Terça-feira, 18 de Junho de 2013

aí está a portuguesa Cláudia Vieira no seu melhor...

Vingada ajuda Queiroz e Irão vai estar no Brasil

Carlos Queiroz chamou o 'seu eterno adjunto' para os jogos decisivos e a verdade é que a dupla conseguiu apurar o Irão para o mundial do próximo ano...a 'coisa esteve preta', mas as últimas duas vitórias foram determinantes, em especial a de hoje na Coreia do Sul.

Carlos Queiroz pensativo
 
 
A seleção do Irão, liderada por Carlos Queiroz, vai estar na fase final do Mundial 2014, tendo ficado no primeiro lugar do Grupo A da qualificação asiática.
Os iranianos derrotaram nesta terça-feira a Coreia do Sul por 1-0, em território sul-coreano. Reza marcou o golo do apuramento aos 59 minutos. A Coreia do Sul também está qualificada, já que ficou no segundo posto do grupo.
Queiroz vai assim estar novamente na fase final de um Mundial, depois de ter sido o selecionador de Portugal no Mundial 2010, na África do Sul. Com o treinador principal também viajam para o Brasil António Simões, Nelo Vingada e Daniel Gaspar.
A partida terminou com provocações por parte de Carlos Queiroz na direção do banco adversário, como consequência de algumas provocações anteriores entre os dois treinadores.
Esta vitória do Irão deixou o Uzbequistão no terceiro lugar. Os uzbeques golearam o Catar por 5-1, somaram os mesmos 14 pontos dos coreanos, mas seguem para o play-off devido à menor diferença entre golos marcados e sofridos.
através do site relvado.

Segunda-feira, 17 de Junho de 2013

que raio de comunicado é este?!...

Esclarecimento

Comunicado: Substâncias proibidas…

Pelo segundo dia consecutivo, o Correio da Manhã insiste em contactos do SL Benfica pelo guarda-redes do Sporting Rui Patrício. Ou as fontes do jornal fumam substâncias proibidas ou, então, é o jornalista que assina a peça.
 
Não há, nem houve contactos por Rui Patrício. A notícia é falsa, mas as substâncias proibidas devem ser boas, dada a insistência do referido jornal diário na falsidade. Quanto a Fábio Coentrão, é bom recordar que o jogador foi vendido, há dois anos, ao Real Madrid por 30 milhões de euros.
daqui

este comunicado em cima não é de uma instituição com a grandeza do SLB.
'fumam substâncias proibidas'?...mas que raio de linguagem é esta?
enfim...nos blogues (em alguns) até se poderá aceitar este tipo de referência, agora, num site de um grande clube é mais complicado...

Domingo, 16 de Junho de 2013

O fim da aliança

ZONA M
Pela primeira vez em 55 anos, ouvi esta semana um dirigente português a quem alguns reconhecem capacidade para ironizar com fineza referir-se ao Sporting Clube de Portugal como Sporting de Lisboa. Noutros tempos, isto seria entendido como uma ofensa e capaz de desassossegar o espírito de João Rocha, que travou lutas inflexíveis para explicar por esse Mundo fora que o clube era do país e não da capital. Ninguém da nova nomenclatura leonina reagiu à provocação, o que é bom por um lado, mas deixa ao veterano guerrilheiro portista uma boa margem para carregar um pouco mais na tecla. Não deve ser preciso esperar muito tempo.


Os sinais são estes: as relações entre Porto e Sporting estão no limite do aceitável, salvaguardadas por um corte institucional que deixa espaço para o desprezo, mas que só carece de um pequeno passo em falso para se precipitar numa espiral sem fim. Já foi assim no passado, porque há gente que não sabe viver de outra forma. Ou impõe as regras ou torna-se intolerante e insuportável. E o Porto imperial de hoje julga-se muito acima, numa relação básica do forte sobre o fraco, em que a humilhação e a falta de respeito estão sempre à espreita.


Em 30 anos, este senhor da guerra conseguiu dividir para reinar, impondo uma lógica de que havendo três clubes mais fortes, dois teriam de ser aliados contra o outro. Começou por abusar da lhaneza de Fernando Martins para se bater com João Rocha e depois lançou a escada aos sucessivos amadores que foram dando cabo do Sporting para combater o Benfica.


Ora, o que finalmente parece ter sido entendido em Alvalade é que não precisa da boleia de nenhum parceiro para afirmar a sua grandeza e prestigiar a tradição. O Sporting é rival do Benfica e rival do Porto e pode e deve bater-se com ambos em simultâneo. No ponto a que esta correlação de forças chegou, é já ao universo prospetivo de adeptos dos portistas que terá de reconquistar simpatias, barrando-lhe a expansão fora da bacia do Douro. Tratando de recomeçar a ganhar-lhe no campo de jogo, que é onde se aferem os valores reais e se realizam ambições. Está no bom caminho.
João Querido Manha no jornal record

Sábado, 15 de Junho de 2013

o 'enorme' Paolo Maldini

Conduzir um Ferrari


VISÃO DE JOGO

Pinto da Costa escolheu o treinador sensação da temporada para orientar o FC Porto nos próximos 2 anos. Habituado a fazer brilharetes ao volante de veículos mais modestos, o técnico terá agora um Ferrari nas suas mãos. A aposta envolve riscos de despiste para ambas as partes, mas no Dragão arriscar também significa ganhar.


Substituir um treinador que apenas perdeu por uma vez em 60 jogos no campeonato não é uma tarefa fácil. A fasquia é alta e Paulo Fonseca tem consciência de que apanha o carro em andamento. A mudança de treinador está intimamente ligada à ambição do clube e do seu presidente. Os dragões querem subir um degrau qualitativo e aumentar a chama vencedora.


No FC Porto, como se vê, não basta ganhar campeonatos. É preciso ter sucesso nas taças, ir longe nas competições europeias e, acima de tudo, proporcionar bons espetáculos. A cultura de vitória assim o exige e os adeptos não hesitam um segundo na cobrança. Nos últimos dois anos, as assistências no Dragão têm vindo a baixar e a mudança no comando técnico também se explica com a procura de um melhor futebol.


A exemplo de outras escolhas do passado, o FC Porto volta a apostar num treinador português, jovem, ambicioso e sem títulos conquistados. Paulo Fonseca fez o “impossível” em Paços de Ferreira e o seu valor conquistou os dirigentes portistas. A forma como prepara e lê os jogos, a metodologia de treino evoluída, a construção de equipas compactas na defesa e no ataque, e o modo como se relaciona com os jogadores foram qualidades apreciadas.


Ao aceitar este desafio, o jovem treinador também coloca o prego a fundo na sua curta carreira. Com apenas um ano de experiência no escalão principal, sabe que não pode falhar para se manter no patamar a que chegou. Pelo discurso sereno e humilde, a noção do que representa o FC Porto, a confiança demonstrada e a vontade de aprender e continuar a evoluir, os primeiros indícios são positivos.


Mas a falta de experiência num clube de topo, como jogador e treinador, poderá fazer-se sentir. O tricampeonato é uma herança pesada. E veremos como Paulo Fonseca vai lidar com um bólide de maior exposição mediática e a pressão nos grandes jogos. Sendo o FC Porto um clube com má imprensa, o discurso terá, inevitavelmente, de mudar. No entanto, o apoio da elogiada estrutura portista ajudará a superar essas dificuldades.


Com as saídas de James e Moutinho, e outras que se venham a efetuar, a missão de Paulo Fonseca fica mais difícil. Terá de construir uma equipa sem alguns pilares essenciais das conquistas anteriores. A perda de João Moutinho, pela enorme importância que o médio tinha no esquema tático dos dragões, será a mais complicada de colmatar. Os portistas terão de encontrar outro motor de alta rotação.


E se no ano passado, o plantel portista se revelou curto, as saídas recentes acentuaram o problema. O FC Porto já contratou alguns jovens promissores, mas ainda faltam aquisições capazes de entrar diretamente para o onze inicial e que possam ser mais-valias no elenco azul e branco. O meio-campo e o ataque vão necessitar de novas referências para dar maior poder de fogo à equipa.


Oficializada a contratação, Paulo Fonseca vai analisar os ovos que tem à sua disposição e acelerar a receita para uma época que os portistas desejam ser de novos sucessos. O plantel vai começar a ser definido e as lacunas identificadas. A meta é a conquista do tetra, mas o povo pede sempre mais...


O CRAQUE


O maestro fogaceiro


Quem acompanhou a 2.ª Liga, não lhe poupa elogios e augura-lhe grande futuro. Com apenas 20 anos, Rafa Silva foi a figura maior do Feirense na última temporada. Este médio-ofensivo, que também atua como extremo, apontou 10 golos na época de estreia como profissional. Dá nas vistas pela técnica acima da média, criando desequilíbrios no um para um. Rápido no transporte de bola, assume as despesas do jogo e assiste os colegas com qualidade. Além disso, surge várias vezes em zona de finalização. É um maestro que merece a 1.º Liga, para se ver se tem condições para ir ainda mais longe.


A JOGADA


As contratações do Benfica


Filip Djuricic, Miralem Sulejmani e Lazar Markovic. Com estes reforços, entre outros já assegurados, o Benfica promete ter uma frente de ataque demolidora. Ao contrário de outras épocas, em que a aposta recaiu em sul-americanos, o mercado europeu está a ganhar a preferência das águias. São atletas jovens, com grande potencial de valorização e alguma experiência internacional. Se o critério de recrutamento para a defesa e o meio-campo mantiver o mesmo nível de qualidade, as águias estarão a construir um plantel muito forte.


