domingo, 4 de dezembro de 2016

E EIS QUE A LUTA VOLTA A SER A TRÊS



O Benfica parecia imparável e capaz de ultrapassar todos os obstáculos com maior ou menor dificuldade. Errado. Caiu na Madeira com estrondo, Rui Vitória não resistiu a falar do árbitro e eis que as vitórias de Sporting e FC Porto relançam a prova que mais apaixona os portugueses. Uma jornada repleta de peripécias e que deixa um claro amargo de boca ao campeão.
Parece óbvio que os 6-0 do jogo da Taça de Portugal não fizeram bem à equipa encarnada. Dificuldades de construção na 1.ª parte, demasiado desacerto defensivo que só a grande exibição de Ederson salvou e depois gritante incapacidade de transformar em golo as muitas oportunidades criadas. Numa semana em que lançava os vitais compromissos com Nápoles e Sporting, tudo indesejado. Mas nada está perdido, pelo contrário. A formação orientada por Vitória já mostrou qualidade quando as opções rareavam, não há razão agora para que os problemas se avolumem quando o panorama vai melhorando. Não perder a cabeça com o desaire é a primeira lição a retirar.
O Sporting fez uma grande 1.ª parte frente ao V. Setúbal e concordo com Jesus quando diz que ficaram golos por validar. Mas importante para os leões é chegarem a esta altura e saberem que vão à Luz discutir a liderança. Parecia impossível ainda há pouco tempo. A equipa acertou agulhas, está focada e inicia bem a semana. O regresso do capitão Adrien tem feito toda a diferença. JJ devia ter uma redoma para ele.
No Dragão os impressionantes festejos após o golo de Rui Pedro dizem tudo sobre a vitória portista. Impressionante como o estigma do zero estava a afetar. André Silva falhou um penálti, foram poucos os jogadores que não tiveram uma chance para fazer o gosto ao pé e quando parecia chegar novo empate, eis que surge o herói improvável. O Benfica está a 4 pontos. Temos liga!
Bernardo Ribeiro no Jornal Record

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

A última de Novembro

«Muita prosaica e pouco conteúdo»






Só  mesmo 'um meme' para exemplificar a desgraça que anda pelos lados do Dragão.

Estou à vontade para falar sobre esse assunto, não fui dos que viram em Nuno Espírito Santo um bom treinador, escrevi em Maio, aqui, mal se soube qual era a escolha da SAD do FC Porto.

1) Desde o início que andou indeciso em qual o sistema de jogo que deveria implementar para dar seguimento ao modelo de jogo escolhido por ele.

2) Depois de várias experiências, decidiu-se pelo 4-1-3-2 como sistema a utilizar, idêntico ao do Sporting e Benfica mas com um modelo de jogo diferente, como é óbvio.

3) O Sporting e o Benfica tem uma referência na área como ponta de lança, Bas Dost e Mitroglou. O FC Porto não tem um ponta de lança, tem dois avançados, sendo que André Silva vem buscar muito jogo atrás, não deveria ser essa a sua tarefa, André Silva deveria ser o Ponta de lança, o ponto de referência.

4) O Sporting e o Benfica tem médios alas, extremos, se preferirem, que dão profundidade ao modelo de jogo, basta ver as características de Gelson Martins, Sálvio e Cervi. O FC Porto, não!,.. tem médios que fazem muito jogo interior e pouco pelas alas. Isso não vai lá só com a subida dos laterais.

Enfim...há muitos mais aspectos que poderia enumerar, mas para não ser muito longo, apenas afirmo que o técnico do FC Porto anda perdido no seu labirinto.

Daquela boca só sai frases bonitas e o conteúdo é sempre o mesmo. O discurso nunca passou, não passa e duvido que algum dia vai passar.


terça-feira, 29 de novembro de 2016

Ela diz que hoje o FC Porto vai voltar surpreender

Mais do mesmo com a comunicação do Sporting



O director de comunicação do Sporting ainda não percebeu que representa uma instituição de respeito como é o caso do Sporting Clube de Portugal, clube que lhe paga o ordenado, tanto a ele, como ao seu presidente e demais funcionários. 

Um clube como o Sporting não tem que responder a 'paineleiros', isso deveria ficar para 'os Josés de Pinas' e outros mais. 

