domingo, 21 de janeiro de 2018

Pinto da Costa, Bruno de Carvalho e Vieira juntos?!...




O título deste último post neste espaço, é apenas um desejo meu.
Espero que um dia tal aconteça, e que seja anunciado oficialmente no próximo espaço em que passo a 'postar' o que acho do futebol português e não só - na Gazeta: https://agazeta10.blogspot.pt 

 Claro que isto será praticamente impossível, mas fica a esperança que um dia tal aconteça para se resolver de uma vez por todas, esta 'porcaria' que rodeia o futebol neste país à beira mar plantado! 

 - a partir deste momento, passarão a ter acesso a tudo aquilo que penso e digo sobre o que se vai passando à nossa volta aqui: A Gazeta

O blogue Futebol Total 'desaparece a partir do próximo mês! Este foi o último post. 

Foram sete anos e meio, 4433 posts, um pouco mais de meio milhão  de visitas e poucas chatices com os leitores.
Valeu a pena, e foi por vocês (todos os leitores) que este 'espaço' foi considerado o blogue da semana em Portugal pelo jornal O Jogo em Setembro de 2013 (imagem em cima).

Muito Obrigado a todos os leitores e às 'fontes' que ajudaram no seu crescimento!

Recordando os Campeões Europeus

Chegou a hora de João Carvalho!



Estádio da Luz praticamente cheio, ontem, na receção ao Chaves e numa boa exibição dos encarnados e de Jonas em particular.

Tinha tudo para ser um final de jogo em festa após a conquista dos três pontos, das exibições menos conseguidas dos rivais na véspera (empate do Sporting no Bonfim e vitória magra do FC Porto no dragão, acabando o jogo queimando tempo junto da bandeirola de canto - todos o fazem naquelas circunstâncias, ou seja, com o credo na boca nos últimos minutos é uma estratégia como tantas outras), mas a lesão de Krovinovic deixou o Benfica com um dilema para o resto do campeonato.

Quem irá substituir o croata neste 4-3-3 de Rui Vitória?!

Pois bem, na minha opinião, deveria ser João Carvalho, um jovem com imensa qualidade e com um futuro promissor pela frente. No futebol, o azar de uns por vezes é a sorte de outros.
Acho que chegou a hora de João Carvalho!

Vamos aguardar pelo próximo jogo, a não ser que o Benfica tente o empréstimo de Gaitán para jogar numa posição de médio interior como tanto gosta e raramente foi utilizado.

Gaitán é uma boa solução apesar de eu também achar que seria passar um atestado de incompetência a este jovem, mas, no futebol, tudo é possível.

sábado, 20 de janeiro de 2018

De sofá...!

Hoje todos os caminhos vão dar à Luz

Depois do dia de ontem, em que o Sporting 'escorregou' no Bonfim (1-1) e o FC Porto apenas venceu por 1-0 em casa ao Tondela, hoje, os adeptos e simpatizantes do Benfica voltam com muita mais motivação às bancadas do Estádio do Luz.

O sentimento é comum, os dois da frente dão sinais de algum 'abaixamento' de forma.



O Penta continua a ser o objectivo dos encarnados e, hoje, acredito que voltaremos a assistir a mais um bom jogo.

O Chaves é uma equipa bem orientada e que gosta de jogar bom futebol, não é equipa para jogar no estádio de um grande com o autocarro à frente da baliza.

Claro que as circunstância de um jogo de futebol de vez em quando 'empurram' uma equipa para a sua área, mas não é matriz deste Chaves.
E, não esquecer, este 4-3-3 de Rui Vitória está cada vez mais bem oleado, portanto, teremos todos os ingredientes para um bom espectáculo de futebol!

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Carlos Janela cada vez mais comprometido

A mim, já não me restam dúvidas, Carlos Janela está 'metido até ao pescoço' em tudo o que é menos digno em relação ao clima que paira sobre o Benfica.

Acho que está na altura de uma instituição de respeito como é o glorioso Sport Lisboa e Benfica, se pôr à margem desta gente.

Que tome medidas e afaste quem não se dá o respeito e só pretende 'mamar' à custa do Benfica, que é disso que se trata. Esta gente (Guerras, Janelas, Marinhos...) não fazem isso por amor à camisola, mas sim, à sua algibeira. E, pelo que consta, não são nada baratos! 


domingo, 14 de janeiro de 2018

Ela vai ver o Sporting - Aves

Hoje é dia de Sporting

Dos três grandes, hoje, é a vez do Sporting entrar em campo frente ao Aves. O FC Porto só amanhã se desloca ao António Coimbra da Mota para defrontar o Estoril e o Benfica já ontem fez o seu papel.

Este Sporting versão 2017/2018 é uma equipa experiente, que joga bom futebol e que se tem reforçado com alguns bons jogadores. Digo o que disse há duas épocas, caso Bruno Carvalho e Nuno Saraiva parem de disparar em todas as direcções, o objectivo pode estar mais perto, mas, é evidente que é necessário respeitar FC Porto e Benfica. Há duas épocas isso não aconteceu e o Benfica conquistou o Tri.
O próprio Jorge Jesus também já aprendeu com o que se passou em 2015/2016 e o balneário está mais blindado a factores externos em relação ao um passado recente. 

O investimento é fortíssimo e os adeptos acreditam mais do que nunca que este ano o título não escapa.

Em baixo, reportagens e vídeos dos últimos dois títulos dos leões.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Não conseguem fazer o funeral ao Benfica...

 ...porque o Benfica está vivo e, bem vivo!