A DÚVIDA


Como controlar as redes sociais?


No passado, os clubes de futebol tinham maior facilidade em fechar o balneário, encobrir insatisfações e não transmitir fragilidades para o exterior. Na era das redes sociais, isso é mais complicado. Quase todos os jogadores estão presentes no mundo virtual e facilmente dão a conhecer o que lhes passa pela cabeça. O portista Fernando foi o caso mais recente. Resolveu usar as redes sociais para dizer que quer sair do clube. Com isto, enfraqueceu a margem negocial do FC Porto. E o que podem fazer os clubes? É muito provável que, no futuro, os contratos dos jogadores de futebol venham a incluir cláusulas relativas às redes sociais.
António Oliveira no jornal record

Sexta-feira, 14 de Junho de 2013

Carlos Janela será o próximo

ou muito me engano ou Carlos Janela será na próxima época um dos homens fortes do futebol do Benfica,...em baixo algumas declarações do mesmo:
 
Carlos Janela: «Benfica ganhou muito na última época»

NEGA CONTACTO DAS ÁGUIAS PARA ASSUMIR UM CARGO
Carlos Janela foi o convidado da edição da tarde da Hora Record (CM TV, canal 8 do Meo) e sublinhou que, apesar de não ter conquistado qualquer título a temporada passada, o Benfica tem razões para estar satisfeito.

"O Benfica ganhou muito na última época. A derradeira imagem causa alguma tristeza aos adeptos e tem um impacto negativo mas não podemos confundir a árvore com a floresta. Para ter feito aquele percurso na Liga Europa é porque tem qualidade. Na Liga, com aquele número de pontos seria campeão num outro campeonato. Para ter chegado onde chegou, o Benfica tem de ter qualidade. Recordo que há pouco tempo o Benfica estava em total descrédito", referiu, negando a existência de um convite para assumir um cargo na estrutura encarnada, ocupando o lugar de António Carraça, ex-diretor geral.
"Sei que esse rumor está aí e se fosse verdade seria uma honra e um reconhecimento. Mas como não é verdadeiro, e pelo respeito que tenho pelo Benfica, não alimento esse rumor", vincou, elogiando a gestão de Luís Filipe Vieira.
"A estrutura do Benfica é muito competente, Se assim não fosse o clube não teria vindo a crescer e a mesma já teria sido reestruturada. O Benfica é um caso de estudo e um exemplo para os clubes europeus, pela forma como cresceu nos últimos anos. Vieira nunca poderia ter uma estrutura que não fosse competente", finalizou.
Carlos Janela: «Não é qualquer um que joga no Benfica»
CONCORDA COM NOVAS CONTRATAÇÕES

 
O antigo diretor desportivo do Belenenses e do Sporting, Carlos Janela, esteve esta sexta-feira no programa "Hora Record" onde revelou que acha interessantes as novas contratações do Benfica e explicou o facto de o clube estar a recorrer ao mercado sérvio.

"Acho importante realçar que há poucos anos os mercados abastecedores eram o brasileiro, argentino e jugoslavo. Contudo economia brasileira tem vindo a crescer e dificulta a aquisição de jogadores de qualidade. Não é qualquer jogador que pode jogar no Benfica ou no FC Porto", começou por dizer. 
"Como o mercado brasileiro está inacessível o Benfica está a recorrer-se de bons mercadores formadores de jogadores acessíveis ao mercado português. Se virmos com algum detalhe os jogadores sérvios contratados já têm muita experiência no futebol europeu", explicou.

Carlos Janela: «Problema do Sporting não é financeiro»
NÃO ACREDITA NO NOVO PROJETO DO CLUBE
 
O antigo diretor desportivo do Sporting e do Belenenses, Carlos Janela, esteve à conversa com a jornalista Diana Gomez, na "Hora Record", onde defendeu que o grande problema do Sporting não é financeiro mas estrutural. 

"O Sporting está numa situação bastante complicada. O problema nem acho que seja financeiro, nunca lhes faltou dinheiro para projetar o clube, mas isso tem sido usado como desculpa por não conseguirem atingir os objetivos. O Sporting vai ter que ter alguém que repense todo o futebol, desde a formação à equipa principal. O Sporting não tem hoje uma criação de talentos para abastecer a equipa principal e somente a partir da consciência de que a formação tem de ser devidamente reestruturada é que o Sporting pode resolver o seu problema desportivo", começou por dizer.

Carlos Janela não credita também que o projeto de Bruno de Carvalho seja a solução para o clube de Alvalade.

"Neste momento é preciso competência e uma ideia clara de qual é o caminho do sucesso. Tem havido muito discurso populista e pouca qualidade a nível de projecto futebolístico. As últimas eleições não foram esclarecedoras, conheço mal Bruno de Carvalho, parece-me determinado, mas isto não vai lá com voluntarismo. O Sporting tem de voltar a ser o 3.º grande português", concluiu.

No final, Carlos Janela deixou ainda elogios ao novo treinador do FC Porto.

"Prevejo futuro muito bom para o Paulo Fonseca. Não é normal que em tão poucos anos de carreira se tenha tanto sucesso. Está destinado a ter sucesso", afirmou.
através do jornal record

tira tira...

Antevisão da Taça das Confederações



Começa este sábado a Taça das Confederações, que se disputará no Brasil, com a presença dos campeões continentais de seleções.

Para conhecer a antevisão do Grupo A, composto por Brasil, Itália, Japão e México, clique aqui.

Para conhecer a antevisão do Grupo B, composto por Espanha, Nigéria, Taiti e Uruguai, clique aqui.

post daqui

Boateng e Taïwo poderão estar a caminho do Benfica

esta notícia em baixo é daquelas que 'custa' a acreditar, mas enfim...tudo é possível...

Kevin-Prince Boateng, 26 anos, pode estar a caminho do Benfica. O atleta ganês, que já foi apontado ao Bayern München, pode rumar ao clube da Luz, segundo revela a imprensa italiana.
Segundo o sítio calcionews24, Boateng pode assinar contrato com o Benfica e ser acompanhado por Taye Taïwo, esquerdino que tem vindo a ser - época após época - apontado aos encarnados.
Boateng, nascido na Alemanha mas internacional pelo Gana, está no AC Milan desde a temporada 2010/2011.
Já Taïwo, 28 anos, alinhou na última temporada por empréstimo no Dynamo Kyiv da Ucrânia.
daqui

José Maria Pedroto: Zé do Boné


BIOGRAFIA
José Maria Pedroto: Zé do Boné
 
 
Rectidão, coragem, polémica, inteligência, frontalidade, são substantivos usados regularmente para caracterizar José Maria Pedroto tanto por colegas como adversários.
Muitos lembram o grande jogador, mas certamente é o treinador que marcou uma época no futebol português que está presente no imaginário de todos, um «homem à frente do tempo», como muitos o descreveram.
O carácter

Pedroto tinha um dom que muitos (entre companheiros e adversários) reconhecem como raro: uma capacidade de liderança inata. Era capaz de transformar as fraquezas das suas equipas e clubes em força, moldando à sua imagem as formações que comandava, tornando-as combativas, tremendamente competitivas e vencedoras.
 
sempre se bateu de uma forma encarniçada pelas causas em que acreditava

Rui Pedroto

 Há quem lhe chame feitio, personalidade... Rui Pedroto prefere dizer carácter, e o do seu pai, assegura, formou-se muito cedo, fruto de uma infância dura e cheia de restrições. «Teve uma infância difícil, porque ficou sem pai muito novo, com sete anos e tinha uma família numerosa, eram 11 filhos. O meu pai desde muito cedo percebeu o que era conciliar as suas responsabilidades escolares, a actividade desportiva nos escalões de formação e numa fase mais tardia da sua vida mas ainda jovem, ter que acorrer às despesas familiares e contribuir com os seus rendimentos para o sustento da família. Tudo isto forjou o seu carácter, deu-lhe tempra rija e uma capacidade de enfrentar os problemas e de ter coragem na forma como os resolvia muito grande».

Depois de ter sido um dos grandes jogadores do futebol nacional nos anos cinquenta (Lusitano de Vila Real de Sto. António, Belenenses e
FC Porto), foi o responsável pelo primeiro troféu internacional do futebol português, conduzindo Portugal a conquistar o Campeonato Europeu de Juniores de 1961.

«A carreira iniciou-se nas camadas de formação, evoluiu para uma carreira de jogador de grande talento, várias vezes internacional, e depois surgiu a de treinador. Toda a sua vida foi pautada pela vivência próxima do fenómeno desportivo, sem descurar na sua juventude a questão escolar», recorda o filho, Rui Pedroto.

Depois de treinar o
FC Porto e perdendo por pouco o campeonato, passou por Setúbal, onde foi responsável pela era dourada dos sadinos. No Bessa, colocaria a equipa das camisolas esquisitas a ombrear com os grandes e a discutir um campeonato taco-a-taco com o Benfica.

A relação com o FC Porto

Voltou ao FC Porto , de onde tinha saído em polémica uns anos antes, para levar os azuis-e-brancos a quebrar o jejum de dezanove anos em 1978.

Nas suas palavras os portistas tinham passado de pombinhos provincianos a falcões moralizados.