Ainda não percebeu o que correu mal na época passada quando o Sporting tinha sete pontos de avanço? É preciso fazer um desenho? 

Quem representa uma instituição como o Sporting deveria ter outra postura!, é que essa desorientação só fortalece os opositores. Esse ruído em nada beneficia a equipa de futebol, só alimenta o ego dos fanáticos.

Enfim...pelo que se percebe, querem é ruído e protagonismo, como a direcção do Benfica não lhes responde oficialmente há muito tempo, viram-se para o joguinho dos comentadores.

Muito 'fraquinho', triste, mesmo!

Inacreditável



Os meus sentidos pêsames a todos aqueles que ficaram sem os seus entes queridos no trágico acidente de aviação ocorrido na Colômbia, esta madrugada.
Um abraço e um sentimento de solidariedade para com a família Chapecoense!
A todos os que partiram - Que descansem em Paz!!!
 

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Uma excelente reportagem sobre Rui Costa

Augusto Inácio é o novo treinador



Segundo o jornal O Jogo, Augusto Inácio deverá ser o próximo treinador do Moreirense.
 
Já há muito tempo que Augusto Inácio se tinha disponibilizado para voltar a treinar, o próprio já se tinha prontificado a ser opção no Sporting caso Jesus estivesse de saída, como esteve para acontecer.
 
Quem acompanha este blogue sabe que sempre tive uma enorme admiração pelo Inácio, treinador, não pelo o Inácio dirigente e comentador que fez 'figurinhas tristes' só para manter o tacho.
'Figurinhas tristes', tipo,  'os Ruis Gomes da Silva, Pedros Guerras, Josés de Pina' entre muitos outros,...que nos intoxicam os programas de segunda-feira à noite com um fanatismo exacerbado roçando a mediocridade.

Uma jornada tranquila para águias e leões



Mais uma jornada em que dos três grandes o único que perdeu pontos foi o FC Porto (nulo no Restelo).
Não está fácil a vida para os lados do dragão, só é surpresa para quem anda distraído (a situação do FC Porto a abordar num próximo post).
O Sporting venceu no bessa com era esperado, apesar das dificuldades finais em virtude de mais uma expulsão, desta vez, de Rúben Semedo.
O jogo não correu nada bem ao jovem defesa português, várias falhas e muito faltoso, a expulsão mais tarde ou mais cedo aconteceria.
Só por curiosidade: - aos 12 minutos já tinha feito 4 faltas e nem um amarelo tinha 'levado', Fábio Veríssimo aguentou até onde pôde, ele continuou a fazer faltas e os amarelo naturalmente que tinham que aparecer, se bem que, no lance do segundo amarelo não era falta para cartão.
Mas por tudo o que vinha de trás, acaba-se por aceitar, foi mais uma falta entre muitas outras.
O lance do possível golo? Ninguém pode afirmar a 100 por cento se bola esteve ou não para lá da linha de golo. Impossível sem tecnologia de linha de baliza. O Sporting venceu por 1-0 com todo o mérito, uma boa primeira parte, uma segunda parte menos conseguida em virtude da quebra física de alguns elementos.
Em relação ao Benfica, mais uma vitória encarnada, 3-0 ao Moreirense, mas foi só aos 32 minutos que Pizzi inaugurou o marcador. Depois foi gerir o jogo até ao resultado final.
Mais uma vez, uma bela casa na Luz, os adeptos estão novamente a ser o 12º jogador e isto ainda só vai na 11ª jornada.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Nuno a correr contra o tempo

VISÃO DE JOGO


O momento atual do FC Porto, com boas exibições e outras nem tanto, pode ser caracterizado por aquilo que apelidamos de "dores de crescimento". Com uma equipa em formação, a assimilar novas ideias e, em paralelo, apostando em vários jogadores jovens, Nuno Espírito Santo assume o risco de fazer evoluir a equipa (e os próprios jogadores, a nível individual) em plena competição. Um cenário que nem sempre é fácil de conciliar com a ambição e a habitual exigência dos adeptos portistas. Os dragões passam assim uma espécie de contrarrelógio na procura da sua consolidação.