Hoje, na pedreira, uma excelente exibição dos encarnados, apenas 'manchada' aqui ali nos últimos 15 minutos e em que podia ter sido bem pior, mas, Jiménez, à segunda oportunidade matou o jogo.

1-3 foi o resultado final!

Este Benfica começa a dar sinais de uma frescura física assinalável e só tem esta prova para jogar, ao contrário dos rivais que apesar de irem na frente da classificação vão ter que trabalhar a dobrar em virtude das provas em que ainda estão inseridos. Claro que é sempre melhor estar em todas as provas, mas o objectivo de qualquer um dos candidatos é a conquista do campeonato.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Assim vale a pena ver futebol português

Um verdadeiro hino ao futebol, esta noite, em Chaves.

Recomendo, que recorram à 'BOX' e que vejam o jogo desta noite entre o Desportivo de Chaves e o Vitória de Guimarães. No vídeo em baixo, os golos!

Ao intervalo, 3-3, no final, 4-3 para o Chaves com o último golo a ser marcado através de pontapé de penalty no último minuto do jogo, com recurso ao VAR. Decisão correcta!

E, hoje, o árbitro Tiago Martins foi visualizar o lance com os seus próprios olhos, como todos o deveriam fazer e, não o fazem, para não assumirem a responsabilidade da decisão para a opinião pública menos informada. Sim, porque, a decisão final é sempre do árbitro em campo.



Amantes do futebol, é preciso cuidado com o que lêem



O futebol português continua a ferro e fogo, aliás, já não é novidade para ninguém, faz parte da nossa 'cultura' desportiva e não vejo um fim à vista.

Muito menos nesta época, em que só entra um clube directamente na Champions League. O objectivo é claro, o Benfica quer o ambicionado Penta, FC Porto e Sporting necessitam de voltar a ser campeões para equilibrarem um 'bocadinho' as contas e não só. Vale tudo menos tirar olhos.

Pior, quem pode pôr cobro a isto, com mão pesada, não consegue porque quem faz as leis são os ditos clubes nas Assembleias Gerais da Liga. Para o bem e para o mal, os grandes culpados são os três grandes.

E, depois há o problema das redes sociais, blogues e afins afectos aos mesmos clubes a 'intoxicar' a mente humana que não consegue separar o joio do trigo.
Acreditam em tudo o que é lá 'plantando' em relação aos clubes rivais e a podridão da 'clubite/fanatismo' vem cá para fora sem travão de espécie alguma.
E isto serve para os três grandes, infelizmente!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

O Caldas está nas meias-finais da Taça de Portugal



Tem sido excelente a prestação do Caldas nesta edição da Taça de Portugal, hoje, mais um adversário ultrapassado, o histórico Farense ficou pelo caminho. 
Os leões de Faro também fizeram uma excelente prova, calhou que só um representante do campeonato de Portugal se podia qualificar para as meias-finais. 
Passou o Caldas que vai defrontar a duas mãos o Desportivo das Aves que hoje venceu em Vila do Conde no desempate por grandes penalidades.

No terceiro jogo da noite, o Sporting venceu com alguma dificuldade o Cova da Piedade no Bonfim (terreno emprestado) por 2-1 e fica à espera do vencedor de amanhã entre Moreirense e FC Porto.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Eusébio da Silva Ferreira

No dia em que se assinala o 4º aniversário da morte de Eusébio da Silva Ferreira, este blogue pretende fazer uma pequena homenagem a quem muito deu ao futebol português e ao Benfica em particular!

 

Recordando Paulo Futre

Quem acompanha este blogue, sabe que o meu ídolo de infância era Paulo Futre, pudera, em 1987, com 12 anos e quando comecei a levar o futebol mais a sério era o meu ídolo e de quase todos da minha geração.

Era o melhor jogador português da altura! Aqui vos deixo uma reportagem do outro lado do jogador de futebol fora das 4 linhas!


quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Houve espectáculo na Luz!



Hoje, na Luz, assistiu-se a um verdadeiro espectáculo de futebol ofensivo por parte da equipa da casa, quem não assistiu ao jogo e só agora soube do resultado não faz ideia do que estou a falar.
Resumindo em poucas frases e, ainda sem rever o jogo:

- O empate é injusto para o tetra campeão, mas justiça no futebol é coisa que não existe - vence quem marca mais golos!

- O Benfica poderia ter vencido com facilidade caso tivesse sido mais eficaz na finalização, mas o futebol é isto mesmo.

- O Sporting defensivamente esteve quase perfeito e sai da Luz com a 'estrelinha de campeão' a seu favor.

- Em relação à arbitragem, lances muito discutíveis em que os encarnados saíram prejudicados.

- A luta a três vai continuar, falta ainda mais de metade dos jogos por efectuar e o caminho é longo.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Quando Paulo Futre decidiu um Benfica - Sporting

Em vésperas de um escaldante Benfica - Sporting, vamos recordar a longínqua época de 1992/93 quando Paulo Futre veio para o Benfica completar os 5 meses que restavam da época em questão.

O Atlético de Madrid atravessava uma fase difícil a nível financeiro e era necessário vender uma das jóias da coroa.

Só podia ser o português como Gil y Gil gostava de o apelidar. Paulo Futre, esteve com um pé no Sporting, mas Sousa Cintra não cumpriu com o prometido e o esquerdino rumou ao outro lado da segunda circular, numa transferência 'patrocinada' pelo presidente encarnado Jorge de Brito.

Foi uma passagem algo 'polémica' de Futre pelo Benfica, dizia-se que a RTP tinha também patrocinado financeiramente esta transferência. Acho, não tenho a certeza, que esta situação nunca se esclareceu totalmente.

