quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Mercado fechado (ou nem por isso)

foto de Rui Macieirinha através do facebook de Eugénio Queirós.

Divagações (enquanto o mercado fecha)

Até ao momento, mais de 60 jogadores foram inscritos no último dia do mercado. Confirma-se esta mania dos portugueses de deixarem tudo para o fim.

Hoje ouvimos Humberto Coelho colocar reservas ao Estádio Nacional como palco da final da Taça de Portugal. É importante cuidar das condições de segurança do estádio mas a verdade é que por esse país fora a falta de policiamento de muitos estádios é que é realmente preocupante.

Sou fã do Jamor. A direção da FPF também. Por isso, acredito que tudo será feito para que a festa anual do futebol continue a acontecer ali, tanto mais que a festa da final da Taça da Liga está sob ameaça...

O Sporting continua a acreditar que pode ser aliado do FC Porto. Melhor dizendo, apaniguado. Mais uma vez se viu, com a contratação falhada de Kléber, que o teatro de fantoches é uma arte digna mas normalmente dá barraca.

Em Alvalade a confusão é geral. Falha-se a contratação de Paulo Henriques, manda-se Niculae fazer as malas sem se apurar se o jogador está em condições de ser inscrito e Daniel Sampaio é atingido por ovos numa ação de debate. Em casa onde não há pão até as galinhas disputam as migalhas.

O Sp. Braga está cada vez mais uma máquina. Como Beto não aceitava ser suplente de Quim e tinha mesmo de ir para o banco, rapidamente se arranjou lugar para o rapaz em Sevilha.

No meu Leixões, Carlos Oliveira encerrou hoje um ciclo. Falta saber apenas quando começa o próximo.

Augusto Inácio começou hoje a treinar o Moreirense. Sorte do clube de Moreira de Cónegos que tem à sua disposição um treinador campeão. Um amigo aqui do rapaz.

Outro amigo aqui da casa é Henrique Calisto. Vai para o Libolo. Por cá não há muito espaço para ele. Se fosse presidente de um clube, acreditem: não o deixaria a passear tanto pelo Mundo.

Começo a acreditar cada vez mais que Mário Figueiredo anda a pregar aos peixes. Não tarda nada e está a ser apanhado na rede.

Só não sei quais são os clubes portugueses que não são controlados por Jorge Mendes. Felizmente no futebol não há a lei das incompatibilidades e como estão todos na miséria...o Jorge que resolva. E não é que ele resolve mesmo!

Dizem-me que a FPF vai reforçar-se seriamente na área dos eventos. Folgo em saber e estou de acordo. Já está na hora de deixar de alugar equipamentos de som a empresas externas...

Então e a SAD do V. Guimarães? Já passou um mês desde a data definida para a sua constituição...

Será que Rui Santos vai voltar a falar de Pedro Proença no próximo "Tempo Extra"? Será que vai ter um sério concorrente na CMTV?
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Bryan Garcia (foto D.R.)
«Sempre colecionei camisolas do Benfica» - Bryan
 

Bryan Garcia não esconde o entusiasmo pela oportunidade de representar o Benfica. Jovem defesa brasileiro chega decidido a singrar de águia ao peito e convencer Jorge Jesus a apostar na sua contratação em definitivo no final da época.

«O meu sentimento é de alegria total. Fiquei muito contente quando soube [da transferência para o Benfica], era um sonho que tinha desde pequeno. Sempre colecionei camisolas do Benfica, sempre gostei muito do uniforme. Vou poder jogar agora com jogadores que acompanhava pela televisão, como Luisão e Geovanni, que fez história aqui e agora está a jogar pelo América Mineiro. Quando ele soube ficou muito contente e disse-me que me iria dar bem aqui», contou Bryan, em declarações à Benfica TV, destacando ainda nomes como Ramires, Jardel e Artur.

«O primeiro meu objetivo é mostrar o meu futebol nestes primeiros seis meses», indicou o lateral, mostrando-se conhecedor da realidade encarnada: «Todo o mundo sabe da águia. É uma coisa linda em todos os jogos que vou poder ver de perto. Há também Eusébio, que é um ícone aqui».

«Vou procurar aprimorar o meu conhecimento e saber mais do clube para poder a cada dia fazer a minha história», referiu, sublinhando ser «uma honra» poder alinhar com os jogadores que integram o plantel do Benfica.

Beckham no PSG

David Beckham estará a fazer testes médicos no Paris Saint-Germain, avançam relatos na comunicação social em Inglaterra e França nesta quinta-feira.

O clube francês divulgou que vai realizar uma conferência de imprensa às 16 horas.

Beckham, 37 anos, esteve a treinar com o Arsenal para manter a forma, depois ter ter acabado a ligação contratual ao Los Angeles Galaxy, no final de 2012.
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ele vai tentar evitar o pior

Augusto Inácio está de volta ao principal campeonato do futebol português.

quando o vi há uma semana e meia assistindo ao vivo ao Moreirense - Benfica, pressenti logo que só poderia estar analisando o plantel do Moreirense.

domingo passado quando o Moreirense perdia em casa quase no final do jogo por 5-0 com o Paços de Ferreira, chegou-me aos ouvidos que Inácio sucederia a Jorge Casquilha - que quanto a mim, é um excelente treinador, não teve foi sorte esta época -,
e afinal está mesmo confirmado.

Augusto Inácio é um treinador pelo qual tenho muita admiração, a tarefa não é fácil, mas é nestes momentos que se vê a coluna vertebral de um homem - aceitar treinar o lanterna vermelha.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

um final de noite espectacular...

...em véspera de fecho do mercado de transferências, as surpresas são muitas e, nada melhor do que acompanhar aqui.

mas o melhor da noite foi o Real Madrid - Barcelona, que enorme espectáculo ver essas duas equipas em campo, cultura táctica de elevado gabarito, jogo partido por instantes mas com Iniesta e Xavi a pôr oredem na casa e encostando o Real às cordas.

sem Casillas, Sergio Ramos, Pepe e Coentrão, empatar com o Barcelona nestas condições é excelente, mesmo em pleno Bernabéu.

Puyol também demonstrou a Piqué que ser queixinhas fica feio, ver vídeo.

e o Benfica que está praticamente com os dois pés no Jamor (Miguel Relvas já afirmou que as obras mínimas serão efectuadas) oito anos depois?!...
...também excelente!, a equipa que melhor futebol pratica (não foi o caso hoje) actualmente em Portugal merece estar nessa final.

«onzes/sistemas oficiais de Real Madrid e Barcelona»

o jogo de futebol que pára o mundo é já daqui a menos de meia-hora.

confira aqui os onzes e sistemas a utilizar por ambos os treinadores.

Paços Ferreira - Benfica, confira os onze

onzes oficiais de Paços de Ferreira e Benfica.

Paços de Ferreira: Cássio; Diogo Figueiras, Ricardo, Tiago Valente e Antunes; André Leão e Luiz Carlos; Hurtado, Vítor e Josué; Cícero

Benfica: Artur; André Almeida, Luisão, Garay e Melgarejo; André Gomes e Matic; Salvio, Aimar e Gaitán; Lima.

Nereida de novo sem torresmo

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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Platini, vai ver se eu estou na esquina...

Presidente da UEFA ameaça processar a "France Football" e garante fazer as escolhas com independência.


Michel Platini negou as acusações feitas numa reportagem da revista "France Football" e ameaça processar a publicação.
"Reservo-me o direito de processar qualquer um que questione a minha integridade neste voto", declarou o presidente da UEFA e vice-presidente da FIFA, acusado de vender o voto no processo de escolha do Mundial de 2022.