Ao contrário dos rivais lisboetas, que já traziam um núcleo duro do ano anterior e os mesmos treinadores, os dragões reformularam o elenco e trouxeram novo timoneiro. Era inevitável que surgisse um período de ambientação aos princípios do treinador e seria necessário tempo para ganhar rotinas na nova dinâmica de jogo que este pretende implementar. No fundo, para chegar àquela situação de uma equipa que "joga quase de olhos fechados", independentemente das peças que entram, o FC Porto ainda caminha para lá chegar.

Isso explica em parte a bipolaridade exibicional a que vamos assistindo. Esta equipa tem dado bons indicadores, sobretudo no capítulo defensivo. Nos últimos 9 jogos sofreu apenas 2 golos (Brugge e Benfica). A defesa prima pela simplicidade e eficácia, sendo forte no jogo aéreo e na marcação. Neste aspeto, o consolidar da dupla de centrais, com Felipe (estreante no futebol europeu) e Marcano (muito criticado no ano passado), é um dos trabalhos bem conseguidos por Nuno Espírito Santo até ao momento. 

Por seu lado, nota-se que os dragões são uma equipa esforçada, que sabe pressionar e que tenta lutar com tudo. Mas isso não basta para ganhar sempre, é preciso mais. E aqui chegamos àquele que parece ser o principal problema da equipa: a finalização. Os dragões têm sido demasiado perdulários no último terço, face à quantidade de oportunidades que conseguem criar. Os golos é que contam no futebol e a equipa não tem tido produtividade e eficácia nesse capítulo essencial.

Se olharmos para o quarteto ofensivo dos dragões, ressalta logo à vista a juventude de André Silva (21 anos), Diogo Jota (19), Otávio (21) e Corona (23). São jogadores aguerridos e talentosos, com imenso potencial, mas que estão na idade certa para errar e poder crescer aprendendo com os próprios erros. E daí que, voltando ao início do que dizia, este FC Porto vê-se obrigado a crescer em plena competição, sendo que os adeptos, dentro da sua cultura de exigência, estão pouco dispostos a dar muito mais tempo para verem a máquina finalmente afinada.

Faltarão soluções no ataque, mais experientes, que pudessem apoiar, sobretudo na gestão do esforço, discernimento e leitura inteligente do jogo, estes jogadores mais jovens. Adrián Lopez não joga há 2 meses, Depoitre é uma incógnita e parece não encaixar na forma de jogar da equipa, Silvestre Varela voltou agora a ser opção e resta apenas Brahimi, um dos maiores ativos do clube, que esta época apenas jogou 197 minutos.

Seria bom que finalmente se esclarecesse a situação do argelino, um dos mais virtuosos jogadores do plantel, que podia ter sido muito útil em partidas onde a equipa não encontrou os caminhos da baliza. Se faz parte do plantel e está empenhado, deve ser opção e mais um para ajudar. Se não está de corpo e alma com a equipa, nem faz sentido que o convoquem e contem com ele. Esta gestão atual, seja qual for o motivo (opção técnica ou pretensões de saída), prejudica uma equipa à procura da sua melhor faceta.

Craque – Lateral a dar nas vistas
Portugal vive um momento histórico em que possui várias opções de qualidade para a sua lateral direita. De João Cancelo a Cédric Soares, há também Ricardo Pereira e Nélson Semedo. O jogador do Benfica parece ter conquistado o seu lugar na equipa titular encarnada. Excelente a transportar a bola pela faixa e a progredir no terreno para dar apoio aos colegas do ataque, é também eficiente a defender quando a equipa não tem a bola. Os bons jogos que tem realizado começam a dar nas vistas lá fora. Um valor seguro.

A Jogada – Qualidade no terceiro escalão
A edição deste ano da Taça de Portugal está a ser pródiga em surpresas. Além da eliminação precoce do FC Porto, merece destaque a qualidade do futebol presentado pelas equipas do terceiro escalão, o Campeonato de Portugal. Formações muito bem organizadas, a praticar um futebol competitivo e apresentando uma postura desinibida, sem receio de vencerem equipas com mais argumentos. Além disso, nota-se que está a surgir uma nova geração de treinadores, a dar os primeiros passos neste escalão, que poderá vir a dar que falar no futuro.