O certo, é que o melhor jogador português da altura deu um 'jeitão' ao Benfica e ainda foi a tempo de conquistar a taça de Portugal pelos encarnados, com Toni como treinador, após um início de época algo atribulado com Tomislav Ivic.

Em baixo, no primeiro vídeo, o Benfica - Sporting e, no segundo vídeo, um dos melhores jogos da carreira de Paulo Futre, a final da taça de Portugal contra o Boavista.



segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Vem aí o derby da Luz bem longe dos bons velhos tempos

«Jornal O Jogo entregou o Penta ao Benfica»

A edição de hoje do jornal O Jogo, cometeu uma 'gaffe' em relação aos melhores de 2017 que já levou os benfiquistas mais atentos a lançarem as suas 'graçolas' e com alguma piada!

Tudo serve nas redes socias para a malta se divertir.

Do lado aposto, portistas e sportinguistas não perdoam o erro e afirmam que os encarnados já mandam em tudo o que 'mexe', até no jornal O Jogo!

Em baixo, a imagem com o erro em que o jornal O Jogo entregou o Penta ao Benfica em 2017.



sábado, 30 de dezembro de 2017

Estão levando o futebol português para a podridão...

...com as últimas notícias que tem vindo a ser noticiadas com afirmações graves (e não provadas até agora) relativamente a uma possível corrupção a atletas do Rio Ave. 

Há que aguardar para a que a justiça faça o seu trabalho!, eu, até me provarem o contrário, não acredito nestas insinuações relativamente aos jogadores do Rio Ave. 
Se fosse um plantel em dificuldades, com ordenados em atraso e, tudo mais, eu até torcia o nariz e ficava na expectativa. Mas, não é o caso...!

 

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Pinto da Costa está cheio de pujança e determinação



Esta foto faz parte da primeira página de hoje do Jornal de Notícias e evidencia que o presidente do FC Porto quer a verdade desportiva no futebol português.

Nunca pensei ouvir isto da boca de Jorge Nuno Pinto da Costa após todo o processo que o envolveu no famigerado apito dourado e, não só...!
Sim, foram absolvidos nessa justiça que temos, mas a 'mancha' ainda perdura e pode ser relembrada por todos no you tube. Será que o velho ditado - Faz o que eu digo mas não faças o que eu faço - tem razão de ser nesta notícia?!...

Atenção, não ignoro toda esta situação miserável, envolvendo emails, missas, padres e tudo mais em relação ao Benfica. Que se apure a verdade e que se castigue os prevaricadores caso seja provado algum crime. 

E, pelo menos tráfico de influências existiu! Falta saber se houve ou não na realidade corrupção activa envolvendo árbitros. Neste aspecto, até agora, ainda nada se encontrou, não quer dizer que não se encontre. A investigação que faça o seu trabalho.

Uma coisa é certa, a mancha já está no Benfica tal como ficou no FC Porto com o famigerado 'Apito Dourado.'

E pelos vistos no que respeita a emails,  FC Porto e Sporting também começam  a ser envolvidos nesta onda de 'vasculharem' tudo o que podem vasculhar. Ler notícia aqui.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

«O Benfica está ficando entregue à bicharada»

O Benfica foi ontem eliminado da Taça de Portugal em Vila do Conde, num jogo em que na minha opinião, foi dos mais bem conseguidos esta época pelos encarnados, em especial, na primeira parte onde se viu bom futebol. 

Pelo que fez ontem, jamais poderia criticar o treinador do Benfica pelo resultado em si, arriscou tudo o que tinha de arriscar e acho que não tem culpa do azar que foi ficar a jogar com 10.

Antes de escrever mais algumas linhas, uma referência ao Rio Ave: excelente equipa, bem orientada e das que melhor joga no nosso país.

Miguel Cardoso, Luís Castro e Vítor Oliveira tem nos proporcionado grandes jogos das suas equipas. O Rio Ave segue em frente na Taça de Portugal com todo o mérito.



Adiante, o que não tenho gostado neste Benfica e o que me leva a levantar algumas questões:

Relativamente à 'dita estrutura' algumas dívidas:

Ontem, num jogo deveras importante (após a desastrosa eliminação das provas europeias), não era necessário a presença do presidente junto da equipa? Pelos vistos, não, foi mais importante ir à China, certamente numa viagem inadiável...!

É normal que o novo homem do futebol (Tiago Pinto) se deixe expulsar tanta vez?!...

É normal levar tanta pancada a nível comunicacional e não responder como deve ser?,...por alguém com experiência na matéria, como era por exemplo o caso do João Gabriel?!...

Atenção, não era particularmente fã de João Gabriel, mas era alguém com muita experiência e que sabia como lidar com situações menos claras, ou seja, sabia usar o contraditório até se provar e julgar algo em contrário. O Benfica não tem quem o defenda com a credibilidade que merece.

Não seria de bom tom clarificar a situação de Eliseu, jogador que muito tem dado ao Benfica e que os jornas desportivos (em especial «A Bola») lhe tem apontado a porta de saída?!...

E a situação da Eusébio Cup desta época que nunca foi realizada?!...

Relativamente à equipa técnica:

Pizzi, não está na altura de sentar o 'rabo' no banco?!...

Não será a pouca utilização de Seferovic a razão para o mesmo quando é chamado não demonstrar confiança nenhuma nas suas capacidades? Ontem, pareceu-me isso mesmo!
Não iniciou a época a marcar golos e a titular?!...

Rafa é um case study, mas também nunca o vi fazer mais de dois jogos a titular. É assim que se ganham rotinas e se dá confiança a um jogador que custou 16 milhões?!

