domingo, 28 de julho de 2013

«breves de um fim de semana diferente»

Fernando Martins, presidente do Benfica entre 1981 e 1987, morreu este domingo aos 96 anos.



conhecido por ter 'fechado' o terceiro anel do antigo estádio da luz - também foi criticado em o ter 'criado', para alguns era um erro de 'casting', os jogos já começavam a ser televisionados - e pela amizade com o grande amigo Pinto da Costa.
a maioria dos benfiquistas nunca entendeu muito bem essa relação. 
não tenho dúvidas que essa amizade fez com que nunca mais fosse reeleito presidente dos encarnados - perdeu as duas eleições seguintes para João Santos. Que descanse em Paz são os meus votos pessoais.

gostei da equipa do Sporting, já se vê algum trabalho desta nova equipa técnica e da direcção de Bruno Carvalho.
só não não gostei do 'pormenor' das meias todas pretas no equipamento principal...mas enfim, são questões de 'marketing'.

em relação ao Benfica ainda não é tempo para fazer uma análise muito concreta, só espero que  Jardel, Rúben Amorim e Roderick consigam ser postos a 'rodar' longe dos centros de decisão.
ou será que tem mais valor do que Nelson Oliveira e Miguel Rosa?!...entre outros, nas suas posições em campo, claro está!...

o FC Porto continua a demonstrar serviço a todos os níveis, contratou a maior parte dos reforços a clubes portugueses!...
estes jogadores já estão adaptados ao país, ao contrário dos sérvios (alguns) do Benfica que chegam a um país estranho este ano pela primeira vez.
hoje, o FC Porto ganhou na apresentação aos sócios e adeptos com um golo em fora de jogo, nada de novo neste país à beira mar plantado... lembram-se do post anterior?!...é só (re) ler, aqui.
desta vez foi o FC Porto, 'amanhã', será o Sporting ou o Benfica.

sábado, 27 de julho de 2013

os árbitros amigos nos jogos particulares

um pormenor que passa despercebido a muito boa gente:

já que nas provas oficiais a guerra continua nos bastidores para a escolha do árbitro que interessa para certos jogos, nos jogos ditos de amigaveis perdeu-se por completo a vergonha...

- Bruno Paixão e Paulo Baptista estiveram nos últimos jogos do seu Benfica;

- Hugo Miguel vai hoje para Alvalade apitar o seu Sporting;

- e amanhã?, quem apitará no dragão?...alguém já sabe?!...

sexta-feira, 26 de julho de 2013

quinta-feira, 25 de julho de 2013

vale a pena ver esta jogada do Bayern de Munique de Guardiola (vídeo)


Porto 3, Benfica de Jesus 1!

Ainda sobre a proximidade do Benfica à suposta hegemonia do futebol português.
25 de Julho de 2013, às 15:08
Benfica-FC Porto (03/04/11): Foto 22 - Jorge Jesus desalentado
Lusa
Ainda sobre as declarações estapafúrdias de Jesus, sobre a proximidade do Benfica à suposta hegemonia do Futebol Português, seria talvez pertinente analisar de forma profunda, os números, os registos dos 4 últimos Campeonatos do Benfica de Jesus, e comparar os mesmos com os registos Porto, em igual período, e Portos com identidades e princípios de jogo diferentes, contou aliás com 3 Treinadores distintos nos últimos 4 anos.
Assim, o Benfica de Jesus, em termos de confrontos diretos com o Porto, e para o Campeonato regista: apenas 1 vitória (curiosamente no 1º jogo de Jesus, no dia 20 de Dezembro de 2009, no "jogo dos tuneis"), 2 empates e 5 derrotas. Nesses 8 anteriores confrontos diretos, o Benfica marcou 10 golos, e sofreu 19 golos (sofre quase o dobro, dos golos marcados).
Porém, esta avaliação, poderá ser ainda mais profunda. E se fizermos o balanço dos 4 últimos Campeonatos, com o acumulado de pontos, golos marcados e sofridos, e derrotas respectivas, com registos de ambos os adversários?
Bom, nesses acumulados registamos o seguinte, o Porto acumula 305 pontos, com 282 golos marcados, 75 golos sofridos, com 5 derrotas em 120 jogos realizados. O Benfica de Jesus, totaliza 285 pontos, com 282 golos marcados (marca igual ao registo Porto), 98 golos sofridos, e 13 derrotas em 120 jogos realizados.
Concluímos portanto que nos últimos 120 jogos para os 4 anteriores Campeonatos, o Porto acumula mais 20 pontos versus a versão Benfica de Jesus, isto é, o Porto regista mais 5 pontos média por época. Porém, curiosamente, ambos se igualam em golos marcados (282 golos), mas em contraste o Porto sofre menos 23 golos, assim como menos 8 derrotas no comparativo com esse Benfica de Jesus.
Bom, e o que se perspectiva para esta Edição do Campeonato 2013/14? À partida o Benfica apresenta uma ligeira vantagem com a permanência de Jesus, o Porto irá fazer a estreia do jovem Paulo Fonseca.
Por outro lado, e no que diz respeito a planteis, há sinais que o Porto continuará a apresentar a sua habitual solidez defensiva, assim como estará a ser afinado e ajustado um novo triangulo do meio campo (duplo pivot), para justamente garantir esse sector consistência e segurança, num módulo que perdeu o "calibrador" Moutinho, e poderá perder a "âncora" Fernando.
Porém, esta nova versão Porto acrescenta mais qualidade e versatilidade nas alas e com unidades desequilibradoras, assim como o jovem promissor Ghilas, será a alternativa que Martinez não teve, e na zona de finalização. Em contraste, no Benfica, e com as iminentes saídas de Garay e Matic, poderá comprometer a relativa solidez defensiva do Benfica, e os sinais não vislumbram uma alternativa a Matic, ou um suplente do Sérvio.
O Benfica insiste e persiste numa politica desportiva confusa e errática. Continua a reforçar o plantel com alas e desequilibradores e a desbaratar milhões em posições excedentárias, mas, estranhamente investe com princípios de frugalidade em laterais que chegam sobre empréstimos, ou centrais sem provas dadas no Futebol Europeu.
Mas fica a pergunta: O Benfica perdeu os 3 últimos Campeonatos pela ausência de golos marcados? É que só dessa forma se explica este investimento num Benfica tração à frente. Ou aquela máxima que diz: as defesas ganham Campeonatos, não entra nesta equação?
Nota final, na rubrica aquisições, o Porto terá de adaptar ao País, ao nosso Futebol, ao Clube 3 novas unidades: Reyes, Herrera e Quintero. Já o Benfica terá de o fazer com 7 novas unidades recém-chegadas: Mitrovic, Djuricic, Sulejmani, Markovic, Lisandro, Fariña e Cortez. Meros pormenores que podem fazer toda a diferença.
Pergunta final: e sem ignorar o título (assim como os títulos e troféus) deste artigo, em Maio de 2014, o marcador registará um concludente 4-1, ou um mais equilibrado 3-2?
daqui

quarta-feira, 24 de julho de 2013

«Não descarto nenhuma possibilidade»

Aimar (foto ASF)
 
       
O médio argentino Pablo Aimar, que recentemente terminou contrato com o Benfica, não confirmou que irá jogar na Malásia e deixou todas as possibilidades em aberto.

«Neste momento, não quero errar na minha decisão. Visitei todas as cidades onde posso vir a jogar. Os Estados Unidos são uma possibilidade. É um país onde se pode viver bem e onde os meus filhos podem estar. Não decido sozinho como quando tinha 15 anos», disse o jogador de 33 anos, que continua a manter aberta a porta para um regresso ao River Plate: «Não descarto nada.»
daqui

terça-feira, 23 de julho de 2013

mais parecidos este ano?

Os primeiros esboços mostram um Porto algo diferente e o Benfica do costume. Paulo Fonseca introduz mudanças, Jorge Jesus insiste nas mesmas ideias. Pelo menos na aparência, o primeiro Porto de Fonseca acrescenta às rotinas da equipa as ideias que o treinador leva, enquanto o quinto Benfica de Jesus se rege pelas convicções dos quatro anteriores, desafiando a recomendação de Einstein, de que não se deve fazer a mesma coisa esperando um resultado diferente. O curioso é que a ideia de jogo do Porto, que ganhou, pode tronar-se mais parecida com a do Benfica, que perdeu.

 O Benfica tem um plantel mais equilibrado, com mais soluções no centro da defesa e as laterais entregues a Sílvio e Cortez, mais sólidos que Maxi e Melgarejo. Mantém, no entanto o perfil de risco, com dois homens a dar largura nas faixas e um segundo avançado (Djuricic ou Sulejmani) nas contas do avançado referência. Muda alguma coisa por via das características dos jogadores (Lima trabalha mais que Cardozo, Djuricic gere melhor a posse que Lima) mas continua a haver só dois médios (sem alternativa a Matic, e se houver Matic) e mantém-se a filosofia de transformar cada posse de bola num ataque.

 Colectivamente, o Porto mantém os princípios de posse de bola, controlo dos ritmos do jogo e de uma defesa subida para conseguir pressão alta eficaz. O que muda, no imediato, passará por três vectores: uma inversão do triângulo do meio campo, maior largura dos alas dos dois lados e mais risco no um contra um por parte dos extremos. Falta saber se é para manter, no balanceamento entre as vantagens – maior apoio a Jackson e mais acções de desequilíbrio na faixa – e os inconvenientes – mais dificuldade em arrumar Lucho, que não é médio defensivo nem 10, e necessidade de encontrar equilíbrio numa solução que acrescenta um jogador ofensivo.