Tenho a certeza que o meu pai sabia ser grato ao seu passado e àqueles que acreditaram nele, e foram muitos
 
Rui Pedroto
 
 
Um pouco à semelhança dos grandes amores, a relação entre o emblema azul e branco e José Maria Pedroto era instável, aguerrida, acesa e polémica. Mas nunca de amor-ódio, afiança o seu filho, «apesar da sua faceta de polemista, porque sempre se bateu de uma forma encarniçada pelas causas em que acreditava. Acho que os sócios do FC Porto se habituaram a ver nele não só um treinador de excelência mas também uma figura de referência para o clube. Muitas vezes é preciso deixar passar um bom par de anos do desaparecimento das pessoas para se perceber qual a marca que deixaram».

Nascido em Almacave, Lamego, na freguesia onde supostamente se realizaram as cortes que coroaram Afonso Henriques como primeiro Rei de Portugal,
Pedroto, era o mais novo de onze filhos do Capitão do Exército Alfredo Pedroto e Quitéria do Carmo. Depois dos primeiros anos em Lamego, acompanhou a família na mudança para a cidade do Porto, onde após a morte do pai estudou num colégio interno perto do Campo da Constituição.

Foi por essa altura que se apaixonou pelo azul e branco, tendo o madeirense Pinga como ídolo. A sua paixão pelo azul, estendia-se também ao Belenenses, clube onde brilhou antes de vestir a camisola do
FC Porto, depois de uma transferência recorde, paga com dinheiro recolhido através de quotas que os sócios mais notáveis do FC Porto subscreveram.

«É natural que nutrisse pelo Belenenses uma simpatia especial. Confesso que isso nunca foi, nas nossas conversas, muito presente. Diria até que não era só pelo Belenenses mas por todos os clubes por onde passou como jogador e treinador. Tenho a certeza que o meu pai sabia ser grato ao seu passado e àqueles que acreditaram nele, e foram muitos», explica Rui Pedroto.
A fraterna amizade com Pinto da Costa

Pedroto além do grande jogador e do extraordinário treinador que foi, era, num país à época impregnado no mais profundo cinzentismo, um personagem que ilustrava com rasgos de humor e uma inquebrantável liberdade as páginas do dia-a-dia na comunicação social portuguesa, com a sua personalidade forte, ideias vincadas e combates polémicos.

Várias histórias ajudam a ilustrar o mito do Zé do Boné: as reuniões e cartadas, noite fora, numa célebre pastelaria do Porto com os seus compagnon de route, entre eles
Pinto da Costa, que estão na génese do que viria a ser o FC Porto

conquistador dos anos 80 e 90.

A relação profissional com Pinto da Costa ajudou a construir à volta dela uma relação de amizade sólida e duradoura
 
Rui Pedroto
 
«Foi uma relação muito especial, de grande proximidade e cumplicidade nos tempos em que trabalharam juntos. Além da questão profissional, havia grande fraternidade e amizade pessoal. A relação profissional ajudou a construir à volta dela uma relação de amizade sólida e duradoura. Foi, seguramente, a pessoa que o acompanhou mais de perto, que o conhecia melhor nas suas diversas facetas e com quem partilhou as dificuldades mas também os momentos de maior glória desportiva mas que excedem e muito, e penso que é com essa ternura e saudade que ele fala, a mera relação profissional, mas que lembram sim o amigo desaparecido».

Nesta viagem ao passado, surgem-nos também as relações especiais com alguns jogadores, de entre eles António Oliveira, um dos seus protegidos, a quem supostamente o Zé do Boné dava autorização para fumar um cigarro antes de entrar em campo.

As relações polémicas com rivais

Mais tarde, Oliveira e
Pedroto seguiram caminhos separados, mas Pedroto não se coibiu de comentar um famoso golo que Oliveira marcara com a camisola do Sporting numa competição europeia, desmistificando o golo, indicando que fora obtido desta maneira, porque Oliveira não executara bem o remate, chutando contra o outro pé e conseguindo tal miraculoso efeito que espantara os adeptos e comentadores desportivos do país. Alguns acusavam-no de não ter pejo na forma como criticava os adversários e os árbitros, mas era igualmente duro com colegas e jogadores.

Um pouco como o Bojador estava para os descobridores portugueses de quatrocentos, a Ponte da Arrábida «bloqueava» os jogadores do
FC Porto. Atravessar o Rio Douro era o início da derrota portista. José Maria Pedroto nunca se conformou com tal estado de coisas e combateu com todas as suas forças essa menoridade portista.

Mas se os seus atletas eram espicaçados para a vitória, os adversários não eram poupados. O então seleccionador nacional Mário Wilson foi um «palhaço», Manaca - jogador do Guimarães - foi acusado de marcar um autogolo que impediu o tricampeonato portista e desviou o título para Alvalade.

Os rivais nunca conseguiram lidar bem com a força de
Pedroto. Benfiquistas e sportinguistas sentiram na pele o génio do Zé do Boné e deixaram de dividir entre si os espólios do futebol nacional. Há notícias que dão conta que o leão João Rocha lhe lançou, um dia, o canto da sereia, mas Pedroto, irredutível, preferiu nunca estar ao leme de um rival.

Um símbolo que perdura

Polémicas, guerrilha verbal, exacerbado regionalismo, um profundo desprezo pelo provincianismo de um certo Porto, tudo isto movia José Maria
Pedroto para atingir um só objectivo: a glória do Futebol Clube do Porto.

Após anos de intensa rivalidade e polémica,
Pedroto, guarda um lugar muito especial no lugar dos portistas. Mas é admirado, porventura até reverenciado, em todos os clubes por onde passou, e mais do que isso, é penhor do mais profundo respeito e admiração dos rivais de Lisboa.

O lamecense, que se tornou um tripeiro de adopção, lembrava e não esquecia as imortais palavras de Almeida Garrett, um dos mais ilustres portuenses: «Se na nossa cidade há muito quem troque o b por v, há pouco quem troque a liberdade pela servidão».


Faleceu meses depois da derrota de Basileia, mas o grande FC Porto europeu estava lançado. Dois anos e meio depois da sua morte, nas margens do Danúbio, um FC Porto sem medo de ninguém subia ao mais alto degrau do continente e sagrava-se Campeão da Europa.

Quinta-feira, 13 de Junho de 2013

um Salgueiros - FC Porto num pelado em 1983/84

este foi provavelmente um dos últimos jogos do campeonato nacional disputado num pelado, decorria a época 1983/84 e o Porto preparava-se para iniciar o percurso para o bi-campeonato - 83/84 e 84/85.
curiosidades sobre os treinadores:
Octávio Machado estreava-se nessa época como treinador principal - no Salgueiros. posteriormente, faria uma carreira de muitos anos como adjunto no FCP.

no FC Porto, Pedroto infelizmente já se encontrava doente e quem orientou a equipa foi António Morais.



os rumores do mercado

Álvaro Negredo está nas cogitações do At. Madrid. A imprensa espanhola aponta o avançado do Sevilha como sugessor de Radamel Falcão no Vicente Calderón.

Pablo Aimar, ex-médio do Benfica, poderá estar de regresso ao River Plate, clube onde se formou para o futebol. O próprio Pablito revelou ter sido contactado por Emiliano Díaz, filho de Ramón Díaz, treinador dos millonarios.

Hélder Postiga poderá estar perto de ser tornar novo reforço do Sevilha, de acordo com o jornal "AS". A formação rojiblanco já terá apresentado uma proposta de 4 milhões de euros para a aquisição do avançado português.

O esloveno Samir Handanovic é apontado como sucessor de Víctor Valdés na baliza do Barcelona, segundo a imprensa italiana. O guardião do Inter está avaliado em 30 milhões de euros mas os blaugrana não querem ir além dos 23.

Ruben Loftus-Cheek, médio do Chelsea e uma das grandes promessas don futebol inglês está a ser seguido pelo Barcelona.


O "As" anuncia que o Malaga pode anunciar ainda esta quinta-feira  a contratação de Schuster.


O Atlético de Madrid procura um substituto para Radamel Falcão. A imprensa alemã fala na possibilidade de ser Mario Gómez.

O Athletic quer contratar Kike Sola. A contratação pode custar 4 milhões de euros.

O Barcelona continua interessado em contratar Ruben Loftus-Cheek, médio-centro do Chelsea de apenas 17 anos, revela a comunicação social britânica.

O jornal francês "Le Parisien" avança que o PSG vai libertar Ancelotti para o Real Madrid "hoje ou amanhã"

O Galatasaray considera Nani demasiado caro. O Manchester United admite perder o internacional português de 26 anos a troco de 10 milhões de euros, enquanto o clube turco recusa pagar mais do que 7 milhões.

O brasileiro Luís Fabiano, de 32 anos, poderá juntar-se a Didier Drogba na frente de ataque do Galatasaray. O clube turco tem, no entanto, a concorrência dos gregos do Olympiacos.

O Paris Saint-Germain aponta baterias à contratação de Hernanes. Segundo a imprensa italiana, o clube francês está disposto a pagar 30 milhões de euros pela contratação do médio brasileiro de 28 anos.
através do jornal record

Já vai tarde

Carraça "à Mourinho"


Quando fez de "tradutor" e "treinador"

Dois anos depois de ter regressado ao Benfica, António Carraça vai deixar o cargo de diretor geral, embora ainda possa continuar na estrutura. Se nos últimos meses o seu papel foi perdendo visibilidade, houve tempos em que deu muito nas vistas e logo pelas semelhanças com... José Mourinho.