"Acreditar que a minha escolha no Catar 2022 foi por causa de arranjos entre o Estado francês e do Catar não é mais do que pura especulação", acrescentou, em comunicado.
Segundo a "France Football", Platini esteve presentes nas negociações com o primeiro-ministro do Catar e com o presidente francês Nicolas Sarkozy.

 "O presidente Sarkozy nunca me pediu para votar no Catar 2022 porque ele sabe que sou um homem livre. Eu faço as minhas escolhas com total independência, através de uma lógica simples:
a abertura dos países que nunca organizaram grandes competições desportivas", garantiu.
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título meu.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

é mesmo muita fruta?!...

o FC Porto cilindrou por completo esta noite o Gil Vicente em pleno estádio do Dragão. a imagem em baixo explica bem o poderio dos azuis e brancos, 83% de posse de bola é mesmo muita fruta?!...

«onzes e sistemas oficiais de FC Porto e Gil-Vicente»

saiba quem joga de início em ambas as equipas, aqui

Drogba negoceia com Galatasaray

O Galatasaray está a negociar com Didier Drogba. A informação, inicialmente avançada pelo diário turco "Hürriyet", foi confirmada esta segunda-feira pelo clube.

Segundo a imprensa turca, o Galatasaray oferece a Drogba um contrato de ano e meio, com mais uma época de opção, no valor de sete milhões de euros, mais 30 mil euros por cada jogo disputado pelo avançado

O avançado costa-marfinense, que foi ligado a Juventus, Milan ou Chelsea durante as últimas semanas, está de saída do clube chinês Shanghai Shenhua.

O Galatasaray ameaça converter-se num dos protagonistas do mercado de inverno, depois de ter assegurado a contratação do médio holandês Wesley Sneijder, ex-Inter Milão.
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domingo, 27 de janeiro de 2013

Parabéns Cabo Verde

A seleção de Cabo Verde, uma estreante na Taça das Nações Africanas, está apurada para os quartos-de-final após vencer a Angola por 2x1, com o golo decisivo a ser apontado por Heldon, jogador do Marítimo.

Os cabo-verdianos venceram a Angola por 2x1 e beneficiaram do empate a dois golos verificado entre Marrocos e África do Sul, sendo que os sul-africanos também estão apurados.

No encontro entre Cabo Verde e Angola, a formação cabo-verdiana até começou a perder, com Nando a marcar na própria baliza, mas conseguiu dar a volta, com golos de Fernando Varela e Heldon.

A festa que Cabo Verde fez diante de Angola foi imitada pela África do Sul diante de Marrocos, que com o empate a duas bolas ficou no primeiro lugar do grupo A.

El Adoua, jogador do Vitória de Guimarães, colocou Marrocos a vencer por 1x0, mas May Mahlangu empatou para a África do Sul. Ainda assim, os marroquinos voltaram a conseguir colocar-se em vantagem, com um golo de Abdelilah Hafidi, mas o tento de Siyabonga Sangweni atirou os marroquinos para fora da competição.Assim, fechadas as contas do grupo A, a África do Sul termina no primeiro lugar com cinco pontos, pertencendo a Cabo Verde a segunda posição, com os mesmos pontos. No terceiro posto ficou Marrocos com três pontos, enquanto a Angola foi última classificada com apenas um ponto.


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CAN CAN 2013
2013/01/27, 17:00, Port Elizabeth/Nelson Mandela Bay
Cabo Verde
2-1
Angola
Héldon 90'
Nando 33' (p.b.)
Fernando Varela 81'

já é oficial as equipas iniciais de Sporting e Guimarães

«onzes/sistemas prováveis de Sporting e Guimarães»

sábado, 26 de janeiro de 2013

um dos melhores vídeos sobre José Mourinho

hoje sim, dou os parabéns a Jorge Jesus!...

..., por ter voltado a optar por três homens no miolo do terreno.
o jogo de hoje foi um autêntico espectáculo na primeira parte, na segunda parte não gostei!, mas é a tal coisa - uma equipa joga o que a outra deixa jogar.

já aqui escrevi várias vezes que só com este sistema o Benfica pode aplicar o seu modelo de jogo tão ofensivo e que é um espectáculo para quem aprecia esta filosofia de jogo de Jorge Jesus.

o 4-4-2, ou se preferirem, o 4-1-3-2 com Cardozo e Lima, é bom para jogos com equipas de baixo caudal ofensivo, ou então a jogar na Luz. com equipas ditas grandes e em especial fora de casa, sem correr riscos desnecessários quando se fica sem bola, este 4-2-3-1 de hoje é o indicado.

falar deste Braga?!... sinceramente, já cansa de ver tanta asneira, mesmo assim, ainda deram um ar da sua graça em especial na segunda parte.
aposto que o Sporting ainda vai conseguir o terceiro posto neste campeonato.


«onzes/sistemas oficiais de Braga e Benfica»

«onzes/sistemas prováveis de Braga e Benfica»

jogos especiais de José Mourinho

recorde aqui alguns dos jogos que foram especiais para José Mourinho e para as equipas que orientou. FC Porto - Lázio, meias-finais da taça UEFA, e FC Porto - Celtic, final da taça UEFA como era então denominada a actual liga europa - faz precisamente este ano 10 anos da primeira conquista europeia de José Mourinho enquanto treinador principal. confira as equipas dos dois jogos, aqui e aqui.



uma das finais mais loucas da champions league

para os amantes do futebol vale sempre a pena recordar esta final da champions league disputada em Maio de 1999, entre o Bayern de Munique e o Manchester United.
aos 90 minutos os alemães venciam por 1-0, depois, foi o espectáculo do futebol no seu melhor. no primeiro vídeo recorde o resumo da final e no segundo o vídeo da festa no balneário.
confira também as equipas, aqui.
àh!, esta final também teve o melhor árbitro do mundo de todos os tempos, na minha opinião, claro está!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

«um caso bicudo no FC Porto»

já há algum tempo que estava para abordar este caso bicudo de Rolando, central com créditos firmados na nossa praça e chamado regularmente à selecção nacional por Paulo Bento enquanto foi titular no FC Porto.

o Rolando esticou a corda para sair e Vítor Pereira não fez por menos - o cabo verdiano ficou encostado às boxes.
enfim, poucas notícias temos do rapaz, o que se sabe é que ele vai sendo visto pelo Olival a treinar e pouco mais...

já repararam como a maioria da comunicação social tem abordado este tema?...
pouco ou nada!, é o que faz ter muito respeitinho por Jorge Nuno Pinto da Costa!
ou será medo dos jagunços do costume?

As compras de inverno

«1. O mercado de inverno revelou-se na temporada passada fundamental para determinar o campeão. Enquanto o Benfica recrutou Yannick, que, sem surpresa, nada acrescentou, deixando a questão do lateral-esquerdo por resolver, o FC Porto apostou em Janko e, fundamentalmente, em Lucho González.
As compras de janeiro serviram para desempatar as contas entre dois plantéis de qualidade semelhante.
Com mais soluções, Vítor Pereira consumou o assalto ao primeiro lugar, perante um adversário que, deslumbrado com o avanço alcançado e pouco ciente das fragilidades internas, alimentava a utopia de juntar a Champions à Liga nacional.

Esta época, e numa altura em que o mercado de janeiro está prestes a encerrar, há semelhanças evidentes com o ano anterior. Não em termos de entradas diretas no onze, evidentemente, mas no que diz respeito a uma maior gama de soluções e aos minutos de descanso que os titulares passam a dispor.

Com Izmailov e Liedson no plantel, Vítor Pereira conhecerá menos problemas face à intensidade do calendário.
O russo fará com que Lucho, ou mesmo os extremos, não fiquem tão sobrecarregados, enquanto o luso-brasileiro tornará o FC Porto menos dependente de Jackson Martínez.