 O Porto tem o desafio de substituir Moutinho (por isso insiste em manter Fernando) e o Benfica vive a angústia de ficar sem Matic mas do ponto de vista das soluções ofensivas qualquer das equipas está ainda mais forte. O Porto junta Quintero, Licá, Ghilas, Kelvin a tempo inteiro e talvez Iturbe ao Arsenal que já tinha, enquanto o Benfica acrescenta Sulejmani, Djuricic e Markovic a Salvio, Gaitámn, Olá John, Rodrigo e Lima. É também isso – ter mais quem desequilibre na frente – que pode aproximar o jogar do Porto ao do benfica, sendo que seguramente os deixa, aos dois, ainda mais solitários na corrida ao título.


Sugestão nacional – Diogo Figueiras (Paços de Ferreira) para o Sporting – Parece que custa um milhão de euros e sabemos que os cofres de Alvalade estão vazios mas valeria o esfoço. O Sporting cedeu Miguel Lopes e viu partir Arias. Ficou só com Cédric, que é curto para toda uma época. Figueiras discutiria o lugar à direita e, se necessário, ainda faria uma perninha à esquerda. Rápido, agressivo defensivamente e decidido a apoiar o ataque, é um valor seguro aos 22 anos, e num lugar em crise até um candidato sério à titularidade na selecção. E por uma vez seria o Sporting a aproveitar um jogador que outros formaram e desperdiçaram, no caso o Benfica.

Sugestão internacional – Luis Suarez (Liverpool) para o Arsenal – commais de 100 milhões para gastar, Wenger não poderia escolher melhor. Foi o melhor avançado da última época em Inglaterra e tem o perfil certo para fazer esquecer Van Persie (impossível pedi-lo a Giroud). Tem a mobilidade que o modelo do Arsenal pede ao ponta de lança mas também é resolutivo como poucos em frente à baliza. Não é por acaso que a selecção do Uruguai empurra talentos como Cavani e Forlán para as faixas e deixa Suarez viver mais perto da baliza. É rápido, cabeceia bem, dribla em progressão, seja em espaço longo ou curtos, bate livres fantásticos. Não será o melhor número 9 do mundo?Assim de repente não vejo nenhum melhor que ele.

Carlos Daniel no jornal de notícias da semana passada

segunda-feira, 22 de julho de 2013

«o novo treinador do Barcelona»

a imprensa espanhola revela que o argentino Gerard «Tata» Martino assinou, esta segunda-feira, por três temporadas pelo Barcelona. é sem dúvida um excelente treinador que não deixará de fazer um excelente trabalho no Barcelona...

«o FC Porto, o avião para a Venezuela e o bolo que queriam comer»

domingo, 21 de julho de 2013

Jorge Jesus desonra Lisboa


... e perde duas excelentes oportunidades para se preparar para a nova época.



É garantido que defrontar a equipa B do Sporting e Estoril ou Belenenses seriam testes bastante mais próximos da realidade que encontrará na Liga do que as partidas agendadas com Elche, Penarol, São Paulo e outros que tais.



Para quem dirige uma equipa que caminha quase para uma década de entradas em falso no Campeonato, para quem em quatro anos de SL Benfica perde duas das ligas por pontos perdidos nas primeiras quatro jornadas, desperdiçar oportunidades para garantir uma melhor preparação é uma atitude bastante corajosa. Ou apenas inconsciente.



P.S. - A vitória no troféu não apaga, nem desculpa as opções do Sporting. Opções catastróficas dos dois maiores de Lisboa, podem colocar em causa a continuidade de tão antigo troféu. Perde o futebol e sobretudo os seus adeptos
post daqui

jovens do Sporting andam por aí

 
O Sporting venceu o Benfica e apurou-se para a final da Taça de Honra da AF Lisboa depois de um jogo equilibrado em que as águias marcaram primeiro.

Apesar do domínio inicial do Benfica, os leões reagiram bem e aproveitaram da melhor forma dois cantos para virar o resultado. Na segunda parte, o Sporting soube gerir a vantagem e acabou por merecer o triunfo.

23.08 -Final do jogo.

90'5' - Cartão amarelo para Rubio.

90+2' - Substituição no Sporting. Saiu Esgaio entrou Rubio.

90' - Vão jogar-se 5' de tempo extra.

90'- Substituição no Sporting. Saiu João Mário, entrou Pranjic.

85' - Nos minutos finais, o Sporting procura controlar a bola, enquanto o Benfica, mesmo com um homem a menos, tenta chegar ao empate.

82' - Subsituição no Benfica. Saiu Rodrigo entrou Deyverson

81' - Brincadeira do guarda-redes Luis Ribeiro quase custou caro, mas Urreta não soube aproveitar.

80' - Subsituição no Sporting. Saiu Kikas entrou Sousa.

79' - Resposta imediata do Sporting, com uma jogada pela esquerda finalizada com um remate de Mica à figura de Paulo Lopes.

78' - Remate de Urreta de fora da área, por cima da trave da baliza de Luis Ribeiro.

75' - Cartão amarelo para Riquicho.

73'  Cartão amarelo para Nuno Reis.

72' - Substituições no Benfica. Sairam Melgarejo e Ola John e entraram Luisinho e Sansidino.

70' - Substituição no Benficsa. Saiu Harramiz e entrou Bruno Gaspar.

69' - Novo lance duvidoso na área do Benfica, desta vez com João Mário a ser derrubado por Jardel.

67' - Cartão vermelho a Sílvio. Falta dura sobre Viola.

64' - Árbitro não assinala falta de André Gomes sobre João Mário. Penálti por assinalar.

63' - Após canto da direita, Jardel remate ao lado da baliza do Sporting.

61' - Grande oportunidade de golo para o Benfica. Jogada de Harramiz pela esquerda que serve Rodrigo, mas este permite a defesa de Luis Ribeiro, negando-lhe o golo.

59' - Substituição no Benfica. Sai Roderick entre Urus Matic.

57' - Boa tentativa de Esgaio a rematar ao lado após boa jogada de Viola.

53' - Subsituição no Sporting. Saiu Jeffren, entrou Viola.

52' - GOLO DO SPORTING, FOKOBO. Na sequência de mais um canto da esquerda, o Sporting volta a marcar, desta vez por Fokobo.

50' - Algum ascendente do Sporting no começo da segunda parte.

46' - Substituição no Sporting. Ao intervalo, Betinho rendeu Iuri Medeiros.

22.16 - Começa a segunda-parte

- 22H01 - Intervalo. A primeira meia-hora foi de maior ascendente do Benfica, com Harramiz a marcar logo aos 5', mas depois o Sporting conseguiu equilibrar e especialmente a partir da meia-hora mostrou-se mais perigoso. Na sequência de um canto Nuno Reis restabeleceu o empate.

45' - Cartão amarelo para Jeffren.

41' - Mica surge frente a Paulo Lopes mas a jogada e (mal) anulado por fora-de-jogo.

39' - Sporting está por cima, mantendo pressão sobre a defesa do Benfica, não se contentando com o empate conseguido.

34' - GOLO DO SPORTING, NUNO REIS. Na sequência do canto, boa entrada de cabeça de Nuno Reis.

32' - Esgaio não consegue marcar. A melhor jogada do ataque do Sporting, envolvendo vários jogadores, acaba com um remate de Esgaio desviado por Roderick para canto.

30' - A primeira meia-hora de jogo foi equilibrada, com algum ascendente do Benfica, com jogadores mais habituados a jogar em conjunto. Os jovens do Sporting  dão boa resposta, com João Mário a ser o mais destacado.

27' - Harramiz ganha um ressalto a Mica e remata cruzado, ao lado da baliza do Sporting.

24' - O jogo está um pouco confuso e muito disputado a meio-campo.

20' - Cartão amarelo para Roderick.

16' - Resposta do Sporting, com livre de João Mário à figura de Paulo Lopes.

15' - Livre perigo contra o Sporting, por mão de Mica na meia-lua. Rodrigo atira por cima.

9' - O Sporting procura reagir ao golo do Benfica, mas as iniciativas de João Mário não resultam.

5' - 1-0, GOLO DO BENFICA, HARRAMIZ. Jogada confusa na área do Sporting com ramate enrolado de Harramiz surgindo Ola John a tocar, mas já depois da bola passar a linha de baliza.

4' - Jogada de Melgarejo a combinar com Harramiz e depois remate do primeiro ao lado.

21.15 - Começa o jogo.

- Já são conhecidas as equipas iniciais.

O Benfica vai alinhar com:

Paulo Lopes; Sílvio, Jardel, Mitrovic e Melgarejo; André Gomes e Roderick; Urreta, Harramiz e Ola John; Rodrigo.

O Sporting vai alinhar com:

Luis Ribeiro; Mauro Riquicho, Fokobo, Nuno Reis e Mica Pinto; Kikas, Sambinha e João Mário; Esgaio, Jeffren e Iuri Medeiros.

O árbitro é Quitério Almeida (Lisboa).


através do jornal record
título meu

sábado, 20 de julho de 2013

avançado de 40 anos assina por clube da premier league

o avançado Kevin Phillips assinou este sábado contrato por um ano com o recém-promovido Crystal Palace, quando está a cinco dias de completar 40 anos.
recorde-se que este avançado foi o melhor jogador e marcador da premier league na época 99/2000, com 30 golos, representava na altura o Sunderland que acabou a prova em 7º lugar.

Ancelotti: «Ronaldo é um exemplo para os jovens»

O técnico do Real Madrid, em forma de balanço pelos primeiros dias de trabalho, deixou palavras elogiosas em relação ao internacional português e acredita que a questão da renovação do craque «não será um problema».