Uma das primeiras medidas de Carraça foi ordenar que os vice-presidentes Rui Gomes da Silva e Alcino António saíssem do relvado onde decorria o treino.

Estávamos no final de junho de 2011. Os dois dirigentes dirigiram-se ao centro de estágio do Seixal para assistir à sessão de trabalho no relvado principal. Nessa altura foram "convidados" a deslocaram-se para a bancada , junto dos adeptos.

Curiosamente, no primeiro treino como treinador da U. Leiria, Mourinho expulsou dois dirigentes do relvado.

Mas não se ficam por assim as semelhanças de comportamento, se assim se pode dizer, entre Carraça e Mourinho.

A 18 de outubro de 2011, no Basileia-Benfica (0-2), Carraça acabou por ser uma das estrelas improváveis do encontro: fez  de "tradutor" e de "treinador".

Foi ele quem fez a ponte sempre foi preciso mediar os "diálogos" entre Witsel e Jorge Jesus.  Depois nos momentos quentes que se seguiram à expulsão de Jesus, deu as primeiras indicações para dentro das quatro linhas antes dos ânimos serenarem  e os adjuntos tomarem as regras. Carraça "à Mourinho, que escreveu Record a 19 de outubro.
através do jornal record
título do post da minha responsabilidade

«continuas mentiroso»



















«Paulo Fonseca foi o único com quem conversei para treinar o FC Porto»
 
«Paulo Fonseca foi o único com quem conversei para treinar o FC Porto», garantiu Pinto da Costa, numa entrevista ao «Jornal de Notícias» em que coloca o novo treinador «na linha dos grandes treinadores» do clube: «Na linha de Artur Jorge, Mourinho e Villas-Boas.»

Apesar dos elogios, o presidente portista também diz que a mudança de treinador se deveu apenas ao facto de Vítor Pereira ter decidido sair para o Al Ahli: ««Nós mudámos de treinador porque o treinador que ganhou o campeonato entendeu ir para a Arábia. Não foi uma questão de opção, tivemos de mudar.»

Quanto a Mano Menezes, que revelou ter estado perto do FC Porto e diz que apenas não rumou ao Dragão porque o clube foi campeão, o dirigente diz que foi um empresário, Carlos Leite, quem lhe disse que Mano Menezes estava disponível para conversar, «depois da eliminação da Champions: «O senhor Mano Menezes nunca foi minha opção ou hipótese.»

Quanto ao mercado, Pinto da Costa manda recado a Fernando. «Não dirijo o FC Porto em função dos recados dos empresários ou das vozes dos jogadores», diz, acrescentado: «Em saldo não sai ninguém.» Também diz que não irá mais ninguém do Paços para o Dragão, e de caminho nega o regresso de Lisandro López: «Não há fundo de verdade sobre a entrada de André Leão, nem sobre o regresso de Lisandro López.» Também nega que o empresário de Jackson venha em junho falar da renovação, embora admita que há interesse das duas partes para prolongar o vínculo.

Por fim, diz que «regista» o corte de relações com o FC Porto decidido pelo Sporting, sem dizer se concorda com a atitude de Adelino Caldeira, vice-presidente do FC Porto que recusou cumprimentar Bruno de Carvalho. «Registo o corte de relações do Sporting e agirei em conformidade.»
notícia daqui
título da minha responsabilidade

«Força nessa recuperação companheiro»

Quarta-feira, 12 de Junho de 2013

Zanetti: o menino das docas continua a sorrir

QUER CUMPRIR A PROMESSA DE VOLTAR A JOGAR


A menos de dois meses de completar 40 anos e em plena fase de recuperação da lesão mais grave da sua carreira (rutura do tendão de Aquiles do pé esquerdo), Javier Zanetti prolongou esta quarta-feira o vínculo que o liga ao Inter Milão desde 1995 por mais uma temporada. É caso para dizer que a força de vontade e a dedicação profissional de um jogador exemplar são mais fortes que o desgaste provocado pelo tempo.

O menino que cresceu junto às docas de Buenos Aires, ajudando o pai na construção civil e que tinha ainda tempo para ganhar uns pesos a distribuir leite sem nunca desistir do seu sonho de jogar à bola, revelou-se mais uma vez, ao comentar a renovação do contrato. “Quero agradecer a todos pela confiança, aos dirigentes, que acreditam em mim, e aos adeptos, que nunca deixaram de me apoiar nestas semanas difíceis”, disse o argentino que desde agosto de 1999 é o capitão do Inter.

“Quando disse que queria voltar a jogar, no dia seguinte à lesão, houve quem não acreditasse em mim. Vocês (dirigindo-se aos dirigentes e adeptos) acreditaram e aqui estou eu, pronto para mais uma época”, disse, sorridente.

O sorriso foi sempre uma característica especial de Javier Zanetti. Os amigos de bairro, em Buenos Aires, troçavam dele porque mesmo quando perdia um jogo não deixava de ir para casa contente.

“Jogar futebol é o que me faz feliz”, disse, anos mais tarde, quando assinou o primeiro contrato profissional com Talleres.

Recordista

É, sem dúvida, uma história única a de Javier Zanetti no Inter. Quando chegou, no verão de 1995, era um jovem promissor que dava nas vistas pela velocidade com que percorria os flancos, indiferente de ser à esquerda ou à direita. Essa característica valeu-lhe de imediato a alcunha de “trator”, embora ele próprio nunca tenha desistido de “Pupi”, o diminutivo que ganhou bem cedo nas ruas de Buenos Aires, antes mesmo de começar a jogar no Talleres, o seu primeiro clube como profissional.

Mais tarde ganharia uma terceira alcunha no Inter, “Il Capitano” (O Capitão), já que passou a usar a braçadeira a 29 de agosto de 1999 e desde 2011 que é o único estrangeiro a capitanear uma equipa na Série A italiana.

Em 18 temporadas no Inter, Zanetti fez quase tudo: lateral direito, médio direito, extremo direito, defesa esquerdo, médio esquerdo, defesa central. E bateu vários recordes do clube – é o capitão com mais anos a usar o símbolo (vai entrar na 15.ª época, contra 14 de Giuseppe Baresi), e o jogador com maior número de jogos oficiais: 845, contra 756 de Giuseppe Bergomi.

Neste período, Zanetti somou 5 títulos de campeão de Itália, 4 Taças de Itália, 4 Supertaças de Itália, 1 Liga dos Campeões (com José Mourinho, em 2009/10) e uma Taça UEFA.

Na seleção da Argentina também fez história, disputando 145 jogos (5 golos), marcando presença nos Mundiais de 1998 e 2002 e nos Jogos Olímpicos de 1996.

Somando os jogos de clubes e da seleção, Javier Zanetti é reconhecido pela FIFA como o quinto jogador com mais jogos oficiais na história do futebol, com 1.091 encontros. À sua frente estão três guarda-redes e outro defesa lateral: Peter Shilton (1.390 jogos), Roberto Carlos (1.127), Ray Clemence (1.118) e Pat Jannings (1.091).

Solidário

Apesar de ser uma superestrela do futebol na Argentina e em Itália, Javier Zanetti nunca esqueceu as suas raízes humildes. Em 2001, em plena crise económica no seu país natal, criou, com a sua mulher Paula, a Fundação Pupi.

"Quando olho para as crianças nas ruas, lembro-me da minha infância, que foi difícil. Por isso, não posso ficar indiferente nem deixar de ajudar no que for possível", disse Javier, no dia do lançamento da fundação, que apoia crianças com necessidades a nível escolar e alimentar.

Mais tarde, Zanetti criou, com o seu companheiro Esteban Cambiasso, outra fundação "Leoni di Potrero", esta virada para ajudar crianças com problemas motores. "O desporto deve ser baseado em princípios e valores morais e de solidariedade. É isso que procuramos transmitir aos jovens", disse Zaneti.
através do jornal record

Terça-feira, 11 de Junho de 2013

Um agente que não consegue fugir aos problemas

ZAHAVI NÃO SEGUE O HABITUAL "LOW PROFILE"

O israelita Pini Zahavi é um agente de jogadores diferente do normal. Ao contrário do habitual "low profile" dos suprasumos da atividade, o israelita envolveu-se já várias vezes em negócios polémicos, que levaram mesmo a investigações por parte das autoridades.

A mais recente polémica estalou no Sporting, com a posição firme do presidente Bruno de Carvalho em relação aos íntentos do israelita, de 69 anos, em levar Ilori e Bruma para outras paragens. Curiosamente, os leões já foram um dos grandes entrepostos de jogadores de Zahavi, numa relação que teve como ponto alto a transferência de João Moutinho para o FC Porto.

Mas as principais polémicas do israelita aconteceram em Inglaterra, especialmente pelo recurso a fundos de investimento, uma prática que agora até é proibida na Premier League. Carlos Tévez e Javier Mascherano foram os expoentes máximos dessa vertente, quando os dois argentinos rumaram ao West Ham, numa transferência que terá custado apenas cinco milhões de libras ao clube... verba que foi diretamente para o agente.

Mais polémicas foram as transferências de Rio Ferdinand e Ashley Cole, para Man. United e Chelsea, respetivamente, quando negociou os dois jogadores à rebelia dos clubes que detinham os seus passes, uma prática proibida há muito tempo. Mas não se ficou por aqui.