A Dúvida – Dilemas atuais
Quando uma equipa está bem, os erros de arbitragem (que vão sempre existir), acabam por não influenciar o seu rendimento, porque esta tem força anímica e capacidade técnica para encontrar os caminhos dos golos e das vitórias. Quando uma equipa se encontra em momento de menor fulgor, a influência desses erros já pode ter um maior peso, para o bem ou para o mal, a puxar para cima ou para baixo. Este é o cerne da questão. Algo mais gritante é o facto de vermos árbitros com critérios diferentes perante lances semelhantes. Que razões explicam esta dissonância?
António Oliveira no Jornal Record

Resultados de merda

Depois dos resultados de merda que as equipas portuguesas tiveram nas competições europeias, dadas as circunstâncias de cada jogo, nada como recordar um jogador de classe. Faz 11 anos que deixou de estar no mundo dos vivos. R.I.P George Best!

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Filho na equipa técnica do pai

«Jorge Jesus volta a dar uma entrevista em espanhol»



Mais um despedimento na I Liga



Quando escrevi este post, já me 'cheirava' que este treinador seria o próximo a ser despedido.

Repito o que escrevi nesse dia:

Eles (treinadores) não tem culpa nenhuma, os maiores culpados são os dirigentes que estão debaixo da asa de empresários que deixam muito a desejar.

Está visto que um treinador de I Liga tem de estar muito bem preparado, tenho visto gente a chegar à I Liga sem experiência nenhuma. Incrível o que se passa neste futebol português...

O próximo? É Lito Vidigal!

domingo, 20 de novembro de 2016

DERBY DELLA MADONNINA



Hoje, é dia de Milan - Inter, o eterno derby Della Madonnina, jogos que sempre me marcaram e por uma razão de adoslecência. 

Em 1989, na terra onde nasci, ver televisão e jogos de futebol ainda era o a-ver-se-te-avias, até que um dia apareceu uma prenda de Natal antecipada - uma bruta antena parabólica que nos ia mudar a vida para sempre, ou melhor, até se conseguir ver televisão portuguesa em condições.

Mal a dita parabólica começou a emitir sinal, foi verificar que os canais eram tantos (tinha um canal português, a RTP Internacional) que até se comparava com as 'estórias que nos contavam do estrangeiro'. 

O campeonato italiano na altura dominava o desporto rei. E, todos os domingos, na Raiuno ou Raidue, conseguia-se assistir a jogos em directo do calcio, era uma loucura, tempos de Maradona, Gullit, Van Basten, Klinsmann, Matthaus, Baresi, Maldini, Ancelotti e muito outros astros do futebol da altura. 

Mais uma vez foi Ronaldo e mais dez

sábado, 19 de novembro de 2016

Aguardando pelo derby de Madrid

O 520 do túnel de Alvalade


Aqui vos deixo um excelente post do facebook do amigo Jorge Pereira, personalidade com muitas horas de túneis no futebol português.
Por acaso também reparei nesse pormenor do 520, mas sem áudio era complicado averiguar mais em pormenor. Uma coisa é certa, volto a repetir, estes dirigentes do Arouca não merecem continuar a andar no futebol português. São casos a mais sem um castigo exemplar. 

INCIDENTES EM ALVALADE : NINGUÉM FALA DO 520...O GRANDE RESPONSÁVEL

Estou assistir - na integra - às filmagens dos incidentes no túnel do estádio José Alvalade...e depois ouço hoje, ontem e, quem sabe, amanhã várias vozes a comentar esta miserável imagem do futebol português...e ninguém aponta o dedo ao GRANDE responsável por tudo o que se passou no final do Sporting - Arouca.

Falo do segurança que está á porta da zona das entrevistas rápidas da Sport TV....que tem o colete 520. Porquê?
Porque quando o Presidente do Arouca, Carlos Pinho se dirigia ao seu balneário, após o jogo, cruza-se com o Presidente do Sporting, Bruno de Carvalho - que parece ter ido ao WC daquela zona .

O líder sportinguista não se apercebe da presença do seu homologo arouquense...contudo Carlos Pinho dá conta e reconhece Bruno de Carvalho.