Nem vale a pena falar de 'Gabigol' e de Douglas, aqui, a culpa não é da equipa técnica, mas sim de uma estrutura que começa a ficar caduca.
Claro que se pode vender 4 titulares, o Benfica necessita de dinheiro, mas, que 'diabo', pelo menos que se tivessem reforçado com 2 jogadores de categoria no onze base.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Faz hoje 30 anos que o FC Porto foi campeão do mundo de clubes

Dizem que o tempo passa a 'voar' e é mesmo verdade. Ainda me lembro desta enorme alegria que foi ver um clube português vencer a Taça Intercontinental, a maior prova do mundo de clubes.

Outros tempos, em que a rivalidade dentro de portas era saudável. Parabéns ao FC Porto por esta data!





sábado, 9 de dezembro de 2017

Hoje já há jogos na luta pelo título

Benfica - Estoril e Boavista - Sporting são os jogos de hoje em destaque no campeonato português no que à luta pelo título diz respeito.

Na teoria, mais fácil a tarefa dos encarnados e mais complicada a deslocação dos leões ao Bessa?! Sim, mas só em teoria, na prática tudo se poderá  alterar, elas (bolas) contam é la dentro (da baliza).

Espero e desejo bons espectáculos e poucos casos de arbitragem para analisar. Isto, é que era bom...!
Em baixo, um clássico Boavista - Sporting com mais de 30 anos:


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

As prestações portuguesas na Champions League




Esta época disputa-se a 26ª edição da maior prova de clubes da europa - a Champions League, que veio substituir a antiga Taça dos Campeões Europeus.

O FC Porto está de parabéns por mais uma passagem à fase seguinte desta enorme montra do futebol europeu. O FC Porto é a equipa portuguesa com melhor performance nesta competição desde que existe este novo formato, passou a fase de grupos por 13 vezes. Aliás, neste novo formato, os dragões já conquistaram a Champions em 2003/2004 com José Mourinho ao leme.

Segue-se o Benfica, que só por 5 vezes passou a fase de grupos e o Sporting de Paulo Bento por uma única vez, em 2008/2009!

Curiosidade que, na primeira vez que o Benfica atingiu os 1/4 de final foi com o primeiro treinador português campeão europeu - Artur Jorge, em 1994/95, caindo aos pés do Milan!

A segunda, foi com Ronald Koeman em 2005/2006 quando atingiu os 1/4 de final, sendo eliminado pelo Barcelona e, já mais recentemente com Jorge Jesus, por uma vez, em 2011/2012 quando atingiu os 1/4 de final e foi eliminado pelo Chelsea, campeão europeu nessa época.

Rui Vitória há duas épocas também atingiu os 1/4 de final e na época passada os 1/8 de final. Bayern de Munique e Borussia de Dortmund foram os adversários que não deixaram o Benfica ir mais longe.
Nesta época foi a desgraça completa, o Benfica de Rui Vitória substitui o Sporting de 2000/2001 como a pior prestação de uma equipa portuguesa na prova rainha do futebol europeu. Há que reflectir...!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

O futebol de vão de escada



O futebol português é uma novela mexicana dobrada em brasileiro. De mau gosto, esquizofrénico e com um guião lamentavelmente pobre. Na realidade, é preciso gostar muito de futebol (e dos clubes) para continuar a ir aos estádios e apoiar as respectivas equipas. Isso só acontece porque a paixão, como se verifica amiúde, é cega.

Os adeptos têm o direito de desancar o árbitro, invectivar os rivais e defender ao extremo a sua equipa. Quando ganha, é a melhor. Quando perde, foi naturalmente vítima do azar. Faz parte da natureza passional do jogo e os adeptos projectam no clube os seus sentimentos. As bancadas são divãs temporários de psicanálise e desempenham o seu papel terapêutico a contento.

O que não faz sentido, de todo, é os responsáveis dos clubes comportarem-se como adeptos e achincalharem a modalidade que lhes deu notoriedade pública e sem a qual seriam ilustres desconhecidos. Não olham para o futebol como um negócio e acham que os seus clubes (sobretudo os chamados três grandes) são demasiado poderosos para cair. Vivem da intriga, semeiam a desconfiança e fazem dos árbitros (a única equipa que não tem adeptos) as suas vítimas preferenciais.

No futebol inglês, quando um árbitro falha, a conclusão é a de que errou. No futebol português, quando um árbitro falha é porque roubou. O árbitro é o elemento que sublima os erros dos gestores, dos treinadores e dos próprios jogadores. Os dirigentes do futebol, em vez de elevarem o nível do discurso, puxam-no para baixo. Transformaram o jogo numa arena de combate e, desta forma, vão afastando adeptos e empresas, as quais não querem ver a sua imagem contaminada por polémicas artificiais. 
Estas circunstâncias tornam o campeonato português ainda mais periférico e os clubes são cada vez mais incapazes de captar receitas, a não ser as geradas pela venda de jogadores. Gerem os passivos e os três grandes são de uma irrelevância absoluta no mercado de capitais. Ninguém de bom senso admite investir numa equipa de futebol português na expectativa de obter retorno e isso diz tudo.Pode argumentar-se que sempre foi assim, sendo que os media exponenciaram este tipo de comportamentos. Dando esta premissa como verdadeira, a mesma só serve para aumentar o grau de exigência sobre os dirigentes, porque os bons exemplos têm de surgir de cima. O futebol, neste momento, é um esconso negócio de vão de escada. 

sábado, 2 de dezembro de 2017

Num dia o Sporting somou mais 7 pontos!

O Sporting foi o grande vencedor da noite de ontem - somou três pontos no seu jogo e, no clássico do Dragão, ficou com mais 2 do FC Porto e outros 2 do Benfica. Sete pontos amealhados!