Carlo Ancelotti começou por dizer que «toda a gente sabe que Ronaldo é um fenómeno e um grande goleador», acrescentando o seu «profissionalismo top».

O italiano prosseguiu, elogiando a «atitude» que o avançado demonstra nos treinos, um dado que «é bom para os jovens que o vêem treinar assim».

O técnico foi também questionado sobre algumas movimentações de mercado, nomeadamente sobre o nome de Gareth Bale, mas optou por afirmar que está «muito contente com este plantel», preferindo o silêncio sobre o galês do Tottenham «por respeito aos jogadores que estão no Real Madrid».

Mudado o foco para Gonzalo Higuain, jogador que tem sido insistentemente colocado fora do Real Madrid, o técnico explicou que teve uma conversa com o argentino, mas não a revelou e limitou-se a dizer que está «contente» por o ter no clube.

Por fim, Ancelotti elegeu Dani Carvajal como o jogador que mais o tem surpreendido nos trabalhos da pré-temporada, ele que está de regresso aos merengues depois de uma época no Bayer Leverkusen.
daqui

sexta-feira, 19 de julho de 2013

«uma bomba na arbitragem portuguesa»

Vítor Pereira afirmou que era alguém institucionalmente acima da Comissão de Classificações que avaliava o desempenho dos árbitros.

Árbitros não foram classificados pela Comissão de Classificações
Depois de tanta polémica à volta da classificação dos árbitros, referente a temporada passada, Vítor Pereira veio "incendiar" ainda mais o ambiente, com uma declaração bombástica.

O líder da arbitragem portuguesa afirmou, num curso de árbitros que decorre na Covilhã, que não foi a Comissão de Classificação quem avaliou os árbitros mas sim alguém institucionalmente acima do Conselho de Arbitragem e da sua Comissão de Classificações.

De acordo com Abola, os árbitros ficaram indignados com esta confirmação de Vítor Pereira e um deles, um dos mais cotados, terá perguntado ao ex-árbitro porque não se demitiu de imediato, quando teve acesso a essa informação.

No curso de árbitros que decorre na Covilhã, ficou-se a saber, segundo Abola, que a Sessão Profissional do Conselho de Arbitragem da FPF nomeava os árbitros e a Sessão de Classificação escolhia o grau de dificuldade de cada jogo, "morrendo" aí as suas intervenções no processo de avaliação dos árbitros.

A revelação de que seria alguém fora do Conselho de Arbitragem a avaliar os árbitros fez aumentar o clima de crispação entre o Conselho de Arbitragem e os homens do apito, com Vítor Pereira cada vez mais afastado da classe que representa.
daqui
título da minha responsabilidade

quinta-feira, 18 de julho de 2013

se fosses bom treinador já tinhas clube...

...ou melhor, o padrinho Jorge Nuno já te tinha 'posto' o FCP nas mãos.
enfim..., das poucas vezes que concordo com Pinto da Costa em algo 'futebolísticamente falando'...

de quaquer maneira, aqui fica as declarações do site zerozero:

Domingos sobre SC Braga, Académica, FC Porto e... Benfica

Atualmente sem clube, Domingos Paciência abordou vários temas do seu passado e não se coibiu de se debruçar sobre a possibilidade de treinar o FC Porto.

O técnico garantiu, em entrevista à Sport TV, que mantém uma relação de «amizade» com o presidente dos dragões, Pinto da Costa, e que é «do Porto, cidade e clube», acrescentando que «é normal ter a ambição de treinar o FC Porto».

Contudo, o treinador, de 44 anos, ressalvou que não existe uma obrigatoriedade em treinar os dragões e aceita o facto de não ter sido opção para suceder a Vítor Pereira:

«Há que respeitar o facto de o FC Porto não entender que eu seria a pessoa indicada».
©Catarina Morais
Confessando que já foi «um técnico barato», Domingos, que esteve perto de orientar o Olympiakos e o PAOK, relembrou a sua carreira e destacou que o seu «topo foi a final da Liga Europa», ao serviço do SC Braga.

Sobre a sua passagem pelos minhotos, o técnico explicou que se tratou da experiência que o tornou «mais treinador», embora não esqueça a passagem por Coimbra, onde treinou a Académica:


 «Atingimos a melhor classificação do clube das últimas décadas, mas o ponto de maior alegria para as gentes de Coimbra foi a vitória na Luz, 53 anos depois, e logo por 0x3».

Aliás, o antigo avançado foi ainda questionado sobre a possibilidade de um dia treinar o Benfica, ao que Domingos respondeu que a sua «ligação ao FC Porto torna muito difícil poder um dia treinar o grande rival».

Além destes assuntos, Domingos Paciência pronunciou-se também
sobre a sua passagem pelo Sporting e sobre a proposta que recusou do PAOK.

Relação mantém condenação a João Vieira Pinto

Relação mantém condenação a João Vieira Pinto

O Tribunal da Relação de Lisboa manteve hoje a condenação do antigo futebolista, e actual dirigente da Federação Portuguesa de Futebol, João Vieira Pinto (JVP), a um ano e meio de prisão, pena suspensa, pela prática de um crime de fraude fiscal. Os outros arguidos deste processo julgado nas Varas Criminais de Lisboa (José Veiga, Luís Duque e Rui Meireles), condenados em primeira instância pelo crime de branqueamento de capitais, foram agora absolvidos. Em julgamento esteve a transferência, no Verão de 2001, de JVP do Benfica para o Sporting.
O Tribunal da Relação de Lisboa manteve hoje a condenação do antigo futebolista, e actual dirigente da Federação Portuguesa de Futebol, João Vieira Pinto (JVP), a um ano e meio de prisão, pena suspensa, pela prática de um crime de fraude fiscal.
 
Os outros arguidos deste processo julgado nas Varas Criminais de Lisboa (José Veiga, Luís Duque e Rui Meireles), condenados em primeira instância pelo crime de branqueamento de capitais, foram agora absolvidos.
Em julgamento esteve a transferência, no Verão de 2001, de JVP do Benfica para o Sporting.
através do Tugaleaks
 
só gostava de 'saber' quanto é que os 'absolvidos meteram' no bolso..., essa é que é essa?!...

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Ainda é cedo para sonhar


MINUTO ZERO
Mais um jogo de preparação e nova vitória do Benfica. E se são muitos os que dizem que o resultado é o que menos interessa nestes encontros de preparação de pré-época, a verdade é que a confiança se constrói com triunfos, e bater o Sion, que já tem campeonato nas pernas, só pode deixar felizes Jorge Jesus e jogadores.

O que não se pode é levar demasiado a sério estas primeiras conquistas. Vencer é bom, sim, mas ainda é cedo para sonhar. Porque se Markovic deixa água na boca com um golo de sonho e pormenores que trazem à memória o futebol de luxo de Rui Costa, já Bruno Cortez mostra claras dificuldades a defender, ele que foi contratado para lateral-esquerdo. Nestas alturas, onde se vê algo que traz tranquilidade em relação ao futuro, encontra-se também muita coisa a melhorar. É com este espírito que os benfiquistas devem encarar a pré-temporada, sem criarem pressão excessiva sobre uma equipa que terminou 2012/13 com uma série de desaires que todos precisam de esquecer. Ainda que possa ser difícil fazê-lo quando é o próprio treinador que aponta a finais de Champions e tudo vencer. Há quem não aprenda, por muito que bata com a cabeça. Também por isso a vida às vezes é tão difícil.

Para mais claras definições na Luz é também importante que fora do relvado as questões sejam resolvidas o mais depressa possível. Cardozo tem de deixar de ser uma sombra para Jesus e é necessário saber quanto antes quem sai e quem fica. Esse é provavelmente o maior obstáculo no caminho do técnico. Jogadores como Garay ou Matic são importantíssimos no onze e uma coisa será a equipa com Gaitán ou sem ele. Entre estes ou mesmo Luisão alguém deverá sair, pois a administração da SAD está obrigada a encaixes financeiros contratualizados com a banca. E enquanto Jesus não souber quem está ou vai estar, pode ensaiar muito e bem, mas ver os planos furados quando a competição estiver à porta. É um dilema para todos os clubes portugueses e, à exceção dos milionários do futebol mundial, muita gente se debate com a questão. É por isso que as estruturas que rodeiam a equipa se tornaram tão importantes. É preciso prever o que vai acontecer e ter alternativas para as eventuais saídas que enfraquecem o grupo. O FC Porto estará mais adiantado neste aspeto. E este é um pormenor, por muito pequeno que pareça de momento, que pode fazer toda a diferença no desenrolar da próxima época.

P.S. O Alexandre vai deixar o Record. Com ele aprendi também que os jornais são muito mais do que notícias, numa caminhada de anos e anos lado a lado. Obrigado por tudo, Boss. E até logo.
Bernardo Ribeiro no jornal record

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Quase títulos atrapalham Vieira


1 A hegemonia que Jorge Jesus reclamou para o Benfica, fundada no futebol-arte que não entra em anuários e bíblias com que se faz a história do futebol, em Portugal, constituiu-se muito justamente como um dos temas de discussão mais interessantes nos últimos tempos. E, para além de ter colocado o treinador no centro de alguma chacota regional, não deixou o próprio presidente a salvo das ondas de choque que tal liberdade verbal desencadeou.