Ao passar pelo tal 520 deve ter desabafado algo , para os seus botões , em voz alta sobre o Presidente do Sporting.
Numa imagem seguinte, vê-se - pelos gestos - que o "queixinhas" 520 está a dar conta a um elemento do staff leonino daquilo que possa ter dito Carlos Pinho...a partir dai as coisas ficaram em estado de sitio e vimos dois Presidentes que em nada dignificaram a imagem que o futebol português quer vender além fronteiras.

Ao 520...recomendo que faça apenas e só a sua função...e já não tem idade para fazer o papel de queixinhas.

A vergonha dos penalties do FC Porto



Queixa-se o FC Porto que a verdade é que ontem voltou a ser um fartar vilanagem e João Capela não assinalou três penalties a favor do FC Porto. Isto é incrível, se há dia em que se deve sentir vergonha de reclamar penalties é o de ontem...
 
Então não é que falharam os três penalties no desempate?!...
 
Sinceramente, que o FC Porto tem razões de queixa de João Capela, concordo, agora, uma equipa que falha tanto na finalização, em bola corrida, consegue marcar de bola parada quando a pressão é maior? Está visto que não, falharam as três na decisão final.
 
E, contra factos, não há argumentos. Trabalhem mais a finalização, não inventem e joguem com os melhores de início.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Gestores do treino

VISÃO DE JOGO

Com o calendário apertado e com várias frentes para se disputar este é um momento importante da temporada para as equipas nacionais. É altura de mostrar a versatilidade dos plantéis e comprovar a diversidade (ou não) de soluções para dar resposta aos desafios que se preparam para chegar. Por seu lado, a gestão de recursos realizada pelos treinadores assume aqui maior preponderância.

No espaço de três semanas, teremos jogos para a Taça de Portugal, Liga dos Campeões, Taça da Liga e 1.ª Liga. Vamos assistir a partidas de exigência máxima como o dérbi Benfica-Sporting e o FC Porto-Braga, assim como os sempre disputados V. Guimarães-Benfica, Belenenses-FC Porto e Boavista-Sporting. E jogos europeus como o Benfica-Nápoles, FC Porto-Leicester, Sporting-Real Madrid e Braga-Shakthar Donetsk podem determinar muito do que será o futuro das equipas portuguesas nas provas continentais.

Faz parte do trabalho dos treinadores encontrarem as melhores opções para cada jogo, de modo a conseguirem gerir o esforço e recuperação dos atletas, sem com isso sofrerem qualquer dissabor em termos de resultados desportivos. Tal obriga a explorar os plantéis e a encontrar opções que possam complementar as que habitualmente vinham a ser escolhidas. É nesta gestão, que abrange também o treino e exige muita análise e ponderação, que por vezes se começa a trilhar o caminho para uma época de êxito, já que uma equipa com 17/18 titulares de qualidade tem sempre mais possibilidades de vencer. 

E este ciclo arranca após uma semana em que a preparação dos jogos da Taça não foi normal, já que muitos jogadores estiveram ausentes ao serviço das suas seleções e só chegam agora em cima da data dos jogos. Obriga a averiguar as condições físicas em que se encontram os internacionais e perceber se podem ou não ser opções imediatas.

No que respeita ao Benfica, e ainda que Rui Vitória já tenha o boletim clínico mais desanuviado, continuará a ter algumas baixas de vulto como Luisão, Fejsa e Jonas. O grande dilema parece estar no eixo defensivo no sentido de voltar a definir a dupla de centrais e encontrar o trinco que substituirá o médio sérvio. E jogadores menos utilizados como Jardel, Danilo Silva, André Almeida ou Samaris podem passar a ser apostas mais regulares.

Quanto ao Sporting, e olhando para o facto de apenas um reforço desta época, Bas Dost, constar no grupo de 11 jogadores mais utilizados. A grande questão passa por perceber que papel podem assumir jogadores que chegaram este ano, nesta fase mais apertada do calendário. Alan Ruiz, Markovic, Campbell, Castaignos, Elias, André, Petrovic, Meli e Douglas terão aqui a oportunidade de brilhar? No entanto, outros atletas como Jeferson, Paulo Oliveira e Matheus Pereira, apostas seguras num passado recente, podem dar também boa resposta.

