domingo, 30 de junho de 2013

A marca do professor


MINUTO 0
Jesualdo Ferreira será uma das maiores atrações do campeonato 2013/14. Porque tem à espera – num clube e numa cidade onde já foi muito feliz – um projeto interessante, talvez até o mais sedutor do futebol português dos nossos dias.


Triunfar no FC Porto e carimbar o tetracampeonato será sempre um desafio extraordinário para Paulo Fonseca. Voltar a vencer no Benfica é, por razões óbvias, o sonho maior de Jorge Jesus. E recuperar o Sporting é a aliciante e dura missão de Leonardo Jardim. Mas ter a possibilidade de voltar a contribuir para o crescimento do Sp. Braga é capaz de ser hoje uma missão tão ou mais apaixonante do que as outras três, mesmo que no horizonte não exista a pressão dos títulos e essa boa adrenalina que alimenta o espírito dos vencedores.


A classificação do clube nos últimos 10 anos justifica de facto um estatuto especial: 5.º, 4.º, 4.º, 4.º, 7.º, 5.º, 2.º, 4.º, 3.º e 4.º. Jesualdo Ferreira cumpriu as primeiras três etapas desse percurso, e se calhar percebe-se melhor a sua importância em todo o processo se lembramos que, um ano antes de lá chegar, o Sp. Braga tinha terminado o campeonato em 14.º lugar – escapando à descida de divisão por apenas dois pontos. O ciclo de ouro arrancou aí, em 2003, quando o destino juntou António Salvador e Jesualdo Ferreira – presidente e treinador que agora se reencontram, precisamente uma década depois do dia em que tudo começou. É verdade que, pelo caminho, muita coisa aconteceu. O Sp. Braga esteve numa final da Liga Europa e andou perto de ganhar um campeonato. Jesualdo Ferreira foi tricampeão nacional no FC Porto, treinou em Espanha, na Grécia e ainda conseguiu, em apenas cinco meses, deixar marca em Alvalade.


O clube é hoje mais forte do que era em 2003, mas o treinador também melhorou muito. É nessa combinação e nesse duplo crescimento que está a grande expectativa. Há razões para acreditar que o Sp. Braga pode ser a sensação da temporada, mesmo que à primeira vista o título pareça missão impossível. O tempo dirá se é assim.
Nuno Farinha no jornal record

Scolari procura 19.º troféu da carreira

TÉCNICO FALOU A RECORD SOBRE A FINAL

Luiz Felipe Scolari vai disputar domingo, diante da Espanha, o 30.º jogo decisivo da carreira iniciada em 1982 à frente do CSA de Maceió. Nas 29 finais anteriormente disputadas, à frente de clubes ou seleções nacionais, o treinador somou nada menos que 18 títulos, entre eles o de campeão do Mundo, em 2002, à frente da seleção do Brasil.

É precisamente no comando da equipa nacional do Brasil que Scolari enfrenta a Espanha, que não perde um jogo oficial desde 16 de Junho de 2010, quando cedeu por 1-0 diante da Suíça, no seu encontro inaugural do Mundial de 2010.

A possibilidade de somar mais um título à sua longa lista motiva o treinador, acima de tudo pelo significado que um triunfo frente ao atual campeão do Mundo terá sobre os seus jogadores.

“Ganhar este jogo com a Espanha e consequentemente esta Taça das Confederações é muito importante para a consolidação da equipa”, disse Scolari, em declarações exclusivas a Record desde o Rio de Janeiro. “Uma vitória dará mais credibilidade a este grupo, mais confiança aos jogadores mais novos e tranquilidade para o futuro. E também serve para a auto confiança do nosso povo”, acrescentou o treinador, que não teve problemas em reconhecer alguma favoritismo a Espanha.

“Afinal, eles são os campeões do Mundo e da Europa e merecem todo o nosso respeito.
Podem ser favoritos, mas nós queremos ganhar esta Taça das Confederações. Temos equipa para isso e ainda por cima contaremos com o apoio do nosso povo”, destacou.

Evolução

Independentemente do que vier a ser o resultado final frente a Espanha, Scolari está satisfeito com a evolução revelada pela seleção do Brasil desde que disputou o primeiro jogo após o seu regresso, em Fevereiro passado, em Londres, quando perdeu diante da Inglaterra.

“É verdade, a equipa já está melhor do que quando iniciamos o trabalho, mas falta sempre alguma coisa para que possamos ficar mais satisfeitos. Somos um grupo jovem e estes jogos nesta Taça das Confederações têm ensinado muito como devemos nos comportar nos jogos e nos treinos”, acrescentou o treinador.

Para Scolari, a opção táctica por dois médios defensivos, como são Luiz Gustavo e Paulinho, tem sido recompensada não só pelos resultados conseguidos mas também com o comportamento tático dos homens mais adiantados da equipa.

“Melhoramos o nosso posicionamento, mas foi e é muito importante que o Luiz Gustavo e o Paulinho recebam ajudas para mantermos a boa organização quando não temos a bola. Isso está a acontecer com mais frequência e vemos o Hulk, Óscar e até o Neymar a dar uma ajuda nas tarefas de recuperação de bola no meio-campo,” sublinhou o selecionador brasileiro.

OS 18 TÍTULOS DE SCOLARI

1987 Campeão gaúcho, pelo Grémio

1990 Taça do Kuwit, pelo Al Qadsia

1990 Taça do Golfo, pela seleção do Kuwait

1991 Taça do Brasil, pelo Criciúma

1994 Taça do Brasil, pelo Grémio

1995 Campeão gaúcho, pelo Grémio

1995 Taça Libertadores, pelo Grémio

1996 Supertaça Sulamericana, pelo Grémio

1996 Campeão gaúcho, pelo Grémio

1996 Campeão brasileiro, pelo Grémio

1998 Taça do Brasil, pelo Palmeiras

1998 Taça Mercosul, pelo Palmeiras

1999 Taça Libertadores, pelo Palmeiras

2000 Torneio Rio-São Paulo, pelo Palmeiras

2001 Torneio Sul-Minas, pelo Cruzeiro

2002 Mundial de futebol, pelo Brasil

2010 Campeão do Uzebequistão, pelo Bunyodkor

2012 Taça do Brasil, pelo Palmeiras

sábado, 29 de junho de 2013

E Deus criou a mulher

Benfica: vídeo de apresentação

vídeo de apresentação da nova camisola que o Benfica disponibilizou:



há quem goste, eu nem por isso!,...acho o preto desnecessário.

Entrevista com Jesualdo Ferreira

caros leitores do Futebol Total,
aqui vos deixo uma excelente entrevista do 'mestre' Jesualdo Ferreira hoje no jornal record.


«Temos de continuar a pensar em grande»
TRAÇA OBJETIVOS PARA ÉPOCA NO SP. BRAGA
É a primeira entrevista do professor como treinador do Sp. Braga 2013/14. Quando chegou ao Minho, há dez anos, encontrou uma equipa que lutava para evitar a descida à 2.ª Divisão; hoje reencontra uma potência que ajudou a criar...

RECORD – Disse que a decisão de regressar a Braga tinha sido orientada por sentimento e gratidão. Foi mesmo assim?

JESUALDO FERREIRA – Foi exatamente assim. Na minha vida costumo refletir bastante nas decisões que tomo mas desta vez não tive muito tempo. Pensei pouco. António Salvador exerceu uma pressão muito grande para me ter de volta e senti nele uma vontade genuína para voltarmos a trabalhar. Depois falou mais alto a gratidão por um clube que, em determinada altura da minha carreira (uma altura que não era boa, é preciso esclarecer), me abriu as portas. Decidi por isso e também pelo modo como fui tratado naquele clube por toda a gente.


Este é um ciclo novo. Mas não queremos perder os patamares de sucesso a que chegámos




R – Os adeptos têm sublinhado a satisfação por voltarem a tê-lo como treinador...

JF – Aproveito para saudá-los, manifestando o desejo de estarmos ainda mais juntos nesta que pode ser a minha última etapa como treinador. E Braga será o local certo para, se isso acontecer, despedir-me com a felicidade de ter construído uma carreira da qual me orgulho e que terminaria num grande clube como é este.

R – As motivações desportivas também o entusiasmaram para decidir?

JF – Quando decidi que não ficava no Sporting surgiu António Salvador muito interessado nos meus serviços. Não tive muito tempo para pensar. Aceito quem acredite não haver muita lógica na decisão mas para mim ela existe, a começar pelo facto de, quando saí do clube, o Sp. Braga já ser um grande. Desportivamente, o que está em causa foi discutido com o presidente, que me explicou ter fechado um ciclo no clube e desejar abrir outro, o que vai acontecer em cima de sucessos. E esses não podem voltar atrás. Aceitei o desafio, na certeza de que por vezes adiamos as decisões e cometemos decisões irreversíveis.