2 Percebeu-se o que Jesus quis dizer, que o Benfica está quase lá. Mas esse “quase” já custou três campeonatos, todos perdidos por incompetências várias, da administração ao banco, da baliza às laterais. Daí que, sem hegemonia, Luís Filipe Vieira, apesar das vitórias eleitorais esmagadoras, esteja sempre à mão de semear. E José Veiga, o empresário que chegou a estar cotado na bolsa francesa e se arroga o direito de possuir a chave do sacrário que seria o balneário benfiquista, foi o último a fustigar Vieira, pelas políticas erradas que conduziram o clube a campeão do “quase”. Por muito que isso o irrite, o líder tem de aguentar firme e acreditar que a decisão de manter Jorge Jesus, contra toda a administração, foi a “escolha acertada”.

3 Para já, as águias começam a forçar a nota artística, revelando Djuricic e Sulejmani como as opções mais seguras e os grandes candidatos a mais-valias futuras. Mas há Salvio, o argentino que não joga mal enquanto o físico lho permite. Como sempre, o Benfica promete.

4 A força do FC Porto é tamanha, que agora até permite alterar as mais profundas convicções dos seus jogadores. Veja-se como Ghilas já não cumprirá os rigores do Ramadão em benefício da materialidade de quem lhe paga. Entre dragões que cospem fogo não há dogmas que resistam. E o primeiro troféu da época já está a caminho do Dragão.

5 O Sporting, de Bruno de Carvalho, mostrou ontem como se faz gestão, renovando os contratos de João Mário e Ricardo Esgaio até 2018, ambos com cláusulas de rescisão de 45 milhões de euros. Depois dos 60 milhões de Cissé, os leões marcam pontos no campeonato das cláusulas É preciso começar por algum lado...

6 Quando o discurso do treinador é hoje um dos principais fatores para criação de uma dinâmica de vitória, Sérgio Conceição, o homem escolhido para devolver a Académica ao “grande futebol”, diz que “espetáculo é ganhar”. Sendo uma grande verdade, é uma verdade desconcertante.

7 Antigamente, não havia pistas e o atletismo português brilhava no fundo e no meio-fundo. Agora há pistas e Marcos Chuva ganha medalhas no salto em comprimento. O ideal seria mesmo juntar o melhor dos dois mundos. E nem será muito difícil.


UM CASO SÉRIO

A Benfica TV é, a partir de agora, mais do que uma concorrente direta da Olivedesportos, um grande desafio para o futebol português. Para ser um bom negócio, o canal que os ideólogos da Luz defendem ser o meio privilegiado para quase duplicar as receitas proporcionadas pela exploração dos direitos dos jogos caseiros da equipa principal, precisa de ter oferta capaz de atrair mais do que consumidores benfiquistas. Algumas ligas estrangeiras, entre as quais se destaca a inglesa, são material de top e podem funcionar como grandes alavancas da programação, mas o Benfica foi mais longe e entrou também pelo mercado nacional dentro, com a aquisição dos direitos do Farense e, provavelmente, do Ac. Viseu. Está então aberta a possibilidade de o Benfica passar a ser um concorrente com capacidade para julgar em causa própria, desafiando o legislador a criar um quadro normativo que acautele situações de desigualdade. E, já agora, quem é esse legislador? Pois...


MVP - Andy Murray (Vencedor do torneio de Wimbledon)

Não, não se trata do primeiro tenista britânico a vencer na catedral da relva, ao fim de 77 anos, porque houve... uma britânica a consegui-lo em 1977: Virginia Wade! Mas isso não tira força ao som das trombetas que se fizeram soar a propósito do seu triunfo sobre Novak Djokovic, atual líder do ranking mundial.

A FRASE: «O dinheiro é importante mas não é tudo»
Bruma


Sábias palavras de quem tem 18 anos e uma vida difícil obrigou a que entregasse o futuro nas mãos de pessoas inábeis. Os agentes e o clube que lhe tem dado trabalho não estão decididamente à altura do seu talento de candidato a primeira figura do futebol internacional.
António Varela no jornal record

Manchester United já garantiu Garay

 

O jornal espanhol "Marca" revela que o Manchester United já garantiu a contratação de Ezequiel Garay ao Benfica, pagando 20 milhões de euros.

Como o Real Madrid, anterior clube do defesa-central argentino, ficou com 50 por cento do passe na altura da venda, os encarnados encaixarão 10 milhões de euros.
daqui

«Manuel Cajuda já está na China»

'Declaração' de Manuel Cajuda no seu facebook:

Quero informar os meus amigo(a)s que aceitei um convite dum clube Chinês para voltar ao activo embora com funções ligeiramente mais abrangentes do que as habituais para um treinador de futebol.

Nos próximos 4 meses serei o "Manager" e o responsável do Staff técnico do Chongqing da "League One" Chinesa, clube com apenas 3 anos de existência e propriedade do governo local que pretende organizar-se e estruturar-se de forma altamente profissional. É um desafio altamente aliciante num país em profundo crescimento que terei a honra de conhecer.

Na última semana estive já na cidade de Chongqing e após ter verificado a realidade do clube, este é um projecto que tem início imediato e será levado a cabo até pelo menos final da época desportiva Chinesa(Novembro).

Nessa altura analisarei a experiencia levada a cabo e decidirei se aceito a extensão proposta por mais 24 meses para as mesmas funções, sendo que serei acompanhado pelos habituais colaboradores Rui Nascimento e Hugo Cajuda.
A todos os meus amigo(a)s, um abraço e bem hajam.



 

Manuel Cajuda torna-se manager de equipa chinesa

Treinador assume cargo no Chongqing

O técnico português Manuel Cajuda revelou este domingo que irá assumir as funções de manager na equipa do Chongqing, que ocupa o último lugar na 2.ª divisão do futebol chinês.

"Aceitei um convite de um clube chinês para voltar ao ativo, embora com funções ligeiramente mais abrangentes do que as habituais para um treinador de futebol", refere o treinador no Facebook.

Cajuda, que esteve na última época no Olhanense e do qual saiu antes do final da temprada, explicou que a sua passagem pelo futebol chinês será de quatro meses, desempenhando as funções de manager e responsável pela equipa técnica.

"Na última semana estive já na cidade de Chongqing e, após ter verificado a realidade do clube, vi que este é um projeto que tem início imediato e será levado a cabo até pelo menos final da época desportiva chinesa [em novembro]", explica também na rede social.

O técnico, de 62 anos, que terá o apoio dos adjuntos Rui Nascimento e Hugo Cajuda (seu filho), referiu ainda que avaliará posteriormente a possibilidade de prolongar o vínculo contratual por mais dois anos.
através do jornal record

domingo, 14 de julho de 2013

mais uma vez 'os descontos' não deixaram o Benfica ganhar...

mais uma vez, após o minuto 90 o azar persegue o Benfica, a vencer por 3-2 o Bordéus, deixou-se empatar já nos descontos.
aqui ficam os golos:


mais uma entrevista com um excelente treinador

«Não era possível continuar a crescer»
reflete sobre um percurso quase 100% gilista


Sete anos com a camisola gilista, outros tantos também a cantar de galo no comando do balneário. O treinador de 43 anos fechou um 2.º ciclo na liderança do clube de Barcelos e faz aqui o balanço de uma carreira impossível de dissociar do Gil Vicente. Onde um dia até pode voltar...

RECORD – Foi no Gil Vicente que começou a sua carreira de treinador, em 2005, saiu para treinar a Seleção Sub-20 e depois a U. Leiria e o Vizela, voltando em 2009 até chegarmos aqui. Foram oito anos a treinar, com sete cumpridos à frente do Gil. Foi demasiado tempo no mesmo clube, apesar de genericamente ter sido feliz aí?

PAULO ALVES – Foram muitos anos. Comecei logo com o clube a bater-se com o “caso Mateus”. Foram anos que me deixam muito orgulhoso. Sempre com muitas dificuldades, sempre com muitos problemas, nos quais alcançámos os objetivos. Hoje, o clube está consolidado na 1.ª Liga. Por isso vejo esta passagem com muito orgulho. Uma passagem que me deixou muito enriquecido como treinador e que só posso considerar muito positiva.

O ponto mais negativo foi o que se seguiu ao ‘caso Mateus’. O mais positivo foi a subida de divisão

R – Ponto mais alto e ponto mais baixo deste percurso?

PA – Não posso deixar de recordar o que aconteceu após o “caso Mateus”. Baixámos administrativamente e foi muito difícil. Só Deus e as pessoas que estavam aqui sabem como foi difícil manter o clube. Em termos de motivação foi também um grande desafio que tivemos de vencer. O Gil Vicente esteve em risco. Este foi o ponto mais negativo. O ponto mais alto foi a subida de divisão na época de 2010/11, quando o clube foi reposto no lugar que merece. Conseguimos depois atingir uma final, estando perto de conquistar um título importante (Taça da Liga), o que colocou o clube na primeira linha do futebol português. Foram, por isso, duas passagens pelo Gil Vicente muito proveitosas.

R – Com um pouco mais de condições, o resultado podia ainda ser melhor?

PA – Sim, o clube tem uma massa associativa muito apaixonada, com muito fervor, que gosta de ver bom futebol. Mas nos últimos anos nunca foi possível ter muitas coisas aqui. Lembro-me de referenciar jogadores que nunca conseguimos contratar. Muitos deles acabavam mesmo noutros clubes. Dou-lhe um exemplo: na época passada falámos com jogadores no início que tentámos que viessem mas não conseguimos e eles acabaram em clubes que no final da temporada até desceram de divisão.

R – Teve problemas com o presidente devido a tudo isto?

PA – Não. Sempre fomos muito frontais. Sempre fui compreensivo na minha relação com ele e com todos os dirigentes. Quando o presidente não podia, era porque não podia mesmo. Estivemos sempre em consonância e aceitei sempre trabalhar com essas limitações e dificuldades. A estabilidade esteve sempre acima de tudo.