Por seu lado, o FC Porto, que nos últimos jogos tem mantido um núcleo titular sem grandes alterações, no sentido de dar rotinas ao sistema e dinâmica da equipa, talvez comece a introduzir algumas caras novas para poder rodar o seu conjunto e dar resposta às várias frentes. Soluções como André André, Brahimi, Rúben Neves, Sérgio Oliveira, Evandro, Varela, João Carlos Teixeira, Boly e Depoitre poderão passar a ter mais minutos de competição. 

Com um plantel vasto em qualidade e quantidade, a vida de um treinador fica facilitada. Não deixa de ser tarefa difícil, já que a gestão contempla o lado físico e emocional dos jogadores. Mas há decisões para tomar em prol dos interesses da equipa. E este é um desses momentos de decisões.

O craque – Estreante em bom plano


Fez parte da seleção olímpica portuguesa que esteve Rio de Janeiro e, assim que regressou ao V. Setúbal, agarrou a titularidade da baliza sadina. Os primeiros jogos na Liga de Bruno Varela, jogador formado no Benfica, indicam que estamos na presença de um guarda-redes com grande potencial. Em 7 jogos disputados, sofreu apenas 6 golos e rubricou duas excelentes exibições na Luz e na receção ao FC Porto. Um guardião muito ágil e seguro entre os postes que, a médio prazo, se evoluir positivamente, poderá entrar no leque de opções da Seleção Nacional.

A jogada – Assuntos pouco importantes


Quando o campeonato pausa, esse período torna-se fértil em fait divers, focando-se por vezes em ocorrências fora das quatro linhas que nada dignificam a modalidade. Nesta semana, a Seleção fez apenas um jogo, o que até intensificou ainda mais as conversas sobre túneis, castigos, guerrilhas internas de clubes, contabilidade histórica de títulos ou as tradicionais críticas à arbitragem. E até a vida pessoal de alguns agentes desportivos serviu para ser escalpelizada. Que regressem rápido os jogos dos 3 grandes, para podermos assistir e falar do que verdadeiramente interessa.

A dúvida – Mais uma década a jogar

Cristiano Ronaldo renovou com o Real Madrid até 2021. Se cumprir o contrato até ao fim, o capitão da Seleção portuguesa irá jogar no Santiago Bernabéu até aos 36 anos, perfazendo uma ligação de 12 anos ao clube espanhol. Mas CR7 afirmou também que pretende jogar até aos 41 anos. Tirando os guarda-redes desta equação, onde a longevidade é maior, são raros os casos de jogadores que conseguem manter-se ao mais alto nível durante tanto tempo. Ricardo Carvalho, com 38 anos, foi o exemplo mais recente. Será Ronaldo capaz de superar este desafio? Se há alguém capaz, é ele de certeza.
António Oliveira no Jornal Record

Jogos entre Chaves e FC Porto de outros tempos

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Não se rendam ao “pântano” do futebol português