R – Vai trabalhar com uma equipa cheia de gente nova...

JF – O presidente entendeu que o ciclo de alguns jogadores importantes para o clube se tinha fechado. E que financeiramente, por força da ausência na Champions, era preciso operar ajustes. Mas nada disso altera as regras: não queremos perder os patamares de sucesso a que chegámos. O processo obriga a um esforço e a um tipo de trabalho diferentes. Só isso. Há dez anos, quando cheguei, a oito jornadas do fim, o clube estava para descer de divisão. A situação agora é muito melhor.

R – Costuma dizer-se que não devemos voltar a um lugar onde fomos felizes...

JF – Todos falam sobre isso. Mas acredito que há exceções e espero que a exceção aconteça comigo.

R – Está, então, preparado para voltar a trabalhar com António Salvador?

JF – O presidente tem uma personalidade que não é fácil. Mas para mim, que o conheço há muitos anos, também não é difícil. O fundamental é mantermos nas conversas uma ideia clara de interesse pelo Sp. Braga. Ele só pensa no clube e gosta que os outros sejam tão comprometidos com a causa quanto ele. No resto, ele não gosta de perder e eu também não, por isso não haverá divergências nesse sentido. De resto, nunca tivemos problemas. E, ao fim destes anos todos, somos também pessoas diferentes.

R – Que expectativas alimenta para a época que aí vem?

JF – Essas coisas devem assentar em dados objetivos e a verdade é que, nos últimos dez anos, o Sp. Braga esteve sempre nas competições europeias, foi 2.º, 3.º, 4.º e 5.º na Liga, posições que aconteceram nos últimos anos a outros grandes, à exceção do FC Porto. O balanço é simples e significativo: foi vice-campeão nacional, esteve na final da Liga Europa e ganhou uma Taça da Liga. O que hei de dizer? O Sp. Braga já é um grande do futebol português

R – É possível fazer melhor?

JF – Os adeptos começaram a falar em ser campeões ainda no meu tempo. Na minha segunda época, depois de vencermos no Dragão, à 19.ª jornada, estávamos em 1.º lugar da Liga e discutimos o título até ao fim. No último ano estávamos à frente à 13.ª jornada, algo que foi muito importante na construção do Sp. Braga seguinte. Hoje, ao contrário do que sucedia quando cheguei em 2003, o clube tem adeptos próprios e não simpatizantes cujo coração era dos outros grandes.

R – É possível repetir o que foi feito até aqui?

JF – É difícil mas é possível. Temos de continuar a pensar em grande.


Os adeptos falavam em ser campeões ainda no meu tempo. Por duas vezes lutámos pelo título até final




R – Incluindo repetir o êxito numa competição, como sucedeu com a Taça da Liga?

JF – Naqueles anos que passei no clube habituei-me a ouvir os adeptos falar com regularidade sobre o golo do Perrichón, na final da Taça de Portugal de 1966. Agora com a conquista da Taça da Liga coloriu-se um período mais recente. A grande verdade é que, feitas as contas, só falta ser campeão nacional. Sabe que no pouco tempo de contacto com a estrutura atual do Sp. Braga percebi que o ar que se respira não é o mesmo. Até a cor, sendo a mesma, tem agregada a força do sucesso. Sente-se, em cada canto, que há potencial para fazer melhor.

R – Isso traduz-se na qualidade da equipa?

JF – Vamos começar a trabalhar nas próximas horas e nessa altura poderei dar uma resposta mais cabal. Mas acredito que sim. Vamos ter de nos adaptar à saída de jogadores importantes como Hugo Viana e Mossoró, por exemplo, mas temos jovens para integrar. Veremos como vai ser a adaptação deles. Tenho é uma certeza absoluta: o clube tem uma estrutura suficientemente forte para acolher quem entra. E isso é muito importante, mesmo sabendo que só depois do contacto com a realidade devemos definir os objetivos e os métodos de trabalho que devemos seguir.

«Fim de carreira está próximo»
técnico do sp. braga olha para o futuro
Antes da temporada que marcará o regresso a um clube que conhece bem, Jesualdo Ferreira admite que o final da sua carreira enquanto treinador pode estar ao virar da esquina...

RECORD – Esta é a última aventura da sua carreira?

JESUALDO FERREIRA – Não vou dizê-lo categoricamente, porque já me enganei e não quero voltar a enganar-me. Mas acho que sim, o fim da carreira como treinador está próximo.

R – Quando deixar de ser treinador deixa o futebol?

JF – Não, a minha ligação ao futebol será eterna. A minha vida esteve sempre ligada a este fenómeno e assim vai continuar. Agora no que toca a esta atividade em concreto, tenho de ser lúcido ao ponto de perceber que está a caminho do fim. Sempre disse que seria treinador enquanto fosse para o treino motivado. E isso ainda acontece hoje. Por exemplo: a cerca de 48 horas do início dos trabalhos estou aqui a conversar sentindo-me picado, com comichões, para saber se o motor e a estrutura da equipa está em ordem. Por isso ainda tenho essa capacidade. Mas sei que há momentos nos quais podemos já não ter motivação para fazer aquilo em que sempre fomos bons – e eu considero-me bom naquilo que faço e fiz ao longo de várias décadas.

R – Está preparado para desempenhar um papel diferente?

JF – Significa que há sempre a hipótese de me aperceber que posso ser útil noutras funções. Mas sem abandonar a ligação ao futebol, porque essa vai morrer comigo. A outra atividade, mais ano menos ano, vai ter de parar. É a lei natural da vida.

R – Quanto tempo esteve nas seleções nacionais?

JF – Estive de 1974 a 1980, período no qualdesempenhei todas as funções naquilo a que se chamava, então, futebol jovem. Fui responsável por iniciados, juvenis e juniores, bem como por Sub-20, Sub-21 e Sub-23 – só não orientei a equipa principal, apesar de ter sido adjunto de Artur Jorge. Portanto, foi no âmbito da FPF que me estreei como treinador, ainda que, em 1970, tenha sido, como treinador-jogador, campeão universitário pelo INEF.

R – Como vê as lutas pela defesa da via académica para ser treinador?

JF – Não sei, mas talvez seja eu o último dos moicanos, o mais antigo de todos quantos tiveram de travar essa batalha. Foi complicado, muito difícil mas também muito interessante, porque para além de professor universitário, tive a responsabilidade de montar toda a estrutura do futebol que serviu de base para formação de outros que vieram a seguir e que são agora mais conhecidos, como José Mourinho, José Peseiro entre outros.


Talvez seja o mais antigo dos que travaram lutas pela defesa da via académica




R – Esse processo exigiu muito de si...

JF – Fui um guerreiro não contra alguém mas a favor do futebol e da cientificação do treino; de uma visão diferente do trabalho, do jogo e do treinador. De resto, sempre disse que o treinador tinha responsabilidades para lá de dirigir o treino. E se hoje essa é uma verdade universal, então estava longe de sê-lo. Do mesmo modo sempre disse que não era preparador físico, porque essa era (e é) uma área integrada.

R – Chegaram a ser os “professores de ginástica”...

JF – Acho que foi normal. Tinha de acontecer. Por isso se fala no professor Carlos Queiroz e não do professor José Mourinho. A passagem dessa linha divisória foi construída por todos. Da minha parte sempre com grande respeito por todos os treinadores, qualquer que fosse a sua formação.

«Tive de dizer não a Wilson»
RECORDA TEMPORADA 1979/80

Jesualdo com João Rui Rodrigues e Rui Dias.
Recorda episódio de 1979/80, quando teve dizer não ao "querido amigo" Mário Wilson...

R – Não foi fácil acabar com a imagem de preparador físico?

JF – Em 1979/80, era eu treinador de juniores do Benfica e o meu querido amigo Mário Wilson estava na equipa principal. Dizia-se que a equipa não estava bem fisicamente e quiseram que eu fosse trabalhar com o Velho Capitão. Recusei, argumentando ser treinador e não preparador físico. Mas disse, a quem de direito, que tinha a solução. E foi assim que Monge da Silva entrou no futebol. Acho que ninguém vai levar a mal a revelação pública desta história. O que estou a fazer pela primeira vez.

«A estreia foi há 40 anos»

R – Lembra-se da primeira vez em que se sentou no banco para orientar uma equipa?