R – Após tantos anos, com o clube estabilizado, depois de uma época que reconhecidamente não foi fácil mas na qual o objetivo permanência foi alcançado, temos o Paulo Alves a sair do Gil Vicente. O que aconteceu? Foi iniciativa sua, foi iniciativa do presidente ou foi uma decisão conjunta?

PA – De alguma forma foi uma decisão consensual. Como disse atrás, as pessoas gostam de ver um futebol atrativo e espetacular. Gostam de equipas que assumam os jogos. Mas nós este ano não o conseguimos fazer, devido a diversas circunstâncias. Embora tenhamos atingido os objetivos mínimos, não foi possível praticar de uma forma continuada um futebol atrativo. Eu senti isso e o presidente também sentiu que bastava as coisas não começarem a correr bem na época que aí vem e tudo ficaria muito difícil. Compreendi perfeitamente. Este é um clube que em dois anos cresceu muito. Quando cheguei aqui, em março de 2010, estávamos em vias de descer à 2.ª Divisão. Em dois anos, o clube foi campeão da 2.ª Liga, fez uma época fantástica com jogadores que ninguém conhecia e isso se calhar convenceu as pessoas de que seria sempre a crescer a este ritmo. O que seria muito difícil. Tendo em conta as limitações existentes, haveria sempre uma época a correr menos bem.

Tudo ficaria mais difícil para mim e para o clube se a próxima temporada não começasse bem

R – Não ficou magoado com o que aconteceu?

PA – De maneira nenhuma. O presidente já referiu que fiz aqui um bom trabalho. Foi, por isso, uma saída normal.

R – António Fiúsa também já disse, numa entrevista a Record, que podem estar criadas condições para que daqui a dois anos o Paulo Alves possa voltar ao Gil Vicente mais forte. Como interpreta estas palavras do presidente?

PA – É um orgulho ouvir isso, é sinal de que as pessoas reconhecem o meu trabalho. Mas o futuro a Deus pertence e vamos ver o que acontece.

R – Contava estar já a trabalhar?

PA – Esperamos sempre, mas tenho a consciência de que as coisas não são assim tão simples. É preciso ter calma e paciência.

R – Admite fazer a mala e partir para o estrangeiro?

PA – Gostava de continuar por cá, pois este é o meu país e o meu campeonato. Mas não fecho a porta a uma experiência dessas. Aliás, já surgiu uma oportunidade, mas que acabou por não se concretizar. É algo que, sim, pode de facto acontecer.

R – Depois do seu 1.º ciclo no Gil Vicente, teve a oportunidade de treinar a Seleção Nacional de Sub-20, mas esteve lá pouco meses. Algum dia se arrependeu de ter abandonado este posto?

PA – Muitas pessoas me fazem essa pergunta. É pena não termos o dom da ubiquidade. Mas não podemos fazer duas coisas ao mesmo tempo. Quando fui para a FPF, tínhamos como perspetiva disputar os torneios da Madeira e de Toulon, dando apoio ao Oceano na equipa de Sub-21. Por fatores alheios à FPF, ambos os torneios foram cancelados. Houve um momento, aí por março, em que não tinha jogos para disputar, pouco mais tinha para fazer. Houve um grande vazio, embora o trabalho fosse espetacular. Para mim não dava estar tanto tempo parado. Senti que as pessoas me queriam aqui no Gil, acabei por vir e as coisas correram bem. Se esses torneios se tivessem mantido no calendário, obviamente não iria sair. Foi uma opção que tomei e que acabou por dar frutos aqui.

«Abel Xavier a orientar o Olhanense deixou-me surpreendido»

COMENTA ESCOLHA DO CLUBE ALGARVIO
Paulo Alves admite que não estava à espera da escolha de Abel Xavier para liderar clube algarvio...

R – O último elemento das chamada geração dourada, a tal que foi bicampeã do Mundo de juniores, a estrear-se como treinador foi o Abel Xavier, no Olhanense. Como viu esta aposta em mais um jogador saído do “viveiro” de Carlos Queiroz e das tais campanhas gloriosas do futebol jovem português?

PA – Confesso que foi uma surpresa, de facto. É um treinador que nunca teve qualquer oportunidade e que agora surge num clube da 1.ª Liga. Não sendo esta situação, porém, uma novidade, pois hoje as direções fazem este tipo de apostas. O Abel tem aqui uma oportunidade para se afirmar e espero que as coisas lhe corram bem, embora se trate de um clube que nos últimos anos tem sido problemas que têm tido reflexos diretos na estabilidade dos treinadores que entretanto foram passando por Olhão.

«Jesus nunca se impôs nos grandes jogos»

E DEIXA AINDA ELOGIOS A PAULO FONSECA



Paulo Alves, antigo treinador do Gil Vicente, fala da situação de Jorge Jesus no Benfica e ainda deixa palavras de elogio para Paulo Fonseca, novo técnico do FC Porto...

RECORD – Paulo Fonseca no FC Porto é aposta de risco?

PAULO ALVES – Não acho. O Paulo já mostrou muita capacidade e, depois, o FC Porto tem a estrutura que todos conhecemos, e mesmo um treinador jovem e com menos experiência conta sempre com todo o apoio, como aconteceu com o André Villas-Boas. É um clube que oferece grande estabilidade a todos os treinadores e que pensa muito bem nas apostas que faz a todos os níveis. Obviamente, é sempre um grande desafio para o Paulo Fonseca. Mas tem tudo para ter sucesso nesta sua nova experiência como treinador, agora com o mais alto grau de exigência.

R – Jorge Jesus tem agora menos capital no Benfica, depois de uma época marcada pela sua genuflexão no Estádio do Dragão?

PA – Tem, obviamente, uma margem mais reduzida. Mas é um desafio muito grande para ele. Vamos ver se o Benfica acertou nestes novos jogadores. Penso que Jesus poderá fazer uma alteração na estrutura da equipa em relação aos últimos anos. Acredito que pode jogar com mais um médio, dando mais consistência à equipa, para a tornar mais forte sobretudo nos jogos grandes, onde o Jorge Jesus nunca conseguiu verdadeiramente impor-se. Se estes jogadores tiverem qualidade, a equipa poderá melhor. Não deixa de ser um grande desafio. Se as coisas não começarem a correr bem, não será fácil para ele.

Paulo Fonseca tem um grande desafio pela frente mas conta com o apoio de uma estrutura forte

R – E o Sporting? Pode aproximar-se de Benfica e FC Porto?

PA – Aproximar-se, até pode. Mas será um bocadinho cedo para pensar em colar-se já a Benfica e FC Porto. Parece-me que as pessoas estão com os pés no chão e a tentar unir o grupo. Acredito que será melhor. O treinador também conhece o futebol português, é um treinador rigoroso e consistente e acredito que vai fazer um bom campeonato, mas não prevejo que possa imiscuir-se na luta pelo título, embora se possa aproximar.

R – O nosso campeonato é muito desequilibrado?

PA – Benfica e FC Porto estão muito lá em cima. Temos depois o Sporting e o Sp. Braga, aparecendo sempre mais uma equipa, como o Paços na última época, a intrometer-se. Mas os clubes têm tido problemas e não podem investir muito, não podendo manter os seus melhores jogadores. É um fosso considerável. Uma diferença que muitas vezes se esbate com a qualidade dos treinadores e a estabilidade de alguns clubes. Agora que temos uma diferença muito grande de orçamentos, isso é um facto. É algo que se combate com organização e trabalho. Temos, na minha opinião, um campeonato desequilibrado a este nível mas muito competitivo, como aconteceu no último campeonato, quando chegámos à última jornada com muita coisa para decidir, desde o título aos lugares da despromoção. Este ano podemos voltar a ter um campeonato assim. É sempre bom.

R – Agradou-lhe a proposta da Liga de um campeonato a duas velocidades?

PA – Não. Nada iríamos ganhar com isso. Só iria aumentar as diferenças. As equipas que ficassem para trás, para o grupo da permanência, ficariam muito desmotivadas. Corríamos o risco de ver mais equipas desaparecerem. Esta fórmula é a melhor e espero que assim continue. Não podemos deixar os clubes pequenos para trás, pois eles não têm só um papel desportivo e também têm um papel social muito importante. Tem de haver um compromisso a este nível.
através do jornal record
 

sábado, 13 de julho de 2013

dentro do cesto...

o primeiro onze/sistema de Sporting, FC Porto e Benfica

aqui ficam os onze/sistemas que vão a jogo hoje em jogos de preparação - do Benfica (contra o Étoile Carouge), do FC Porto (contra o Marselha) e do Sporting (contra o Tourizense).


Oblak reclama final de contrato

Oblak diz que não tem vínculo laboral e está cada vez mais afastado do emblema benfiquista.
Jan Oblak está em rota de colisão com o Benfica e alega que é, nesta altura, um jogador livre. À semelhança do que acontece com Bruma e o Sporting, o guarda-redes esloveno, de 20 anos, diz que o contrato com as águias, assinado em 2010, terminou a 30 de junho deste ano. Os encarnados, por seu lado, asseguram que o jogador é um ativo da SAD até 2015/16. Vamos por partes.

Oblak, que chegou do Olimpija Ljubljana por 1,5 milhões de euros, assinou o primeiro vínculo com o emblema da Luz em janeiro de 2010, válido por três épocas, e fê-lo pouco tempo depois de ter completado 17 anos. Era menor e é aqui que o jogador se agarra para garantir que não tem contrato.

Essa ligação, de facto, terminaria agora, mas o emblema da Luz assegura a existência de um segundo contrato, assinado em 2011, e a prolongar o anterior em três anos, portanto, válido até 2016. Então, Oblak já tinha 18 anos, pelo que, ao abrigo das leis da FIFA, podia assinar um vínculo de qualquer duração – até ser maior apenas podia comprometer-se por três épocas.