No Benfica, e ao contrário do que acontece no rival, os dados existentes mostram que nada vai melhorar. Jesus tem um onze, mas não um banco de suplentes à altura, pelo menos no que ao sector defensivo diz respeito.

2. Terminada a primeira volta do campeonato, o Sporting é grande desilusão, por motivos mais do que escalpelizados, enquanto Paços de Ferreira, Rio Ave e Estoril, por esta ordem, se assumem como agradáveis surpresas. Em termos individuais, no entanto, o destaque vai inteiro para Jackson Martínez.

Chegou, viu e venceu, revelando-se um avançado de qualidade extraordinária.

3. Em Espanha, prossegue a cruzada do jornal "Marca" contra José Mourinho.

Surgem notícias de discussões, ultimatos e problemas de vária ordem, até que a imagem do treinador fique definitivamente desgastada.

Com a opinião pública intoxicada e contemporâneo nos relvados do melhor Barcelona da história, o técnico português tem muito poucas hipóteses de sair a ganhar desta guerra interminável.
Na época passada já fez, contudo, o que muitos julgavam impossível, superiorizando-se ao colosso catalão.

4. Nasceu mais uma estrela no ténis feminino. Chama-se Sloane Stephens, é norte-americana, tem 19 anos, e rapidamente estará a discutir o primeiro lugar no ranking WTA.»


- Luis Pedro Sousa, jornal Record, 25 de Janeiro de 2013.

Futebol é uma paixão

«Algum dia terei de ganhar em Braga!» - Jorge Jesus

«Algum dia terei de ganhar em Braga!» - Jorge Jesus

O treinador do Benfica, Jorge Jesus, esteve esta tarde na sala de imprensa do Estádio da Luz, onde lançou um olhar sobre o importante encontro de amanhã, frente ao SC Braga.

«Para amanhã espero um adversário difícil, um dos mais difíceis dentro das contas do nosso campeonato, ao lado das deslocações ao terreno do FC Porto e do Sporting. Estou À espera de uma boa equipa, mas o que compete ao Benfica é ser ainda melhor e tentar vir de lá com os três pontos. Acredito que será um jogo bem disputado», afirmou.

Como técnico do Benfica, Jesus nunca venceu em Braga, uma tendência que espera agora contrariar.

«O que acho disso? Bem, que é sinal que o Braga é uma equipa forte e que ao longo dos anos tem crescido e se tem afirmado no nosso futebol. É, por isso, natural que as coisas sejam difíceis para todos os clubes que lá vão, nós incluídos. Mas alguma vez tenho de ganhar!», atirou, com um sorriso.

«Não ganhámos [no terreno do SC Braga] mas alguns dos jogos também não perdemos... É um estádio difícil, tal como o Dragão e Alvalade, mas nós estamos confiantes, pelo momento que estamos a atravessar, e sabemos que temos qualidade para chegar a qualquer estádio em Portugal e vencer», completou.
daqui

«pelos vistos o sistema continua em alta»

Caros leitores, sei que o artigo é "pesado", mas vale a pena ler este trabalho do jornalista Carlos Rias e reflectir.
 
PEDRO PROENÇA, 'Homem do Ano' para A BOLA, em entrevista ao nosso jornal, publicada a 30 de dezembro último, disse o que muitos escondem. Falou dos observadores de árbitros, do que pensa deles, do seu modus vivendi, de como muitos se insinuam para agradar a quem está no poder, pelos vistos, prática que cada vez mais faz escola. E falou, também, de tráficos de influências e de lobbies, que continuam vivos e atuantes. Pôs o dedo em ferida que há muito tempo está a sangrar. Reagiu algum observador? Nem pensar. Reações, apenas as de Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, a pedir que se abrisse de imediato uma investigação e da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, que logo abriu um processo de inquérito ao árbitro internacional, já arquivado, depois de Proença ter sido ouvido em sede própria.

DAR A CARA NÃO É COM ELES... Porque são opiniões que não podem ou não devem cair em saco roto, quisemos perceber melhor a causa das posições assumidas por Pedro Proença, recentemente considerado o melhor árbitro do ano a nível mundial pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS). E entrámos nesse mundo, quase sempre obscuro e corporativista, da arbitragem portuguesa, com a finalidade principal de dar rosto a quem parece não ter rosto. Por isso batemos à porta de observadores, os homens que analisam e classificam o trabalho dos árbitros, e que são tidos como um 'cancro' do sistema. Passámos, depois, aos ex-observadores e aos dirigentes e contactámos, inclusive, com alguns árbitros no ativo, ao nível da I Divisão Nacional. Nem todos quiseram dar a cara. A maioria. «Mas não podemos falar em 'off', sem revelar quem nos falou?» Colocada a questão assim, a abordagem por vezes resultou. Pensavam que o Apito Dourado tinha varrido de uma vez por todas a suspeição, os lobbies, o amiguismo, as jogadas por debaixo da mesa e o jogo de interesses? Enganam-se. Mudou muita coisa, é verdade, até porque era impossivel continuar tudo na mesma, mas ninguém acredite que não continuam as pressões, as cunhas... E a suspeição corrói e mata.