 

Deu mais FC Porto no clásssico de ontem...

...mas no final, um ponto para cada lado. O Benfica entrou melhor no Dragão e Jonas aos 2 minutos poderia ter inaugurado o marcador, mas José Sá reagiu bem a uma má saída dos postes. Para uma má saída, uma excelente reacção e uma boa defesa!

Continuou o Benfica a dominar o jogo mas apenas até aos 20/25 minutos, depois disso, praticamente só deu FC Porto.

Os dragões jogaram com mais garra, com mais crença, correram mais e só não foram felizes no final, como mereciam, porque Aboubakar e, em especial, Marega, falharam oportunidades de bradar aos céus, algumas a roçar a infantilidade e o escandaloso. O FC Porto merecia ter ganho o jogo mas isso de justiça no futebol não existe.

Arbitragem? Correu mal e o FC Porto tem muitas mais razões de queixa que o adversário.
Vamos lá então tentar dissecar isso recorrendo também aos «ses» de que tanto gostam de utilizar, como se os «ses» ganhassem jogos.

E, se, logo aos 12 minutos, Felipe tivesse sido expulso por uma entrada por trás a varrer o adversário? O jogo seria o mesmo quando o Benfica estava por cima? Nunca saberemos! Errou e o Benfica tem razões de queixa!

E, se, aos 17 minutos o árbitro tivesse assinalado penalty por falta de Jardel sobre Marega? Errou e o FC Porto tem razões de queixa!

E, se, aos 57 minutos o árbitro não tivesse apitado mal (anulando assim a jogada e o VAR) uma decisão escandalosa do seu auxiliar? Errou e o FC Porto tem razões de queixa!

P.S. O lance de Luisão aos 45 minutos nem deveria merecer contestação, sejamos sérios - o central do Benfica tenta jogar a bola com a cabeça e é a bola que lhe bate no braço, não o braço em direcção à bola. Não há movimento deliberado do jogador em relação à bola.

O resumo do jogo em baixo:


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

«Onze e sistemas prováveis de FC Porto e Benfica»

Este blogue pressente que quem vai a jogo de início são os que estão nos quadros abaixo.


 

O primeiro clássico do FC Porto rumo ao Penta

Domingo, 5 Março de 1995 - Estádio das Antas - 55000 espectadores .

Um jogo interessante com o regresso de Artur Jorge às Antas mas como treinador do Benfica. O Benfica tinha ganho o campeonato anterior com Toni ao leme mas Manuel Damásio entendeu dispensar o técnico campeão e contratar Artur Jorge.

O Benfica vivia tempos conturbados a nível financeiro e a saúde de Artur Jorge nessa época também lhe pregou uma partida (o treinador foi operado à cabeça e esteve afastado dos relvados durante muito tempo).
O primeiro treinador português a vencer uma taça dos campeões europeus para o futebol português, iniciava assim uma fase descendente na sua carreira. Ainda foi seleccionador nacional na fase de qualificação ao mundial de 1998, na França, mas não conseguiu os objetivos. Neste caso, com muita culpa do tal árbitro francês Marc Batta que expulsou Rui Costa na Alemanha durante uma substituição. Portugal estava a vencer por 1-0 (golo de Pedro Barbosa) mas deixou-se empatar e as contas complicaram-se.

Mas, vamos ao jogo em si, vitória do FC Porto de Bobby Robson por 2-1 e o início do caminho do FC Porto rumo ao Penta.
Um FC Porto muito forte e um Benfica cada vez mais debilitado, após este jogo, alguns jogadores encarnados jamais perdoariam Artur Jorge por ter deixado no banco os centrais Hélder e Mozer. Outras guerras...! 

Com uma arbitragem polémica de José Pratas, as equipas alinharam da seguinte forma:

FC PORTO: Vítor Baía; João Pinto, José Carlos, Aloísio e Rui Jorge; Secretário, Emerson, Rui Barros (Jorge Costa aos 77') e Paulinho Santos; Iuran (Drulovic aos 71') e Domingos.

Benfica: Preud'Homme; Paulo Pereira, Paulo Madeira (César Brito aos 63'), William e Dimas; Vítor Paneira (Amaral aos 82'), Paulo Bento, Edilson e Nelo; Isaías e João Pinto.


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Quando César Brito gelou as Antas

Hoje em dia fala-se muito da 'dita coação' aos árbitros e a malta mais nova poderá pensar que isto do futebol português está como nunca esteve.

Enganam-se, a única excepcção é que agora há redes socias e alguns programas de fanáticos que nada percebem de futebol a pôr mais gasolina para a fogueira. 
Sempre houve 'guerra' e a década de 90 do futebol português teve peripécias para todos os gostos, as mais conhecidas, nos ditos túneis de acesso aos balneários e/ou ao relvado. 

A pressão sobre árbitros e adversários eram uma constante!

Já na primeira década deste século também o túnel da Luz ficou conhecido pelos piores motivos. Todos se lembram dos castigos a Hulk e Sapunaru (vídeo, aqui).

Antes de continuarem a ler o texto, deixem a 'clubite' de lado porque não havia (nem há) inocentes no que aos ditos clubes grandes do nosso futebol diz respeito. 
E túneis é o que mais há!
Havia era uns que utilizavam métodos mais duros e por todos condenáveis. 

Foi  neste 'famoso' jogo que o guarda Abel ficou conhecido pelos piores motivos, mas neste dia aconteceram mais cenas lamentáveis que em nada honraram a instituição FC Porto, desde creolina ou enxofre no balneário da equipa visitante (os jogadores do Benfica equiparam-se num corredor) até a uns 'estalos' dados pela esposa de um dos vice presidentes do FC  Porto ao árbitro Carlos Valente, no túnel de acesso aos balneários, creio!