JF – Tudo começou há 40 anos. A primeira vez em que me sentei no banco foi pela Seleção de Sub-18, num jogo com a Finlândia, se não estou em erro. Um jogo em que começou a carreira de um rapaz que viria a ser um dos maiores futebolista da história do futebol português: Fernando Albino de Sousa Chalana.

«Jogadores leoninos fizeram-me pensar»
técnico fala sobre a passagem pelo Sporting
Jesualdo Ferreira reconhece que não foi fácil decidir sobre a saída do Sporting...

RECORD – Depois de três experiências traumatizantes, cada uma à sua maneira (Málaga, Panathinaikos e Sporting), Braga pode ser o porto de abrigo da sua carreira?

JESUALDO FERREIRA – A ser, não penso que seja por acalmia. Há muita coisa que está feita, moldada à imagem do clube e que acredito pode ser potenciada pela minha intervenção. Mas essas três experiências de que fala foram extraordinárias para o meu enriquecimento como treinador.

R – A do Sporting foi a mais difícil?

JF – Não sei se foi. Fizemos um trabalho espetacular que me deu um gozo enorme e um prazer muito grande. Lamento não ter chegado onde os adeptos desejavam e nós também, mas todos devem perceber que, apesar de tudo, a situação podia ter sido mais grave para o Sporting se, em determinada altura, não se tivesse mudado o rumo que estava a ser traçado.


O apoio do plantel é o melhor bocado que levo de Alvalade. Isso e o carinho da massa associativa




R – Os jogadores revelaram-lhe pelo tempo fora um grande apoio...

JF – Vamos construindo a nossa vida com momentos bons e maus. Acho que, no Sporting, houve muita gratidão por parte de uma larga maioria dos jogadores. E isso vou levar comigo para sempre. É o melhor bocado que levo do clube. Isso e o carinho da massa associativa.

R – O Bruma disse recentemente que o professor era como um pai para ele...

JF – Nem sei o que lhe diga sobre isso.

R – Esse carinho dos jogadores levou-o, em algum momento, a admitir que iria continuar no clube?

JF – Os jogadores do Sporting obrigaram-me a pensar. Reconheço, de cada vez que a questão do futuro se colocou, que a relação com o plantel pesou no entendimento que fui definindo sobre o papel a desempenhar no clube. Tenho de reconhecer que sim.

«Mundial de Diego e da alta tecnologia»
selecionador dos sub-20 em 1979, no Japão
Jesualdo Ferreira recorda primeira vez que Portugal esteve num Mundial de Sub-20, quando era o próprio a comandar os destinos da turma das quinas...

R – Na primeira vez em que Portugal esteve na fase final de um Campeonato do Mundo de Sub-20, em 1979, o professor estava no banco...

JF – Eu e o Peres Bandeira. Foi um Mundial caracterizado pelo peso da alta tecnologia no jogo e pelo aparecimento do senhor Diego Armando Maradona, que, um ano antes, tinha sido afastado da seleção argentina que foi campeã mundial. No entanto, Menotti e o seu adjunto Pekerman levaram-no, dando um toque de imortalidade à competição. Eu acho que esse foi o Mundial de Diego. Repare que em 1979 tinham-se passado apenas cinco anos desde a minha entrada na FPF e, para nos qualificarmos para o Japão, tivemos de passar um grupo que tinha Itália, Alemanha e Escócia. Era uma equipa interessante, com o Diamantino, o Zé Beto, o João Santos, o Santana entre outros...

R – Concluiu aí a sua presença nos grandes palcos como selecionador nacional de formações de escalões mais baixos?

JF – Ainda estive no Mundial de 1999, na Nigéria, com a seleção do Simão Sabrosa e do Hugo Leal, numa competição cheia de dificuldades pelas condições incríveis que nos foram provocadas fora dos relvados – faltava quase tudo para a realização de uma grande competição mundial. Em termos de seleções recordo ainda a presença em Toulon. Fui treinador da Seleção portuguesa que, em 1992, venceu o torneio pela primeira vez, vitória referenciada a partir da grande prestação de Rui Costa.
 
Passagens marcantes
fala sobre percurso na seleção e 3 grandes
Em espécie de balanço, Jesualdo Ferreira fala sobre o percurso na Seleção e nos três grandes...

Seleção

“Vivi por dentro o maior investimento feito após o 25 de Abril de 1974, com alterações profundas na FPF, com influência nas associações distritais. Na altura ninguém ligou, mas com o tempo foi obrigatório olhar para o que então foi conseguido. A partir de 1980 tornou-se mais claro que tínhamos jogadores diferentes, capazes de discutir e ganhar Europeus, isto até sermos campeões do Mundo em 1989 e 1991 com o Carlos Queiroz. Ninguém acredita que isso aconteceu com um estalar de dedos. Até porque os bons resultados prosseguiram. Até hoje.”

Benfica

“Entrei na Luz em 1979 como treinador dos juniores e por lá fiquei até 1981. Depois saí para o futebol profissional, onde me mantive até hoje. Regressar em 1987 para integrar a equipa técnica com Toni foi um facto muito importante na minha carreira e até na minha vida. E o mesmo se passou quando voltei no início dos anos 90. Nesses dois períodos, o Benfica foi duas vezes campeão nacional; ganhou a Taça de Portugal outras tantas; jogou uma final da Taça dos Campeões Europeus e esteve numa meia-final da Taça das Taças. Foi um período interessante para dois treinadores portugueses em quem poucos acreditavam.”

FC Porto

“Apareceu como aquilo de que precisava para provar a mim próprio, e não só, as competências e as capacidades que tinha para fazer aquilo que outros já tinham conseguido e que muitos duvidavam que eu fosse capaz de fazer. Estive quatro anos no FC Porto e ninguém esteve lá tantas épocas consecutivas; ganhei três campeonatos e ninguém o conseguiu também. Por isso estamos a falar de história, que está escrita e será eterna, razão pela qual não me parece correto referenciá-la a partir dos títulos conquistados.”

Sporting

“Valeu pela experiência em si mesma e por me ter permitido completar a passagem pelos três grandes. É um facto tanto mais importante quando não fui jogador de nível e por nunca ter cultivado no futebol a imagem como forma de pressão e acima de tudo de promoção. Treinar o Sporting foi um grande orgulho que fechou o ramo para quem esteve à frente de todas as grandes potências do futebol português.”

«Mourinho será ainda melhor»
TECE RASGADOS ELOGIOS AO TÉCNICO
Na hora de comentar o fenómeno José Mourinho, Jesualdo Ferreira recorda que "nenhum outro treinador conseguiu semelhante evidência ganhadora" e que é pouco provável que, nos próximos anos, "outro [treinador] o consiga".

R – Como se coloca perante o fenómeno José Mourinho?

JF – Nenhum outro treinador conseguiu semelhante evidência ganhadora. E não me parece que outro o consiga nos anos mais próximos. A carreira do José Mourinho não foi normal. E dentro dessa anormalidade, chamemos-lhe assim, ele foi o maior. Para lá das competências como homem do treino, sabe lidar com a falta de lógica que encerra o trabalho coletivo. Prepara bem as suas equipas, sabe comunicar e vai jogando sempre com essas armas. Foi ganhando, aumentou a confiança e arriscou cada vez mais. Depois do que lhe sucedeu no Real Madrid ele próprio reconhece que se tornou um treinador diferente. E percebe o que vou dizer: tornou-se num treinador mais normal, que vence mais porque é muito bom mas também pode perder. O regresso ao Chelsea significa que vai ter menos tempo para guerrear e mais tempo para ser o que é de facto: o melhor.

«Bruma vai ser de topo internacional»
ELOGIA JOVEM QUE LANÇOU NO SPORTING

Jesualdo Ferreira, o técnico que lançou a nova pérola dos leões, deixa rasgados elogios à qualidade futebolística de Bruma, mas ressalva também o seu lado humano.


Ainda lhe falta muita coisa. Quando tiver tudo, Bruma vai ser um fora-de-série




R – O que pensa de Bruma?

JF – Para lá do talento tem uma virtude extraordinária: gosta de jogar futebol. E essa é uma qualidade que define os grandes. O Bruma gosta de jogar, aprende com facilidade e tem uma capacidade fantástica de apropriação das coisas. Taticamente revelou evolução tremenda nos últimos tempos. Ainda lhe falta muita coisa mas tem prazer pelo jogo; trabalha para a equipa como poucos e revelou agora um clique para a sua evolução. É o que nós, treinadores, denominamos decisão. No fim das cavalgadas já tem capacidade para serenar e definir a assistência ou fazer ele próprio o golo. Nos tempos em que estive com ele, a percentagem de lances bem concluídos era menor. Quando consolidar tudo será um fora-de-série. Agora o sucesso não vai depender só dele, mesmo parecendo condenado a ser um futebolista de topo internacional.
 