Ainda com o Chelsea, Zahavi esteve ligado às transferências de Didier Drogba e Petr Cech, negócios que levaram mesmo a uma investigação por parte das autoridades. Em causa estavam os pagamentos feitos ao superagente israelita que, na prática, não era o representante dos dois jogadores. Apesar da investigação, o israelita não enfrentaria qualquer ação judicial.

Não se ficou pelos jogadores


Em 2003, ajudou Abramovich a comprar Chelsea.
Além das transferências que fez, ou que ajudou a operar, Zahavi também se envolveu em vários negócios que levaram à compra de clubes. Portsmouth e Chelsea foram os maiores exemplos, sendo que teve mesmo um papel muito ativo nos blues, na altura em que Roman Abramovich adquiriu os londrinos.

Rumores em Inglaterra avançaram mesmo que, dos 115 milhões de euros investidos pelo Chelsea em 2003, o agente israelita lucrou em comissões qualquer coisa como 7 milhões.

Depois, em 2006, ajudou Alexandre Gaydamak a comprar o Portsmouth, depois de em 2003 ter entrado no capital do clube, pela mão de Milan Mandaric. Nesse período colocou Yakubu no clube, lucrando bastante com essa manobra. Além desse negócio, ajudou nas compras e vendas de outros jogadores, como Glen Johnson, Younès Kaboul ou Sulley Muntari.

Influência por cá


Pini e Jorge Mendes em 2005.
Muito atento ao fenómeno de formação do Sporting, Pini Zahavi rapidamente entrou no mercado nacional, tornando-se representante de vários jogadores do clube de Alvalade. Primeiro pela mão do seu sobrinho-neto Alexander, que representou os leões, sem grande sucesso, entre 2007/08 e 2009/10.

Nesse período foi conhecendo os cantos à casa e tornou-se agente de João Moutinho, Adrien e Pereirinha, por exemplo, mas também Wilson Eduardo, Nuno Reis ou Diogo Rosado.

Uma ligação que na altura parecia proveitosa para o clube, mas que agora parece mais fria do que nunca. Bruma e Ilori, representados pelo israelita, são o centro da polémica.

Saltar de um lado para o outro

Antes de se tornar um nome muito forte no mercado de jogadores, Zahavi enveredou pela carreira de jornalista desportivo. Nessa fase da vida, o israelita já mostrava olho para o negócio, conforme o próprio confessou numa entrevista ao "The Guardian", em 2006: "A minha forma de viver é, a cada quatro ou cinco anos, passo de um jornal para outro. Dessa forma recebes uma compensação e ainda tens um salário mais alto". A carreira de jornalista terminou em 1988, dando um salto que jamais se arrependerá...
Fábio Lima no jornal record

Meu Deus?!...

...isto anda tudo 'louco' ou o 'dia das mentiras' mudou de data?!...

nada tenho pessoalmente contra Costinha, mas que diabo?!...Costinha como treinador é um 'zero à esquerda', aliás, nem possui qualquer curso de treinador que lhe dê sequer para ser adjunto nas provas profissionais.

experiência como treinador? basta ver o exemplo do Beira-Mar na época passada.

enfim..., mais uma vez os 'empresários' (alguns) vão dar cabo de uma equipa de futebol, ou melhor, de uma boa prestação do Paços de Ferreira na próxima época.
aqui fica a notícia:
Costinha é o sucessor de Paulo Fonseca
    
Está escolhido o sucessor de Paulo Fonseca no comando do Paços de Ferreira. Francisco José Rodrigues da Costa, mais conhecido por Costinha, é o escolhido dos responsáveis do emblema da capital do móvel.

Costinha, de 38 anos, ganhou a corrida a Jorge Costa e será apresentado esta quarta-feira, pelas 12 horas, como treinador da equipa pacense para a próxima época, que promete ser histórica face à inédita presença na Liga dos Campeões.

Será a segunda experiência do antigo internacional português como treinador, depois de ter terminado a última época ao serviço do Beira-Mar, não evitando a descida de Divisão.
através do jornal «A Bola»

Perfil de Paulo Fonseca, por entre U2, Wenger... e Jesus

Nascido em Moçambique, Paulo Fonseca já foi apenas o Fonseca, jogador pacato que passou por seis clubes em Portugal durante 14 épocas. Agora é um treinador apaixonado por tática, que paga churrascos aos jogadores se a equipa fizer um certo número de cruzamentos, e que levou o Paços ao playoff da Champions. O zerozero.pt partiu à descoberta das qualidades humanas do novo técnico do FC Porto. Sim, só qualidades, porque nenhum dos seis entrevistados falou em defeitos.

A castanha de caju é uma das principais produções da província de Nampula, tal como o tabaco.


Traduzido para a língua tupi, o caju era acaiu, que significa 'ano', isto porque os indígenas contavam os anos a partir da sua floração. E foi há 40 florações de caju que nasceu Paulo Alexandre Rodrigues Fonseca em Nampula, Moçambique.
Não chegámos a saber se gosta de caju ou de tabaco, mas tentámos descobrir um pouco do Paulo Fonseca como treinador, como colega e como pessoa.

E já chega de Moçambique, que o Paulo veio para o Barreiro logo no primeiro 'caju' de vida. Chegou na azáfama do 25 de Abril de 1974, num ano em que o campeonato era, como agora, jogado com 16 equipas, num ano em que o Sporting foi campeão nacional e num ano onde o Barreirense era primodivisionário - ficou em 13º e quem o treinava era Juca, o moçambicano do Sporting e da Seleção.



No Barreiro cresceu, no Barreiro viveu, no Barreiro se apaixonou pelo futebol e pelo Barreirense.
Foi lá que começou a sentir o pulso da redondinha e foi também nesse clube, de quem é «100%» (como disse ao Record), que se estreou como senior, a defesa central.
Estávamos nós na época 1991/92, ano de FC Porto campeão, com 10 pontos de vantagem sobre o Benfica, e de Ricky melhor marcador, com 30 golos ao serviço do 3º classificado Boavista.



Constantino, jogador do Leça
Esteve no Barreirense até 1995, por entre divisões inferiores e a jogar no velhinho D. Manuel de Mello. Nesse ano, tinha o Paulo 22 cajus, rumou ao escalão principal e ao norte pela primeira vez.

Em Leça da Palmeira, emprestado pelo FC Porto (onde nunca jogou, apenas esteve nos quadros) partilhou o balneário com Constantino, Cristóvão, Cao, Rui Óscar, Djurdjevic e Jaime Magalhães, sob a orientação de Fernando Festas. O Leça safou-se no limite, mas teve Costantino no top dos marcadores, atrás de João Vieira Pinto e Domingos Paciência, o artilheiro do FC Porto campeão, mais uma vez. O central pegou de estaca, fez 22 jogos e só deve ter ficado com um amargo de boca: o Belenenses. Cinco cá, cinco lá, 0x10 no global dos dois jogos contra os do Restelo.




Foto: www.facebook.com/pages/GRANDE-ÁREA
Ironia das ironias, na época seguinte o Paulo rumou ao sul novamente, para aquela zona à beira do Tejo onde os pastéis saem quentinhos logo de madrugada. No Belenenses, a época nem foi grande coisa com o 13º lugar final, numa equipa onde jogavam Filgueira, Silvino, Andrade, Tonanha, Rui Esteves ou M'Jid. À terceira jornada, e depois de duas derrotas, eis que surge no onze o Paulo ao lado de Paulo Madeira. «Personalidades iguais», disse-nos Marinho, que jogou com eles no Estrela da Amadora alguns anos depois.
Também falámos com Paulo Madeira, que o descreveu como «pacato e muito correto com os colegas», frisando que «jogando ou não jogando era sempre a mesma pessoa». A verdade é que ele jogou 27 vezes nesse ano, estreando-se a marcar no escalão profissional.
Foi na antiga Luz, logo aos 6 minutos, abrindo as hostes da vitória azul por 1x2. Época boa a nível pessoal, portanto, mas novamente com um entrave: um tal de Mário Jardel.
Em casa ficou 0x2, fora 2x1. Em suma, duas derrotas com os dragões e quatro golos do Super Mário.

Marítimo, Vitória de Guimarães e... lesões

No ano seguinte, o salto até meio do Atlântico. No Marítimo, o Paulo terá feito a sua melhor época, com 31 jogos e dois golos, à Académica e ao Varzim. Só não jogou mesmo com o FC Porto, onde continuava o tal Jardel.
Quinto lugar e a Europa no bolso, além de um bilhete de volta ao continente e ao norte, para jogar no Vitória de Guimarães. Aí, a subida a pulso na carreira parou, com as lesões a debilitarem o Paulo. Para além de Fernando Meira, Pedro Espinha, Flávio Meireles, Riva, Södeström ou Pedro Mendes, só deu mesmo para conhecer um pouco mais do país a norte, por quem ficou apaixonado. É que, em jogos, foram três na primeira e três na segunda época.



Em 2000, tinha o Paulo 27 cajus, regressou ao sul novamente, para finalizar a carreira no Estrela da Amadora. Desceu, subiu, desceu, subiu... e pendurou as botas. Ao todo, cinco épocas na Reboleira, onde, disse Paulo Madeira, «era tão pacato e tão humilde que nada o chateava». Em suma, «todos gostavam dele».