Estas reportagens são sobre o campeonato de 1990/1991, mas outras virão.

Valia tudo para condicionar o adversário e lembro-me de uma história em que para um Benfica - FC Porto o trio de arbitragem estava minado pelos fiscais de linha da altura.
Sem o chefe de equipa perceber, um dos auxiliares estava 'comprado' pelo FC Porto e o outro auxiliar pelo Benfica. Que grande açorda, hein?!...

Domingo, 28 Abril 1991 - 15h00 Estádio das Antas  - 75000 Espectadores aproximadamente.
Com arbitragem de Francisco Silva, as equipas alinharam da seguinte forma:

FC PORTO: Vítor Baía;João Pinto (Baltasar aos 45'), Fernando Couto, Alísio, Paulo Pereira e Vlk ;André, Semedo (Jorge Plácido aos 79') e Jorge Couto; Domingos e Kostadinov.

Benfica: Neno; Ricardo; Paneira, Paulo Madeira, William e Veloso; Paulo Sousa (Samuel aos 76'), Jonas Thern, Valdo e Pacheco (César Brito aos 80'); Rui Águas.

Em baixo algumas reportagens e resumo desse FC Porto - Benfica.


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

O FC Porto - Benfica da época 1989/90

Estádio das Antas, domingo, 22 de Outubro de 1989, aproximadamente setenta mil espectadores para assistir ao FC Porto - Benfica da época 1989/1990.

Se na época anterior, o Benfica tinha vencido o campeonato, nesta, iria ser o FC Porto a voltar a conquistar o título. Houve um período na década de 80 e início da década de 90 que os campeonatos eram repartidos entre Benfica e FC Porto.  Ora vencia um, ora vencia outro.

Com arbitragem de Francisco Silva, as equipas alinharam da seguinte forma:

FC PORTO: Vítor Baía; João Pinto, Geraldão, Demol e Branco; Jaime Magalhães (Kiki aos 51'), André, Semedo e Bandeirinha; Madjer e Rui Águas (Domingos aos 14').

Benfica: Silvino; Ricardo; Veloso, Aldair e Fonseca (Abel aos 28'); Vítor Paneira, Jonas Thern, Valdo e Pacheco (Vata aos 67'); César Brito e Mats Magnusson.

Em baixo, uma reportagem de 13 minutos sobre o jogo em si e o resumo do mesmo!



Ganga, mas pouco...!

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Quando Rui Águas trocou o Benfica pelo FC Porto



Estádio das Antas, domingo, 12 de Março de 1989, aproximadamente oitenta mil espectadores para assistir ao FC Porto - Benfica da época 1988/1989.
Uma época que ficou marcada pela contratação de Dito e Rui Águas por parte dos dragões ao eterno rival da Luz.

O Benfica viria a sagrar-se campeão nacional, num campeonato em que venceu vários jogos nos últimos minutos de cada encontro.
O angolano Vata entrava na maior parte deles e ajudava a resolver, aliás, foi mesmo o melhor marcador desse campeonato com apenas 16 golos. 
O FC Porto estava em renovação, depois de ter ganho tudo o que havia para ganhar a nível nacional e internacional.
Artur Jorge tinha voltado para substituir Quinito, técnico que informou Pinto da Costa que não tinha mais condições para continuar, após a eliminação da Taça dos campeões europeus aos pés do PSV.

Com arbitragem de Rosa Santos, as equipas alinharam da seguinte forma:

FC PORTO: Vítor Baía; João Pinto, Geraldão (Madjer aos 66'), Paulo Pereira e Branco; Bandeirinha, André, Semedo e Vermelhinho (Jaime Magalhães aos 45'); Domingos e Rui Águas.

Benfica: Silvino; Ricardo; Veloso, Mozer, Samuel e Fonseca; Vitor Paneira, Valdo, Diamantino (Miranda aos 88') e Abel Campos (Pacheco aos 65'); Mats Magnusson.

Em baixo, uma reportagem de 17 minutos sobre o jogo em si e o resumo do mesmo!

Uma boa parte dos benfiquistas não se reveem no José Marinho



Quando fiz um post sobre esta 'criatura' - clicar aqui para ler novamente -, já pressentia que não seria só eu a não achar piada nenhuma à entrada do José Marinho na estrutura de comunicação do Benfica. Quem é sério, já o começou a 'desmascarar'.

Hoje, foi o conhecido benfiquista João Malheiro a revelar no seu facebook uma mensagem enviada ao próprio após este o bloquear:

Mensagem telefónica enviada a José Marinho, depois de mais um deplorável episódio que dá substância à minha opinião, segundo a qual a comunicação do grande Benfica está numa fase de absoluta, lamentável e perigosa desorientação. Viva o glorioso e mítico Sport Lisboa e Benfica!





segunda-feira, 27 de novembro de 2017

A final da Taça de Portugal de 1982/83 foi nas Antas



Muitos não sabem, outros já não se lembram e alguns ainda tem bem vivas as memórias dessa final da Taça de Portugal - época 1982/83!

A final da Taça não foi disputada no final da época como era normal, só se jogou a 21 de Agosto, já no decorrer da época 1983/1984 no Estádio das Antas.

Muita polémica nas secretarias do futebol de então, fizeram com que esse atraso fosse uma realidade. É bom que se diga que a decisão da Taça de Portugal mudar de local todos os anos tinha sido aprovada num congresso da FPF em 1982 mas durou pouco tempo. O problema é que em Novembro de 1982 ainda não se sabia onde a mesma seria disputada.