«Dier vai ser um craque»
DEIXA ELOGIOS AO JOVEM INGLÊS
Além de elogiar Bruma, Jesualdo Ferreira deixou ainda palavras para Eric Dier, um jogador também por si lançado na equipa principal...

R – Para lá de Bruma, a quem augura futuro como grande estrela do futebol?

JF – Com argumentos e estilos diferentes, o Eric Dier também vai ser um craque. É o jogador do futuro e chegará, fatalmente, muito longe. Também ele tem caráter e prazer em fazer bem as coisas. Há outros que, também talentosos, têm outros interesses tão importantes quanto o futebol e não se focam tanto naquilo que é importante para a profissão. Muitos ficam pelo caminho.
 
 

eles eram demolidores

de regresso ao Baú de Memórias do Futebol Mundial. A 1ª grande final internacional de Maradona. Argentina vs União Soviética, jogo decisivo do Mundial de Sub-20 do Japão.

Corria o dia 7 de Setembro de 1979. Uma geração de ouro, liderada por um dos mais emblemáticos jogadores de sempre e que contava com outras jovens estrelas como o goleador Ramón Díaz (actual técnico do River Plate), Calderón ou Escudero.

O treinador era o mítico César Luis Menotti. Ele que se mostrou absolutamente radiante no final daquela epopeia:
" Saiu a ganhar o melhor futebol do torneio. É isto que o meu país quer!"
através do site futebol mundial

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Benfica TV incluído em três plataformas

Luís Filipe Vieira em Gala do Benfica
 
O Benfica confirmou que chegou a acordo com PT, ZON e ZAP - esta última de Angola - para disponibilizar o canal Benfica TV nestas três plataformas.

Na MEO, que pertente à Portugal Telecom (PT), os telespetadores terão de pagar 9,90 euros por mês. O canal será posicionado nos canais 28 e 29, sendo o último em alta definição.

O preço da subscrição mensal na ZON não foi divulgado. O Benfica TV estará nos canais 30 e 31. Não foram revelados qualquer detalhes sobre eventuais negociações com a Vodafone.

No canal Benfica TV serão transmitidos, em exclusivo, todos os jogos da equipa principal do Benfica realizados no Estádio da Luz.  O clube lisboeta sublinha que "é um marco da televisão mundial:
será a primeira televisão de clube a exibir os jogos da sua equipa profissional".

A Premier League e as primeiras divisões dos campeonatos de Brasil, Grécia e Estados Unidos também poderão ser visionados no Benfica TV.
daqui

Acabou-se a ilusão

MINUTO 0
A assembleia geral da Liga deu lastro à reintegração do Boavista e aprovou o alargamento do campeonato para 18 equipas, a partir de 2014/15. Ciclicamente, voltamos ao mesmo, a propósito de um “caso Mapuata”, do Apito Dourado mal resolvido, ou ainda da proverbial lusitana vontade de fugir para a frente com as palas a balizar o caminho. É assim, está feito, não há discussão, nem que esteja provado por A+B que a liga a 16 é mais adequada à realidade portuguesa – e mesmo assim já há demasiados clubes com salários em atraso.


O que não passou da agenda do presidente Mário Figueiredo foi a reformulação radical do quadro competitivo, que previa até um campeonato reduzido, disputado a quatro voltas – para ilusoriamente proporcionar mais jogos entre os grandes, estádios lotados, maiores audiências televisivas – e a decisão através de um original playoff que adulteraria por completo o biorritmo da competição.


A troco de uns milhares de euros pagos pela Liga, um “sábio holandês” realizou o estudo que estaria destinado a revolucionar o futebol português, com um desfilar acelerado de “Benficas-Portos” capaz de enjoar mesmo o mais entusiasmado dos adeptos. Cheio de boas intenções e vontade de se impor à plateia bem instalada na vida que tem governado os clubes, Mário Figueiredo falhou redondamente na venda de um produto que precisa de discussão alargada e está longe de poder ser comunicado em cima do joelho através de intervenções pontuais na arena pública.


Feitas as contas, o presidente da Liga perdeu uma oportunidade histórica de propor seriamente a reformulação dos quadros competitivos e acaba a ser chamado de traidor pelos pequenos e médios clubes que o elegeram “contra a corrente do jogo”, a troco de algumas promessas bem esgalhadas nos jogos do eleitoralismo. Depois da AG, Mário Figueiredo está ferido e arrisca-se a não conseguir chegar à sua trincheira em condições de ser assistido, depois do arraial de pancada de ontem, no Porto.
António Varela no jornal record

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Chumbada reformulação do campeonato

A última informação saída da assembleia geral extraordinária da Liga de Clubes é que foram recusados, por uma larga maioria de clubes, os modelos competitivos propostos pela empresa holandesa Hypercube.

Assim, mantém, para já, o alargamento e a realização de um "play off" como principais novidades para a temporada de 2014/15. Este alargamento permite a entrada do Boavista, conforme decidiu o Conselho de Justiça da FPF.

Segundo apurou O JOGO, a Hypercube assumiu que só esta manhã finalizou os projetos pedidos por Mário Figueiredo, presidente da Liga de Clubes. A apresentação das propostas causou alguma confusão e suscitou muitas dúvidas aos clubes, que colocaram muitas dúvidas quanto à aplicação das mesmas.

Tal como O JOGO escreveu hoje nas edições impressa e e-paper, a Hypercube ia lançar para a mesa várias hipóteses para mudar o principal campeonato nacional de futebol. Uma delas passava por dividir os 16 ou 18 clubes (desconhecia-se ainda a aprovação do alargamento) em duas séries, com um grupo a discutir o campeonato até dezembro, cujo campeão garantia uma vaga na Champions, enquanto os restantes discutiam quais subiriam a esse grupo de elite para a segunda metade do campeonato. No final da temporada haveria vários jogos - finais a duas mãos - para atribuição dos lugares europeus.

Outra proposta passava pela redução do campeonato para 12 equipas, disputando-se a três voltas.

através do jornal O Jogo

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Conselho Leonino aprova restruturação financeira

Bruno de Carvalho (foto ASF)
 
    
O Conselho Leonino aprovou, por unanimidade, as proposta apresentadas durante uma reunião com a direção, presidida por Bruno de Carvalho, que decorreu na noite desta terça-feira em Alvalade.

«O Conselho Leonino aprovou por unanimidade todos os pontos levados a discussão: reestruturação financeira, orçamento de receitas e despesas acompanhado pelo plano de actividades e parecer do Conselho Fiscal para o exercício decorrente entre 1 de Julho de 2013 e 30 de Junho de 2014, bem como a alteração de estatutos nos artigos 20.º, 22.º número 4 e 56.º número 4. Foi também dado um voto de confiança ao Conselho Directivo e ao Conselho Fiscal e Disciplinar», disse Jaime Marta Soares, presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting, em declarações ao site do clube.

«Os conselheiros leoninos deixaram ainda o apelo a todos para que haja uma presença massiva dos associados do Sporting na próxima Assembleia Geral e que a mesma decorra de forma ordeira e elevada como é timbre do nosso Clube e que permita, pela aprovação integral das propostas apresentadas pelo Conselho Directivo, se possa viabilizar uma nova estratégia que nos conduza por um caminho seguro, para um Sporting estável, viável e vitorioso em que todos estamos empenhados», concluiu.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Oficial: Carlo Ancelotti no Real Madrid

Carlo Ancelotti é o novo treinador do Real Madrid. O italiano rubricou contrato com os merengues para as próximas três temporadas e será apresentado amanhã.
O Real Madrid informou, há instantes, num comunicado publicado no seu site oficial, a contratação de Carlo Ancelotti para o cargo de treinador, sucedendo a José Mourinho no posto.
Fica assim concluída a novela em torno do treinador italiano de 54 anos, que há várias semanas vinha sendo apontado ao clube blanco
O Paris Saint-Germain ainda não comunicou a rescisão com o técnico, que ingressa no Santiago Bernabéu rubricando um contrato válido para as próximas três épocas.
A apresentação oficial de Carlos Ancelotti está marcada para amanhã, às 12h00 (de Portugal), no palco de honra do estádio Santiago Bernabéu.
daqui

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Artur esclarece polémica

Artur (foto ASF)
 
        
Artur Moraes, guarda-redes do Benfica, emitiu um comunicado na sequência de notícias que o envolviam num caso de tentativa de extorsão, cometido por um cidadão brasileiro residente em Portugal.
Artur confirmou a tentativa do ato criminoso, mas negou que tenha estado envolvido em relações extraconjugais.
«Não há nem nunca houve qualquer tipo de vídeo ou fotos íntimas da minha pessoa com qualquer mulher», escreveu o guarda-redes, garantindo que «os factos perpetrados pelo referido criminoso são falsos».

sábado, 22 de junho de 2013

começar de novo



MINUTO 0

Após perder dois jogadores como João Moutinho e James, ainda que por fantásticos 70 milhões, o FC Porto é obrigado a pensar bastante no que lhe falta de mercado. Não em termos de contratações, porque os dragões trataram disso a tempo e horas, e agora parece faltar-lhes apenas um organizador de jogo ofensivo de classe mundial – como têm tido quase sempre –, mas em termos de vendas.