«SÓ PENSAM NA CLASSIFICAÇÃO» Quando se fala na classificação dos árbitros tem de falar-se dos observadores, os homens que analisam o trabalho que aqueles desempenham jogo a jogo. O que deles se diz é mais preto que o tisnado... «Li atentamente a entrevista do Pedro Proença ao vosso jornal», refere Alberto Hélder, antigo secretário da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) e figura conhecida no seio da arbitragem. «E entendo que a análise dele não foi feita em cima do joelho», diz, para logo acrescentar: «É uma análise pensada. Sou da opinião do Pedro Proença em toda a linha. Não há observadores de topo a nível nacional, a qualidade é muito fraca.» Alberto Hélder sabe do que fala, é um homem experiente na formação de árbitros de futebol. Surpreende-nos quando afirma que «os observadores trabalham para a classificação, para serem os primeiros, mas não têm categoria. A formação que têm é rudimentar, são ex-árbitros que nunca atingiram a qualidade necessária para serem observadores.» Mas não fica por aqui a critica. «Hoje não há uma formação de base para os observadores. Lisboa faz de uma forma, o Porto de outra e no interior do país nem se fala. Os testes nem a sério são. Precisamos de observadores, como precisamos de árbitros e, hoje, tudo o que aparece é aceite, tão gritante é a falta de gente para ocupar esses lugares.» Alberto Hélder vai colocando o dedo na ferida: «A escolha do observador não é rigorosa, precisamos deles e pronto, aceitamos tudo. Fazem o teste e são lançados às feras. Depois há a classificação, ainda há, e todos eles trabalham para ela. O que o observador pensa é: 'No teste tenho que me esmerar, o resto logo se vê'. Há maus observadores e isso reflete-se nos relatórios sobre o desempenho dos árbitros. Enquanto estive em funções, antes de me reformar, sabia que havia coisas muito esquisitas e contavam-mas abertamente. O caso do Apito Dourado mostrou muito bem tudo isso, o jogo de influências, os lobbies, os pedidos... O caso da classificação dos árbitros foi uma tristeza. No caso do Apito Dourado a justiça andou a brincar com a justiça.»
«Sei que muitos são corruptos!» António Guedes Carvalho, ex-observador, diz que não era só à sua porta que batiam e «Neste meio há pouca gente que consiga resistir».
OBSERVADOR de árbitros entre 2002 e 2004 (antes tinha sido árbitro-assistente internacional), surgiu como testemunha do Ministério Público no processo Apito Dourado. Em tribunal, Guedes de Carvalho foi, na altura, uma lâmina apontada ao pescoço de gente importante da arbitragem da altura, a exemplo do membro do CA da FPF, Azevedo Duarte. Disse dos telefonemas e pedidos que recebeu para prejudicar árbitros na atribuição das notas e confirmou que, ao recusar fazer favores, passou a ser um homem marcado e perseguido. De tal forma, que foi despromovido de categoria. Ficou classificado no 45º lugar, o primeiro lugar a ditar a despromoção, enquanto o árbitro Hernâni Duarte, filho de Azevedo Duarte, subia à 1.ª categoria nacional. Guedes Carvalho preferiu, então, abandonar. Contactámo-lo na Régua, terra onde vive. «Agora é que se lembram de mim?», foi a primeira frase que lhe ouvimos. Continua revoltado, mas disposto a lutar pela arbitragem. «Farei tudo o que puder fazer pelo bem da arbitragem. No processo do Apito Dourado assumi a minha posição de princípio até ao fim e fiquei indignado com alguns colegas meus, também observadores de árbitros, pelas posições que assumiram. Sei que há coisas que não se podem provar, mas também sei que muitos são uma série de corruptos. Há fruta boa e má, e se deixarmos a boa junto da má, então a fruta apodrece toda. Há pouca gente que consiga resistir neste meio da arbitragem. Vi casos com colegas meus em que tão-pouco quero acreditar. Não era só à minha porta que eles batiam, ainda que soubessem à partida que comigo não iam levar nada. Batiam a muitas portas...» Assim mesmo, sem rodeios, o antigo observador abriu o livro. E foi de folha em folha, sem se deter: «O que mais me custou no Apito Dourado foi ver uma inteligente da justiça portuguesa chegar ao fim do processo e, depois de ter visto tanta fraude, tanto relatório rasurado, anular tudo por falta de provas. Foi a coisa mais aberrante a que assisti, mas de uma coisa podem ter a certeza, não vou perder a minha dignidade.» Quando lhe falamos da recente entrevista concedida a A BOLA por Pedro Proença aproveita a deixa para avançar nas acusações: «Concordo com tudo o que o Pedro Proença disse. Há observadores que andam lá apenas para fazerem fretes, pois se não entrarem nos complôs são postos de parte, como aconteceu comigo e a outros como eu. Enquanto há quem não tenha medo e dê a cara, outros há que estão no seu cantinho, que só sabem dizer amén, sem lutar. Eu sou um lutador até morrer». E dá um passo atrás para recordar, magoado, a forma como pagou por dizer o que outros calaram: «Fui colocado de fora do quadro de observadores da maneira mais cobarde possível. Como dizem os transmontanos, pagamos por ter a língua muito comprida. Foi o meu caso. Até um observador que morreu, mas tinha feito alguns jogos antes de falecer, foi classificado para que eu descesse. Fiquei muito magoado, ainda nem pedi o licenciamento.» Continua atento e não deixa de ter opinião: «As coisas, agora, não estão na mesma, mas continua a haver gente pouco séria na arbitragem. Não tenho dúvidas que há observadores a levar pancada por não fazerem os fretes que lhes pedem».

Escolha pode fazer cair o Carmo e a Trindade... Na próxima época a classificação pouco conta, que os observadores são escolhidos pelo CA. Na próxima época os observadores vão ser escolhidos de acordo com o critério de confiança estabelecido por Vitor Pereira, presidente do CA da FPF. Quer isto dizer, que um observador pode ficar em primeiro lugar no final da época 2012/2013 e não fazer parte dos escolhidos para preencher o grupo principal na época 2013/2014. Alberto Hélder diz que «no futuro as coisas podem melhorar», até porque Vitor Pereira «ao avançar com a escolha dos observadores será o máximo e único responsável, porque são pessoas da sua confiança», mas só quando «a academia de arbitragem existir e tudo se uniformizar é que a mudança acontecerá e se dará o salto qualitativo». Carlos Esteves desconfia do processo anunciado, não concorda muito com ele e José Gomes é mais cauteloso: «Vai continuar a haver o quadro de 100 observadores, existirá na mesma a classificação final, mas o CA vai selecionar os 30 observadores a ficar na I Divisão e não é taxativo que o observador melhor classificado fique no grupo de elite.» E surgem, já, opiniões cautelosas, de alerta, a dizer em off: «Cuidado com essa escolha. Os observadores querem ficar todos na I Divisão e, por isso, sujeitam-se a tudo, fazem o que lhes pedirem só para ficarem bem vistos pelos membros do CA, a fim de terem mais possibilidade de ser escolhidos para o grupo de elite da próxima época.» E a mesma voz, logo a seguir, diz que discorda de haver «convites para observadores a pessoas como ex-dirigentes, ex-jogadores ou ex-treinadores, até a jornalistas», como já se ouviu que vai acontecer. «A haver escolha, ela tem de acontecer entre os melhores dos observadores que existem de momento». Está visto, a decisão do CA da FPF não é pacífica. «Não posso falar consigo, nem estou autorizado para isso. Deixe lá eles fazerem a escolha para a próxima época, que depois logo se vê...», foi como um observador do atual quadro principal nos falou, quando convidado a comentar. Que quer isto dizer? Simplesmente isto: o CA da FPF e em particular o seu presidente, Vitor Pereira, que se cuidem, que mal sejam conhecidos os observadores para a próxima época, vai cair o Carmo e a Trindade e há muito boa gente que não vai perder tempo a pôr a boca no trombone. Nos dias que correm, em tempos de crise, ser observador de topo quer dizer que ao fim do mês entra em casa uma bonita soma em euros. E ninguém quer abdicar de hábitos que a arbitragem tem alimentado.

SÓ UM OBSERVADOR DO DISTRITO DE LISBOA. Um olhar sobre a lista dos Observadores permite retirar dado curioso, o de existir apenas um Observador do distrito de Lisboa, contra seis de Coimbra, três do Porto, de Braga e de Leiria. A classificação dos Observadores, segundo o Regulamento de Arbitragem da FPF, incide sobre dois aspetos: avaliação de conhecimentos sobre leis de jogo e regulamentos e avaliação do desempenho da função. A classificação é feita numa escala de 0 a 90 pontos e a avaliação dos conhecimentos realizada através de dois testes escritos, durante a época, enquanto a avaliação do desempenho é feita por análise contínua dos relatórios, pela realização de dois testes práticos no decurso da época e também pelas avaliações das reclamações dos árbitros sobre o conteúdo dos relatórios técnicos. Esta avaliação é da responsabilidade da Secção de Classificações, que os pode submeter à apreciação da Comissão de Análise e Recurso. Quanto às reclamações dos árbitros sobre os relatórios dos Observadores, elas são analisadas pela Comissão de Análise e Recurso, com o parecer a ter de ser aprovado pela Secção de Classificações. Em matéria de penalizações, os Observadores, por cada vez que seja dada razão ao árbitro, são penalizados com 1,5 pontos, e a sua classificação final depende ainda da subtração dos pontos em que foi penalizado nas fichas de avaliação. Cada Observador, para efeitos de classificação, tem de efetuar um mínimo de 10 jogos.