A
minha geração já não tem conserto. Penáltis, novelas do dirigismo, cuspidelas ou vaporizações, “colinhos”, vouchers, apito. São estas as palavras-chave das cogitações dos supostos “apreciadores de futebol” que se aproximam, por excesso ou defeito, da minha idade.
Gostam de futebol? Nem por isso. Gostam do seu clube. Não gostam dos adversários. Para alguns os rivais estavam bem era nos distritais ou até mesmo extintos, não percebendo, em toda a sua “aridez” intelectual, que sem rivais não há espectáculo.
A alimentá-los têm uma classe dirigente que, salvo raras excepções (curiosamente não identificáveis pela variável geracional), lhes oferecem o que eles querem: alarvidade. Depois ainda temos os “incendiários” dos painéis televisivos e colunas de jornal, onde os interessados em discutir futebol se encontram com a mesma frequência de um trevo de quatro folhas.
O futebol português nem sempre foi assim. Em tempos os senhores iam ao futebol de chapéu e gravata, também por cá como lá fora. Uma era de cavalheiros, durante a qual aquele que dissesse um palavrão diante de uma senhora ou criança se habilitava… Esses tempos já não voltam (e ainda bem, por outros motivos), mas tal não significa que o “pântano” em que se transformou o futebol português a partir dos anos 70 tenha de perdurar como algo incontornável e eterno, criado provavelmente pelos mesmíssimos motivos que trouxeram o país ao estado em que se encontra.
É muito raro abordarmos no GoalPoint outra coisa que não desempenho, números, curiosidades e factos relacionados com aquilo que parece menos interessar a muitos: o futebol. Aqui não há (nem haverá, enquanto formos os mesmos) espaço para a trica de dirigentes, para o vasculhar da vida pessoal dos protagonistas da bola, para o hiperbolizar do peso de algo tão natural como é o erro humano do apitonuma modalidade que teima em resistir à modernização.
Porquê? Porque não nos rendemos à dialéctica actual do futebol português. Sabemos que vende. Temos noção de que teríamos ainda maior alcance se, a meio de uma ou duas boas análises, surgisse um ou outro artigo mais pantanoso, à mistura com umas miúdas semi-nuas. Azar o nosso, mas por opção. Chegaremos ao destino com menor velocidade, mas chegaremos. E quando lá chegarmos será talvez o momento em que a cultura dos apreciadores de futebol terá evoluído em Portugal. E nós queremos liderar essa fase. E vamos fazê-lo.
A nossa esperança? Precisamente o perfil de leitor que nos procura: jovem, de idade ou de ideias, interessado em ver o futebol discutido e pensado noutros moldes, mais focados no espectáculo que representa e menos naquilo que nunca o devia ter caracterizado. E são cada vez mais. A todos eles, aos que chegaram e ainda vêm a caminho, deixamos um agradecimento, seguido de um pedido:
NÃO SE RENDAM. Não se se deixem levar pelo “pântano” que é o futebol português.
Não assistam a painéis e análises televisivas inacreditáveis, consumidos pela clubite, falta de classe (e de conhecimentos) e noção do ridículo apenas por interesse escatológico. As audiências não vos distinguem, mesmo que apenas consumam por gozo.
Não sigam as “cantigas” daqueles que vos tentam levar para a discussão de 90 minutos de futebol com centenas de acções de jogo para um apitar mal dado.
Não percam um segundo com polémicas de túneis e outros eventos deploráveis, através das quais os dirigentes que temos se mantêm e vos mantêm alienados do que realmente interessa, o futebol jogado.
Digam não a isso tudo e apoiem quem vos quer acompanhar na verdadeira “limpeza” do futebol português, não só o GoalPoint mas qualquer projecto que encontrem que assuma essa bandeira. Porque, em última instância, não tenham dúvidas: o futebol que temos é culpa nossa, dos adeptos. E apenas os adeptos o podem limpar. Mudemos o nosso comportamento de consumo, apoio e debate hoje, se queremos um futebol melhor amanhã.
Se concorda com este apelo partilhe-o com todos aqueles que quer convidar à reflexão e acção. Tome nas suas mãos a limpeza do “pântano”.
Pedro Cunha Ferreira
Desempenhou entre 2011 e 2013 os cargos de Secretário-Geral da SAD do Sporting Clube de Portugal, Director da Equipa B e da Academia Sporting. É um dos fundadores da GoalPoint Partners.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Hora do penteado...

JORGE JESUS: «TUDO O QUE NÃO SEJA ELIMINAR O PRAIENSE É MAIS DO QUE ANORMAL»

Preparação foi a mesma que para Real Madrid ou Dortmund



O Sporting recebe na quinta-feira o Praiense em jogo da 4.ª eliminatória da Taça de Portugal (20H15) e Jorge Jesus reconhece que os leões trabalharam para o encontro da mesma forma que o fizeram para os encontros da Liga dos Campeões.