Entende-se a hipótese de transferência de Otamendi ou qualquer outro central, pois na posição o plantel portista é claramente excedentário, mas já a cobiça de Villas-Boas a Jackson levanta problemas de resolução mais complicada. Não é preciso recuar muito para lembrar as dificuldades criadas pela saída de Falcão, num defeso em que chegou ao Dragão apenas Kléber, obrigando Vítor Pereira a encontrar novas soluções onde elas pareciam não existir. Janko ainda camuflou um pouco a realidade, mas só a contratação do Cha Cha Cha fez esquecer, se é que isso é possível, a passagem do seu conterrâneo que ganhou tudo no FC Porto. Perder o melhor marcador da Liga só poderia compensar com nova e brutal entrada de capital na SAD, mas com a possibilidade de um forte reinvestimento. Porque se já não será fácil a Paulo Fonseca substituir Moutinho e James, então se perde Jackson, no fundo, vê-se obrigado a fazer uma equipa nova.

Se no Dragão não é fácil ter uma política desportiva lucrativa e vencedora, mesmo quando entram milhões, em Alvalade então nem se fala. Aliás, o plantel de Leonardo Jardim não parece ser, sequer, a maior das preocupações por aquelas bandas. Há angolanos a entrar no capital da SAD, um estádio a ser hipotecado, a revogação de direitos dos sócios e mais um sem-número de operações que servem, dizem, para manter o Sporting à tona de água. Assim seja. Mas de forma transparente. E que de uma vez por todas os sportinguistas assumam as consequências dos seus votos. Também foram eles que escolheram Godinho Lopes.
Bernardo Ribeiro no jornal record

foi um bom início...

é sempre bom quando se entra a ganhar numa grande prova...
... foi o que aconteceu ontem  com a nossa selecção de sub-20 no mundial da categoria.

a 'casa das máquinas' ainda necessita de algumas afinações, mas ontem já deu gosto ver esta 'miudagem' jogar, em especial Bruma, que apontou dois dos nossos golos.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Força Portugal!!!

tem início hoje mais um mundial de sub-20, desta vez na Turquia e mais uma vez com a presença da nossa 'rapaziada'!
Desejo Boa Sorte a jogadores, treinadores e restantes membros da comitiva portuguesa.


quinta-feira, 20 de junho de 2013

O melhor reforço do leão


MINUTO 0
O Sporting contratou um dos treinadores mais interessantes do futebol português, mas não vai conseguir dar o passo seguinte: formar um plantel capaz de concorrer com os dois Ferrari que andam lá na frente. Não é preciso ser bruxo para perceber que FC Porto e Benfica vão voltar a discutir entre si o próximo campeonato. E provavelmente os quatro ou cinco que se seguem, pelo menos.


Essa hegemonia a dois é hoje uma realidade aceite de forma natural, porque dragões e águias abriram, de facto, uma vantagem grande de mais para a carruagem de trás. Sendo assim, o que pode então fazer Leonardo Jardim em Alvalade? O que é legítimo pedir-lhe? E até onde devem sonhar os adeptos?


A escolha de um treinador competente, como Jardim, permite acreditar numa temporada interessante. Melhor do que a anterior, seguramente. Mas é inútil – e até perigoso – pensar que é possível fazer frente a FC Porto e Benfica. É duro, mas os leões devem aceitar o novo paradigma: o Sporting ganhou apenas 3 campeonatos nos últimos 30 anos, foi progressivamente perdendo competitividade no período que se seguiu à saída de Paulo Bento, acaba de conseguir a pior classificação de sempre (7.º lugar) e a soma de tudo isso é o desaparecimento do estatuto de candidato ao título.


Consumada a saída de Jesualdo Ferreira, dificilmente Bruno de Carvalho poderia ter escolhido melhor. Leonardo Jardim é competência pura, mas também muita ambição. E neste caso há ainda o desafio mais atrativo de todos: voltar a encher Alvalade e “reerguer o leão”, como o técnico afirmou no dia em que foi oficialmente apresentado. A tarefa é tão aliciante quanto difícil, porque o plantel que o Sporting tem hoje, em boa verdade, é ainda mais pobre do que era na última época. Menos rico em soluções, em qualidade técnica e em experiência. Foi-se embora o melhor marcador (Wolfswinkel) e ainda irá a joia da coroa (Patrício). Como não existe dinheiro e não são prováveis grandes golpes de mercado, resta acreditar na qualidade do treinador. E Jardim é, pelo menos, tão bom como os melhores.
Nuno Farinha no jornal record

Encher os cofres

FUTEBOL À PORTUGUESA

Um destes dias, num restaurante, ouvi a seguinte frase: “O Jesus fica no Benfica porque enche os bolsos ao Vieira.” A frase foi dita em tom crítico. E a minha pergunta é: “Mas será isso negativo? Será mau um clube ter boas receitas e saúde financeira?”


Os sócios dos clubes só veem em geral uma coisa: os títulos. Ora, os títulos não são tudo. Nos tempos que correm, há duas coisas essenciais: estar bem financeiramente e praticar futebol de qualidade.


Sem saúde financeira, os títulos não valem nada. É sobre ela que se constrói hoje a grandeza de um clube. Sem ela pode ganhar-se um título por acaso, mas não se consolida um projeto de crescimento. Veja-se o Boavista, que pouco tempo depois de ser campeão desceu de divisão.


A qualidade de jogo também é importante, porque cada vez mais o futebol é um espetáculo televisivo. Os jogos são transmitidos para todo o Mundo e rendem milhões. Ora, um futebol eficaz, capaz de ganhar desafios por 1-0 mas incapaz de produzir espetáculo, não é hoje bem aceite. Boa parte do prestígio que o Benfica alcançou na Europa este ano foi exatamente por praticar um futebol vistoso.


Aliás, por que razão Jesus ficou e Vítor Pereira saiu? Porque o primeiro mostrou capacidade para valorizar muito os jogadores, “enchendo os cofres” ao clube, e praticar bom futebol. E o segundo, embora sendo campeão, não mostrou capacidade nos outros dois aspetos: o FC Porto não praticou futebol de qualidade nem os jogadores se valorizaram muito. Mantiveram o valor que tinham. E não apareceram novas estrelas, ao contrário do que sucedeu no Benfica com Matic ou Enzo Pérez.
António José Saraiva no jornal record

dizia ele em tempos - o meu clube é o Belenenses!
depois de ler este artigo tirei as dúvidas todas - é benfiquista...e acredito que do Belenenses também.
...mas benfiquista, primeiro, sem 'tirar nem pôr'...

quarta-feira, 19 de junho de 2013

uma vergonha este 'futebol português'

a ser verdade esta notícia do jornal i - é lamentável!, ...há tanta 'gente' aguardando pelo nível III e agora quem deveria dar o exemplo 'salta' etapas?

não acho justo!..., ou então mudem a 'legislação' para todos.

eu cá por mim vou repensar se vale a pena continuar a pagar certas e determinadas quantias para continuar a possuir a cédula de treinador e 'andar' dentro da lei.
como diz um amigo meu brasileiro: - isto é foda!!!

Marco Silva e Pedro Emanuel saltam níveis no curso de formação
                           
Segundo apurou o jornal i, Marco Silva (Estoril) e Pedro Emanuel (Arouca) estão entre os treinadores que frequentam o curso da UEFA Professional – equivalente ao nível IV – mas sem terem realizado o curso de nível III.
 
Ao jornal, o presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF), José Pereira, admitiu a existência de “algumas queixas” e disse que lhe tinham revelado a existência de “oito treinadores” nesta situação de irregularidade na formação.