'Grau de dificuldade' - A maldição! Ninguém percebe porque só no final da época os árbitros sabem os 'Graus de Dificuldade' aplicados nos jogos • Dizem que, assim, as classificações finais podem ser adulteradas • Pior que os observadores, diz-se, é a aplicação deste fator. SOBRE os observadores cai o maior volume de críticas, mas há normas regulamentares, como a do 'Grau de Dificuldade' atribuído a cada jogo, que tem direta influência na classificação dos árbitros e ainda merecem maior caudal de críticas. «Sabe como é que 'A' ficou em primeiro e 'B' em segundo na classificação?» Questão que teve resposta imediata de quem a colocou: «'C' deu o jogo com maior grau de dificuldade a 'A', na última jornada, e 'B', que até ía em primeiro lugar, foi ultrapassado e passou para a segunda posição», Dito assim, parece fácil. Dizem-nos que aconteceu mesmo. O 'Grau de Dificuldade', se não é o grande responsável pelo clima de suspeição que existe na arbitragem, anda muito por perto. Mas o que é o 'Grau de Dificuldade'? É um fator que varia de jogo para jogo, com a graduação de 0.25, 0.35, 0.5 ou 0.65, atribuído pela Secção de Classificações do CA da FPF, e que é introduzido na classificação do árbitro, mas só no final da época é conhecido. E é neste final da época que está o busilis da questão. Porquê? Porque no final da época, altura de concluir as classificações dos árbitros, a introdução de um 'Grau de Dificuldade' superior num jogo pode levar, a mudar completamente a classificação de um árbitro, para melhor ou para pior, conforme o fator introduzido. E isto pode acontecer, porque o 'Grau de Dificuldade' existe, mas existe na sombra, os árbitros não o conhecem, e uma classificação pode decidir-se por um ponto ou por uma décima... «Quanto ao fato de os 'Graus de Dificuldade' dos jogos não serem conhecidos antecipadamente pelos árbitros, discordo em absoluto. Se enquanto fomos árbitros lutámos contra isso, porque é que estamos a fazer o mesmo?», questiona Carlos Esteves, presidente do CA da Associação de Futebol de Lisboa. Mas não é só o timing em que os 'Graus de Dificuldade' devem ser conhecidos que se questiona, é muito mais. «Deve haver distribuição, equitativa dos mesmos», defende Carlos Esteves, pois se por exemplo «Pedro Proença apitar sempre os jogos com maior 'Grau de Dificuldade', então também será sempre o melhor, enquanto for árbitro.» Enquanto foi presidente do CA da FPF «saía um comunicado oficial com os 'Graus de Dificuldade' para os jogos do futebol não profissional, coisa que não acontecia com o futebol profissional», confessa. «Comigo toda a gente sabia com o que contava, mas eu saí da FPF em dezembro de 2011, fez há pouco tempo um ano», conclui.

FALTA DE TRANSPARÊNCIA. Alberto Hélder é da mesma opinião: «Os 'Graus de Dificuldade' deviam ser públicos para evitar o clima de desconfiança e a possível adulteração das classificações. Gostaria que tudo fosse transparente. E deviam ser distribuídos por todos os árbitros e não só pela elite, que está sempre nos jogos mais importantes e sai, por isso, favorecida na classificação.» Reportando-se a um passado recente, Alberto Hélder acentua: «Antes era possível adulterar as classificações dos árbitros no final da época através do 'Grau de Dificuldade' dos jogos. Introduziam-se dados falsos, como ficou provado, mas depois do Apito Dourado penso que já não é assim. Penso... porque o 'Grau de Dificuldade', continua a ser escondido. E se continua escondido pode muito bem entender-se outras coisas mais graves». José Gomes (APAF) não foge a esta linha de pensamento e reconhece que o 'Grau de Dificuldade', porque «só é conhecido no final da época, permite a formação da ideia de que através dele podem ser manipuladas as classificações dos árbitros», ainda que «na maior parte dos jogos se possa prever qual vai ser o fator a aplicar», mas seria muito melhor «que fosse conhecido, porque quanto mais transparente for o processo de classificação dos árbitros, melhor é para a arbitragem.» O presidente da APAF acredita que «num futuro próximo e com este CA se caminha para a transparência nas classificações», até porque, defende, «tudo o que é controlável tem de ser transparente», pois «as pessoas não podem ficar com dúvidas sobre o fato de eu ter tido mais 'Graus de Dificuldade' que aquele, por uma questão de me quererem beneficiar». Mesmo que o CA da FPF mude a sua posição e passe a dar a conhecer os 'graus de dificuldade' dos jogos, José Gomes admite que «há de haver sempre árbitros que terão mais jogos com mais 'graus de dificuldade' que outros, porque têm mais confiança do CA, mas isso é normal», o que «não mais acontecerá é pensar-se, como ainda se pensa, que as classificações dos árbitros podem ser adulteradas.» António Guedes Carvalho é contundente na análise a este ponto sensível do Regulamento de Arbitragem e ao seu jeito revela: «'Grau de Dificuldade'? É uma verdadeira aberração!». E não se contém: «Eles jogam com isso e podem fazer descer ou subir o A, o B ou o C quando lhes apetece. É que na classificação final de um árbitro basta um ponto ou uma décima para jogar um indivíduo abaixo ou fazê-lo subir uns degraus. A aplicação do 'Grau de Dificuldade', tal como agora acontece, permite tudo. E é isso que eles querem.» E a ser assim, os tais lobbies, a existirem, aproveitam. José Gomes, quando questionado, franze o nariz: «Hummm... neste momento não posso responder a isso. Acredito que, por vezes, pode haver benefício deste ou daquele, mas não na I Divisão. A partir do Apito Dourado as coisas passaram a ser mais limpas.»

Critérios a ter em linha de conta. O 'Grau de Dificuldade' não é aleatório e deve ser aplicado de acordo com vários fatores. De acordo com as Normas de Classificação para a época 2012/2013 do CA (Secção de Classificações) da FPF, o 'Grau de Dificuldade' competitiva é atribuído pela Secção de Classificações do CA no momento da nomeação do Observador e é constituído por quatro níveis: 0,2, 0,35, 0,5 ou 0,65. O referido grau é atribuído de acordo com os seguintes fatores:

a- Posição ocupada na tabela classificativa pelos clubes intervenientes no momento da nomeação do Observador;
b- Histórico de rivalidade entre os clubes;
c- Histórico dos jogos realizados pelas duas equipas nas semanas anteriores;
d- Outros fatores julgados pertinentes;

A pontuação média final corresponde ao somatório de todos os jogos (inclui as notas resultantes dos testes físicos e escritos), corrigidas pelos coeficientes dos Observadores e adicionadas pelo 'Grau de Dificuldade' competitiva, a dividir pelo número de jogos em que foi observado.


«Tudo o que é controlável tem de ser transparente». Disseram-nos que «há observadores que não valem nada», que «há muitas influências, pedidos e cunhas», outros recuaram no tempo para revelar que se dizia que «os observadores do norte do país penalizavam os árbitros do sul para que os árbitros do norte chegassem mais depressa ao topo da arbitragem, e que os observadores do sul faziam o mesmo quanto aos árbitros do norte». Hoje, revelam, já «não é bem assim». Alguns até dizem que se caminha «para a excelência», como o presidente da APAF, José Gomes, que é da opinião que «este CA quer a transparência e para lá caminha e num futuro próximo tudo será diferente nas classificações dos árbitros.» Mas o observador não é diferente do comum dos mortais. «Vamos ter sempre a questão de serem mais ou menos competentes. Ninguém pode controlar isso, mas tudo aquilo que seja controlável tem de ser transparente», avisa José Gomes. Que dá a cara para defender: «As pessoas não podem ficar com dúvidas se eu tive mais 'Graus de Dificuldade' do que aquele por uma questão de me quererem beneficiar. O que não pode acontecer mais é alguém, seja quem for, pensar que a classificação de um árbitro foi adulterada».