Foi treinado por vários, desde Jesus, sobre quem disse ser admirador, numa entrevista ao MaisFutebol, a Álvaro Magalhães. «Allô mister, estamos a fazer um trabalho sobre o Paulo Fonseca. Como era ele?», perguntamos nós, levando logo com um «Eish! Pessoa extraordinária. Sempre disponível, bom profissional, queria sempre melhorar». Curiosamente, o adjetivo usado foi novamente o de pessoa «pacata», alguém que «aceitava sempre as decisões» e «nada conflituoso». Álvaro recordou também um «menino» que aparecia na altura, João Afonso, que agora joga no Belenenses, e que o Paulo educava: «Às vezes temos aqueles veteranos que acham que têm que falar de cima para baixo com os miúdos, mas o Fonseca falava com ele naturalmente, orientava o miúdo quando o lancei. Era um descanso para mim».




Marinho, colega no Estrela da Amadora
Nessa equipa jogava também Marinho, antigo lateral do Sporting e do Benfica. Bem disposto ao telefone, descreve o Fonseca como alguém «com trato muito afável, muito tranquilo», uma pessoa «cuidadosa na forma de vestir» e que, sendo atento à imagem e à moda, «conseguia vestir-se de forma vanguardista, só que não era vaidoso e não tão excêntrico como o Abel Xavier».


Foto: espacoavense.blogspot.com
O Paulo, com quem se dá «muito bem», é uma pessoa carpe diem, que «vive o dia-a-dia» e que sabe ser «equilibrada, porque o futebol não tem que ser 24 horas por dia». Marinho conta ainda que o amigo Paulo é «apaixonado» pelos U2 e um dia pregou-lhe uma surpresa: «Os U2 vinham a Alvalade em 2005. Na altura ele estava a acabar a carreira e eu sabia que ele adorava ir ver o concerto. Então fui comprar dois bilhetes antes que eles esgotassem e ofereci-lhe. Ficou doido!»

O novo 'bichinho'

A carreira do Paulo chegava ao fim mas, como diz Bono Vox, vocalista dos U2, «I still haven't found what I'm looking for» (1). Nessa altura, já ele andava de olho na questão da tática e do estudo do jogo, vertente para a qual contribuíram alguns treinadores que teve, como Jorge Jesus, João Alves, Norton de Matos e Augusto Inácio. Mesmo assim, o 'sósia' Paulo Madeira garante que, quando o conheceu, «não era daqueles que queriam ser treinadores, isso nem lhe passava pela cabeça», e muito menos ao próprio Paulo Madeira. A dedução do antigo central do Benfica é que «foi o presidente do Estrela na altura que o pressionou para treinar os juniores».

«Vertigo» (2) foi coisa que Paulo Fonseca nunca teve e, por aquilo que lhe atribuem, parece mais fã do primeiro verso de uma das músicas do grupo irlandês, bafejada por um «I'm not afraid of anything in this world» (3).




©Catarina Morais
1º Dezembro, Odivelas e Pinhalnovense. Ano a ano, degrau a degrau, o jovem técnico ia surgindo aos pouco a pouco, sempre com épocas completas (não fosse ele «contra as mexidas em janeiro», como disse à Antena 1). No segundo ano em Pinhal Novo, o primeiro contacto com a ribalta. Estávamos na época 2010/11 e a equipa atingia os Quartos da Taça de Portugal, visitando o Dragão e apenas sendo batida no fim pelo Incrível Hulk (2x0).

«A Taça de Portugal permitiu ao Pinhalnovense e à sua equipa técnica ter maior visibilidade do trabalho desenvolvido, por isso não foi totalmente inesperado o convite», começou por dizer o Paulo quando chegou ao Desportivo das Aves na época seguinte. Aí, treinou Amaury Bischoff, jogador que teve uma passagem pelo Arsenal e que vê Paulo Fonseca como... Arsène Wenger: «Pode ser um Wenger porque gosta muito de tática e de jogadores jovens».

Atualmente na 3. Bundesliga, Bischoff descreve que «um jogador sente-se muito bem» depois das conversas com o treinador, que «fala tudo positivo». Equipa física não rima com Paulo Fonseca, um «amante da tática e de equipas com bola», segundo Amaury.Os dois morreram na praia na época passada: o Aves esteve quase sempre em zona de subida, mas no fim foi o Moreirense a fazer a festa.

Churrascadas na Mata


Paulo Fonseca
2012/2013

41 Jogos
22 Vitórias
13 Empates
6 Derrotas

62 Golos
38 Golos sofridos

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De qualquer forma, o Paulo estava talhado para continuar a escalar degraus. O Paços de Ferreira, depois de uma grande segunda volta com Henrique Calisto, queria uma época 2012/2013 tranquila e sem sobressaltos. Para isso foi buscá-lo, mas tranquilidade nem houve muita para os lados da Mata Real. Pelo contrário, foi impossível ficar indiferente ao futebol dos castores e nem era preciso do apito inicial. No habitual aquecimento, quem fosse ao estádio via a equipa adversária trocar a bola entre os jogadores em praticamente meio-campo. Do outro lado, via os amarelos a fazer a mesma circulação em, talvez, uns 10 metros quadrados. Podiam ser pancadas, mas não, porque os passes saíam direitinhos e a bola não saía do circuito. Havia ali qualquer coisa, inevitavelmente.



André Leão e Tiago Valente, dois titulares no Paços de Ferreira ©Catarina Morais
André Leão, um dos indiscutíveis, diz-nos que «não há nada de invulgar, é uma pessoa tranquila, que nem fala muito». A sua grande virtude é «a abertura aos jogadores», os quais o Paulo deixa falar primeiro no fim dos jogos e opinar sobre o que quiserem. O médio, que foi considerado o melhor 6 português a atuar no campeonato pelo próprio treinador, refutou a ideia dos vídeos e conta uma forma particular que o técnico tinha para motivar a equipa: «Não havia cá vídeos. Ele preferia prometer-nos um churrasco se não sofrêssemos golos».

Esta ideia soltou a gargalhada de Tiago Valente, central que veio com o treinador da Vila das Aves: «Sim, sim, é verdade. Era isso ou prometer-nos uma folga extra se fizéssemos determinado número de cruzamentos, por andarmos a jogar pouco nos flancos. Ele arranja sempre forma de ter o grupo motivado e com objetivos, é impressionante!». À Antena 1, no programa Grandes Adeptos, o treinador confessou mesmo que Tiago Valente era um dos dele, elogios aceites pelo defesa, que destaca «o equilíbrio» do Paulo, que «nunca se põe em bicos de pés nem nunca se rebaixa com ninguém».




©Catarina Morais
André Leão e Tiago Valente entram em sintonia quando lhes é questionado o momento da época: dia 20 de outubro, na véspera do jogo com o Estoril, para a Taça de Portugal. A época até tinha começado bem e o momento nem era mau, pois vinha o Paços de quatro jogos com saldo de uma vitória, dois empates e uma derrota, com o Benfica. Só que era pouco para o Paulo, que reuniu os jogadores no hotel e lhes perguntou: «É isto? É isto o nosso limite? Não poderemos nós dar mais para fazer qualquer coisa diferente?». O Paços ganhou o jogo no Estoril (1x2) e embalou para treze jogos onde empatou três e ganhou 10! Definitivamente, não era aquele o limite da equipa.

O resto são histórias banhadas a amarelo, são sonhos ultrapassados, são metas atingidas, são constantes «Sunday Bloody Sunday» (4) para quem aparecia na Mata Real.

Toda esta «Electrical Storm» (5) provocou um «Unforgettable Fire» (6) nos clubes da ribalta portuguesa. Quis o destino que o último técnico da época a ser abraço por Paulo Fonseca fosse aquele a quem iria suceder. Quis o destino que o 10 de junho fosse o «Beautiful Day» do rapaz do Barreiro, que um dia se apaixonou pelo caráter do jogador nortenho.


FC Porto
2012/2013

55 Jogos oficiais
41 Vitórias
10 Empates
4 Derrotas

118 Golos
28 Golos sofridos

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A tranquilidade, o equilíbrio e a sensatez serão algumas das caraterísticas que os portistas vão poder observar no Dragão, num treinador que «é capaz de ver quatro ou cinco vezes o mesmo jogo até ter o adversário estudado» (Tiago Valente), que «brinca mais com os jogadores que não jogam, porque cativar os que jogam é fácil» (André Leão), que «não vai entrar em picardias com Jesus, porque o tem como uma referência» (Paulo Madeira) ou que «pode ter que picar qualquer um, porque é profissional» (Álvaro Magalhães). Certo é que o FC Porto «é o clube ideal» (Amaury) e que «deu um passo de cada vez para lá chegar e, como tal, chegou com todo o mérito» (Marinho).

Chamar-lhe 'homem da pêra' é capaz de soar a anos 90, chamar-lhe 'novo Wenger' é capaz de soar a futuro. Chamemos-lhe Paulo Fonseca, com 40 cajus, o novo timoneiro de uma Invicta sem derrotas. «Uno, dos, tres... Catorce!».

P.S.: Mentimos no início do perfil, porque dissemos que ninguém lhe apontou um defeito. Tiago Valente deixou escapar um pormenor que não lhe agrada: «É fã dos U2».



(1) Traduzido: «Ainda não encontrei o que ando à procura»
(2) Traduzido: «Vertigens»
(3) Traduzido: «Não tenho medo de nada neste mundo»
(4) Traduzido: «Domingo, sangrento domingo»
(5) Traduzido: «Tempestade elétrica»
(6) Traduzido: «Fogo inesquecível»

Grandes manobras

DE OLHOS NA BOLA
Como aqui prevíamos na passada semana, Vítor Pereira lá saiu do FC Porto para um mercado rico mas pouco atraente – nunca pensámos é que fosse tão para baixo no ranking mundial quanto a tórrida Arábia Saudita.
Lá vai Vítor Pereira, resignado, de Fátima para Meca, ganhar os milhões que nunca viu de Pinto da Costa.