Nicolau Vaqueiro, candidato derrotado da ANTF, já tinha revelado à Rádio Renascença que está para breve o rebentamento de “uma bomba” nos cursos de formação de treinadores.

De acordo com o regulamento, para frequentar o curso UEFA Professional, o candidato necessita de possuir o Curso UEFA Advanced (Nível III), ter exercido a função de treinador em duas épocas desportivas e também ter tido a função de treinador, pelo menos, durante uma época oficial entre a posse do curso de nível III e a realização do de nível IV.

Segundo o i, nem Marco Silva nem Pedro Emanuel reúnem duas destas três condições.
O i contactou a FPF, mas o organismo não respondeu.
daqui

terça-feira, 18 de junho de 2013

aí está a portuguesa Cláudia Vieira no seu melhor...

Vingada ajuda Queiroz e Irão vai estar no Brasil

Carlos Queiroz chamou o 'seu eterno adjunto' para os jogos decisivos e a verdade é que a dupla conseguiu apurar o Irão para o mundial do próximo ano...a 'coisa esteve preta', mas as últimas duas vitórias foram determinantes, em especial a de hoje na Coreia do Sul.

Carlos Queiroz pensativo
 
 
A seleção do Irão, liderada por Carlos Queiroz, vai estar na fase final do Mundial 2014, tendo ficado no primeiro lugar do Grupo A da qualificação asiática.
Os iranianos derrotaram nesta terça-feira a Coreia do Sul por 1-0, em território sul-coreano. Reza marcou o golo do apuramento aos 59 minutos. A Coreia do Sul também está qualificada, já que ficou no segundo posto do grupo.
Queiroz vai assim estar novamente na fase final de um Mundial, depois de ter sido o selecionador de Portugal no Mundial 2010, na África do Sul. Com o treinador principal também viajam para o Brasil António Simões, Nelo Vingada e Daniel Gaspar.
A partida terminou com provocações por parte de Carlos Queiroz na direção do banco adversário, como consequência de algumas provocações anteriores entre os dois treinadores.
Esta vitória do Irão deixou o Uzbequistão no terceiro lugar. Os uzbeques golearam o Catar por 5-1, somaram os mesmos 14 pontos dos coreanos, mas seguem para o play-off devido à menor diferença entre golos marcados e sofridos.
através do site relvado.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

que raio de comunicado é este?!...

Esclarecimento

Comunicado: Substâncias proibidas…

Pelo segundo dia consecutivo, o Correio da Manhã insiste em contactos do SL Benfica pelo guarda-redes do Sporting Rui Patrício. Ou as fontes do jornal fumam substâncias proibidas ou, então, é o jornalista que assina a peça.
 
Não há, nem houve contactos por Rui Patrício. A notícia é falsa, mas as substâncias proibidas devem ser boas, dada a insistência do referido jornal diário na falsidade. Quanto a Fábio Coentrão, é bom recordar que o jogador foi vendido, há dois anos, ao Real Madrid por 30 milhões de euros.
daqui

este comunicado em cima não é de uma instituição com a grandeza do SLB.
'fumam substâncias proibidas'?...mas que raio de linguagem é esta?
enfim...nos blogues (em alguns) até se poderá aceitar este tipo de referência, agora, num site de um grande clube é mais complicado...

domingo, 16 de junho de 2013

O fim da aliança

ZONA M
Pela primeira vez em 55 anos, ouvi esta semana um dirigente português a quem alguns reconhecem capacidade para ironizar com fineza referir-se ao Sporting Clube de Portugal como Sporting de Lisboa. Noutros tempos, isto seria entendido como uma ofensa e capaz de desassossegar o espírito de João Rocha, que travou lutas inflexíveis para explicar por esse Mundo fora que o clube era do país e não da capital. Ninguém da nova nomenclatura leonina reagiu à provocação, o que é bom por um lado, mas deixa ao veterano guerrilheiro portista uma boa margem para carregar um pouco mais na tecla. Não deve ser preciso esperar muito tempo.


Os sinais são estes: as relações entre Porto e Sporting estão no limite do aceitável, salvaguardadas por um corte institucional que deixa espaço para o desprezo, mas que só carece de um pequeno passo em falso para se precipitar numa espiral sem fim. Já foi assim no passado, porque há gente que não sabe viver de outra forma. Ou impõe as regras ou torna-se intolerante e insuportável. E o Porto imperial de hoje julga-se muito acima, numa relação básica do forte sobre o fraco, em que a humilhação e a falta de respeito estão sempre à espreita.


Em 30 anos, este senhor da guerra conseguiu dividir para reinar, impondo uma lógica de que havendo três clubes mais fortes, dois teriam de ser aliados contra o outro. Começou por abusar da lhaneza de Fernando Martins para se bater com João Rocha e depois lançou a escada aos sucessivos amadores que foram dando cabo do Sporting para combater o Benfica.


Ora, o que finalmente parece ter sido entendido em Alvalade é que não precisa da boleia de nenhum parceiro para afirmar a sua grandeza e prestigiar a tradição. O Sporting é rival do Benfica e rival do Porto e pode e deve bater-se com ambos em simultâneo. No ponto a que esta correlação de forças chegou, é já ao universo prospetivo de adeptos dos portistas que terá de reconquistar simpatias, barrando-lhe a expansão fora da bacia do Douro. Tratando de recomeçar a ganhar-lhe no campo de jogo, que é onde se aferem os valores reais e se realizam ambições. Está no bom caminho.
João Querido Manha no jornal record

sábado, 15 de junho de 2013

Conduzir um Ferrari


VISÃO DE JOGO

Pinto da Costa escolheu o treinador sensação da temporada para orientar o FC Porto nos próximos 2 anos. Habituado a fazer brilharetes ao volante de veículos mais modestos, o técnico terá agora um Ferrari nas suas mãos. A aposta envolve riscos de despiste para ambas as partes, mas no Dragão arriscar também significa ganhar.


Substituir um treinador que apenas perdeu por uma vez em 60 jogos no campeonato não é uma tarefa fácil. A fasquia é alta e Paulo Fonseca tem consciência de que apanha o carro em andamento. A mudança de treinador está intimamente ligada à ambição do clube e do seu presidente. Os dragões querem subir um degrau qualitativo e aumentar a chama vencedora.


No FC Porto, como se vê, não basta ganhar campeonatos. É preciso ter sucesso nas taças, ir longe nas competições europeias e, acima de tudo, proporcionar bons espetáculos. A cultura de vitória assim o exige e os adeptos não hesitam um segundo na cobrança. Nos últimos dois anos, as assistências no Dragão têm vindo a baixar e a mudança no comando técnico também se explica com a procura de um melhor futebol.


A exemplo de outras escolhas do passado, o FC Porto volta a apostar num treinador português, jovem, ambicioso e sem títulos conquistados. Paulo Fonseca fez o “impossível” em Paços de Ferreira e o seu valor conquistou os dirigentes portistas. A forma como prepara e lê os jogos, a metodologia de treino evoluída, a construção de equipas compactas na defesa e no ataque, e o modo como se relaciona com os jogadores foram qualidades apreciadas.


Ao aceitar este desafio, o jovem treinador também coloca o prego a fundo na sua curta carreira. Com apenas um ano de experiência no escalão principal, sabe que não pode falhar para se manter no patamar a que chegou. Pelo discurso sereno e humilde, a noção do que representa o FC Porto, a confiança demonstrada e a vontade de aprender e continuar a evoluir, os primeiros indícios são positivos.


Mas a falta de experiência num clube de topo, como jogador e treinador, poderá fazer-se sentir. O tricampeonato é uma herança pesada. E veremos como Paulo Fonseca vai lidar com um bólide de maior exposição mediática e a pressão nos grandes jogos. Sendo o FC Porto um clube com má imprensa, o discurso terá, inevitavelmente, de mudar. No entanto, o apoio da elogiada estrutura portista ajudará a superar essas dificuldades.


Com as saídas de James e Moutinho, e outras que se venham a efetuar, a missão de Paulo Fonseca fica mais difícil. Terá de construir uma equipa sem alguns pilares essenciais das conquistas anteriores. A perda de João Moutinho, pela enorme importância que o médio tinha no esquema tático dos dragões, será a mais complicada de colmatar. Os portistas terão de encontrar outro motor de alta rotação.