Ninguém acaba com as 'cunhas'. Observador faz percurso idêntico ao do árbitro, desde os distritais até aos nacionais. Os intervenientes na reportagem deixaram claro, que depois do Apito Dourado «tudo melhorou». Mas reconhecem que continua a ser «muito difícil acabar com o clima de suspeição», porque «isto é como as cunhas aos membros do Governo, ninguém consegue acabar com elas». O observador é falado, mas é figura que ninguém conhece. Como aparece? Como chega a lugar onde julga o trabalho dos melhores árbitros? O presidente da APAF, que foi árbitro promissor e teve de ficar pelo caminho, esclarece: «Para ser observador tem ou teve de ser árbitro de futebol, salvo raras exceções; depois tem de ser convidado pelo CA da associação de futebol da zona a que se pertence, frequentar um curso de observadores homologado pela FPF e, caso seja aprovado, fazer o percurso tal qual um árbitro, do nível distrital até ao nacional. Faz os seus testes, tem a sua classificação final e progride na carreira». O Regulamento de Arbitragem da FPF sobre o candidato a observador diz:
1. O Curso de Formação Inicial para observadores nível obs1 é constituído de uma fase teórico-prática de 15 (quinze) horas e de um estágio curricular de 15 (quinze) horas.
2. Pode frequentar o Curso de Formação Inicial para observadores nível obs1 o árbitro, dirigente de Conselho de Arbitragem e membro da Comissão de Análise e Recurso, que preencham os seguintes requisitos:
a. Tenha idade inferior a 70 (setenta) anos de idade;
b. Tenha exercido as respetivas funções durante, pelo menos, 5 (cinco) anos;
c. Não exerça qualquer outra função ou atividade como agente desportivo na modalidade de futebol e em especial na arbitragem.
d. Não tenha sido condenado a pena de prisão efetiva, por sentença com trânsito em julgado.
e. Não se encontre numa situação de incompatibilidade, nos termos do Art.º 20 do presente regulamento.


Acesso a imagens de TV ainda divide opiniões. Observadores já podem recorrer a imagens televisivas, mas nem assim acreditam neles...

José Gomes (APAF) considera que «Há observadores competentes e incompetentes, tal como acontece com os árbitros» e «com as condições que existem nos campos de futebol, neste tipo de avaliação, sou claramente contra o recurso às imagens televisivas», diz. «É que nuns campos temos a imagem, noutros já não a temos», defende. «Imaginemos que um árbitro nunca vai a um campo onde filmam o jogo e, por isso, pode estar a ser penalizado ou beneficiado na sua nota. Nem todos os árbitros são vistos com as mesmas 'armas', dai ser contra o recurso à imagem para ajuizar o trabalho do árbitro». Segundo o regulamento em vigor, é admissivel que o observador recorra, ainda nas instalações do clube, a imagens de TV (exclusivamente editadas por RTP, SIC, TVI ou SPORT TV) para se certificar da validade da decisão. Neste caso, deve mencionar no relatório os lances em questão, fazendo referência ao visionamento do lance pelas imagens (...) Este procedimento de verificação através de imagens televisivas deve ser restrito a decisões que resultem em erros graves, golos ou oportunidade de golo. Na pontuação atribuída o observador deve ter isso em consideração». Muitos observadores já recorriam às imagens televisivas, diretamente nos estádios ou indiretamente, através do exterior, com contactos combinados via telemóvel para este ou aquele amigo. Há quem diga que alguns nem aos estádios íam, outros dizem que os relatórios de alguns observadores que analisam lances via TV pecam por traduzir influências de dirigentes do clube em cujo estádio se realizou o jogo. E há quem diga que os próprios árbitros apitam de uma forma se o jogo é televisionado e de outra caso o jogo não dê na televisão.


Os moinhos da minha aldeia... por Carlos Rias. EM casa guardo um apito de antigo árbitro internacional. Lembro-me de quando olhou para mim e disse: «Toma lá, ofereço-to, porque foste o primeiro jornalista a entrar na minha casa». Já lá vão muitos anos. Ainda há poucos dias disse, a brincar, à 'Russa' - é a minha filha que ia mandar esse apito para o Francisco e a Maria - são meus netos. «Não pai, não faças isso, já chega de barulho cá em casa!», foi a resposta. Há muitos anos houve muito barulho neste país, que quis ser diferente, as pessoas é que não aprenderam a ser diferentes. Tudo é, estranhamente, igual. Chego a Santana de Cambas, aldeia onde vivi, olho para onde o sol nasce, lá para os lados do Granado, e vejo 'moinhos' eólicos, que se fosse no meu tempo de criança me pareceriam fantasmas. Os moinhos do meu tempo já nem se mexiam de tão abandonados, agora já nem sei o que são, mas sei que estão lá, no mesmo sítio, não são como eram, mas é como se fossem. Há paradigmas que resistem. E aquele que tem a ver com o mundo da arbitragem é um deles. Muita coisa mudou depois do Apito Dourado, a arbitragem não é o que era, mas continua como os moinhos da aldeia da minha infância, já não são como eram, mas é como se fossem...

Vejam como se acaba a carreira dum árbitro... Duas histórias verídicas contadas em segredo • É por estas e por outras que muitos se cansam • Faz falta abrir novos caminhos. Duas histórias verídicas. Aconteceram a um árbitro que já é ex-árbitro. E que por causa dessas histórias nunca subiu à I Divisão. São histórias conhecidas... Álvaro - nome fictício - estava num curso intercalar da I Divisão. No quarto do hotel tinha a companhia de um colega. Às tantas ouviu vozes no quarto ao lado. E ouviu uma pessoa dizer que o «Álvaro vai apitar amanhã e não pode passar dos 22 pontos na classificação.» Álvaro estranhou, não perdeu tempo, alertou as pessoas do CA. Disseram-lhe para não se preocupar, iam mandar ao jogo dois assessores da formação, para que nenhuma dúvida houvesse com a nota do observador. Assim aconteceu. Um e outro assessor disseram-lhe que tinha estado muito bem no jogo, um deles até lhe disse que a categoria que tinha não era para andar a apitar naqueles campeonatos. Passado alguns dias o árbitro recebeu o relatório do observador. E estava pontuada com 22 pontos! Nem mais nem menos, tal como ouvira dizer no quarto ao lado do seu. O observador ao jogo dizia no relatório que o árbitro tinha feito um trabalho fantástico, mas que no final teria cometido um erro grave por jogo perigoso do avançado sobre o guarda-redes. O que sucedeu? Simplesmente isto: o avançado virou as costas ao guarda-redes, este correu atrás dele, pontapeou a bola que embateu nas costas do atacante e foi entrar na baliza. Golo, pois claro. O observador mencionou no relatório que o avançado fez jogo perigoso, pé em riste sobre o guarda-redes. Os dois assessores, que faziam parte da comissão técnica da altura, viram o jogo e testemunharam que nada daquilo ocorrera. Não valeu de nada. Álvaro teve 22 pontos e com eles teve de ficar. E essa nota não lhe permitiu subir por dois milésimos à I Divisão Nacional. A outra história é mais do mesmo. Aconteceu na época a seguir. Tem a ver com os parâmetros de avaliação. Um árbitro que tinha sido suspenso por causa do processo Apito Dourado, na circunstância Rui Silva, não fez o curso de início de época, ou seja, não fez o teste escrito. As normas regulamentares diziam que os árbitros para serem avaliados tinham de fazer o teste escrito no primeiro curso e no curso intercalar. Em relação às provas físicas já não era assim, o regulamento dizia que os árbitros podiam fazer as provas físicas no início da época ou na parte intercalar, podiam optar. O árbitro Rui Silva foi avaliado, segundo reza a história, apenas por um teste escrito e acabou por subir de divisão. O Álvaro? O Álvaro ficou onde estava. Os regulamentos são claríssimos, o Álvaro recorreu para o Conselho de Justiça, este nem sequer analisou o recurso e até o inviabilizou. Sabem qual a argumentação para a nega? Faltava um cabeçalho nas páginas do recurso. Assim acabou a carreira do árbitro a que chamámos de Álvaro. E está tudo dito. Mais palavras para quê?!»