Os dois contratos, segundo o Benfica, estão registados na Liga e na FPF, e foram devidamente assinados por Oblak, tanto a versão portuguesa como a tradução em inglês.

"É livre"

Versão contraditória tem Miha Mlakar, um dos empresários de Oblak, e segundo o próprio “o único” representante do jogador. A verdade é que nesta novela existe um outro agente, Robert Cibej, que se terá zangado com o então associado. Ora para Mlakar, que tem acompanhado Oblak nos últimos tempos, não há qualquer dúvida. “Ele é livre, assinou um contrato quando era menor – não é válido. Terminou a ligação ao Benfica este ano”, afirmou ao nosso jornal. Mas não assinou um segundo vínculo? “Claro que não”, respondeu prontamente.

Esta é, naturalmente, outra das afirmações contestadas pelos encarnados, que se mantêm tranquilos em todo este processo. Aliás, o Benfica estranha mais duas situações. A primeira tem a ver com o facto de Oblak ignorar a Gestifute, empresa que até há pouco tempo tinha papel ativo na vida profissional do guardião.

A outra tem a ver com a situação contratual.Estranham os responsáveis benfiquistas que Oblak não tenha contestado quando recebeu a ordem para se apresentar aos trabalhos, já que aparenta tanta certeza na nulidade do contrato. Esta é uma novela que está para durar, com o Benfica e o jogador cada vez mais afastados.

Permanece ausente e incontactável

• Apesar de já ter instaurado um processo disciplinar a Jan Oblak, a SAD encarnada continua disposta a encontrar uma solução positiva para todas as partes. Contudo, esta intenção dos dirigentes está a revelar-se muito complicada, pois o futebolista está em parte incerta e tem o telemóvel desligado, o que inviabiliza qualquer hipótese de diálogo. Recorde-se que o internacional esloveno devia ter-se apresentado no centro de estágio do Seixal a 1 de julho, o que não veio a verificar-se. O jovem não só faltou à apresentação como não deu qualquer justificação para o ato. Desde então o Benfica procurou entrar em contacto com Oblak por diversos meios, mas sem resultados práticos. Mediante estes dados, a SAD benfiquista não teve outra alternativa, senão avançar com o processo disciplinar.

Ponto da situação

- Oblak garante que não tem contrato com as águias, visto que assinou na condição de menor. Para o esloveno, a ligação ao Benfica terminou a 30 de junho;

- Os responsáveis encarnados estão tranquilos em relação a este assunto e asseguram que na Liga e na FPF há um contrato assinado em 2011 pelo jogador e válido até 2016. Tinha, então, 18 anos;

- O guarda-redes falhou o regresso aos trabalhos. Mantém-se incontactável e enfrenta um processo disciplinar instaurado pela SAD encarnada.
através do jornal record

Os casos Bruma e Oblak

MINUTO 0
 
 
Quando se resolverem os casos Bruma e Oblak, Sporting e Benfica têm de tentar perceber rapidamente o que vai mal nas respetivas estruturas de futebol.
É sempre mais fácil atribuir os nossos erros a terceiros do que tentar entender por que os cometemos, mas os dois grandes deviam ter a capacidade de antever problemas como estes.
E se no caso dos leões a tempestade estava à vista de todos e só em Alvalade pareciam ignorá-la, já na Luz a surpresa foi completa e houve mesmo quem pensasse que se tratava apenas de um tema burocrático.

À imagem do que sucede no Dragão, onde desde a comunicação ao bem-estar dos jogadores tudo é pensado ao mais ínfimo pormenor, leões e águias têm de se aperceber mais cedo de que algo vai mal com os craques, os chamados ativos que deviam proteger.
Perder jovens jogadores de futuro em processos mais ou menos obscuros pode ser imputado somente a fatores externos, como empresários gananciosos, miúdos mal-agradecidos ou clubes que não respeitem as leis da FIFA.
Tudo isto é verdade, mas para evitar novelas que geram erros desportivos tão graves é preciso ter quem se preocupe com o dia-a-dia dos jogadores.
Principalmente os mais novos ou deslocados da casa-mãe, pois são à partida os que terão mais dificuldades para viver com a pressão de representar um grande ou resistir à tentação de trocar o emblema que representam por mais meia dúzia de patacos ou promessas de glória noutras paragens.

Nestes dois casos, salta à vista que a curto prazo a saída de Bruma tem muito mais impacto no Sporting do que a de Oblak no Benfica. A longo prazo se verá o que sucede. No entanto, se a juntar à rescisão do jovem extremo acrescentarmos as saídas de Schaars e Arias para o PSV e o ainda longo processo de colocações e empréstimos que Inácio e Virgílio têm de empreender com Bruno de Carvalho, facilmente se percebe como é complicado ainda o trabalho de Leonardo Jardim.
O tempo passa e há tanto que fazer. E Bruma fará muita falta.
 

«a entrevista de José Veiga»

José Veiga: «Uma humilhação que ficará para a história»

COMENTA DE FORMA BASTANTE CRÍTICA O DESFECHO DA TEMPORADA 2012/13

 
Em declarações ao programa "Mercado", da CMTV, José Veiga deixou duras críticas à estrutura atual do Benfica, admitindo que a última época, onde o Benfica nada conquistou, foi uma "humilhação".

"Não sei se o Jorge Jesus tem razões para estar preocupado. Não estou a acompanhar, mas numa análise fria, será um ínicio de campeonato que não é fácil, com um plantel que não está definido. Além disso, o Benfica não vendeu ninguém e tem de o fazer. Segundo as minhas fontes, terá que fazer 50 milhões em vendas. É essencial vender. O Jesus não tem direito a errar. Há uma relação de grande desgaste com os adeptos, depois de época que terminou muito mal e terá um grande problema do inicio desta época", revelou, em declarações ao programa "Mercado", da CMTV.

"Na época passada tudo começou como acabou, com muita indisciplina. Com o caso do Luisão, onde o próprio Jesus se riu da situação. Começou aí o grande desnorte da época", explicou o antigo empresário, que comentou depois a polémica entre Cardozo e Jorge Jesus.

"Não há condições para Cardozo e JJ coexistirem. O Cardozo agrediu treinador no centro do relvado no relvado. O treinador foi humilhado, numa agressão clara, que não foi tentativa. No entanto, a direcção infelizmente nada fez. Mas este é um problema que se arrasta há muitos anos, é um problema de estrutura, desde 06/07", destacou, referindo-se ao período posterior à sua saída.

"O grande problema do Benfica é a estrutura, não tem estrutura organizada e profissional. Não vale a pena estar a contratar ninguém, pois não vai ganhar regularmente, apenas de forma esporádica. O presidente não dá explicações quando as coisas correm mal, apenas dá a cara quando as coisas correm bem", criticou.

"Esta última época foi uma humilhação que ficará para sempre na história e ninguém explica o que correu mal. Não desvalorizo a presença na final da Liga Europa, apenas discuto o Campeonato e Taça de Portugal, tínhamos obrigação de ganhar, tínhamos o maior orçamento e melhor plantel, que era superior ao FC Porto. Não é problema de treinador, pois o Jorge Jesus é melhor do que o Vítor Pereira. Creio que o Jorge Jesus esteve péssimo a nível de comunicação nas ultimas duas épocas, falhou na organização", frisou.

José Veiga: «Vieira é um presidente medroso»
DIZ QUE ATUAL LÍDER É O RESPONSÁVEL
 
Convidado do programa "Mercado" da CMTV, o antigo dirigente encarnado José Veiga deixou duras críticas à atual direção do Benfica, especialmente a Luís Filipe Vieira, que considera ser o grande responsável pela atual situação do clube.

"Os mandatos são para cumprir, mas acho que Vieira é o grande responsável, pois tem uma estrutura frágil. Nem é estrutura, não é nada... Atiram areia para os olhos dos sócios, vender sonhos. Pelo orçamento que tem, o Vieira tem de ter os melhores profissionais. Por outro lado, acumula demasiadas funções. E, depois, não pode anunciar um novo ciclo", começou por dizer.

"A estrutura devia ter pessoas que percebam da matéria, têm de perceber de futebol. Contudo, as pessoas que lá estão não percebem de futebol, numa estrutura que não existe. Basicamente, só tem duas pessoas competentes, o Sheu e o Lourenço Pereira Coelho. Falta alguém que lidere o departamento de futebol", analisou, falando depois da época 2012/13:

"Começámos a perder o campeonato no Marítimo, com aqueles festejos após a vitória na Madeira…. Não houve ninguém que pusesse água na fervura, pois um campeonato só se ganha na última jornada. Além disso, o Vieira dá uma entrevista à Benfica TV após vitória contra o Fenerhaçe em que não disse nada. No jogo com o Estoril, que era o jogo do título, foi para o Brasil, não estava no estádio e empatámos".

"Na véspera do FC Porto, houve Media Open Day, com uma conferência de imprensa para falar sobre a final da Liga Europa, e todo o plantel e o Jesus falaram do FC Porto, algo que não foi alvo de reparos por ninguém da estrutura nem da comunicação".

"O Luís Filipe Vieira não mostrou imagem de força nem personalidade. Mostrou ser um presidente medroso, atacado e escondido no balneário do FC Porto. Passou uma má imagem para o seu plantel, que ia discutir o título no estádio do rival. A mesma coisa aconteceu em Alvalade, onde devia ter ido para o camarote ou para o banco de suplentes. Assim transmite uma imagem de medroso, representante mal o Benfica. Nos últimos 20 anos conquistámos 2 campeonatos e o FC Porto 14. O que é a hegemonia para Vieira? Não percebo. O Benfica tem de ser grande em tudo! E tem de mostrar no campo, não é nas palavras do presidente que só se sabe esconder", criticou.