E se no ano passado, o plantel portista se revelou curto, as saídas recentes acentuaram o problema. O FC Porto já contratou alguns jovens promissores, mas ainda faltam aquisições capazes de entrar diretamente para o onze inicial e que possam ser mais-valias no elenco azul e branco. O meio-campo e o ataque vão necessitar de novas referências para dar maior poder de fogo à equipa.


Oficializada a contratação, Paulo Fonseca vai analisar os ovos que tem à sua disposição e acelerar a receita para uma época que os portistas desejam ser de novos sucessos. O plantel vai começar a ser definido e as lacunas identificadas. A meta é a conquista do tetra, mas o povo pede sempre mais...


O CRAQUE


O maestro fogaceiro


Quem acompanhou a 2.ª Liga, não lhe poupa elogios e augura-lhe grande futuro. Com apenas 20 anos, Rafa Silva foi a figura maior do Feirense na última temporada. Este médio-ofensivo, que também atua como extremo, apontou 10 golos na época de estreia como profissional. Dá nas vistas pela técnica acima da média, criando desequilíbrios no um para um. Rápido no transporte de bola, assume as despesas do jogo e assiste os colegas com qualidade. Além disso, surge várias vezes em zona de finalização. É um maestro que merece a 1.º Liga, para se ver se tem condições para ir ainda mais longe.


A JOGADA


As contratações do Benfica


Filip Djuricic, Miralem Sulejmani e Lazar Markovic. Com estes reforços, entre outros já assegurados, o Benfica promete ter uma frente de ataque demolidora. Ao contrário de outras épocas, em que a aposta recaiu em sul-americanos, o mercado europeu está a ganhar a preferência das águias. São atletas jovens, com grande potencial de valorização e alguma experiência internacional. Se o critério de recrutamento para a defesa e o meio-campo mantiver o mesmo nível de qualidade, as águias estarão a construir um plantel muito forte.


A DÚVIDA


Como controlar as redes sociais?


No passado, os clubes de futebol tinham maior facilidade em fechar o balneário, encobrir insatisfações e não transmitir fragilidades para o exterior. Na era das redes sociais, isso é mais complicado. Quase todos os jogadores estão presentes no mundo virtual e facilmente dão a conhecer o que lhes passa pela cabeça. O portista Fernando foi o caso mais recente. Resolveu usar as redes sociais para dizer que quer sair do clube. Com isto, enfraqueceu a margem negocial do FC Porto. E o que podem fazer os clubes? É muito provável que, no futuro, os contratos dos jogadores de futebol venham a incluir cláusulas relativas às redes sociais.
António Oliveira no jornal record

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Carlos Janela será o próximo

ou muito me engano ou Carlos Janela será na próxima época um dos homens fortes do futebol do Benfica,...em baixo algumas declarações do mesmo:
 
Carlos Janela: «Benfica ganhou muito na última época»

NEGA CONTACTO DAS ÁGUIAS PARA ASSUMIR UM CARGO
Carlos Janela foi o convidado da edição da tarde da Hora Record (CM TV, canal 8 do Meo) e sublinhou que, apesar de não ter conquistado qualquer título a temporada passada, o Benfica tem razões para estar satisfeito.

"O Benfica ganhou muito na última época. A derradeira imagem causa alguma tristeza aos adeptos e tem um impacto negativo mas não podemos confundir a árvore com a floresta. Para ter feito aquele percurso na Liga Europa é porque tem qualidade. Na Liga, com aquele número de pontos seria campeão num outro campeonato. Para ter chegado onde chegou, o Benfica tem de ter qualidade. Recordo que há pouco tempo o Benfica estava em total descrédito", referiu, negando a existência de um convite para assumir um cargo na estrutura encarnada, ocupando o lugar de António Carraça, ex-diretor geral.
"Sei que esse rumor está aí e se fosse verdade seria uma honra e um reconhecimento. Mas como não é verdadeiro, e pelo respeito que tenho pelo Benfica, não alimento esse rumor", vincou, elogiando a gestão de Luís Filipe Vieira.
"A estrutura do Benfica é muito competente, Se assim não fosse o clube não teria vindo a crescer e a mesma já teria sido reestruturada. O Benfica é um caso de estudo e um exemplo para os clubes europeus, pela forma como cresceu nos últimos anos. Vieira nunca poderia ter uma estrutura que não fosse competente", finalizou.
Carlos Janela: «Não é qualquer um que joga no Benfica»
CONCORDA COM NOVAS CONTRATAÇÕES

 
O antigo diretor desportivo do Belenenses e do Sporting, Carlos Janela, esteve esta sexta-feira no programa "Hora Record" onde revelou que acha interessantes as novas contratações do Benfica e explicou o facto de o clube estar a recorrer ao mercado sérvio.

"Acho importante realçar que há poucos anos os mercados abastecedores eram o brasileiro, argentino e jugoslavo. Contudo economia brasileira tem vindo a crescer e dificulta a aquisição de jogadores de qualidade. Não é qualquer jogador que pode jogar no Benfica ou no FC Porto", começou por dizer. 
"Como o mercado brasileiro está inacessível o Benfica está a recorrer-se de bons mercadores formadores de jogadores acessíveis ao mercado português. Se virmos com algum detalhe os jogadores sérvios contratados já têm muita experiência no futebol europeu", explicou.

Carlos Janela: «Problema do Sporting não é financeiro»
NÃO ACREDITA NO NOVO PROJETO DO CLUBE
 
O antigo diretor desportivo do Sporting e do Belenenses, Carlos Janela, esteve à conversa com a jornalista Diana Gomez, na "Hora Record", onde defendeu que o grande problema do Sporting não é financeiro mas estrutural. 

"O Sporting está numa situação bastante complicada. O problema nem acho que seja financeiro, nunca lhes faltou dinheiro para projetar o clube, mas isso tem sido usado como desculpa por não conseguirem atingir os objetivos. O Sporting vai ter que ter alguém que repense todo o futebol, desde a formação à equipa principal. O Sporting não tem hoje uma criação de talentos para abastecer a equipa principal e somente a partir da consciência de que a formação tem de ser devidamente reestruturada é que o Sporting pode resolver o seu problema desportivo", começou por dizer.

Carlos Janela não credita também que o projeto de Bruno de Carvalho seja a solução para o clube de Alvalade.

"Neste momento é preciso competência e uma ideia clara de qual é o caminho do sucesso. Tem havido muito discurso populista e pouca qualidade a nível de projecto futebolístico. As últimas eleições não foram esclarecedoras, conheço mal Bruno de Carvalho, parece-me determinado, mas isto não vai lá com voluntarismo. O Sporting tem de voltar a ser o 3.º grande português", concluiu.

No final, Carlos Janela deixou ainda elogios ao novo treinador do FC Porto.

"Prevejo futuro muito bom para o Paulo Fonseca. Não é normal que em tão poucos anos de carreira se tenha tanto sucesso. Está destinado a ter sucesso", afirmou.
através do jornal record

tira tira...

Antevisão da Taça das Confederações



Começa este sábado a Taça das Confederações, que se disputará no Brasil, com a presença dos campeões continentais de seleções.

Para conhecer a antevisão do Grupo A, composto por Brasil, Itália, Japão e México, clique aqui.

Para conhecer a antevisão do Grupo B, composto por Espanha, Nigéria, Taiti e Uruguai, clique aqui.

post daqui

Boateng e Taïwo poderão estar a caminho do Benfica

esta notícia em baixo é daquelas que 'custa' a acreditar, mas enfim...tudo é possível...

Kevin-Prince Boateng, 26 anos, pode estar a caminho do Benfica. O atleta ganês, que já foi apontado ao Bayern München, pode rumar ao clube da Luz, segundo revela a imprensa italiana.
Segundo o sítio calcionews24, Boateng pode assinar contrato com o Benfica e ser acompanhado por Taye Taïwo, esquerdino que tem vindo a ser - época após época - apontado aos encarnados.
Boateng, nascido na Alemanha mas internacional pelo Gana, está no AC Milan desde a temporada 2010/2011.
Já Taïwo, 28 anos, alinhou na última temporada por empréstimo no Dynamo Kyiv da Ucrânia.
daqui

José Maria Pedroto: Zé do Boné



BIOGRAFIA
José Maria Pedroto: Zé do Boné
 
 
 
Rectidão, coragem, polémica, inteligência, frontalidade, são substantivos usados regularmente para caracterizar José Maria Pedroto tanto por colegas como adversários.