- Carlos Rias, jornal A Bola, 23 de Janeiro de 2013.
título da minha responsabilidade

Insúa vai jogar para Madrid

Emiliano Insúa pelos vistos já é jogador do Atlético de Madrid num negócio que terá mais desenvolvimento nas próximas horas.
Ler mais aqui

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Liedson e Lance - seus chorões...

PARECE que foi ontem:
Liedson lavado em lágrimas e a beijar freneticamente o emblema do Sporting quando se despediu dos leões em Alvalade, pois tinha chegado a hora de regressar ao Brasil onde, finalmente, com a camisola do Corinthians, conquistou o primeiro título de campeão.

 Sim, falo desse Liedson que, ao que tudo indica, está prontinho para se juntar ao campeão português, não se importando, a troco de miserável ordenado quando comparado com o que auferia em Lisboa, de ir conhecer os ares da Invicta e, quem sabe, tornar-se campeão em Portugal, situação impossível com as cores leoninas. A propósito dessa realidade dizia-me um amigo:

«Já viste que pode muito bem acontecer o João Moutinho meter a bola no Izmailov e este cruzar para o Liedson, ser golo e muita gente julgar que foi golo do Sporting quando afinal foi do FC Porto?»
 Sim senhor, o meu amigo tem razão, mas também não deixei de lhe dizer que é uma situação semelhante a outras vividas no passado, quando Alvaro Pereira serviu Cristian Rodríguez este passou a bola a Falcao, que fez golo, e o golo foi dos portistas quando podia perfeitamente ter sido do Benfica.
Portanto, se acontecer aquela situação com os três ex-sportinguistas só quero ver se as lágrimas do brasileiro serão tingidas de... azul.

LANCE ARMSTRONG é outro chorão... mas ainda com menos vergonha.


Que no ciclismo aqueles que não se ajudam chegam sempre 50 minutos depois do primeiro já todos nós sabíamos, mas vir agora aquele que foi, seguramente, dos maiores da história das bicicletas armado em calimero só para não perder alguns dos apoios que ainda tem, assumindo, ao que parece, que se dopou, é uma das maiores deceções da história moderna do Desporto.

Sim, Lance devia ter mantido até ao fim que estava a ser alvo de perseguição. Assim, banido ainda é pouco. Seu 'merdas'!»

- José Manuel Freitas, jornal A Bola, 18 de Janeiro de 2013.

«o meu onze ideal da primeira volta»

Optei por estes, porque foram os que mais minutos tiveram nas respectivas equipas e que mais qualidade apresentaram. também tive que optar por este sistema em virtude das características dos onzes jogadores escolhidos - muitos outros entravam de caras nesta equipa!
Suplentes: Helton, Steven Vitória, Alex Sandro, Mossoró, Salvio, James e Cardozo.

Treinador do Celtic e a mulher do jornalista

«correria louca de Mourinho»

Pedro Proença parece um menino mimado

fiquei estupefacto com esta notícia e com esta faceta de Pedro Proença.

o árbitro do gel como alguns gostam de apelidar, que é vaidoso ( vai doze, vai treze, vai catorze, o certo é que os erros para consumo interno continuam a ser de bradar aos céus ) quanto baste e, pelos vistos, também um 'menino mimado e ofendido'.

mas será que o melhor árbitro português da actualidade não tem capacidade de 'encaixe'?
chamar o responsável pelo contingente policial presente no Bonfim e dizer em alto e bom som:
«é impensável estar a ser insultado por meia dúzia de energúmenos!»

porra?!, isso é o normal nos estádios de futebol todas as semanas!...

não segui o jogo de ontem de 'setúbal' com a atenção devida, confesso.
mas, pelo que li, não estou surpreendido com o acontecido e, julgo, que quem anda há muito no futebol também não estará.

Assembleia Geral do Sporting

Eduardo Barroso, presidente da Mesa da AG (foto ASF)

Mesa da AG invoca o artigo 42


 
A Mesa da Assembleia Geral do Sporting deferiu o requerimento do movimento Dar Rumo ao Sporting e vai convocar uma assembleia geral extraordinária e deliberativa para votar a destituição do Conselho Diretivo, presidido por Godinho Lopes. Mas a Direção leonina considera que os pressupostos para convocar a reunião magna não estão cumpridos e pediu parecer ao Conselho Fiscal. Porém, segundo apurou A BOLA, a Mesa da AG invoca o artigo 42.º dos estatutos leoninos (competências da Assembleia Geral) para continuar o processo e realizar a referida reunião magna.

Diz o artigo 42.º, no ponto 1, que «compete exclusivamente à Assembleia Geral, além do mais que se encontre como tal consignado nos presentes estatutos e na lei: a) alterar os estatutos do clube e velar pelo seu cumprimento; b) eleger e destituir os membros dos órgãos sociais; (...) e) deliberar sobre as exposições ou petições apresentadas pelos órgãos sociais ou por sócios e pronunciar-se sobre as atividades exercidas por uns e outros nas respetivas qualidades».

Hoje, no entanto, o Conselho Fiscal e Disciplinar do Sporting deve divulgar, em comunicado, o parecer que lhe foi solicitado pelo Conselho Diretivo.

Nesta guerra aberta entre a Direção do Sporting a Mesa da Assembleia Geral, mais capítulos vão surgir-se, sendo certo que a MAG tem já nesta altura uma decisão tomada sobre a data e o local da reunião magna histórica na vida do emblema de Alvalade.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

imagens especiais de José Mourinho

José Mourinho completa no próximo sábado meio século de vida!,... e como tal, já muita comunicação social trabalha na busca de tudo o que envolve ou envolveu um dos melhores treinadores da actualidade.
para quem não viu o programa grande aérea de hoje, aqui ficam algumas imagens:

Pedro Proença desafia treinadores e dirigentes


Depois de Vítor Pereira ter manifestado esta terça-feira "alguma preocupação" com as recentes arbitragens, foi a vez de Pedro Proença tecer considerações e lançar um desafio a dirigentes e treinadores.

"As pessoas preocupam-se muito com a arbitragem. É o momento de esquecerem esse assunto. Era importante que dirigentes e treinadores falassem da mesma forma quando são beneficiados. I "rest my case" ["encerro o assunto"]. Tenham coragem de falar quando são beneficiados", afirmou o árbitro internacional, durante as entregas das insígnias da FIFA para 2013.

Proença esclareceu que encarou "com normalidade" a ausência do clássico Benfica-FC Porto - "Estava indisponível nessa semana. Tinha pedido dispensa por motivos profissionais".
"Faço parte de um grupo de 25 árbitros, todos do mesmo nível. A gestão das nomeações é feita pelo presidente do Conselho de Arbitragem, e bem. Acredito que terei a possibilidade de dirigir outros clássicos. É redutor pensar que só há dois ou três árbitros em Portugal. Temos árbitros de grande categoria, e a responsabilidade da escolha é do presidente", concluiu.

Leonardo Jardim dormiu com a mulher do presidente?!...

...esta notícia está sendo uma autêntica bomba para os amantes do desporto, realmente a senhora tem um péssimo gosto...a ser verdade a notícia em questão!...

Aimar fica no Benfica

como não poderia deixar de ser e, atendendo a que o Benfica necessita de Aimar na luta pelo  título, o argentino vai continuar no Benfica, pelo menos, até final da temporada.