"Todos os clubes e todos os adeptos são apaixonados por esta competição. Todos querem estar no Jamor, é uma festa linda. Em 10 jogos, o Praiense tem 8 vitórias e 2 empates no campeonato deles, o Agatão está a fazer um bom trabalho. O Sporting tem mais a perder do que a ganhar: tudo o que não seja eliminar o Praiense é mais do que anormal. Temos respeito pelo adversário. Trabalhámos para o jogo como o fizemos para o Dortmund ou para o Real Madrid. Conhecemos bem todas as equipas que defrontamos e vamos tentar fazer o nosso melhor e isso é ganhar e passar esta eliminatória", afirmou o técnico do Sporting esta quarta-feira em conferência de imprensa que, desta feito, decorreu em Alcochete.
E reforçou o empenho da equipa na competição. "É um jogo de tanta responsabilidade como o que se segue [Real Madrid, na próxima terça-feira]. A responsabilidade do Sporting amanhã é passar a eliminatória e não será só amanhã que vamos despertar essa responsabilidade."
Alterações na equipa, essas, já parecem ser mais do que um dado adquirido. "Em relação aos últimos jogos vamos ter mexidas, porque ainda faltam chegar cinco jogadores. Forçosamente vamos ter alterações. Trabalhámos com uma intensidade completamente diferente de quando competimos, mas acho que foi benéfica para alguns jogadores como o Alan, Elias, Douglas ou Petrovic
daqui


O Tempo Extra de ontem (vídeo completo)

Jogadores do Benfica são vigiados...até a dormir

Diz-me como dormes
Utilizam ‘relógio do sono’ para melhorar performance desportiva



Em alta competição, as horas de sono são fundamentais para um atleta. No futebol, o Benfica é exemplo de preocupação com... noites bem dormidas. Através de uma parceria estabelecida com a Philips Respironics, os jogadores de Rui Vitória têm tido as noites monitorizadas por um ‘relógio do sono’, dispositivo que recolhe informações importantes para o desempenho destes, relativas a atividade, sono, vigília, horários praticados e exposição à luz solar. Esses dados permitem ao Benfica LAB estabelecer um padrão e perceber de que forma cada um reage em diferentes situações (jogos à noite/dia; dois jogos por semana; viagens internacionais).

Este ‘relógio do sono’ funciona na base da actigrafia, ou seja, da monitorização das alterações do sono, e, no futebol, os efeitos são visíveis. "As noites antes de jogos como o último clássico, por exemplo, são particularmente ansiosas e os jogadores ou não descansam o suficiente ou têm um sono mais agitado. E quando terminam um jogo mais tardio, ficam ativos e é preciso monitorizá-los. É possível estabelecer o perfil de cada jogador dessa forma, percebendo se ele ‘funciona’ melhor durante a manhã ou durante a tarde. Depois, o treinador adequa a carga do treino de acordo com o perfil de cada um", explica-nos Carlos Teixeira, técnico de neurofisiologia no Instituto de Sono, Centro Clínico e Investigação do Porto.

Proibido ‘relaxar’

A equipa do Benfica tem utilizado esta ferramenta desde o arranque da temporada, e já na pré-época os futebolistas tinham instruções para utilizar o relógio ininterruptamente, de forma a que o Benfica LAB recolhesse os dados – descritos num gráfico – e estabelecesse o tal padrão para cada um. A partir daqui, relaxar nos treinos passa a ser quase... proibido. Ora, está provado cientificamente que o rendimento melhora com noites bem dormidas e esta monitorização pode mesmo evitar que um jogador apresente uma tendência para não ‘dar tudo’ no treino. "Conseguimos ver em cada um, pelo elevado número de ‘picos’, a intensidade do treino. Há jogadores que vão para lá passear e dá para perceber se isso acontece", finaliza Carlos Teixeira. 

Benefícios da monitorização do sono numa equipa:

-Atesta melhor a recuperação através da avaliação de higiene e qualidade do sono

-Compreende melhor de que forma o sono pode interferir no desempenho em campo

-Menores taxas de lesões e aumento dos níveis de desempenho mediante uma melhor qualidade do sono

-Deteta problemas subjacentes a distúrbios do sono, como apneia ou insónia

-Qualidade do sono ajuda a manter o peso corporal ideal e evita desequilíbrios nas hormonas do apetite e do metabolismo

-Identifica reação dos jogadores depois de jogos mais tardios

-Permite agendamento do treino baseado nos dados recolhidos

-Demonstra interrupções nos padrões e na qualidade de sono dos jogadores

-Transmite a realidade da duração do sono dos jogadores

-Fornece aconselhamento sobre o sono e mostra os efeitos que a luz do espetro azul, produzida por telemóveis ou tablets, pode ter no cérebro
daqui