A FPF pressionada pela Associação de Futebol do Porto marcou para o estádio do FC Porto. O Benfica não queria ir às Antas. O FC Porto não abdicava da final ser disputada no seu estádio.

Era a primeira final de Pinto da Costa como presidente do FC Porto e, pelo que me informaram, foi Eriksson, treinador do Benfica, quem convenceu o presidente dos encarnados a jogarem nas Antas. Vamos lá jogar e vamos ganhar, disse o sueco!
E, não é que ganharam mesmo?! Vitória do Benfica com um golo de Carlos Manuel.
Resumo do jogo em baixo:


 

Sporting vence em Paços e Benfica goleia na Luz

domingo, 26 de novembro de 2017

Desportivo das Aves dá bicada no FC Porto

O líder FC Porto escorregou ontem na Vila das Aves num jogo pouco conseguido por parte dos dragões. O Desportivo das Aves mostrou-se atrevido e o resultado com que se chegou ao intervalo era injusto para os homens da casa.

Ricardo Pereira deu vantagem ao FC Porto logo aos 5 minutos de jogo mas isso não fez com que os azuis partissem para uma exibição de encher o olho, muito pelo contrário.

Pecado maior, já na segunda parte, uma entrada por trás de Corona a um adversário, aos 51 minutos, fez com que o FC Porto ficasse a jogar com 10 jogadores. O Aves acreditou e chegou ao empate aos 62 minutos com todo o mérito. A partir daí, qualquer uma das equipas poderia chegar à vitória e foi o FC Porto ao cair do pano a tentar o tudo por tudo. Um erro do árbitro Rui Costa, ao não assinalar um pontapé de penalty aos 90 minutos está a fazer correr muita tinta.

Ninguém sabe se o  pontapé de penalty fosse assinalado, seria concretizado. O VAR não quis intervir por achar que não era lance claro. Na minha opinião, esteve mal!,...era mesmo pontapé de penalty! 


sábado, 25 de novembro de 2017

«Entrevista com o grande Toni»