Com a contratação de Paulo Fonseca, o eterno presidente do FC Porto visa apostar num valor emergente da nossa excelente escola de treinadores e também reforça o agradecimento ao Paços de Ferreira por aquele passeio ameno na última jornada da Liga.


No Sporting, a atual direção faz o papel de Vítor Gaspar no país.
É cortar, cortar, cortar, com despedimentos coletivos e tudo. Só falta acender uma luz de transparência sobre as chorudas comissões pagas nos últimos anos. Os detalhes do contrato de Miguel Lopes (revelados ontem pelo “Correio da Manhã”), que custa ao Sporting 5 milhões até 2018, a que se somam 10 mil euros por cada vitória em que participe, são mais uma página na infindável descrição da insanidade financeira que assolou Alvalade.
 
Bruno de Carvalho tem um caminho muito estreito pela frente, mas, como a propósito desta situação do Sporting diz muitas vezes Octávio Machado, não são os milhões que jogam.
Quem joga são os futebolistas. Um grupo unido e tranquilo pode fazer milagres.


Por fim, o Benfica.
Uma legião de jovens jogadores chegados da Sérvia dá sinal claro de que o Benfica tudo fará para segurar Matic. Sem o médio de passada larga, será muito mais difícil integrar outros valores sérvios num plantel liderado por sul-americanos.
Mas o Benfica terá de aproveitar a presença na final da Liga Europa para vender bem alguns craques. Sem renovação do contrato com a Olivedesportos, a venda de Cardozo não vai chegar para endireitar as contas.
Octávio Ribeiro no jornal record

Segunda-feira, 10 de Junho de 2013

mesmo com algumas ausências eles voltaram a ganhar

recordando o goleador Van Basten...

«Iniesta diz que magoei o futebol mas eu magoei foi o Barça!» - Mourinho

 
     
     
Embora por diversas vezes tenha sido confrontado pelos jornalistas com perguntas sobre o seu passado em Espanha, na conferência de apresentação como treinador do Chelsea, José Mourinho desvalorizou quase sempre o assunto, não querendo entrar em conflitos nem recordar a sua passagem pelo Real Madrid. Quase sempre, porque houve uma questão que fez Mourinho puxar dos galões e responder à letra a Andrés Iniesta.

Recorde-se que Iniesta disse que Mourinho destruiu o futebol espanhol, na sua passagem por Madrid.

«Ele diz isso? Diz que estraguei o futebol porque os venci, porque quebrei a hegemonia do Barcelona, quebrei o domínio do Barça que parecia não ter fim. Venci-os na Taça, na Supertaça, no campeonato, em Camp Nou... Ganhei o campeonato com mais pontos de sempre, frente ao Barça imparável. Isso deve ter-lhes doido, de facto. Magoei-os a eles, não ao futebol!», referiu.

Domingo, 9 de Junho de 2013

Paulo Fonseca: Competência reconhecida

FONSECA ENTRE O CONHECIMENTO E O HUMANISMO


Paulo Fonseca é elogiado pela sua capacidade de diálogo.

“Gostava que um dia fosse treinar o meu amado FC Porto...”, desabafou o professor José Neto, em conversa com Paulo Fonseca, poucas semanas antes do final do campeonato. A resposta foi pronta:

“Nunca se sabe... Deus o ouça.”E a verdade é que Deus ouviu-o e Pinto da Costa fez-lhe a vontade.

Paulo Fonseca será o próximo treinador dos dragões e o homem que o acompanhou ao longo da última época não cabe em si de felicidade.


“O Paulo Fonseca merece esta oportunidade que lhe estão a dar. Tem um estilo de liderança apoiado no diálogo. É uma pessoa extraordinária, que sabe ouvir atentamente, refletir e dialogar.
Não se coloca em bicos de pés no êxito e não se esconde no inêxito.
Aplaude as vitórias e justifica os desaires”, revelou José Neto, que trabalhou de perto com o plantel do Paços de Ferreira.

O homem que um dia foi convidado por José Maria Pedroto para trabalhar nas Antas não tem dúvidas de que Paulo Fonseca “tem características que encaixam perfeitamente numa estrutura como a do FC Porto”.

Superação


A “consciência competitiva empolgante” que conduz os dragões é, no entender, de José Neto, o desafio ideal para um treinador “insatisfeito, que está sempre disponível para aprender. Isso ajuda-o a superar as adversidades”.
Paulo Fonseca “acredita no que faz” e “tenta sempre ir mais longe”.
Num clube como o FC Porto, onde se impõe “repetir e até melhorar o sucesso”, torna-se imperioso contar com um treinador ambicioso e aí também são grandes as expectativas em relação ao novo líder do grupo tricampeão nacional.

José Neto caracteriza Paulo Fonseca através de quatro vetores fundamentais: “Vertente técnica, tática, social e humanista.”
Um treinador com ideias bem definidas.

Componente motivacional determinante no êxito

• Na conversa que manteve com Record, José Neto revelou um episódio que ajuda a explicar a motivação de uma equipa que não quer perder o hábito de vencer:
“Quando o Sp. Braga derrotou o Moreirense, na parte final do campeonato, ao contrário do que algumas pessoas julgavam, nós ficámos satisfeitos. Tal facto obrigou o Paços a vencer o Sporting e assim manteve-se na senda de vitórias que permitiu alcançar o 3.º lugar tranquilamente.”
através do jornal record

'safadinhas'

entrevista com um ex-grande jogador

«Será um crime Ronaldo falhar o Mundial’2014»
magriço acredita que portugal estará no brasil
Magriço, estrela da Minicopa’72, campeão nacional (Sporting ) e brasileiro (Vasco da Gama), diz que a Seleção estará no Brasil. E que CR7, “o melhor do Mundo”, fará hoje um dos jogos da vida.

RECORD – Acredita que Portugal vai ganhar à Rússia e garantir presença na fase final do Campeonato do Mundo?

FERNANDO PERES – Eu não sou bruxo mas acredito que vamos vencer. Porque temos melhor equipa, apesar de a classificação indicar o contrário; porque jogamos em casa e ainda porque todos temos a noção de que esta é a derradeira oportunidade para garantirmos a presença no Brasil. E depois ainda há outro aspeto que me dá confiança: o melhor jogador do Mundo tudo fará para estar no grande palco, razão pela qual tenho a certeza de que o Cristiano Ronaldo vai fazer uma exibição ao nível do seu talento extraordinário. Ele e todos os seus companheiros.

R – Considera CR7 melhor do que Messi?

FP – Para mim, é o melhor do Mundo, o mais completo. Em termos físicos é um fenómeno; joga com qualquer dos pés e de cabeça; é mais rápido, marca de bola parada, corrida, com tiros de longe e desvios a um toque... Eu se fosse treinador e tivesse dinheiro, comprava o Cristiano. Não é por ser português, é por convicção e por sensibilidade.

R – É habitual dizer-se que a visão do treinador sobre esse tema costuma ser favorável ao Ronaldo...

FP – E faz sentido que assim seja. Se pudesse contratar um ou outro, há aspetos que levaria em linha de conta. Por exemplo: o Cristiano já triunfou no Sporting, no Manchester United (onde foi um fenómeno) e no Real Madrid (onde vai ser o mais bem pago de sempre); quanto ao Messi, que é fabuloso também, é legítimo levantar dúvidas se, longe do Barcelona onde sempre jogou, será capaz de expressar-se com a mesma eloquência. Eu duvido que consiga.

R – O Mundial do próximo ano será importante para hierarquizar essa questão?

FP – Talvez não. A esta distância direi apenas que será um crime Ronaldo falhar o Mundial’2014. E o facto de ser no Brasil acentua a ideia de que devemos fazer tudo para estar lá, todos nós, principalmente outros jogadores de grande nível que possuímos. A festa será no país irmão, onde vivem milhares e milhares de compatriotas que não regatearão apoio. Portugal tem tudo para ganhar este desafio de altíssima responsabilidade com a Rússia. Confio no valor da Seleção e principalmente no querer de todos e cada um. Os jogadores vão dar o tudo por tudo.

R – Entende que a Seleção Nacional perdeu alguma qualidade nos últimos anos?

FP – Não me parece. Em todas as gerações aparecem bons jogadores. Esta Seleção não foge à regra. Se olharmos para os elementos que a compõem, chegamos à conclusão de que temos bons jogadores, que representam algumas das melhores equipas do Mundo. E ainda nos demos ao luxo de ver outros pedirem renúncia à Seleção, numa fase em que podiam ser úteis.


Se eu fosse treinador e tivesse dinheiro, comprava o Cristiano. E não é por ser português. É por convicção




R – O que pensa sobre a decisão desses jogadores?

FP – Aceito mas não compreendo. Todos terão justificações pessoais para o fazer, mas deviam pensar no todo em que estão inseridos, no futebol português, no país... Podem existir muitas divergências e contrariedades, mas acima de tudo estão os interesses de todos nós que, no fundo, deveriam ser os deles também.

R – Fernando Couto, o segundo jogador português mais internacional, tem a mesma opinião...