José Veiga: «Jorge Jesus tem poderes a mais»
EX-DIRIGENTE  DIZ QUE LUÍS FILIPE VIEIRA ESTÁ "REFÉM DO TREINADOR"
 
 
Confrontado com a posição de Jorge Jesus, José Veiga admitiu que o problema do técnico passa pelo seu poder na equipa. "Conheço-o muito bem há 20 anos, mas não falamos desde que está no Benfica. É um óptimo treinador, o melhor do futebol português na época passada…Mas só deve ser treinador. Tem poderes a mais, pois não existe estrutura. O Benfica não pode estar dependente de treinadores e empresários. E o Vieira é refém do treinador. Aliás, se eu fosse o Jesus não tinha ficado no Benfica", disse.

"Agora é fundamental começar bem a época, com um grande desgasto no passado com os sócios. Recordo que o Jesus foi insultado e cuspido pelos sócios depois da final da Taça. Tem de mudar o discurso, pois no futebol não há nota artística. Só interessa a vitória e não há vitórias morais", garantiu.

"Senti-me humilhado quando o Jesus se ajoelhou na derrota com o FC Porto. Os sócios têm direito à palavra, é inadmissível um treinador ajoelhar-se no estádio rival, mostrar um líder completamente derrotado, que humilhou todos os benfiquistas. O Jesus não devia ficar para o seu próprio bem, vai ser uma época muito difícil, onde não há margem de erro", analisou.
 
José Veiga: «Mandei o David Luiz vir sem ninguém saber...»
RECORDA CONTRATAÇÃO DO DEFESA BRASILEIRO
 
 
Em entrevista ao programa "Mercado", da CMTV, José Veiga frisou que o Benfica deveria apostar mais no mercado interno, desde que a formação seja feita da forma correta, e recordou ainda a contratação de David Luiz para os encarnados.

"O Benfica devia apostar em mais portugueses, apostar mais na formação, como todos os clubes portugueses. O futebol globalizou-se, não é como era antes e não temos apostado na formação, mesmo investindo forte no centro de formação. Considero que é um bom investimento se for bem trabalhado, o que não tem sido o caso. Não há qualidade nos técnicos de formação, por isso não há bons jogadores de qualidade. Tem de haver um critério mais rigoroso, escolher por valor e não por amigos-técnicos; tem de haver um formador que orientasse técnicos e também jogadores. Se a pessoa é competente tem de haver resultados, se não há é porque não há competência", atirou, falando depois da chegada de David Luiz.

"Tinha vários jogadores em carteira e mandei vir David Luiz sem ninguém saber. Recordo-me que tinha uma pubalgia. Fizemos um pacto e recuperámos o jogador sem ninguém saber. Depois disso foi vendido por 30 milhões e até hoje ninguém sabia como ele entrou no Benfica. Se a estrutura continuasse fechada tínhamos continuado a ganhar", destacou.

"O FC Porto ganha porque os outros são muito fracos, cometem-se erros crassos e procura-se esconder os erros culpando os árbitros. Não houve interferência de árbitros neste último campeonato. Tínhamos, de longe, o melhor plantel. Falhámos por incompetência e culpa própria", criticou.
através do jornal record
 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Um grande bitaite de José Veiga



Ajudou muito o facto de ter sido entrevistado pela minha colega Diana Gomez, já a melhor pivot portuguesa de programas desportivos, com uma evolução que até assusta!

José Veiga "derreteu" a política desportiva e o estilo Vieira.

Ainda me impressiona ver Veiga a assumir-se como benfiquista mas dou isso de barato. O que Veiga disse foi o que todos os benfiquistas sabiam mas não queriam dizer.

Ou seja, que o Benfica tem uma estrutura de cristal, que é comandado apenas pelo seu presidente, que o balneário é uma balbúrdia e que Jesus está em roda livre.

Foi uma entrevista presidencialista.

Veiga está a pôr-se a jeito para atacar a liderança do Benfica.

Tem legitimidade para isso, apesar de ter sido presidente da casa do FC Porto no Luxemburgo.

Os benfiquistas que o ouviram só podem ter ficado convencidos, eles que continuam a ser os vencidos.

Soberbo momento de Veiga quando chamou corajoso a Vieira por ter ficado no balneário do Dragão e quando chamou herói a Jesus por se ter ajoelhado no estádio do FC Porto.
post daqui

um pôr do sol lindo...

Dragões chamam especialista

Por (Ivan Del Val / Global Imagens

 
Se Wil Coort se sente em casa no estágio portista, há outro elemento da estrutura que está literalmente como tal: Pepijn Lijnders.



Menos conhecido do que o treinador de guarda-redes, Lijnders chegou ao Dragão há seis anos para trabalhar as capacidades individuais dos jogadores e as tomadas de decisão.

Fá-lo essencialmente com os escalões de formação, desde os sub-8 até aos juniores. Recentemente começou a trabalhar com a equipa B e até ajudou jovens como Atsu a moldarem-se à imagem do FC Porto.

Agora foi chamado pela estrutura para conhecer a nova equipa técnica, o que no fundo junta o útil ao agradável, uma vez que Lijnders é natural precisamente de uma freguesia de Horst. Ontem viu o treino todo.

O treino das capacidades individuais e da melhoria das tomadas de decisão é prática comum entre as grandes equipas europeias. Um dos grandes especialistas é René Meulensteen, compatriota de Ljinders, que trocou recentemente o Manchester United pelos russos do Anzhi. Meulensteen, recorde-se, foi um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento de Cristiano Ronaldo, após a chegada do português a Manchester.
através do jornal O Jogo

uma excelente entrevista a não perder

«Tive com o FC Porto um contrato verbal»
Em 1998 recebeu telefonema de Pinto da Costa
 
Aos 60 anos, aceita a ideia de que a carreira como treinador ficou aquém das expectativas criadas no arranque. No balanço de uma vida quase toda dedicada ao futebol, há ainda disponibilidade para abordar os tempos em que se expressou como um dos melhores futebolistas da história do futebol português.

RECORD – Fecharam-lhe as portas em Portugal como treinador?

JOÃO ALVES – Não sei se há algum presidente que tenha medo de mim... Não faço ideia mas também não estou muito preocupado. Há características do meu comportamento à frente dos clubes que defendi: nunca lhes bati à porta e coloquei os interesses institucionais sempre à frente de tudo o resto; nada me podem apontar em termos de dedicação e gerei riqueza em quase todos por onde passei. Sinceramente, não sei o que aconteceu. Às vezes a gente perde o timing das coisas sem dar por isso – mas não me parece ter sido o caso.

R – Consegue decifrar o que fez mal nestes últimos anos?

JA – Sinto-me bem física e psicologicamente, estou operacional e tenho-me atualizado... Por vezes rebobino a fita e dou comigo a tentar perceber o que terei feito mal. E reconheço ter dado alguns passos atrás. Parei dois anos e criei uma escola de jogadores; depois aceitei dirigir os juniores do Benfica, o que, dando-me um prazer enorme, foi entendido como despromoção que me aproximava do final da carreira. E não era, como se provou quando fui dirigir o Servette e assinei três épocas fabulosas.


Sinto-me bem física e psicologicamente, estou operacional e tenho-me atualizado...

João Alves 




R – Que balanço faz da experiência?

JA – Cheguei com o risco de descida na 2.ª Divisão, encetámos uma recuperação e fomos a melhor equipa da Suíça de 2010, no cômputo geral das competições profissionais (fizemos 2,45 pontos por jogo); no segundo ano subimos e fomos os mais concretizadores; no terceiro, já na 1.ª Divisão, estávamos lançados para uma boa campanha quando, depois de perdermos em casa para a Taça com uma equipa da 2.ª Divisão, fui despedido. Depois o presidente foi demitido, o clube ficou à beira da falência e só se salvou no último dia. Regressei na parte final da época. Fomos à Europa e eu fui o segundo treinador da Suíça. Talvez não tenha esquecido nada do que aprendi...

R – Sente que foi prejudicado por alguma decisão que tomou?

JA – Claro, as coisas também correm mal por más decisões que tomamos. Não devia ter pegado no Servette em 2012/13, por exemplo. Mas tinha contrato... Nos meus tempos áureos recusava, dizia-lhes que queria rescindir e ia-me embora. Agora aceitei o risco e fui penalizado: a descida era inevitável

R – Acredita que podia ter ido mais longe como treinador?

JA – Podia, sem dúvida. Comecei a carreira no Boavista, na 1.ª Divisão, com duas classificações europeias nos dois primeiros anos. Seguiram-se desentendimentos com Valentim Loureiro e saí, para ajudar o Leixões a subir de escalão (87/88); vim para o Est. Amadora e venci a Taça de Portugal na segunda temporada ao serviço do clube (1989/90). Pode dizer-se que, ao fim desses primeiros anos, estava lançado para voos mais altos.

R – Como explica não ter chegado aos maiores clubes portugueses e à própria Seleção?

JA – A afinidade com Valentim Loureiro, meu velho amigo, levou-me a regressar ao Bessa. Zanguei-me com ele outra vez e fui-me embora para o V. Guimarães, levado por Pimenta Machado, outro dinossauro do futebol. Regressei ao Estrela, na 2.ª Divisão. Uma das coisas mais importantes na carreira de um treinador é saber escolher o projeto que vai abraçar. E eu, em determinadas alturas, não tomei as melhores decisões.