Toni: «Só tinha de provar a mim próprio que era capaz»
Foto: Miguel Barreira
Tornou-se treinador principal do Benfica há precisamente três décadas. Recusara o convite três anos antes mas, em novembro de 1987, aceitou o grande desafio.
RECORD - Recorda-se do que aconteceu na noite de 27 de novembro de 1987?
TONI – Presumo que é a data do Benfica-Farense que ditou o afastamento de Ebbe Skovdahl, o dinamarquês que treinava o Benfica na temporada de 1987/88.
R - É isso precisamente. Que memórias tem sobre o que sucedeu?
T – Tínhamos iniciado mal a época, o FC Porto era líder destacado (5 pontos, no tempo em que a vitória valia 2 e não 3 pontos) e a contestação subia de tom. Nessa noite defrontámos o Farense (de José Augusto), na Luz, e o ciclo negativo culminou com esse empate (2-2). Ficámos todos muito dececionados e fomos logo para casa porque no dia seguinte íamos para a Arábia Saudita, participar na festa do 80º aniversário do Al-Ahli. A meio da madrugada recebi um telefonema a comunicar-me que Skovdahl tinha sido destituído e que seria eu a assumir o comando.
R - Como reagiu?
T – Precisei de articular as ideias mas disse que sim, iria com a equipa, e que o resto logo se veria. Em boa verdade, o que me interessava mesmo, a partir desse momento, era falar com o treinador cessante para lhe explicar o que tinha sucedido, deixando as coisas totalmente claras relativamente à minha posição. Para mim foi sempre muito importante vincar a lealdade com os treinadores principais com quem trabalhei como adjunto. Foi assim com Lajos Baroti, Eriksson, Ivic, Csernai, Mortimore… Deixei sempre bem vincado que louros e fracassos têm de ser repartidos por todos os elementos da equipa. Nenhum deles tem razões de queixa a meu respeito nesse capítulo.
R - Em função do que li nos jornais da época, não foi imediata a sua posse como treinador do Benfica…
T – Pois não. Recordo-me de que, a caminho da Arábia Saudita, onde ganhámos 4-0, fizemos escala em Paris e fui ver um jogo do Matra Racing (com o Laval), então treinado pelo Artur Jorge, que vencera a Taça dos Campeões pelo FC Porto uns meses antes. Jantei com ele, falámos sobre muitas coisas, incluindo, naturalmente, a posição em que me encontrava. Foi um encontro importante para tomar a decisão.
R - Os dirigentes não estariam todos de acordo, porque o presidente João Santos disse que era a sua grande oportunidade, mas Gaspar Ramos disse que havia a dúvida se a escolha recairia sobre um português ou um estrangeiro…
T – Até à decisão final passaram-se alguns dias, disso recordo-me bem. Mas não memorizei esses pormenores. Naquela altura houve vários jogos e eu limitei-me a treinar a equipa, esperando por uma definição do caso. Até porque também eu queria escolher a equipa técnica com quem iria trabalhar.
R - Foi nessa altura que chamou Jesualdo Ferreira?
T – Precisamente. Achei fundamental ter alguém da minha inteira confiança e de reconhecida competência como adjunto.
R - É verdade que já tinha sido convidado para treinador principal do Benfica e não aceitou?
T – Sim, é verdade. Quando Tomislav Ivic substituiu Eriksson, em 1984, e saiu ao fim de poucas semanas, antes mesmo do início oficial da época, desempenhei o cargo transitoriamente. Em determinado momento, e depois de alguns jogos particulares em que me sentei no banco como treinador principal, endereçaram-me o convite. Senti-me honrado mas entendi que não era uma proposta convicta, consistente, no tempo certo… Essa decisão não foi bem entendida por muitas pessoas ligadas ao Benfica mas foi assim que vi as coisas. Fizemos, por essa altura, um jogo com o Atlético Madrid, e fiquei a saber que Pal Csernai estava na Luz a assistir. Foi ele o escolhido.
R - O que mudou, em três anos, para aceitar esse desafio em 1987?
T – Mudou muita coisa, quase tudo, diria eu. Tinha mais experiência e ganhei confiança e convicção suficientes para assumir tamanha responsabilidade. Não me preocupei com o que me rodeava, porque só tinha de provar a mim próprio que era capaz. *
«Empate com o FC Porto fez-nos pensar na Europa»
R - Lembra-se dos primeiros jogos como treinador principal ?
T – O primeiro foi o já referido frente ao Al-Ahli, na Arábia Saudita, que vencemos por 4-0. Já em dezembro, seguiu-se a primeira mão da Supertaça, com o Sporting, na Luz. Dei oportunidade a jogadores que estavam afastados da equipa, como o Bento e o Chalana, mas perdemos por 0-3. Na semana seguinte estreei-me no campeonato, em Coimbra, com a Académica, com vitória por 4-2. Não posso precisar a data certa em que assumi definitivamente o cargo, mas tenho a certeza quase absoluta de que, nessa altura, já não havia dúvidas de que ficaria até final da época.
R - O campeonato ficou perdido precocemente…
T – Sim, é verdade, deixámo-nos atrasar e ficámos numa situação difícil. Tivemos apenas uma oportunidade de entrar na corrida: em finais de janeiro recebemos o FC Porto e, se vencêssemos, teríamos ainda algumas hipóteses de lutar pelo título. Empatámos, o adversário continuou distante e, mesmo sem termos desligado, o empate com o FC Porto fez-nos pensar na Europa.
R - Concentraram forças para o jogo com o Anderlecht?
T – Sim, já sabíamos que íamos medir forças com eles em março e, sem desligar do campeonato, começámos a preparar esse embate dos quartos-de-final da Taça dos Campeões. A coisa correu bem e chegámos à meia-final, frente ao Steaua Bucareste do enorme Hagi, que derrotámos de modo claro.
R - O que mais recorda da final com o PSV Eindhoven?
T – Ui, tanta coisa: a lesão do Diamantino, as botas a saltarem dos pés dos nossos jogadores, a grande expressão do Benfica como clube mundial, a decisão nos penáltis que nos foi desfavorável... *
«Equipas de 1988/89 e 1993/94 eram fortíssimas»
R - Em que patamar coloca a equipa que foi à final da Taça dos Campeões de 1987/88?
T – Não vou dizer que era a melhor e a que tinha mais soluções entre aquelas que orientei no Benfica. Mas tinha muito caráter e permitia fazer um onze muito competitivo.
R - A de 1993/94, que foi campeã, era melhor?
T – As equipas de 1988/89 e 1993/94 eram fortíssimas. Foram campeãs nacionais com muito mérito porque, tanto uma como outra, dispunham de imensa qualidade.
R - As do novo século destoaram no seu percurso na Luz...
T – Essas surgiram num contexto de grandes dificuldades, já em plena travessia do deserto. Foram equipas construídas muitas vezes sem critério e o insucesso desses anos não foi surpreendente. *
«É um orgulho ter treinado o Benfica»
R - Recordar o momento em que assumiu o comando da equipa principal do Benfica que sensações lhe suscita 30 anos depois?
T – Suscita-me o orgulho por ter treinado o Benfica e ter tido a sorte de ser campeão – também como jogador. E, tal como já referi, sinto hoje o conforto de o ter feito no momento certo. A proposta foi mais credível e por isso não tive dúvidas em aceitá-la. Não o fiz para provar a alguém que era capaz. Como também já disse, a questão era mostrar a mim próprio que dispunha de condições para cumprir a tarefa.
R - Há 30 anos, como foi possível mandar embora um treinador (John Mortimore) que vinha de ganhar Campeonato e Taça?
T – É uma longa história e este não é o tempo nem o espaço para a dissecar. Hoje não faz sentido mas naquela altura também não fazia, embora então fosse menos relevante fazer a dobradinha, porque o Benfica vencia com mais regularidade. E depois Skovdahl foi apresentado como sendo da escola de Eriksson, que permanecia como referência para os adeptos.
Toni: «É um orgulho ter treinado o Benfica»
Foto: Miguel Barreira
R - Recordar o momento em que assumiu o comando da equipa principal do Benfica que sensações lhe suscita 30 anos depois?
T – Suscita-me o orgulho por ter treinado o Benfica e ter tido a sorte de ser campeão – também como jogador. E, tal como já referi, sinto hoje o conforto de o ter feito no momento certo. A proposta foi mais credível e por isso não tive dúvidas em aceitá-la. Não o fiz para provar a alguém que era capaz. Como também já disse, a questão era mostrar a mim próprio que dispunha de condições para cumprir a tarefa.
R - Há 30 anos, como foi possível mandar embora um treinador (John Mortimore) que vinha de ganhar Campeonato e Taça?

T – É uma longa história e este não é o tempo nem o espaço para a dissecar. Hoje não faz sentido mas naquela altura também não fazia, embora então fosse menos relevante fazer a dobradinha, porque o Benfica vencia com mais regularidade. E depois Skovdahl foi apresentado como sendo da escola de Eriksson, que permanecia como referência para os adeptos.
Entrevista no Jornal Record