Muitos lembram o grande jogador, mas certamente é o treinador que marcou uma época no futebol português que está presente no imaginário de todos, um «homem à frente do tempo», como muitos o descreveram.
O carácter

Pedroto tinha um dom que muitos (entre companheiros e adversários) reconhecem como raro: uma capacidade de liderança inata. Era capaz de transformar as fraquezas das suas equipas e clubes em força, moldando à sua imagem as formações que comandava, tornando-as combativas, tremendamente competitivas e vencedoras.
 
sempre se bateu de uma forma encarniçada pelas causas em que acreditava

Rui Pedroto

 Há quem lhe chame feitio, personalidade... Rui Pedroto prefere dizer carácter, e o do seu pai, assegura, formou-se muito cedo, fruto de uma infância dura e cheia de restrições. «Teve uma infância difícil, porque ficou sem pai muito novo, com sete anos e tinha uma família numerosa, eram 11 filhos. O meu pai desde muito cedo percebeu o que era conciliar as suas responsabilidades escolares, a actividade desportiva nos escalões de formação e numa fase mais tardia da sua vida mas ainda jovem, ter que acorrer às despesas familiares e contribuir com os seus rendimentos para o sustento da família. Tudo isto forjou o seu carácter, deu-lhe tempra rija e uma capacidade de enfrentar os problemas e de ter coragem na forma como os resolvia muito grande».

Depois de ter sido um dos grandes jogadores do futebol nacional nos anos cinquenta (Lusitano de Vila Real de Sto. António, Belenenses e
FC Porto), foi o responsável pelo primeiro troféu internacional do futebol português, conduzindo Portugal a conquistar o Campeonato Europeu de Juniores de 1961.

«A carreira iniciou-se nas camadas de formação, evoluiu para uma carreira de jogador de grande talento, várias vezes internacional, e depois surgiu a de treinador. Toda a sua vida foi pautada pela vivência próxima do fenómeno desportivo, sem descurar na sua juventude a questão escolar», recorda o filho, Rui Pedroto.

Depois de treinar o
FC Porto e perdendo por pouco o campeonato, passou por Setúbal, onde foi responsável pela era dourada dos sadinos. No Bessa, colocaria a equipa das camisolas esquisitas a ombrear com os grandes e a discutir um campeonato taco-a-taco com o Benfica.

A relação com o FC Porto

Voltou ao FC Porto , de onde tinha saído em polémica uns anos antes, para levar os azuis-e-brancos a quebrar o jejum de dezanove anos em 1978.

Nas suas palavras os portistas tinham passado de pombinhos provincianos a falcões moralizados.
Tenho a certeza que o meu pai sabia ser grato ao seu passado e àqueles que acreditaram nele, e foram muitos
 
Rui Pedroto
 
 
Um pouco à semelhança dos grandes amores, a relação entre o emblema azul e branco e José Maria Pedroto era instável, aguerrida, acesa e polémica. Mas nunca de amor-ódio, afiança o seu filho, «apesar da sua faceta de polemista, porque sempre se bateu de uma forma encarniçada pelas causas em que acreditava. Acho que os sócios do FC Porto se habituaram a ver nele não só um treinador de excelência mas também uma figura de referência para o clube. Muitas vezes é preciso deixar passar um bom par de anos do desaparecimento das pessoas para se perceber qual a marca que deixaram».

Nascido em Almacave, Lamego, na freguesia onde supostamente se realizaram as cortes que coroaram Afonso Henriques como primeiro Rei de Portugal,
Pedroto, era o mais novo de onze filhos do Capitão do Exército Alfredo Pedroto e Quitéria do Carmo. Depois dos primeiros anos em Lamego, acompanhou a família na mudança para a cidade do Porto, onde após a morte do pai estudou num colégio interno perto do Campo da Constituição.

Foi por essa altura que se apaixonou pelo azul e branco, tendo o madeirense Pinga como ídolo. A sua paixão pelo azul, estendia-se também ao Belenenses, clube onde brilhou antes de vestir a camisola do
FC Porto, depois de uma transferência recorde, paga com dinheiro recolhido através de quotas que os sócios mais notáveis do FC Porto subscreveram.

«É natural que nutrisse pelo Belenenses uma simpatia especial. Confesso que isso nunca foi, nas nossas conversas, muito presente. Diria até que não era só pelo Belenenses mas por todos os clubes por onde passou como jogador e treinador. Tenho a certeza que o meu pai sabia ser grato ao seu passado e àqueles que acreditaram nele, e foram muitos», explica Rui Pedroto.
A fraterna amizade com Pinto da Costa

Pedroto além do grande jogador e do extraordinário treinador que foi, era, num país à época impregnado no mais profundo cinzentismo, um personagem que ilustrava com rasgos de humor e uma inquebrantável liberdade as páginas do dia-a-dia na comunicação social portuguesa, com a sua personalidade forte, ideias vincadas e combates polémicos.

Várias histórias ajudam a ilustrar o mito do Zé do Boné: as reuniões e cartadas, noite fora, numa célebre pastelaria do Porto com os seus compagnon de route, entre eles
Pinto da Costa, que estão na génese do que viria a ser o FC Porto

conquistador dos anos 80 e 90.
A relação profissional com Pinto da Costa ajudou a construir à volta dela uma relação de amizade sólida e duradoura
 
Rui Pedroto
 
«Foi uma relação muito especial, de grande proximidade e cumplicidade nos tempos em que trabalharam juntos. Além da questão profissional, havia grande fraternidade e amizade pessoal. A relação profissional ajudou a construir à volta dela uma relação de amizade sólida e duradoura. Foi, seguramente, a pessoa que o acompanhou mais de perto, que o conhecia melhor nas suas diversas facetas e com quem partilhou as dificuldades mas também os momentos de maior glória desportiva mas que excedem e muito, e penso que é com essa ternura e saudade que ele fala, a mera relação profissional, mas que lembram sim o amigo desaparecido».

Nesta viagem ao passado, surgem-nos também as relações especiais com alguns jogadores, de entre eles António Oliveira, um dos seus protegidos, a quem supostamente o Zé do Boné dava autorização para fumar um cigarro antes de entrar em campo.

As relações polémicas com rivais

Mais tarde, Oliveira e
Pedroto seguiram caminhos separados, mas Pedroto não se coibiu de comentar um famoso golo que Oliveira marcara com a camisola do Sporting numa competição europeia, desmistificando o golo, indicando que fora obtido desta maneira, porque Oliveira não executara bem o remate, chutando contra o outro pé e conseguindo tal miraculoso efeito que espantara os adeptos e comentadores desportivos do país. Alguns acusavam-no de não ter pejo na forma como criticava os adversários e os árbitros, mas era igualmente duro com colegas e jogadores.

Um pouco como o Bojador estava para os descobridores portugueses de quatrocentos, a Ponte da Arrábida «bloqueava» os jogadores do
FC Porto. Atravessar o Rio Douro era o início da derrota portista. José Maria Pedroto nunca se conformou com tal estado de coisas e combateu com todas as suas forças essa menoridade portista.

Mas se os seus atletas eram espicaçados para a vitória, os adversários não eram poupados. O então seleccionador nacional Mário Wilson foi um «palhaço», Manaca - jogador do Guimarães - foi acusado de marcar um autogolo que impediu o tricampeonato portista e desviou o título para Alvalade.

Os rivais nunca conseguiram lidar bem com a força de
Pedroto. Benfiquistas e sportinguistas sentiram na pele o génio do Zé do Boné e deixaram de dividir entre si os espólios do futebol nacional. Há notícias que dão conta que o leão João Rocha lhe lançou, um dia, o canto da sereia, mas Pedroto, irredutível, preferiu nunca estar ao leme de um rival.

Um símbolo que perdura

Polémicas, guerrilha verbal, exacerbado regionalismo, um profundo desprezo pelo provincianismo de um certo Porto, tudo isto movia José Maria
Pedroto para atingir um só objectivo: a glória do Futebol Clube do Porto.

Após anos de intensa rivalidade e polémica,
Pedroto, guarda um lugar muito especial no lugar dos portistas. Mas é admirado, porventura até reverenciado, em todos os clubes por onde passou, e mais do que isso, é penhor do mais profundo respeito e admiração dos rivais de Lisboa.

O lamecense, que se tornou um tripeiro de adopção, lembrava e não esquecia as imortais palavras de Almeida Garrett, um dos mais ilustres portuenses: «Se na nossa cidade há muito quem troque o b por v, há pouco quem troque a liberdade pela servidão».

Faleceu meses depois da derrota de Basileia, mas o grande FC Porto europeu estava lançado. Dois anos e meio depois da sua morte, nas margens do Danúbio, um FC Porto sem medo de ninguém subia ao mais alto degrau do continente e sagrava-se Campeão da Europa.
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