Sasso reforça SC Braga

Sasso, central do Beira-Mar, é o mais reforço do SC Braga. Os clubes ainda não se pronunciaram oficialmente, mas o defesa está garantido pelos minhotos.

O jornal A Bola garante que Vincent Sasso, que chegou esta época ao Beira-Mar proveniente do Nantes, assinou ontem contrato com o SC Braga até 2017.

Resta agora que quer o clube minhoto, quer o Beira-Mar, oficializem a transferência.

Diego Ivo, João Pedro e Emídio Rafael são os reforços de inverno do SC Braga, aos quais se vai juntar agora o defesa francês de 21 anos.

É expectável que Sasso integre o treino de amanhã dos arsenalistas, podendo até ser chamado por José Peseiro para a receção ao Benfica, marcada para as 20h15 de sábado.
através do zerozero



França Sasso
Vincent Sasso
França França
1991-02-16 (21 anos)
Defesa
82 kg
190 cm

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

sempre em frente

o Benfica passou em Moreira de Cónegos e continua na frente do campeonato.
ah!, quarta-feira o FC Porto joga em Setúbal no último jogo da primeira volta e poderá fazer companhia ao Benfica na liderança do campeonato.

« onze/sistema oficial do Benfica para hoje »

Vítor Paneira toca na ferida do Benfica

Vítor Paneira, antigo jogador do Benfica, acredita que o clube da Luz precisa de encontrar alternativas às saídas de Bruno César e Aimar, jogadores que vão rumar para o Médio Oriente.
Em declarações à Rádio Renascença, o atual treinador do Tondela defende que "os encarnados terão de procurar, rapidamente, alternativas no mercado", até porque o plantel de Jorge Jesus "fica mais debilitado com a saída destes jogadores".
Ainda assim, sublinha, há soluções internas apara ajudar. "André Gomes e André Almeida têm uma janela de oportunidade para jogarem mais. Têm respondido bem às oportunidades que Jorge Jesus lhes tem dado", concluiu.
daqui





novos adjuntos em estreia

A equipa ténica de Jesualdo Ferreira fica hoje completa
O treino desta tarde, em Alcochete, deverá marcar a estreia de Nuno Almeida e Rui Almeida como integrantes da equipa técnica liderada por Jesualdo Ferreira.

Os dois já haviam acompanhado o técnico na início da época, ainda no Panathinaikos, da Grécia, iniciando hoje o trabalho no Sporting.

Oceano Cruz deverá manter-se como adjunto de Jesualdo, dividindo agora a função com Nuno Almeida, de 40 anos. Antigo defesa de vários clubes de segundo plano no futebol português (o último foi o Sintrense, em 2006/07), Nuno Almeida iniciou a carreira de treinador precisamente com Jesualdo Ferreira na Grécia, ao contrário de Rui Almeida, de 43 anos, que começou em 2004/05 como preparador físico do Estoril-Praia.

Depois de uma passagem de dois anos pelo Trofense, Rui Almeida iniciou-se como treinador na seleção de Sub-23 da Síria, em 2011. No início da época rendeu Nuno Espírito Santo, o antigo adjunto de Jesualdo Ferreira no Panathinaikos, e agora reencontra o professor em Alvalade, devendo responsabilizar-se diretamente pela componente física do treino dos leões.

domingo, 20 de janeiro de 2013

alta voltagem

post em atraso...

aqui vos deixo um excelente post sobre o can 2013, através do blogue Formação Táctica 2013 
De 19 de janeiro a 10 de fevereiro joga-se na África do Sul a 29.ª CAN, a Taça de África.
No Grupo A estará a equipa da casa, Angola, Cabo Verde e Marrocos. Sem estrelas de maior nós Bafana Bafana, aposto que serão as equipas de Marrocos e Angola a seguir em frente. Marrocos conta com estrelas como Chamakh (Arsenal), El Hamdoui (Fiorentina), Belhanda (Montpellier) , Tarabaat (QPR), Boussoufa (Anzhi) ou Labyad (Sporting) para além de valores sólidos como Kharja (Al Araby) ou Benatia (Udinese). Da liga portuguesa, para além de Labyad, deve ir Al Adoua do Guimarães.

Para o segundo posto aposto em Angola. Manucho (Valhadolid), Djalma (Kasimpaa) ou Nando Rafael (Fortuna Dusseldorf) são garantia de experiência e qualidade. De Portugal segue Mateus (Nacional). Mesmo jogando em casa não acredito na África do Sul. Em último deve ficar Cabo Verde onde Zé Luís do Braga, Héldon do Marítimo ou Djaniny do Olhanense são jogadores a ter debaixo de olho.
No Grupo B está o Gana dos irmãos Ayew (Jordan e Andre, filhos de Abedi Pele e sobrinhos do Ayew do Sporting), de Prince Boateng (Milan), de Asamoah (Juventus) ou de Gyan, goleador de grannde qualidade que está a jogar nos Emirados Árabes Unidos. A estes, juntam-se homens de qualidade como Wakaso (Espanhol), Annan (Osasuna) ou Derek Boateng (Dnipro). Addy (Guimarães) é uma hipótese. O Mali de Maiga (West Ham) ou Sissoko (PSG) deve ficar à frente das modestas equipas do Niger e Congo de Mbokami (Anderlecht).
No Grupo C mora a Zâmbia, campeã em título que tudo fará para voltar a vencer. Mayuka (Southampton), Katongo (Henan) ou Mulenga (Utrecht) são as figuras. A Nigéria sem craques do calibre de Yekini, Kanu ou Okocha continua a ser uma equipa a considerar. Moses (Chelsea) e Martins (Levante) serão as estrelas maiores. O Burkina Faso de Plange (Sporting B) e a Etiópia fecham o grupo.
No Grupo D moram Togo, Algéria, Tunísia e Costa do Marfim. No Togo, destaca-se Adebayor que, após o atentado em Angola, há três anos, tem tido uma presença incerta na equipa. Suplente no Tottenham, o avançado poderá ter a oportunidade de se reiventar numa grande competição. Depois, duas equipas de grande qualidade da África Branca, mais europeizadas e menos inocentes do que outras equipas. Na Algéria, Belfodil, jovem do Parma, formado no Lyon será, quanto a mim a grande estrela. A ele, juntam-se, o também avançado Djebbour (Olympiakos), o médio Yebda (Granada, ex-Benfica) ou o defesa Mesbah (Milan). Na Tunísia, onde estará Soudani, do Guimarães e Benachour que já jogou em Portugal já não há grandes estrelas, pelo que aposta na Algéria e Costa do Marfim para a passagem à fase seguinte. A Costa do Marfim de Drogba é, para mim, a favorita à vitória final. Kolo Touré, Yaya Touré, Salomon Kalou, Gervinho ou L. Traoré dispensam apresentações. Mancini já pediu que os seus jogadores não fossem à CAN.

Mercado - A ausência de jogadores africanos desfalcará várias equipas, principalmente na Europa. A liga francesa vive de muitos talentos, especialmente magrebinos, e há jogadores africanos de qualidade espalhados pelas várias ligas. O mercado de janeiro terá atenção a estas ausências que poderão gerar mais negócios ou empréstimos de curta duração.

Um onze - Num exercício de fantasia e deixando de fora muitos craques vejamos um possível onze que atesta bem da qualidade que estará presente: Khune, Eboué, Kolo Touré, Benatia e Mesbah; Yaya Touré, Prince Boateng e Labyad, Asamoah Gyan, Adebayor e Drogba.

Os que faltam - Muito talento fica de fora da prova. Basta lembrar os Camarões de Eto´o e o Senegal de Papiss Cissé e Demba Ba.