R – Como por exemplo?

JA – Nunca me rodeei de uma equipa que me ajudasse a decidir nalguns momentos da carreira. E já lhe dei um exemplo concreto: não devia ter continuado no Servette nesta época. Foi um erro que exemplifica uma carreira que, a partir de certa altura, foi feita de altos e baixos. Foram mais os altos (subidas de divisão, qualificações europeias) do que os baixos. Mas estes deviam ter sido menos.

R – Esses erros impediram-no de ter chegado ao topo?

JA – Sem dúvida. Não é uma história muito conhecida mas tive com o FC Porto um contrato verbal, na sequência de conversa com o presidente Pinto da Costa.


Não devia ter continuado no Servette em 2012/13. Foi um erro que exemplifica uma carreira feita de altos e baixos

João Alves




R – Quando é que isso foi?

JA – Foi em 1998, estava no Campomaiorense. O António Oliveira, que fora campeão entre 1996 e 1998, estava de saída das Antas e acabou por ser substituído pelo Fernando Santos. Mas a primeira pessoa a ser contactada, pelo menos foi essa a ideia com que fiquei, fui eu.

R – E por que não se concretizou?

JA – Na qualidade de treinador do Campomaiorense fui ver o torneio de Toulon e, como o campeonato tinha terminado, levei a minha mulher para passar uns dias de férias na Côte d’Azur. Fiz o meu trabalho e fiquei lá mais uns dias a descansar. Recebi então um telefonema de Jorge Nuno Pinto da Costa a perguntar se eu queria treinar o FC Porto, ao que respondi: “Logicamente que sim”. Ele quis então saber quando é que eu chegava a Portugal e esclareci que era na semana seguinte. Entretanto, o FC Porto jogava a final da Taça de Portugal com o Sp. Braga e eu não vim.

R – Chegaram a falar de condições?

JA – Não, o contacto resumiu-se ao que atrás falei, ficando combinado um encontro posterior, de modo a passar das palavras aos atos, isto é, negociarmos um possível contrato. A verdade é que, no avião de regresso a Portugal, peguei no Record e li mais ou menos o seguinte: “Fernando Santos quase certo no FC Porto; João Alves como segunda hipótese.”

R – O que sucedeu então?

JA – Sucedeu que não vim ver a final da Taça (dá-me ideia de que devia ter vindo, conhecendo bem a personalidade de Pinto da Costa...) e cometi um erro fatal. Quando cheguei de Nice, tal como ficara combinado, telefonei-lhe. E ele explicou que já tinha contratado o Fernando Santos. Disse para mim mesmo, “já foste”. Relato esta história como um episódio de vida e espero que ninguém leve a mal que o tenha feito. Serve apenas para exemplificar que há momentos que marcam a carreira de um treinador.

R – Pode ter desperdiçado a hipótese de ser campeão nacional....

JA – Naquela altura teria 99% de probabilidades de sê-lo. Há comboios que só passam uma vez nas nossas vidas e a gente só tem duas hipóteses: apanhamo-lo ou atrasamo-nos e nunca mais o vemos. Enfim, foi para lá o meu amigo Fernando Santos, que mereceu e soube aproveitar a ocasião.

«Messi é o maior talento atual»
LUVAS PRETAS ELOGIA O ARGENTINO
 


R – Ronaldo e Messi são os melhores do Mundo?
 

JA – São, mas vem outro a caminho: Neymar, que é o futuro. O Messi é o maior talento futebolístico da atualidade – não sei mesmo se não será o melhor de todos os tempos. É um jogador de rua, enquanto o Ronaldo é exemplar de uma escola de formação, apesar de oriundo de uma família modesta e de também se ter formado na rua. Meto os dois no mesmo patamar. Mas, por mera sensibilidade futebolística, o futebol do Messi mexe mais comigo.

R – José Mourinho é o melhor treinador português de sempre?

JA – É o símbolo maior dos treinadores portugueses a nível internacional. Tem sabido gerir a carreira e os resultados estão à vista. Está para o treino como Eusébio, Figo e Ronaldo estão para o jogo. Não vale a pena emitir opiniões com argumentos que não interessam para o caso, porque o sucesso que tem tido colocam-no como um dos melhores treinadores portugueses de sempre. Não é uma opinião, é um facto. Para isso conseguiu rodear-se de pessoas muito competentes, entre as quais deve ser salientado Jorge Mendes e sua equipa. Sabe dar os passos certos e isso também ajuda a construir uma carreira.

R – Suscita-lhe expectativa o Bayern Munique de Pep Guardiola?

JA – O que podemos esperar daqui é a fusão de uma ideia que passa por grande envolvimento coletivo com uma posse de bola tremenda, na quantidade e na qualidade. Este Bayern de Pep gera curiosidade. Joga num 4x2x3x1 muito virado para o ataque, com uma velocidade e um poder físico superiores ao Barcelona. É uma equipa que arrisca quase sempre mais nas saídas para a frente. As características dos jogadores são outras e pode ser interessante ver um conjunto que vai melhorar alguns aspetos do seu jogo de toque e paciência mantendo o perfil de quem chega mais depressa e normalmente bem à zona de finalização.

R – O que representa esta distinção do Record?

JA – É o prémio para toda uma vida ligada ao futebol, primeiro como jogador e agora como treinador. Estou muito grato por receber o Record de Ouro. Vim de uma família com ligações ao futebol, personificada no meu avô, Carlos Alves, o homem das luvas prestas, que foi uma grande figura dos anos 20 e 30. Hoje, aos 60 anos, reconheço que as pessoas me tratam com carinho mas também sei que podia ter feito mais. Os porquês são o menos importante agora, até porque a minha maneira de ser é muito própria. Repito: estou imensamente grato por esta homenagem que decidiram fazer-me.



João Alves recebe o Record de Ouro entregue por Rui Dias

«Como jogador faltou-me pisar um grande palco»
Pedroto, Eriksson e a mágoa de ter falhado o europeu de 1984


RECORD – Como analisa o futebol do Barcelona?

JOÃO ALVES – Gosto muito. Mas o Boavista do José Maria Pedroto, que eu conheci por dentro como jogador, tinha elementos do tiki-taka, um estilo que valorizava a bola. Essa equipa era uma grande máquina de futebol, à qual terá faltado, talvez, um grande ponta-de-lança.

R – Faltava-lhe os tais 30 metros...

JA – Dizia-se que faltavam esses 30 metros e talvez fosse verdade... Foi Eriksson quem os descobriu, introduzindo algumas modificações aos processos de jogo. Mas os fundamentos de Pedroto, aqueles que orientaram a minha geração, um jogo de toque, posse, paciência e compromisso coletivo, é a base do que faz o Barcelona.

R – A influência de Eriksson foi também psicológica?

JA – Mudou a nossa mentalidade. Eriksson foi um dos meus grandes mestres, apesar de alguns choques que tivemos. Nada que me impeça de reconhecer a importância que teve no futebol português. Nem mesmo decisões inadmissíveis que tomou em relação a mim.

O Boavista de Pedroto, dos anos 70, tinha elementos do tiki-taka: um estilo que valorizava a bola

João Alves

R – Que foram...

JA – Numa época em que o Benfica foi campeão, venceu a Taça e fez uma campanha europeia fantástica, os únicos dois jogos em que não me pôs a jogar foram na final da Taça UEFA. Nunca aceitei que, depois de contribuir para uma das melhores épocas de sempre, fosse preterido nos jogos mais apetecidos. Agora isso não apaga a certeza de que foi um treinador marcante para o futebol português, um mestre com quem tive o privilégio de trabalhar e a quem reconheço todos os méritos possíveis e imaginários.

R – O que lhe faltou para ser uma estrela mundial?

JA – Faltou-me pisar um grande palco do futebol como a fase final de um Campeonato do Mundo ou de um Campeonato da Europa. Estive na fase de qualificação para o Euro’84 e, ao fim de uma grande temporada ao serviço do Boavista, para onde me transferi em 1983/84, acabei por ser afastado.

R – Sentiu-se injustiçado?

JA – Preparei-me para estar em condições e apareci em grande no final da época. Mas depois apareceu a equipa técnica, composta por quatro treinadores [n.d.r.: Fernando Cabrita, Toni, António Morais e José Augusto], e retirou-me da lista. Cozinharam as coisas entre Benfica e FC Porto e o jogador do Boavista não teve lugar nos 22. Fiquei muito revoltado com essa exclusão, até porque recuperei a memória de alguns sacrifícios feitos para jogar pela Seleção.

R – Essa desilusão apressou o fim da carreira como jogador?

JA – Sem dúvida. Fiquei desencantado com o futebol. Continuei a jogar porque era a minha vida, mas sem a motivação indispensável. No fim da época, o Henrique Calisto saiu e o major convidou-me para ser treinador. Disse que sim, mas salientei que preferia ter alguém mais experiente a meu lado. Surgiu então Mário Wilson. Falei com ele e disse-lhe que ia começar a carreira de treinador e gostava que fosse ele a dar-me a mão na primeira etapa.

R – Mas não foi isso que se passou...

JA – Quando a época estava para começar, depois de termos montado a equipa de 84/85, o major chamou-nos e disse que preferia ver-me como jogador. Não achei correto mas fui para a guerra.

R – A sua carreira começou precisamente substituindo o Velho Capitão...

JA – Tentei demover o major de despedir Mário Wilson; a primeira reação foi não aceitar o cargo; quis falar com o Capitão mas não consegui, enfim, senti-me pressionado, mais ainda quando Valentim Loureiro me encostou a faca à garganta e me disse: “Aceitas ser treinador ou vem para cá outro.”
através do jornal record