FP – Ainda bem. A Seleção Nacional é o expoente máximo para qualquer jogador. Eu não sou saudosista mas no meu tempo de jogador isso era impensável. O momento de ouvir o hino era quase solene. E digo isto sabendo que, também hoje, há jogadores que tremem e choram nesse instante. Por isso eu digo que, face à grandeza do apelo à defesa da pátria, quando as emoções vêm todas à flor da pele, as questões pessoais devem ser atiradas para o caixote do lixo. Nem mais nem menos.

R – O jogo com a Rússia é mesmo decisivo para Portugal?

FP – Se não ganharmos a qualificação continuará a ser possível matematicamente, mas temos de ser realistas: estando já numa aflição, se perdermos com os russos as nossas possibilidades serão praticamente nulas. A Rússia está praticamente apurada e nós teremos de contar com o playoff. Precisamos de ter muito cuidado com o adversário. Mas essas são contas para fazer mais tarde, porque eu estou convencido de que, até final, a Seleção vai ganhar os quatro jogos que tem pela frente. A começar por este com a Rússia, que é o mais importante. Por ser o próximo mas também por ser frente ao adversário mais valioso do grupo.

R – Portugal é a melhor equipa?

FP – Eu acredito que sim, apesar da derrota em Moscovo e dos empates com Irlanda do Norte e Israel. Mas temos de demonstrá-lo em campo. Tenho a certeza absoluta de que os jogadores se sentem superiores a qualquer destes adversários; mas devem entender também que têm de dar ao canelo... As camisolas, o prestígio, os olhos azuis e verdes, nada disso ganha jogos. Se for uma equipa coesa, que jogue o que sabe, sem medo e ofensivamente, Portugal ganhará à Rússia. Sempre ouvi aos grandes treinadores que tive na minha carreira que a melhor defesa é o ataque. E Portugal só pode jogar ao ataque. Tenho a certeza de que o Paulo Bento vai incutir essa ideia nos jogadores.

R – Vê a Seleção a jogar a final do Mundial no Maracanã?

FP – Por que não? Atuei lá muitas vezes. As partidas mais importantes do campeonato brasileiro eram quase todas no Maracanã e ainda lá joguei a final da Minicopa, com o Brasil, em 1972. É um estádio especial, no qual dá gosto jogar – e digo-o pela experiência que tenho antes das últimas obras. Mais ainda com molduras humanas tremendas como vai certamente acontecer nos jogos de Portugal. Essa é mais uma razão para que os jogadores portugueses avaliem a importância do jogo com a Rússia. Qualquer deles gostaria de passar pela experiência de pisar aquele relvado.


«Balakov tinha coisas do meu modo de jogar»
antigo revê-se no búlgaro

R – Em que momento decidiu ser treinador?

FP – Essa é uma longa história. Fui considerado o melhor centro-campista da Minicopa, em 1972, estava com 29 anos – o Carlos Pinhão (jornalista de “A Bola”) deu a essa Seleção o nome Sport Lisboa e Peres, porque era só eu (e às vezes o Dinis) numa equipa só de benfiquistas. Terminava contrato com o Sporting nesse ano.

R – E não renovou o contrato?

FP– No fim do torneio, eu e o Vítor Damas seguimos para Boston, nos Estados Unidos, para participarmos num Sporting-Benfica – se não fôssemos, os organizadores baixavam para metade a verba a pagar ao clube. Nesse período os dirigentes manifestaram várias vezes a intenção de renovar o contrato mas nunca tal se concretizou. Fui de férias e quando voltei falámos no assunto.

R – E o que lhe propuseram?

FP – Ofereceram-me o mesmo por mais três anos. Respondi que me estavam a fazer andar de cavalo para burro. Ora se me ofereciam o mesmo três anos depois, o poder de compra era mais baixo. Fiz-lhes ver que o melhor era venderem-me. E disse ao presidente na altura, Brás Medeiros, que Benfica, Roma, Anderlecht, FC Porto, Boavista, entre outros, estavam interessados.

R – Que resposta obteve?

FP – A resposta, suportada pela lei de opção que então vigorava, foi simples: jogas aqui ou não jogas. E eu respondi que, colocando as coisas dessa forma, não jogava. Fui treinar o Peniche!...

R – Uma decisão corajosa...

FP – Entendi que tinha de ser. Um ano depois, a direção do Sporting mudou. João Rocha, que substituiu Brás Medeiros, perguntou-me se eu queria voltar a jogar futebol. Pensava que ele me estava a convidar para o Sporting, mas não: deu-me um bilhete de avião para o Rio de Janeiro, informando-me que os dirigentes do Vasco da Gama estavam à minha espera.

R – Qual foi a sua reação?

FP – Disse que não queria ir. Estava com 30 anos, não jogava há uns meses largos e não me via a ter aventuras desse tipo. Ao princípio cheguei a pensar que ia à experiência, mas não. Eles sabiam tudo a meu respeito; fui lá, falei com eles, as condições eram excelentes e fiquei um ano.

R – Como lhe correu a época?

FP – Fui campeão do Brasil, tudo me estava a correr às mil maravilhas, mas estava cheio de saudades de Portugal, da família, dos meus amigos, do meu espaço. Entretanto tinha nascido o meu filho, porque quando fui para o Brasil a minha mulher estava grávida. Quer dizer, estava lá e nunca o tinha visto, nunca tinha estado ao pé dele... Comecei a bater mal e tomei a decisão de regressar a Portugal. Eles fizeram tudo para impedir a viagem: a cada dificuldade que eu colocava, eles contrapunham com uma solução.

R – Melhoraram-lhe as condições?

FP – Claro. Chegaram a oferecer-me o dobro do que então auferia. Na altura, o FC Porto era treinado por Aimoré Moreira, um brasileiro que me conhecia bem e pediu ao presidente, Américo de Sá, para me ir contratar. Em novembro de 1974 fui para o FC Porto mas não me adaptei. O choque térmico foi muito duro e passei uma época com muitas lesões, nomeadamente sucessivas roturas musculares. No fim dessa temporada fomos fazer uma digressão ao Brasil. O Sport Recife foi o nosso primeiro adversário e o treinador, Duque, que na época anterior tinha estado no Fluminense e me conhecia bem, pediu para me contratarem. Estive lá dois anos e meio, período no qual fui campeão pernambucano.

R – Revê-se nalgum jogador atual?


FP – Atual, atual não vejo... Mas há uns anos passou pelo Sporting um que tinha muitas semelhanças com a minha maneira de jogar: o Balakov. Ele tinha, de facto, coisas do meu modo de jogar. Depois disso, não estou a ver...

«Ciclo Barcelona está menos forte»
atesta quebra no futebol catalão


R – A hegemonia do Barça está a chegar ao fim?

FP – Na melhor das hipóteses é um ciclo que está menos forte. Hoje, toda a gente sabe como o Barcelona joga e tornou-se mais fácil contrariar o seu estilo. O Real Madrid ganhou-lhes por mais de uma vez e o Bayern Munique deu-lhes 7-0 em dois jogos. Eles já só são bons quando têm a bola; quando a perdem sentem muitas dificuldades. Por outro lado, os adversários quando os defrontavam tremiam, ficavam muito recuados, era como se fossem um papão. Hoje isso já não acontece. Os adversários sobem, tornam-se mais atrevidos e têm conseguido resultados. A saída de Guardiola foi um golpe. Isso e o envelhecimento de alguns jogadores, Xavi e Puyol acima de todos.

R – Como se coloca perante o fenómeno José Mourinho?

FP – Estamos perante um homem inteligente, um estudioso, um treinador com conhecimentos académicos, que superou o facto de não ter sido um grande jogador. Em jovem acompanhava o pai (Mourinho Félix, contra quem joguei muitas vezes e que foi meu companheiro de Seleção) e cresceu nos balneários, a ver treinos, jogos, a fazer as suas análises e a tirar conclusões. Teve uma formação desde muito miúdo, não como praticante mas como observador.

R – E ainda teve mestres que o dimensionaram...

FP – Claro, Bobby Robson e Van Gaal acima de todos. Pôs em prática o que foi aprendendo e chegou até este patamar de excelência. Sinto um orgulho enorme por Mourinho ser português: ele é um dos melhores ou mesmo o melhor treinador do Mundo. Espero agora, acredito mesmo, que tenha um êxito extraordinário no regresso ao Chelsea. Vai formar uma grande equipa e vai voltar a ser feliz.

R – Os regressos nem sempre correm bem...

FP – Mas ele já mostrou que pode ganhar em qualquer parte, em quaisquer circunstâncias e não precisa de favores para consegui-lo. Ele ganha em todos os clubes por onde passa e essas vitórias ninguém lhas pode tirar. Foi bom em Portugal, em Inglaterra, em Itália, em Espanha... Não é para todos.

R – O futebol mudou muito nos últimos anos?

FP – Mudou a todos os níveis. Na metodologia do treino, na mentalidade dos jogadores, no material (a bola, por exemplo), nos equipamentos (as botas acima de todos), até na organização mais profissional de todas as competições. Não sendo saudosista, creio que os melhores de todas as gerações teriam lugar no futebol de hoje.

R – Concorda com a introdução dos meios tecnológicos no jogo?

FP – Concordo com alguns, mas não todos. Tem é de haver forma de saber se a bola entrou ou não. Esse, de todos os casos, é o mais grave. Agora que os jogos sejam dirigidos com recurso sistemático ao vídeo, isso não estou de acordo. Desvirtua o futebol.
entrevista através do jornal record