena recordar:


«onzes e sistemas prováveis de Benfica e Sporting»

Cardozo é solução ou... problema?

PRESSÃO ALTA
 
 
A lesão contraída por Cardozo em Atenas suscitou a dúvida sobre a sua utilização no jogo desta noite, frente ao Sporting. Leonardo Jardim está a contar com o paraguaio nas contas da abordagem ao dérbi, desconfiando do “nim” de Jorge Jesus. Afinal, que reflexo pode ter a presença ou a ausência do ponta-de-lança dos encarnados no jogo desta noite? De uma forma mais genérica: afinal, qual é o verdadeiro “peso”, em matéria de influência, de Oscar Cardozo no Benfica? O melhor futebol praticado pelo Benfica, esta época, mesmo sem resultados práticos, aconteceu em Atenas. Tivemos, finalmente, um Benfica dominador, mandão, pressionante, capaz de produzir um número suficiente de oportunidades para ganhar três ou quatro jogos. Contudo, no melhor pano cai a nódoa: o Benfica volta a sofrer um golo inimaginável, por total falta de concentração de quem defende. O estatuto de “grande equipa” – ainda mais a nível europeu – só assenta, realisticamente, a quem joga bem e materializa essa superioridade. Mas o mais curioso é que a melhor exibição do Benfica aconteceu... “sem” Cardozo. Isto é: as grandes figuras da partida na Grécia, nos seus momentos mais decisivos, foram Roberto (a defender), Markovic e Djuricic (a não concretizar).

Conclusão: o melhor futebol praticado pelos encarnados esta época (em Atenas) conheceu Cardozo dentro do campo durante os primeiros 70 minutos, mas a verdade é que a sua prevalência no jogo – exceptuando o lance já assinalado, aos 6 minutos – foi pouco mais do que nula. Serve isto para dizer o seguinte: a importância (individual) de Cardozo no Benfica fez-se sentir quando o colectivo ficou aquém do que pode e sabe realizar. Na verdade, a acção do paraguaio, a nível interno, resultou decisiva nos jogos em Guimarães e no Estoril e também no encontro, em casa, com o Belenenses. Os três golos que marcou nesses encontros (um em cada) valeram (7) pontos. Isso não pode ser desprezado, até porque ter um jogador que resolve os problemas não solucionados pela equipa no seu todo só está ao alcance de alguns. Ou através da espontaneidade no momento do remate, ou no jogo aéreo, ou numa bola parada, Cardozo tem feito sentir a sua inquestionável influência. Acontece, porém, que o Benfica já poderia ter reduzido, fortemente, a influência individual de Cardozo sem que para isso concorresse para o prejuízo da equipa.

Foi com Jesus, a partir de 2009/10, que Cardozo atingiu a sua produtividade máxima no Benfica. Mais: com JJ, o pior registo de Cardozo foi sempre superior ao período “a. J.” (antes de Jesus). Também por isso – porque Jesus deu sempre tudo a Cardozo – a atitude do paraguaio no Jamor foi de uma tremenda injustiça e ingratidão. Não deixa de ser, também, objecto de reflexão o facto de aquela “folha de serviços” nunca ter suscitado, no mercado, grande atractividade. Defeito do empresário? Culpa da fraca qualidade da liga portuguesa? Inflexibilidade do Benfica? Ou a projecção da ideia de que, noutros ritmos, Cardozo terá maiores dificuldades? A verdade é que, também na Selecção do seu país, o rendimento do paraguaio é muito criticado...

Não há jogadores insubstituíveis e é neste ponto que defendo a ideia de que a SAD do Benfica falhou. Tinha de agir rapidamente quando aconteceu o incidente no Jamor. Ou vendendo o jogador ou criando-lhe uma alternativa credível. Funes Mori chegou fora de tempo e não era a aposta correcta. Tinha de ser um nome forte para se combater as ondas de choque, que gerasse o entusiasmo suficiente para amenizar o efeito-Cardozo. Os golos que tem marcado esta época – 6 em 11 jogos – não dão razão a Cardozo. A razão, essa, nunca lhe será devolvida. Mesmo que volte a ser o melhor marcador do Benfica. E talvez seja justo perguntar por que razão Lima ainda não apareceu (depois de ter sido o máximo goleador na época passada)...

Em síntese: ao contrário do que se quer, agora, fazer crer não é líquido que, sem Cardozo, a equipa fosse menos eficaz do que é. Estaríamos a falar de uma outra realidade (não testada... com uma alternativa credível). Assim, estamos a falar de um problema aparentemente transformado em solução. O Benfica não pode ser refém de ninguém e muito menos do seu ponta-de-lança.

NOTA – Duarte Gomes no Benfica-Sporting e Jorge Sousa no V. Guimarães-FC Porto. Nomeações para contentar os mais fortes. Nada que espante neste CA de Vítor Pereira.

NOTA 1 – Convocatória de Paulo Bento: finalmente William Carvalho. Com João Pereira e Coentrão chamados, fica mais clara o veto sobre Danny. Não entendo a fixação em Ruben Micael, quando ficam de fora Adrien (que injustiça!), Rúben Amorim e até André Martins. E... Nélson Oliveira?!

NOTA 2 – A FPF de Fernando Gomes continua a patrocinar a fraude fiscal perante os portugueses. Quem lhe dá esse poder?

JARDIM DAS ESTRELAS

Feitiços no Jardim

Um treinador pode ser encarado como um feiticeiro. Alguém que tem o poder de exercer os seus feitiços para relativizar orçamentos, potenciando qualidades inatas e trabalhando essas faculdades. O feitiço de Jardim já dura há cerca de três meses. Sem charlatanices e com os pés bem assentes no chão. Tem feito quase tudo bem. A caracterização do plantel e a identificação das virtudes e defeitos. As escolhas. A insistência em não dar por perdidas algumas das opções, ao mínimo sinal de menor rendimento. Bem na aferição da margem mínima de tolerância (ex: Carrillo). Com um discurso sério, não folclórico nem demagogo. Dizendo a verdade, que não é uma coisa simples em futebol. Nomeadamente no que diz respeito às arbitragens. E, em relação ao comportamento desportivo/social dos jogadores, não hesitou em tornar pública a “despromoção” de Semedo. O exemplo é importante. As instituições e os seus representantes ganham muito perante a opinião pública quando são capazes de fazer pedagogia.

O CACTO

SOS, Portugal

Futebol português em momento difícil, ao nível das equipas e Selecção. Os confrontos europeus acentuam a ideia da necessidade de se investir mais na qualidade do nosso campeonato. Não são apenas os orçamentos que ditam a diferença de andamento. A exigência é pequena e há sempre desculpa para tudo.
através do jornal record